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	<title>Florencio est...</title>
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	<description>Florêncio est, hit at nunc, fiat lux!</description>
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		<title>E agora José?</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 23:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[José 1960 &#8211; ANTOLOGIA POÉTICA Carlos Drummond de Andrade E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José? Está sem mulher, está sem discurso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.danielflorencio.com/2010/10/30/e-agora-jose/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="300">
<tbody>
<tr>
<td height="20" align="left">José<br />
1960 &#8211; ANTOLOGIA POÉTICA</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<p>E agora, José?<br />
A festa acabou,<br />
a luz apagou,<br />
o povo sumiu,<br />
a noite esfriou,<br />
e agora, José?<br />
e agora, você?<br />
você que é sem nome,<br />
que zomba dos outros,<br />
você que faz versos,<br />
que ama, protesta?<br />
e agora, José?</p>
<p>Está sem mulher,<br />
está sem discurso,<br />
está sem carinho,<br />
já não pode beber,<br />
já não pode fumar,<br />
cuspir já não pode,<br />
a noite esfriou,<br />
o dia não veio,<br />
o bonde não veio,<br />
o riso não veio<br />
não veio a utopia<br />
e tudo acabou<br />
e tudo fugiu<br />
e tudo mofou,<br />
e agora, José?</p>
<p>E agora, José?<br />
Sua doce palavra,<br />
seu instante de febre,<br />
sua gula e jejum,<br />
sua biblioteca,<br />
sua lavra de ouro,<br />
seu terno de vidro,<br />
sua incoerência,<br />
seu ódio – e agora?</p>
<p>Com a chave na mão<br />
quer abrir a porta,<br />
não existe porta;<br />
quer morrer no mar,<br />
mas o mar secou;<br />
quer ir para Minas,<br />
Minas não há mais.<br />
José, e agora?</p>
<p>Se você gritasse,<br />
se você gemesse,<br />
se você tocasse<br />
a valsa vienense,<br />
se você dormisse,<br />
se você cansasse,<br />
se você morresse&#8230;</p>
<p>Mas você não morre,<br />
você é duro, José!</p>
<p>Sozinho no escuro<br />
qual bicho-do-mato,<br />
sem teogonia,<br />
sem parede nua<br />
para se encostar,<br />
sem cavalo preto<br />
que fuja a galope,<br />
você marcha, José!<br />
José, para onde?</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Bolinhagate 2</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 16:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sobre o &#8220;segundo objeto que atingiu José Serra&#8221;, objeto do vídeo que postei abaixo, a Associação dos Peritos Criminais Federais divulgou a seguinte nota, publicada por Luiz Carlos Azenha. Nota da Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF) O código de processo penal determina a realização de exame pericial, por peritos oficiais, em todos os crimes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o &#8220;segundo objeto que atingiu José Serra&#8221;, objeto do vídeo que postei abaixo, a Associação dos Peritos Criminais Federais divulgou a seguinte nota, <a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-nota-dos-peritos-criminais-federais.html" target="_blank">publicada por Luiz Carlos Azenha</a>.</p>
<blockquote><p><strong>Nota da Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF)</strong></p>
<p>O código de processo penal determina a realização de exame pericial, por peritos oficiais, em todos os crimes que deixam vestígios. No caso, o candidato José Serra deveria ter registrado a ocorrência e ser submetido a exame de corpo de delito, por peritos oficiais, para verificação de suposta lesão.</p>
<p>A imprensa noticiou que o PSDB entraria com uma representação junto ao Ministério Público Federal para que a Polícia Federal investigasse as supostas agressões. Dessa forma, a perícia oficial, que tem autonomia para realização dos exames periciais, poderá se pronunciar no caso através do laudo pericial.</p>
<p>A partir das imagens reproduzidas pela mídia não há condições de se afirmar categoricamente a natureza e a massa do segundo objeto supostamente arremessado contra o candidato José Serra, nem que o mesmo tenha causado alguma lesão na cabeça do referido candidato. Somente a realização de perícia no vídeo original,a ser realizada por peritos oficiais especialistas na matéria, poderá fornecer informações conclusivas sobre o caso e os fatos ocorridos.</p>
<p>Assim, é temerário que se tome como fato real a conclusão de profissionais que não pertençam aos órgãos oficiais de perícia criminal, pois esses profissionais não necessariamente possuem compromisso com a verdade.</p>
<p><strong>Octávio Brandão Caldas Netto e </strong><strong>Hélio Buchmüller Lima<br />
</strong>Presidente e vice-presidente da APCF<br />
Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais</p></blockquote>
<div></div>
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		<title>Bolinhagate</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/10/25/bolinhagate/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Oct 2010 23:32:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegando ao trabalho na 6a feira passada pela manhã me deparei com a matéria do Jornal Nacional aonde a Globo se esforçava para nos fazer acreditar que Serra havia sido atingido por um segundo objeto, e que isso estava registrado em um vídeo gravado em celular por um repórter da Folha de S. Paulo. Essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegando ao trabalho na 6a feira passada pela manhã me deparei com a matéria do Jornal Nacional aonde a Globo se esforçava para nos fazer acreditar que Serra havia sido atingido por um segundo objeto, e que isso estava registrado em um vídeo gravado em celular por um repórter da Folha de S. Paulo. Essa foi a matéria do Jornal Nacional:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="392" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1360677&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><param name="src" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" /><param name="flashvars" value="midiaId=1360677&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="392" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" flashvars="midiaId=1360677&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" quality="high"></embed></object></p>
<p>Não colou. A própria Folha de S. Paulo, quando exibiu as imagens em seu site, em nenhum momento havia dito de que se tratava de um registro do momento em que algo atinge José Serra.</p>
<p>O esforço editorial do Jornal Nacional em desfazer o mal estar causado pela encenação de José Serra com a tal bolinha de papel, e tentar penalizar a conseguinte reação de Lula foi evidente. Evidente e ridículo.</p>
<p>Mais evidente ainda foi a forma tosca e rudimentar com que tentaram manipular as imagens originalmente gravadas pela Folha. Trabalho com cinema e vídeo já há 10 anos, revezando nas funções de editor e diretor. Sento diariamente em frente a um computador para trabalhar com imagens em movimento. Já dirigi trabalhos de animação e que envolvem efeitos visuais. A manipulação tosca das imagens na matéria do Jornal Nacional me saltou aos olhos e me senti na obrigaçnao de gastar algumas poucas horas da minha 6a feira para editar o seguinte vídeo, aonde desconstruí a montagem de má fé realizada pelo Jornal Nacional:</p>
<p><a href="http://blog.danielflorencio.com/2010/10/25/bolinhagate/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p>Não só meu vídeo, mas outros foram postados no Youtube, além de outras análises mais detalhadas da tentativa crassa da Globo em manipular as imagens. As análises parecem ter surtido efeito, e <a href="http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/novo-perito-divulga-laudo-sobre-agressao-serra.html" target="_blank">a Globo, novamente, analisou as imagens com outro perito que concluiu, para nosso espanto, que sim, algo atingiu José Serra</a>. O primeiro, como visto na matéria do Jornal Nacional foi realizado por Ricardo Molina, um perito que foi demitido da Unicamp em 2001 por &#8220;uso indevido de verba pública, como <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u15989.shtml" target="_blank">descreve essa matéria da Folha</a>.</p>
<p>O novo relatório produzido por um escritório de perícia, chega ao ridículo de analizar UM FRAME apenas da sequência de vídeo. Constatam a presença de um &#8220;objeto cilíndrico&#8221;, a partir da análise de um frame, e não da SEQUENCIA DE FRAMES. Ora, se estamos tratando de vídeo, que no Brasil grava a 30 frames por segundo, porque iriamos analisar apenas um frame desse vídeo?</p>
<p>Não analisam toda a sequência de vídeo, porque é justamente analisando TODA A SEQUENCIA que verificamos que o tal objeto cilindrico, não é um objeto cilindrico.</p>
<p>Analisando toda a sequencia, o que vemos surgir encima da cabeça de José Serra e que a Globo com a corrobaração de duas perícias mal feitas insinuam ser um &#8220;objeto cilíndrico e transparente&#8221;, é, na realidade o topo da cabeça de uma pessoa que, no vídeo, se localizava atrás de José Serra. Como a resolução das imagens captada pelo celular é baixissima, as imagens são &#8220;borradas&#8221;, e não muito bem delimitadas. Esse outro fato, extremamente relevante para uma perícia bem feita, nao foi ao menos CITADA por nenhuma das perícias.</p>
<p>Tive o cuidado de analisar a sequencia inteira de frames, observando toda a trajetória da cabeça da pessoa que está atras de Serra. Observem ( clique para ampliar ):</p>
<p><a href="http://blog.danielflorencio.com/wp-content/uploads/2010/10/bolinha.jpg"><img class="alignnone" src="http://blog.danielflorencio.com/wp-content/uploads/2010/10/bolinha.jpg" alt="" width="466" height="7403" /></a></p>
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		<title>Manifesto de artistas e intelecutais pró Dilma.</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/10/17/manifesto-de-artistas-e-intelecutais-pro-dilma/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 21:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff.</p>
<p>Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.</p>
<p>Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.</p>
<p>Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.</p>
<p>Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.</p>
<p>Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado. Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.</p>
<p>Leonardo Boff<br />
Chico Buarque de Holanda<br />
Oscar Niemeyer<br />
Aderbal Freire Filho – diretor de teatro<br />
Alcides Nogueira – dramaturgo e roteirista<br />
Alcione – cantora<br />
Aldir Blanc – compositor e escritor<br />
Álvaro Caldas – jornalista<br />
André Klotzel – cineasta<br />
André Luiz Oliveira – cineasta<br />
Anne Pinheiro Guimarães – cineasta<br />
Antonio Grassi – ator<br />
Argemiro Ferreira – jornalista<br />
Armando Freitas Filho – poeta<br />
Beth Carvalho – cantora<br />
Beth Formaggini – cineasta<br />
Carlos Augusto Brandão – crítico de cinema<br />
Carlos Brandão<br />
Celso Frateschi – ator e diretor<br />
Chico Cesar – cantor e compositor<br />
Chico Diaz – ator<br />
Claudia Furiati – historiadora e escritora<br />
Cláudio Baltar – diretor<br />
Cristina Buarque de Hollanda – cantora<br />
Daniel Sroulevich – produtor cultural<br />
Daniel Souza – designer e empresário<br />
Dau Bastos<br />
Débora Duboc – atriz<br />
Dira Paes – atriz<br />
Domingos de Oliveira – diretor teatral, cineasta<br />
Edgar Vasques – cartunista<br />
Ednardo – cantor<br />
Eduardo A. Russo – crítico de cinema<br />
Eduardo Figueiredo – produtor teatral<br />
Eric Nepomuceno – jornalista e escritor<br />
Eryk Rocha – cineasta<br />
Felipe Radicetti – compositor<br />
Geraldo Moraes – cineasta<br />
Geraldo Sarno – cineasta<br />
Helena Sroulevich – produtora cultural<br />
Helvécio Ratton – cineasta<br />
Hermano Figueiredo – cineasta e cineclubista<br />
Hugo Carvana – ator e cineasta<br />
Janaina Diniz – cineasta<br />
Jesus Chediak – cineasta e produtor cultural<br />
João Bosco – cantor e compositor<br />
João Carlos Couto – dramaturgo e produtor teatral<br />
Joel Pizzini – cineasta<br />
Jorge Furtado – cineasta<br />
José Joffily – cineasta<br />
José Roberto Filippelli<br />
Karen Acioly – diretora teatral<br />
Leopoldo Nunes – cineasta e agente cultural<br />
Lucélia Santos – atriz<br />
Lucia Murat – cineasta<br />
Lúcia Rocha – curadora do Tempo Glauber<br />
Lucília Garcez – escritora<br />
Lucy Barreto – produtora<br />
Luiz Antonio de Assis Brasil – escritor<br />
Luiz Carlos Barreto – produtor<br />
Luiz F. Taranto – jornalista e cineasta<br />
Luiz Fernando Lobo – diretor artístico e ator<br />
Luiz Fernando Lobo – diretor teatral<br />
Manfredo Caldas – cineasta<br />
Marcelo Laffitte – cineasta<br />
Marcos Souza – músico e jornalista<br />
Mariana Lima – atriz<br />
Marieta Severo – atriz<br />
Marília Alvim – cineasta<br />
Mario Prata – escritor e dramaturgo<br />
Marquinhos de Oswaldo Cruz<br />
Maurice Capovilla – cineasta<br />
Maurício Machado – ator<br />
Miguel Paiva – escritor e humorista<br />
Miúcha – cantora<br />
Monarco – compositor<br />
Monique Gardenberg – cineasta e diretora de teatro<br />
Murilo Salles – cineasta<br />
Nelson Sargento – compositor<br />
Nei Lopes – compositor e escritor<br />
Noilton Nunes – cineasta<br />
Orã Figueiredo – ator<br />
Otto – cantor e compositor<br />
Paloma Rocha – cineasta<br />
Paula Gaitán – cineasta e artista plástica<br />
Paulo Betti – ator<br />
Paulo Halm – roteirista e cineasta<br />
Pedro Cardoso – ator<br />
Raquel Karro – atriz<br />
Ricardo Cota – Secretário de Comunicação do Governo do RJ<br />
Ricardo Cravo Albin – jornalista, historiador e pesquisador da MPB<br />
Ricardo Gontijo – jornalista<br />
Roberto Berliner – cineasta<br />
Roberto Gervitz – cineasta<br />
Roberval Duarte – cineasta e produtor cultural<br />
Rodrigo Targino – cineasta<br />
Rogério Correa – cineasta<br />
Rosa d`Aguiar Furtado – jornalista, tradutora (viúva de Celso Furtado)<br />
Rosemary – cantora<br />
Rosemberg Cariry – cineasta<br />
Rubens Rewald<br />
Ruth Rocha – escritora<br />
Ruy Guerra – cineasta<br />
Sandra Werneck – cineasta<br />
Sara Rocha – produtora de cinema<br />
Sérgio Sá Leitão – cineasta e administrador público<br />
Silvia Buarque de Hollanda – atriz<br />
Silviano Santiago – escritor<br />
Sylvia Moreira – arquiteta, cenógrafa<br />
Tata Amaral – cineasta<br />
Tia Surica -sambista<br />
Toni Venturi – cineasta<br />
Tuca Moraes – atriz e produtura<br />
Vania Cattani – cineasta<br />
Vicente Amorim – cineasta<br />
Vinícius Reis – cineasta<br />
Vladimir Carvalho – cineasta<br />
Wagner Tiso – músico<br />
Walter Carvalho – cineasta<br />
Walter Lima Júnior – cineasta<br />
Wolney Oliveira – cineasta<br />
Ziraldo – desenhista, escritor, pintor<br />
Frei Betto<br />
Emir Sader<br />
Álvaro Caldas – jornalista<br />
Ricardo Gontijo – jornalista<br />
Regina Zappa – jornalista e escritora<br />
Padre Ricardo Rezende<br />
Paulo Sergio Niemeyer<br />
Vera Niemeyer<br />
Tulio Mariante – designer</p>
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		<title>Censura eu, Folha!!</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 20:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[Na semana passada, uma forte crise nostálgica atingiu a família Frias. Podia ser saudade dos anos 80, época em que a Folha de S. Paulo era chamado de &#8220;jornal das Diretas&#8221; e tido como um legítimo aliado das lutas democráticas. Mas não. A Folha sentiu saudade foi dos bons e velhos anos 70. E não era vontade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_cV0tx2ANyjA/TKk5Bv6GfrI/AAAAAAAAC2A/Bn_sx2yV-44/s1600/falha-1.jpg" target="_blank"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_cV0tx2ANyjA/TKk5Bv6GfrI/AAAAAAAAC2A/Bn_sx2yV-44/s400/falha-1.jpg" border="0" alt="" width="400" height="81" /></a></p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_cV0tx2ANyjA/TKk5ED5IBgI/AAAAAAAAC2E/nGyM8ZNuQMo/s1600/Untitled-1.jpg" target="_blank"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_cV0tx2ANyjA/TKk5ED5IBgI/AAAAAAAAC2E/nGyM8ZNuQMo/s400/Untitled-1.jpg" border="0" alt="" width="331" height="400" /></a></p>
<p>Na semana passada, uma forte crise nostálgica atingiu a <strong>família Frias</strong>. Podia ser saudade dos anos 80, época em que a <strong>Folha de S. Paulo</strong> era chamado de &#8220;jornal das Diretas&#8221; e tido como um legítimo aliado das lutas democráticas. Mas não. A Folha sentiu saudade foi dos bons e velhos anos 70. E não era vontade de usar costeletas, vestir calças boca-de-sino e dançar <em>Staying Alive</em>. Era a saudade da rigidez viril dos anos de ditadura, quando a Folha era uma maria-caserna tão próxima dos generais que emprestava seus carros para as ações de tortura e morte de &#8220;inimigos do regime&#8221; praticadas pelos paramilitares da Operação Bandeirantes.</p>
<p>Em 30 de setembro, o jornal conseguiu uma liminar que obrigava os irmãos <strong>Lino</strong> e<strong>Mario Bocchini </strong>a tirar do ar o conteúdo da <a href="http://twitter.com/#%21/falhadespaulo"><strong><em>Falha de S. Paulo</em></strong></a>, um site de humor que tirava um barato do indisfarçável viés pró-tucano que aterrissou com mais força do que nunca na Barão de Limeira dos últimos tempos. Os dois foram obrigados a remover do ar todo o conteúdo do site, sob pena de pagar multa diária de R$ 1.000. Segundo Lino, a empresa nem chegou a enviar uma notificação extrajudicial ou um pedido por e-mail: já foi logo apelando para o processo. Assim, a seco, sem KY nem piedade.</p>
<p>— <em>É chocante a hipocrisia da Folha. Se isso não é censura e um atentado inaceitável à liberdade de expressão, juro que não sabemos o que é. Chega a ser cômico: o mesmo jornal que faz dezenas de editoriais acusando o governo de censura e bradando indignado por ‘liberdade de expressão’ comete esse ato violento de censura</em> — afirmava o site, no seu <a href="http://tinyurl.com/2da6ejh">último comunicado</a>. Que também teve de sair do ar, neste final de semana, porque ate o domínio falhadesaopaulo.com.br <a href="http://img836.imageshack.us/img836/1575/combocensura.jpg" target="_blank">acabou congelado no Registro.br</a> por conta da decisão judicial.</p>
<p>Folha não teve a menor vergonha de apelar para a censura. A advogada do jornal, <a href="http://www.rbmdf.com.br/pt/?id=14"><strong>Taís Gasparian</strong></a>, alegou que a intenção não era censurar o site, mas impedir o uso indevido da marca Folha de S. Paulo. Para o Portal Imprensa, a advogada deu a entender que ainda foi boazinha, pois podia <a href="http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/10/04/imprensa38461.shtml" target="_blank">ter pedido multa diária de R$ 100 mil</a>.</p>
<p>Taís Gasparian é a mesma advogada que defendeu o direito da Folha de S. Paulo de publicar fotos do <strong>Raí</strong> pelado no vestiário do São Paulo ou o direito do colunista<strong>José Simao</strong> de <a href="http://congressoabraji2010.wordpress.com/2010/07/30/publicar-ou-nao-publicar-eis-a-questao" target="_blank">afirmar que Juliana Paes tinha a bunda grande e não era casta</a>. Na época em que o <strong>Macaco Simão</strong> foi vítima de censura judicial por conta destas &#8220;afirmações polêmicas&#8221;, <strong>Dona Taís</strong> <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u596327.shtml" target="_blank">disse na própria Folha</a> que a decisão do juiz tratava</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;o humor como ilícito e, no fim das<br />
contas, é a mesma coisa que censura&#8221;.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">Entendeu? Olha só, Lino, <strong>Dona Taís</strong> já deixou pronta a linha de defesa que vocês podem usar. É só copiar as mesmas alegações que a Folha usou em casos semelhantes — quando era vítima, e não autora, de censura. A mesma Folha que transforma qualquer reclamação de <strong>Lula</strong> sobre a imprensa em ameaça à liberdade de expressão, mas se cala quando reclamações semelhantes, ou até piores, partem de <strong>José Serra</strong>.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_cV0tx2ANyjA/TKk5ATLC1NI/AAAAAAAAC18/un7DgHZMEEM/s1600/falha1.jpg"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_cV0tx2ANyjA/TKk5ATLC1NI/AAAAAAAAC18/un7DgHZMEEM/s400/falha1.jpg" border="0" alt="" width="272" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Mas a Folha vai ter muito trabalho se quiser censurar a internet. Sem consultar os responsáveis pela Falha de S. Paulo, o <strong>Boteco Sujo</strong> recorreu ao cache do Google e encheu esse post de imagens do site censurado. O <strong><a href="http://mundo-cane.blogspot.com/" target="_blank">Mundo Cane</a>,</strong> do mano <strong>Gio Mendes</strong>, vai fazer a mesma coisa. E <a href="http://falhadespaulo.tumblr.com/" target="_blank">um outro site</a> já fez um espelho de todos os posts proibidos do Falha.</p>
<p style="text-align: left;"><p><a href="http://blog.danielflorencio.com/2010/10/05/censura-eu-folha/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p style="text-align: left;">Você tem blog, Tumbrl, Orkut, Facebook, o escambau? Vai lá, faça a mesma coisa. Vamos nos apropriar indevidamente da Folha e denunciar o &#8220;jornal das Diretas&#8221; que virou censor. <strong>Dona Taís</strong> vai ter muito trabalho para conseguir censurar a todos.</p>
<p style="text-align: left;">Censura pode vir de onde menos se espera. Por isso, todo cuidado é pouco. A dita é branda? É, mas trisca pra ver se não fica dura.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_cV0tx2ANyjA/TKqvDjHEMgI/AAAAAAAAC2M/8Qphg4f31wo/s1600/tumblr_l9n2idhqqy1qe3su3o1_400.jpg" target="_blank"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_cV0tx2ANyjA/TKqvDjHEMgI/AAAAAAAAC2M/8Qphg4f31wo/s400/tumblr_l9n2idhqqy1qe3su3o1_400.jpg" border="0" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Post <a href="http://www.botecosujo.com/2010/10/ditadura-nada-branda-da-folha-de-s.html" target="_blank">copiado do Boteco Sujo</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quadrilha</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/09/22/quadrilha/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 11:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[critica]]></category>
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		<description><![CDATA[Original de Drummond adaptado para a Folha, Veja e o O Globo. Quadrilha Ministro envolvido com acusado de roubo João era Ministro e amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Original de Drummond<strong> </strong><em>adaptado para a Folha, Veja e o O Globo.</em></p>
<p><strong>Quadrilha</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>Ministro envolvido com acusado de roubo</strong></p>
<p>João <em>era Ministro</em> <em>e</em> amava Teresa que amava Raimundo<br />
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili<br />
que não amava ninguém.<br />
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,<br />
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,<br />
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes<br />
que não tinha entrado na história <em>e foi acusado de roubo.</em></p>
<p>E o original, de Carlos Drummons de Andrade,</p>
<blockquote><p><strong><em>QUADRILHA</em></strong><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>João amava Teresa que amava Raimundo<br />
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili<br />
que não amava ninguém.<br />
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,<br />
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,<br />
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes<br />
que não tinha entrado na história.</em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Introducing London</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/09/13/introducing-london/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 13:42:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A prefeitura de Londres iniciou uma campanha pro pessoal tirar as bicicletas da garagem e as utilizar como meio de transporte. O filme abaixo, que está sendo veiculada nos cinemas, dá bem o tom da coisa, e casa com o momento onde a cidade ganhou as bicicletas de aluguel, da foto acima. A mensagem é: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://blog.evanscycles.com/wp-content/uploads/2010/08/barclays-cycle-hire-scheme-20.jpg" alt="null" /></p>
<p>A prefeitura de Londres iniciou uma campanha pro pessoal tirar as bicicletas da garagem e as utilizar como meio de transporte.  O filme abaixo, que está sendo veiculada nos cinemas, dá bem o tom da coisa, e casa com o momento onde a cidade ganhou as bicicletas de aluguel, da foto acima. A mensagem é: De bicicleta, você conhece a cidade.</p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Vvfq_maaVig?fs=1&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Vvfq_maaVig?fs=1&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Blogs sujos</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/09/11/blogs-sujos/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 16:56:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo José Serra, blogs que dizem o que ele não gosta são blogs sujos. Esse aqui deve ser um deles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo José Serra, blogs que dizem o que ele não gosta são blogs sujos. Esse aqui deve ser um deles.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.novae.inf.br/userimages/3.jpg" alt="" width="279" height="283" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O jogo de Noblat. O jogo da velha mídia.</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/09/07/o-jogo-de-noblat-o-jogo-da-velha-midia/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 15:14:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ricardo Noblat, colunista de política do O Globo, talvez o mais importante do país, recebeu um artigo meu, reproduzido ao final desse posto, ontem, 2a feira dia 06/09 pela manhã. Na semana anterior, na 5a feira dia 02/09 ele havia me proposto assinar um artigo para seu blog, com a condição que eu pudesse provar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.sistemaodia.com/imagem/materias/m_ricardo-noblat_f6a3385633f507a89ba1acd817e4f532.jpg" alt="" width="324" height="243" /></p>
<p>Ricardo Noblat, colunista de política do O Globo, talvez o mais importante do país, recebeu um artigo meu, reproduzido ao final desse posto, ontem, 2a feira dia 06/09 pela manhã. Na semana anterior, na 5a feira dia 02/09 ele havia me proposto assinar um artigo para seu blog, com a condição que eu pudesse provar o que iria dizer.</p>
<p>O assunto do artigo, é o mesmo do meu post <a href="http://blog.danielflorencio.com/2010/09/02/aecio-vs-serra/">Aécio Vs. Serra</a>, publicado aqui no blog na mesma 5a feira, dia 2 de setembro. Da grande possibilidade de que o sigilo de Verônica Serra tenha acontecido fruto da guerra interna no PSDB entre José Serra e Aécio Neves, tendo partido de investigações conduzidas pelo jornal Estado de Minas.</p>
<p>Não seria muito difícil provar o meu ponto, pois todas as informações estão presentes em matérias veiculadas pela própria imprensa. Amaury Ribeiro, repórter do Estado de Minas a época da quebra do sigilo deu diversas entrevistas sobre a investigação que conduzia sobre José Serra. Basta ler o que já publicou O Globo, a Folha de São Paulo e a Carta Capital sobre o assunto.</p>
<p>Noblat no entanto não me respondeu aos emails sobre o artigo. Havia perdido o interesse e o artigo não foi publicado.</p>
<p>É sabido em todo o meio jornalístico qual era a missão do repórter investigativo Amaury Ribeiro no Jornal Estado de Minas. Mas mesmo assim, a velha mídia insistia e continua insistindo na versão de que os dados de Verônica Serra foram violados pelo PT por motivos políticos, e não durante uma guerra interna entre os tucanos.</p>
<p>Noblat, resistia e resiste em CITAR a versão aonde os personagens são Serra, Aécio, o Jornal Estado de Minas e o repórter Amaury Ribeiro. Quando finalmente, a candidata do PT cita essa versão, Noblat, que normalmente reproduz matérias e artigos na íntegra no blog, <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/09/05/dilma-nao-ha-motivacao-eleitoral-nas-quebras-de-sigilo-322025.asp" target="_blank">reproduziu assim a fala de Dilma</a>:</p>
<p><a href="http://blog.danielflorencio.com/wp-content/uploads/2010/09/Screen-shot-2010-09-07-at-15.20.25.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1615" title="Screen shot 2010-09-07 at 15.20.25" src="http://blog.danielflorencio.com/wp-content/uploads/2010/09/Screen-shot-2010-09-07-at-15.20.25.png" alt="" width="478" height="215" /></a></p>
<p>Noblat omitiu em seu blog o trecho da matéria onde Dilma mencionava o Jornal Estado de Minas, Aécio e o repórter Amaury Ribeiro, deixando apenas o link para a matéria completa no site da Folha.</p>
<p>Visto diante da impossibilidade de continuar omitindo essa versão, já que candidata que detém 55% das intenções de voto já a havia trazido a publico, ele então publica o seguinte comentário entitulado: <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/09/06/dilma-boateira-322186.asp" target="_blank">&#8220;Dilma, a boateira</a>&#8220;, onde classifica as aventuras do Jornal Estado de Minas e a investigação de Amaury Ribeiro como &#8220;boatos&#8221; e não como fatos, e acusa a candidata de utilizar a versão como &#8220;vacina&#8221;.</p>
<p>O colunista tem tanta fé no PSDB e em José Serra que não passa pela sua cabeça de a versão deles ser inveridica. O que ele tenta esconder, é que diante dessa perspectiva, a versão de Dilma surge na realidade não como &#8220;vacina&#8221;, mas sim como &#8220;antidoto&#8221;.</p>
<p>Segue o artigo enviado para Noblat, e não publicado:</p>
<p><strong><em>As estradas levam a Minas</em></strong></p>
<blockquote><p><em>“Indignação. É com esse sentimento que os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves.</em></p>
<p><em>Pior. Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra, competente e líder das pesquisas de intenção de votos até então.”</em></p></blockquote>
<p><em>Esses dois parágrafos abrem</em><a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/03/04/minas-reboque-nao-editorial-271346.asp"><em> o editorial do Jornal Estado de Minas do dia três de fevereiro de 2010</em></a><em>, quando da oferta da vice-candidatura a Aécio Neves na chapa encabeçada por José Serra. A oferta seria recusada pelo mineiro.</em></p>
<p><em>Terça feira, dia 31 de Agosto de 2010. 5 meses depois. Entrevista do então candidato a presidencia pelo PSDB José Serra no Jornal da Globo. O candidato que na pesquisa Ibope está 27 pontos atrás de sua adversária Dilma Roussef lança uma acusação a sua adversária. Ela e o seu partido foram responsáveis pela violação do sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, divulgada pela Receita Federal no dia anterior.</em></p>
<p><em>Dilma que tem 51% das intenções de voto tem grandes chances de se eleger já no primeiro turno.</em></p>
<p><em>O que se vê a partir daí é a repercussão em seu programa eleitoral e na mídia da acusação iniciada pelo candidato no telejornal do dia anterior.</em></p>
<p><em>A imprensa investiga o caso e descobre uma série de irregularidades, falsificação de documentos, de assinaturas, e um despachante que teria sido filiado ao PT.</em></p>
<p><em>E no calor da campanha eleitoral supõe-se de imediato que a violação atenderia ao PT e a candidatura de Dilma Roussef, especialmente tendo o PT em seu currículo outros casos semelhantes.</em></p>
<p><em>Mas a motivação da violação não pode ser apenas suposta. Deve ser provada. Quem, quando e porque violaram os dados fiscais de Verônica Serra?</em></p>
<p><strong><em>Histórico</em></strong></p>
<p><em>A violação do sigilo de Verônica ocorreu em  setembro de 2009. Há um ano atrás, quando Dilma nem Serra eram ainda candidatos.</em></p>
<p><em>A época, dentro do PT, Lula se movimentava para lançar Dilma Roussef, e o PSDB ainda debatia sobre quem seria o candidato, Aécio Neves ou José Serra. O editorial do jornal Estado de Minas dá bem o tom da batalha que se travou nessa disputa interna entre os tucanos.</em></p>
<p><em>Relatos contam que em São Paulo, aliados de Serra investigavam a vida de Aécio Neves. Em resposta, aliados de Aécio em Minas passaram a investigar José Serra. Ambos os lados se preparavam para uma guerra de contra-informação.</em></p>
<p><em>Do lado de Aécio, um dos repórteres escalados para a missão foi Amaury Ribeiro. Premiado repórter investigativo, ele foi contratado pelo Jornal Estado de Minas.</em></p>
<p><a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;a2=8&amp;i=6955"><em>Em entrevista a Revista Carta Capital</em></a><em> em 4 de junho, Amaury Ribeiro descreve sua missão:</em></p>
<blockquote><p><em>&#8220;À época, explica, havia uma movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação como candidato à Presidência pelos tucanos. “O interesse suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.”&#8221;</em></p></blockquote>
<p><em>Em 2009 quando o embate Aécio vs. Serra era mais intenso aconteceu então a quebra do sigilo da filha de Serra, Verônica.</em></p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/745894-jornalista-e-delegado-sao-pivos-de-intriga-do-dossie.shtml"><em>Uma matéria da Folha de 5 de junho</em></a><em> descreve a investigação realizada por Amaury no Estado de Minas:</em></p>
<blockquote><p><em>&#8220;Repórter investigativo com passagens por Folha, “O Globo” e “Jornal do Brasil”, ele foi escalado para apurar eventuais irregularidades relacionadas ao outro presidenciável tucano, Serra.</em></p>
<p><em>O resultado das apurações do jornalista nunca foi publicado pelo jornal. “Ele trabalhava em várias investigações. Essa investigação específica não estava concluída quando ele pediu demissão no final de 2009″, diz o diretor de Redação do “Estado de Minas”, Josemar Gimenez.&#8221;</em></p></blockquote>
<p><em>Na redação do Estado de Minas, Amaury era o principal responsável pelas investigações sobre José Serra. Repórter especial, sua rotina não envolvia bater ponto na redação, tinha o horário mais flexível, entrava e saía quando quizesse e viajava sempre que necessário.</em></p>
<p><em>Amaury pediu demissão do Estado de Minas em novembro de 2009. Dois meses antes, em setembro, o sigilo fiscal de Verônica Serra havia sido violado.</em></p>
<p><em>A briga interna no PSDB seria solucionada sem a necessidade de armas, pois Aécio Neves desiste da pré-candidatura em dezembro daquele ano. O repórter tinha então em suas mãos uma série de informações coletadas sobre José Serra que editou em um livro entitulado “Os porões da privataria” que prometeu publicar após as eleições.</em></p>
<p><em>Na introdução de seu livro o jornalista discorre extensamente sobre movimentações financeiras e o envolvimento de Verônica Serra em empresas no Brasil e no exterior.</em></p>
<p><strong><em>Mas e o PT?</em></strong></p>
<p><em>Do lado do PT, em setembro de 2009 a candidatura de Dilma Roussef não existia, e o partido ainda não conhecia o seu adversário, já que Aécio só desistiria da pré-candidatura em dezembro.</em></p>
<p><em>Deve-se ainda lembrar das boas relações do PT e PSDB em Minas Gerais. Ao contrário do que ocorre no resto do país, em Minas os dois partidos dialogam bem. O atual prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, foi eleito fruto da coalisão entre o ex-prefeito Fernando Pimentel do PT e Aécio Neves.</em></p>
<p><em>Amaury, meses depois de se demitir do Estado de Minas, vai trabalhar na campanha de Dilma Roussef, exatamente ao lado de Fernando Pimentel. Após acusações de que Pimentel e a pré-campanha de Dilma estariam produzindo um dossiê sobre Serra, Pimentel abandona a coordenação e Amaury vai para a TV Record, onde trabalha hoje.</em></p>
<p><em>O fato, no entanto é que a referida quebra do sigilo de Verônica Serra ocorreu quando Amaury Ribeiro ainda era funcionário do jornal Estado de Minas e preparava um eventual contra-ataque de Aécio a Serra.</em></p>
<p><em>Se o responsável pela quebra do sigilo foi Amaury ou qualquer outro reporter resta a Polícia Federal investigar. Mas pelo silêncio do Jornal Estado de Minas na semana passada, estampando manchetes sobre poluição em Belo Horizonte, enquanto os jornais no resto do país noticiavam o escandalo, é de se desconfiar que as estradas da quebra do sigilo de Verônica levam a Minas Gerais.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em><img class="alignnone" src="http://blog.danielflorencio.com/wp-content/uploads/2010/09/capaem1.jpg" alt="" width="410" height="720" /></em></p>
<p><em>Capa Estado de Minas, 5a feira, 2 de setembro de 2010.</em></p>
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		<title>O PSDB</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 14:16:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As primeiras frases de uma matéria sobre FHC, essa semana, na Isto é: &#8220;Já passava das quatro da tarde, na quarta-feira 1º, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se deu conta de que estava prestes a perder o voo que o levaria para a Alemanha no início daquela noite. Correu até o escritório que mantém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_627133290806414.jpg" alt="" width="435" height="273" /></p>
<p>As primeiras frases de uma <a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/99591_FHC+UM+POTE+ATE+AQUI+DE+MAGOAS?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage">matéria sobre FHC, essa semana, na Isto é</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Já passava das quatro da tarde, na quarta-feira 1º, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se deu conta de que estava prestes a perder o voo que o levaria para a Alemanha no início daquela noite. Correu até o escritório que mantém em seu amplo apartamento no bairro de Higienópolis, desligou o computador, colocou um moderno iPad numa pasta e deu um conselho brincalhão às duas empregadas que o servem: <strong><em>“Estou indo, cuidem de tudo aí e não vão comer toda a comida”</em></strong>, disse,&#8221;</p></blockquote>
<p>Trecho de entrevista em vídeo dada recentemente por Mano Brown sobre José Serra:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/K4KX5wCzAoY?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/K4KX5wCzAoY?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Aécio Vs. Serra</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 10:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[José Serra foi ao Jornal da Globo de anteontem e acusou Dilma Roussef, candidata a Presidência da República, a quem as pesquisas dão mais de 55% dos votos válidos no 1o turno, de criminosa e de violar o sigilo fiscal de sua filha, Verônica. A violação do sigilo de Verônica ocorreu em 2009. 1 ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Serra foi ao Jornal da Globo de anteontem e acusou Dilma Roussef, candidata a Presidência da República, a quem as pesquisas dão mais de 55% dos votos válidos no 1o turno, de criminosa e de violar o sigilo fiscal de sua filha, Verônica.</p>
<p><strong>A violação do sigilo de Verônica ocorreu em 2009. 1 ano atrás, quando Dilma nem Serra eram ainda candidatos a nada. Em 2009 mesmo, tomou-se conhecimento da violação através de informações em blogs.  Somente agora, há 30 dias das eleições, Serra resolve indignar-se.</strong></p>
<p>Está corretissimo em indignar-se, pois é sim um fato grave. Mas com um ano de atraso, e as vésperas das eleições denota oportunismo eleitoral.</p>
<p>Serra acusa o PT e Dilma de violarem o sigilo fiscal de sua filha. Globo, Folha, Estadão vão atrás investigar o caso, como se fosse algo novo. Recente. E já partem da premissa que foi autoria do PT.</p>
<p><strong>Uma historinha</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone" src="http://www.onortao.com.br/userfiles/Image/serra%201.jpg" alt="" width="494" height="248" /></strong></p>
<p>Em 2008 quando meu documentário <a href="http://current.com/groups/on-current-tv/88952525_gagged-in-brazil.htm" target="_blank">&#8220;Gagged in Brazil&#8221; foi ao ar na Current TV</a>, alguns amigos de Belo Horizonte, metidos no meio político e em campanhas eleitorais me perguntavam preocupados via MSN, &#8220;<em><strong>Daniel, você recebeu dinheiro do Serra?&#8221;</strong></em>.</p>
<p>Esse absurdo que me incomodou bastante, e que pra mim não fazia o menor sentido começa a se esclarecer agora&#8230;</p>
<p>A época, quando ainda se debatia dentro do PSDB quem seria o candidato a presidência em 2010, uma batalha interna se iniciou entre Aécio Neves e José Serra.</p>
<p>Supostamente, Serra preparava um dossiê contra Aécio. Em resposta, Aécio começou a preparar um dossiê contra Serra, através do Jornal Estado de Minas, seu grande aliado nas Gerais.</p>
<p>Um dos repórteres escalados para a missão foi Amaury Ribeiro. Respeitado repórter investigativo que correu atrás de todas as informações possíveis sobre Serra, para a guerra de contra-informação que se esperava entre os dois tucanos.</p>
<p>Em um <a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;a2=8&amp;i=6955" target="_blank">texto da Carta Capital</a>, Amaury Ribeiro descreve o ocorrido:</p>
<blockquote><p>&#8220;<strong>À época, explica, havia uma movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação como candidato à Presidência pelos tucanos. </strong>“O interesse suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. <strong>“Entrei em campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.”&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>A briga interna no PSDB foi solucionada sem a necessidade de armas, mas Amaury Ribeiro tinha então uma coletânea enorme de informações comprometedoras sobre Serra. Como o Estado de Minas não faz jornalismo, mas sim política, nenhuma matéria comprometedora sobre Serra foi publicada. Amaury pegou o material e editou em um livro chamado<em><strong> &#8220;Os porões da privataria&#8221; </strong></em>que prometeu publicar após as eleições.</p>
<p>Tudo isso aconteceu a partir de 2008. Em 2009 quando o embate Aécio Vs. Serra era mais intenso, foi  que aconteceu a quebra do sigilo da filha de Serra, Verônica.</p>
<p>Uma <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/745894-jornalista-e-delegado-sao-pivos-de-intriga-do-dossie.shtml" target="_blank">matéria da Folha sobre o &#8220;dossiê&#8221;</a> diz sobre Amaury:</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Repórter investigativo com passagens por Folha, “O Globo” e “Jornal do Brasil”, ele foi escalado para apurar eventuais irregularidades relacionadas ao outro presidenciável tucano, Serra.</strong></p>
<p><strong>O resultado das apurações do jornalista nunca foi publicado pelo jornal. “Ele trabalhava em várias investigações. Essa investigação específica não estava concluída quando ele pediu demissão no final de 2009″, diz o diretor de Redação do “Estado de Minas”, Josemar Gimenez.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>Na redação do Estado de Minas, não era dito abertamente que Amaury investigava José Serra. Repórter especial, sua rotina não envolvia bater ponto na redação, tinha o horário mais flexível, entrava e saía quando quizesse e viajava sempre que necessário.</p>
<p><strong>Amaury pediu demissão do Estado de Minas em novembro de 2009. </strong></p>
<p><strong>2 meses antes, em setembro, o sigilo de Verônica Serra havia sido violado.</strong></p>
<p>Na introdução de seu livro <strong>&#8220;Os porões da privataria&#8221;, </strong>já divulgado em vários websites, <strong>Amaury discorre extensamente sobre movimentações financeiras e o envolvimento de Verônica Serra em empresas no Brasil e no exterior</strong>. ( V<em>eja texto ao fim do post )</em></p>
<p>Por outro lado, não haveria, em setembro de 2009, interesse algum do PT, ou de Dilma Roussef ( que nem candidata a candidata era ) de investigar a informação que fosse sobre José Serra, mesmo porque <strong>a guerra interna do PSDB ainda haveria de decidir se o candidato a presidência seria ele ou Aécio Neves.</strong></p>
<p><strong>Oportunismo</strong></p>
<p>Serra, o PSDB e a mídia, oportunisticamente, revivem a história da quebra do sigilo de Verônica e acusam incessantemente o PT e Dilma Roussef.  Sem o menor pudor, afirmam que <em> &#8220;o PT é responsável pelo crime&#8221;</em>, como se fatos e datas fossem irrelevantes ou não existissem.</p>
<p>José Serra em todas as entrevistas dadas nos últimos dias utiliza sempre  os termos &#8220;Dilma&#8221;, &#8220;Violação&#8221; e &#8220;Criminosa&#8221;, em um esforço visível de fazer colar a ligação entre as 3 palavras.</p>
<p><strong>A realidade mais plausível que Serra e o PSDB conhecem é que essa violação partiu de dentro do jornal Estado de Minas para abastecer uma batalha de contra-informação do próprio PSDB.</strong></p>
<p>Mas, com a candidata petista com grandes chances de vencer no 1o turno com uma maioria esmagadora, vale inescrupulosamente tentar atribuir ao PT, os mal feitos do próprio PSDB.</p>
<p><strong>UPDATE: </strong>Dificilmente essa versão, baseada em fatos concretos, de que o sigilo foi quebrado em uma batalha interna do próprio PSDB vai ganhar corpo e merecer uma investigação profunda da grande mídia. O grandes veículos insistem e vão continuar insistindo na versão fantasiosa aonde o PT é responsável pelo crime.</p>
<p>Merval Pereira em O Globo e os colunistas da Grande Mídia já repercutem a quebra do Sigilo de Verônica Serra levando em consideração <strong>apenas</strong> a versão do PSDB. <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/09/02/democracia-em-perigo-321083.asp" target="_blank">Merval diz inclusive em seu texto no O Globo de hoje</a> que Amaury Ribeiro <em>trabalhava na campanha de Dilma quando investigava José Serra.</em> O que simplesmente não condiz com a realidade. É mentiroso. A investigação a Serra e a quebra de sigilo de Verônica ocorreu antes de Amaury trabalhar na campanha. Amaury não faz mais parte da campanha e está hoje na TV Record.</p>
<p><strong>UPDATE 2: </strong>Enquanto FOLHA DE S. PAULO, ESTADAO e O GLOBO gritam nas suas capas &#8220;ESCANDALO&#8221;,  vejam a capa do Estado de Minas de hoje. Não existe violação de dados de filha de ninguém em Minas Gerais.</p>
<p><a href="http://blog.danielflorencio.com/wp-content/uploads/2010/09/capaem1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1600" title="capaem" src="http://blog.danielflorencio.com/wp-content/uploads/2010/09/capaem1-170x300.jpg" alt="" width="170" height="300" /></a></p>
<p><strong>UPDATE 3</strong>: Jornal Nacional anuncia hoje que violador do sigilo de filha de Serra era filiado ao PT. Tudo bem. É um dado a mais. Mas ele é apenas o despachante da história. O que importa é o mandante. E não o despachante.</p>
<p><strong>UPDATE 4: </strong>Quando essa história começar a se aproximar do PSDB, como demonstrado aqui encima, O Globo, TV Globo, Estadão e Folha de S. Paulo deixarão de investigar a história. A investigação deles só é válida até o ponto em que envolva o PT. Além disso, não os interessa.</p>
<p><strong>A introdução do livro de Amaury Ribeiro</strong></p>
<blockquote><p><strong><strong>Os porões da privataria</strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong><strong><em><span style="font-weight: normal;">Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção. </span></em><span style="font-weight: normal;"><br />
</span><em><span style="font-weight: normal;">A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. </span></em><span style="font-weight: normal;"><br />
</span><em><span style="font-weight: normal;">(Ricardo Sergio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se  der m… “, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York.  É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.</span></em><span style="font-weight: normal;"><br />
</span><em><span style="font-weight: normal;">Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br,  em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia  do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.</span></em><span style="font-weight: normal;"><br />
</span><em><span style="font-weight: normal;">Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para  Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria… </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">(1)A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.<br />
(2)As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.</span></em></strong></p></blockquote>
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		<item>
		<title>O cinema digital e os manés</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/07/13/o-cinema-digital-e-os-manes/</link>
		<comments>http://blog.danielflorencio.com/2010/07/13/o-cinema-digital-e-os-manes/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 12:50:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia postei isso no Twitter: New technologies made it easier for any idiot to shoot a bunch of shit, put it together and claim out loud that it&#8217;s a film. O motivo dessa constatação foi o post abaixo sobre Locarno. Eu, neste processo de escolha de para quais festivais enviar o meu suado filme, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia postei isso no Twitter:</p>
<blockquote><p>New technologies made it easier for any idiot to shoot a bunch of shit, put it together and claim out loud that it&#8217;s a film.</p></blockquote>
<p>O motivo dessa constatação foi o post abaixo sobre Locarno. Eu, neste processo de escolha de para quais festivais enviar o meu suado filme, me deparo com um quinquilhão de festivais de cinema espalhados por aí. Uma comparação eficiente seria a do pai, que quer que o filho vá para a melhor escola e se dê bem. O filho pode não ser o mais inteligente, mas independente disso, cria-lo foi suado e trabalhoso, e como você deu o melhor de sí por ele, quer ver ele em uma boa escola. Não quer que ele vá parar em qualquer uma&#8230;</p>
<p>Aí, tem aquela escola excelente e super reconhecida. Seu filho não é aceito. Mas um outro garoto, claramente relapso e menos preparado, que foi criado &#8220;pelos cocos&#8221;, consegue entrar. Há de se ficar enfurecido. Foi o que aconteceu com Locarno.</p>
<p>E hoje, no <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4562364-EI11347,00-O+audiovisual+e+o+digital+pela+culatra.html" target="_blank">Terra Magazine, um texto de André Setaro sobre os &#8220;cineastas digitais</a>&#8221; e sobre as profusão de &#8220;festivais de cinema&#8221;. Bom saber que alguém concorda comigo&#8230;</p>
<h1>O audiovisual e o digital pela culatra</h1>
<p>André Setaro<br />
De Salvador (BA)</p>
<p>A avalanche de filmes digitais é impressionante. Qualquer pessoa pode, agora, fazer um filme e se intitular cineasta. O <em>fazer cinema</em> perdeu seu mistério e a sua magia. Claro, há a possibilidade de que qualquer se expresse por meio das imagens em movimento, o que é democrático. Ouso comparar o <em>fazer cinema</em>, hoje, com os poetas de antigamente. Em tempos não tão <em>priscas</em> assim, as pessoas viviam a cometer poesias e ficavam satisfeitas quando uma delas era publicada em jornais e revistas. Mas se existia muitos versos, poucos os poetas verdadeiros. Tinha-se, na verdade, uma enxurrada de <em>versejadas</em>.</p>
<p>Aplico o dito aos filmes feitos em digital por qualquer <em>mané</em>. O lixo da história está cheio desses arroubos expressivos e o tempo será o seu maior juiz. Pelo que tenho visto, a maioria dos filmes realizados em digital é de péssima execução cinematográfica, principalmente os curtas realizados por amadores. Para se fazer um filme é necessário, salvo raras exceções (como o documentário filmado<em>in loco</em>), uma elaboração <em>a priori</em>, um pensar cinematográfico antes da execução propriamente dita. Os cineastas <em>digitalizados</em>, porém, na sua grande maioria, preferem pegar a câmera e ir logo filmando. Os resultados, como não poderiam deixar de ser de outra forma, são lamentáveis.</p>
<p>Nelson Pereira dos Santos, numa palestra no Memorial da América Latina, há algum tempo, disse que não gostava da expressão audiovisual para a denominação de tudo que fosse imagem em movimento. Qualquer filme é chamado de produto audiovisual, o que, para ele, não expressava bem o significado e a dimensão do cinema. Quando se fala cinema, segundo Nelson, vem logo à mente nomes como Orson Welles, Fellini, Luchino Visconti, Roberto Rossellini, entre outros, ao passo que quando se fala em audiovisual nada vem à lembrança. Concordo em gênero, número e grau com esta opinião.</p>
<p>Está a acontecer uma revolução no audiovisual e ainda não cheguei a um processo mais consciente do que se encontra por vir. As imagens em movimento perderam a sua magia de somente serem vistas nas salas exibidoras e tomaram uma amplitude nunca dantes imaginada. Estão por toda parte: nas gigantescas televisões de plasma, nos DVDs, nos celulares, nos computadores. Baixa-se filmes a torno e a direito pela internet. O filme, algo meio inacessível, como em coluna passada me referi com um caso, hoje se vulgarizou a tal maneira que se pode encontrar no balaio das Lojas Americanas obras-primas a preço de banana. Ou espalhadas pelo chão das ruas e avenidas das cidades em cópias piratas. É verdade que, nesta oferta, predominam os filmes inferiores, para consumo imediato, mas, de repente, vê-se um grande momento do cinema à disposição do cliente transeunte.</p>
<p>Os eventos cinematográficos se proliferam e em qualquer <em>cafundó de judas</em> há atualmente a realização de um festival de cinema (apoiados, diga-se assim de passagem, pelas burras da Viúva). Muitos deles são bons e proveitosos, mas não se pode negar que alguns cheiram a picaretagem. Abre-se uma produtora com fito cultural e basta apenas captar patrocínios. Os organizadores gastam o necessário e o troco fica com eles. Urge que os órgãos governamentais tenham mais rigor ao patrocinar tais eventos, pois muitos não passam de pura picaretagem.</p>
<p>Há também uma profusão de oficinas, mesas redondas e quadradas, seminários disso e daquilo, alguns chatíssimos, recorrentes, repetitivos. Para ficar num só exemplo: a das oficinas de crítica cinematográfica., que, geralmente, são realizadas em dois, três dias. Creio-as um absurdo, um non sense. Como se pode ensinar a ver um filme em tão pouco tempo? E, principalmente, criticá-lo? A crítica é a arte da paciência, como disse uma vez o grande Inácio Araújo. Antes de mais nada, o vestibulando a crítico deve ver e ver filmes e, para alcançar um razoável repertório cinematográfico somente o tempo está a seu favor. É preciso se entender que o cinema é uma estrutura audiovisual, que tem uma linguagem autônoma. A crítica, portanto, é um processo a posteriori. Mas, na geleia geral na qual se afundou o audiovisual, assim como todo brasileiro se considera um técnico de futebol, também se acha apto para criticar um filme. Confesso que ministrei uma oficina de crítica, mas, num processo de autocrítica, nunca mais a farei. Tenho, também, culpa no cartório, mas, creio no meu bom senso, e, se o tenho, não participo mais de tais oficinas, que, no meu bom tempo, conhecia-as para conserto de carros e bicicletas.</p>
<p>A concentração de filmes numa determinada mostra é contraproducente. Segundo Georges Sadoul, famoso historiador de cinema francês, na introdução de seu <em>Dicionário de Filmes</em>, os filmes gravados na memória tendem a se confundir. Conta que passou décadas a analisar uma sequência de determinada obra cinematográfica vista há muito tempo e que a tinha como fundamental. Quando teve a oportunidade de vê-la, constatou, estupefato, que ela não existia no filme que anunciava. Pertencia a outro.</p>
<p>Como no título da antologia de críticas de Antonio Moniz Vianna, um filme por dia é o ideal de contemplação de um cinéfilo &#8211; até poderia conceder: no máximo dois. Há pouco tempo, no entanto, os eventos cinematográficos que se faziam no Brasil não empurravam, cinéfilo abaixo, uma avalanche de filmes. É bem verdade que da profusão pode aquele que se interessa escolher os mais interessantes e deixar os outros para uma próxima ocasião &#8211; se a houver.</p>
<p>Cada vez mais fica imperativo que se refine o que se vai ver. O ideal também é que se refinasse mais o que está a ser produzido. Uma das metas do cinema brasileiro deveria ser esta: não aporrinhar o pobre do cinéfilo já tão aporrinhado com as coisas da vida.</p>
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		<title>Festival del Film de Locarno</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/07/10/festival-del-film-de-locarno/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 16:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[L.A. Zombie]]></category>
		<category><![CDATA[locarno]]></category>
		<category><![CDATA[Olivier Père]]></category>
		<category><![CDATA[piazza grande]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem recebi uma carta, super educada do festival de Locarno me informando que meu curta não havia sido selecionado para o festival esse ano. Faz parte. Mas claro que sempre fica uma pontinha de decepção&#8230; Locarno é um dos festivais mais tradicionais da Europa, e responsável por descobrir inúmeros diretores. Spike Lee, Quentin Tarantino, Stanley [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem recebi uma carta, super educada do <a href="http://www.pardo.ch/jahia/Jahia/home/lang/en" target="_blank">festival de Locarno</a> me informando que meu curta não havia sido selecionado para o festival esse ano. Faz parte. Mas claro que sempre fica uma pontinha de decepção&#8230;</p>
<p>Locarno é um dos festivais mais tradicionais da Europa, e responsável por descobrir inúmeros diretores. Spike Lee, Quentin Tarantino, Stanley Kubric, etc. A principal &#8220;sala de exibição&#8221; acontece na Piazza Grande, a noite, sob as estrelas. Uma pena meu filme não ter entrado&#8230;</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cooltownstudios.com/images/ch-locarno-piazza-film.jpg" alt="" width="518" height="389" /></p>
<p>Mas como o mundo continua girando, me ocupei com a inscrição para outros festivais e marcando no meu calendário os deadlines para envio de DVD e etc, e resolvo também pesquisar um pouco sobre o que está se passando em Locarno e descubro o seguinte:</p>
<p>- O diretor artistico do festival mudou, e quem está encarregado da função agora é o ex-responsável pelo &#8220;Director&#8217;s Fortnight&#8221; em Cannes, Olivier Père. Segundo o site do festival ele quer trazer um novo olhar para o festival de Locarno, &#8220;revelando novos diretores e novos territórios&#8221;.</p>
<p>Legal, pensei! Mas aí descobri também que os novos territórios que que ele quer descobrir é o pornô gay.</p>
<p>Antes do anúncio oficial dos selecionados do festival, que vai acontecer daqui há uma semana, o festival anunciou que o filme americano &#8220;<em>L.A. Zombie</em>&#8221; fará parte da mostra competitiva internacional. Todos os filmes em competição são exibidos na Piazza Grande.</p>
<p>A <a href="http://www.variety.com/article/VR1118020950.html?categoryid=3599&amp;cs=1&amp;nid=2562" target="_blank">revista Variety escreve</a> o seguinte sobre o filme e sua escolha para o festival:</p>
<blockquote><p>&#8220;L.A. Zombie&#8221; stars French porn star Francois Sagat as a schizophrenic who thinks he&#8217;s a zombie, trying to bring the dead back to life by engaging in homosexual sex. Pic will bow internationally at the Swiss fest dedicated to indie pics.</p></blockquote>
<p>Esse é o trailer do tal filme:</p>
<p><a href="http://blog.danielflorencio.com/2010/07/10/festival-del-film-de-locarno/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p>E entrando <a href="http://www.lazombie.com/" target="_blank">no site do filme</a>, o que se constata é que realmente se trata de um filme pornô gay de zumbis. Vou me limitar a postar <a href="http://www.lazombie.com/" target="_blank">o link</a> do filme para quem quiser se aventurar por lá. Mas a conclusão é a seguinte, o festival de cinema que descobriu Kubric, e inúmeros outros diretores, vai exibir na Piazza Grande, para um público estimado de 8 mil pessoas, um filme de de zumbi pornô gay.</p>
<p>Não me interpretem mal. Nada contra pornôs, zumbis, gays ou contra a provocação. Sou a favor disso tudo aí. Mas sou também a favor do talento. Do trabalho duro. Da técnica. A provocação barata e sem profundidade fica por ali. Passa. Não vinga. E acredito que seja o caso da escolha desse filme para o festival.</p>
<p>Claro que fiquei chateado pelo fato de meu filme não ter entrado no festival, mas ao me deparar com essa piada de mal gosto estou indeciso entre dois sentimentos. O primeiro, de alívio, por meu filme não estar compartilhando a tela com um filme de sexo explícito de zumbis gays. O segundo reafirma a minha decepção, se um filme C desse tipo entra em um festival desse calibre e o meu não, eu devo ser mesmo, muito, mas muito ruim de serviço.</p>
<p><strong>UPDATE</strong></p>
<p>Acabo de ver o trailer de um curta selecionado para Locarno. E, ao contrário do tal filme acima, é de extrema qualidade. Chama-se Morning Star. Assistam:</p>
<p><object width="420" height="236"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10339329&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10339329&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="420" height="236"></embed></object></p>
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		<title>Mythodea</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/06/06/mythodea-music-for-the-nasa-mission/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 23:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[expedição]]></category>
		<category><![CDATA[marte]]></category>
		<category><![CDATA[mythodea]]></category>
		<category><![CDATA[nasa]]></category>
		<category><![CDATA[trilha sonora]]></category>
		<category><![CDATA[vangelis]]></category>

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		<description><![CDATA[Me deparei com isso hoje. Espetacular. Espetacular. A descrição da Wikipedia diz: Mythodea: Music for the NASA Mission: 2001 Mars Odyssey is a choral symphony[1] by Greek electronic composer and artist Vangelis. Originally premiered in concert in 1993,[2] it was published in 2001 by Vangelis&#8217; new record label Sony Classical, which also set up the NASA connection and promoted [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me deparei com isso hoje. Espetacular. Espetacular.</p>
<p>A descrição da Wikipedia diz:</p>
<blockquote><p><em><strong>Mythodea: Music for the NASA Mission: 2001 Mars Odyssey</strong></em> is a <a title="Choral symphony" href="/wiki/Choral_symphony">choral symphony</a><sup><a href="#cite_note-0">[1]</a></sup> by Greek electronic composer and artist <a title="Vangelis" href="/wiki/Vangelis">Vangelis</a>. Originally premiered in concert in 1993,<sup><a href="#cite_note-1993program-1">[2]</a></sup> it was published in 2001 by Vangelis&#8217; new record label <a title="Sony Classical" href="/wiki/Sony_Classical">Sony Classical</a>, which also set up the <a title="NASA" href="/wiki/NASA">NASA</a> connection and promoted a new concert.<sup><a href="#cite_note-klem-2">[3]</a></sup></p></blockquote>
<p><a href="http://blog.danielflorencio.com/2010/06/06/mythodea-music-for-the-nasa-mission/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Trailer de &#8220;Awfully Deep&#8221;</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2010/06/05/trailer-de-awfully-deep/</link>
		<comments>http://blog.danielflorencio.com/2010/06/05/trailer-de-awfully-deep/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 16:34:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Florencio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[awfully deep]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[short film]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos quase lá. Já nos inscrevemos em alguns festivais e galtam apenas alguns detalhes para terminar o filme. Enquanto isso, o site do filme já está no ar e temos um trailer da produção também no ar. Olha ele aqui: Agora é terminar. Falta pouquissimo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos quase lá. Já nos inscrevemos em alguns festivais e galtam apenas alguns detalhes para terminar o filme.</p>
<p>Enquanto isso, o site do filme já está no ar e temos um trailer da produção também no ar. Olha ele aqui:</p>
<p><object width="400" height="225"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12250501&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12250501&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"></embed></object></p>
<p>Agora é terminar. Falta pouquissimo.</p>
]]></content:encoded>
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