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"Uncategorized" Category


Manifesto de artistas e intelecutais pró Dilma.


Sunday, October 17, 2010

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff.

Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado. Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff
Chico Buarque de Holanda
Oscar Niemeyer
Aderbal Freire Filho – diretor de teatro
Alcides Nogueira – dramaturgo e roteirista
Alcione – cantora
Aldir Blanc – compositor e escritor
Álvaro Caldas – jornalista
André Klotzel – cineasta
André Luiz Oliveira – cineasta
Anne Pinheiro Guimarães – cineasta
Antonio Grassi – ator
Argemiro Ferreira – jornalista
Armando Freitas Filho – poeta
Beth Carvalho – cantora
Beth Formaggini – cineasta
Carlos Augusto Brandão – crítico de cinema
Carlos Brandão
Celso Frateschi – ator e diretor
Chico Cesar – cantor e compositor
Chico Diaz – ator
Claudia Furiati – historiadora e escritora
Cláudio Baltar – diretor
Cristina Buarque de Hollanda – cantora
Daniel Sroulevich – produtor cultural
Daniel Souza – designer e empresário
Dau Bastos
Débora Duboc – atriz
Dira Paes – atriz
Domingos de Oliveira – diretor teatral, cineasta
Edgar Vasques – cartunista
Ednardo – cantor
Eduardo A. Russo – crítico de cinema
Eduardo Figueiredo – produtor teatral
Eric Nepomuceno – jornalista e escritor
Eryk Rocha – cineasta
Felipe Radicetti – compositor
Geraldo Moraes – cineasta
Geraldo Sarno – cineasta
Helena Sroulevich – produtora cultural
Helvécio Ratton – cineasta
Hermano Figueiredo – cineasta e cineclubista
Hugo Carvana – ator e cineasta
Janaina Diniz – cineasta
Jesus Chediak – cineasta e produtor cultural
João Bosco – cantor e compositor
João Carlos Couto – dramaturgo e produtor teatral
Joel Pizzini – cineasta
Jorge Furtado – cineasta
José Joffily – cineasta
José Roberto Filippelli
Karen Acioly – diretora teatral
Leopoldo Nunes – cineasta e agente cultural
Lucélia Santos – atriz
Lucia Murat – cineasta
Lúcia Rocha – curadora do Tempo Glauber
Lucília Garcez – escritora
Lucy Barreto – produtora
Luiz Antonio de Assis Brasil – escritor
Luiz Carlos Barreto – produtor
Luiz F. Taranto – jornalista e cineasta
Luiz Fernando Lobo – diretor artístico e ator
Luiz Fernando Lobo – diretor teatral
Manfredo Caldas – cineasta
Marcelo Laffitte – cineasta
Marcos Souza – músico e jornalista
Mariana Lima – atriz
Marieta Severo – atriz
Marília Alvim – cineasta
Mario Prata – escritor e dramaturgo
Marquinhos de Oswaldo Cruz
Maurice Capovilla – cineasta
Maurício Machado – ator
Miguel Paiva – escritor e humorista
Miúcha – cantora
Monarco – compositor
Monique Gardenberg – cineasta e diretora de teatro
Murilo Salles – cineasta
Nelson Sargento – compositor
Nei Lopes – compositor e escritor
Noilton Nunes – cineasta
Orã Figueiredo – ator
Otto – cantor e compositor
Paloma Rocha – cineasta
Paula Gaitán – cineasta e artista plástica
Paulo Betti – ator
Paulo Halm – roteirista e cineasta
Pedro Cardoso – ator
Raquel Karro – atriz
Ricardo Cota – Secretário de Comunicação do Governo do RJ
Ricardo Cravo Albin – jornalista, historiador e pesquisador da MPB
Ricardo Gontijo – jornalista
Roberto Berliner – cineasta
Roberto Gervitz – cineasta
Roberval Duarte – cineasta e produtor cultural
Rodrigo Targino – cineasta
Rogério Correa – cineasta
Rosa d`Aguiar Furtado – jornalista, tradutora (viúva de Celso Furtado)
Rosemary – cantora
Rosemberg Cariry – cineasta
Rubens Rewald
Ruth Rocha – escritora
Ruy Guerra – cineasta
Sandra Werneck – cineasta
Sara Rocha – produtora de cinema
Sérgio Sá Leitão – cineasta e administrador público
Silvia Buarque de Hollanda – atriz
Silviano Santiago – escritor
Sylvia Moreira – arquiteta, cenógrafa
Tata Amaral – cineasta
Tia Surica -sambista
Toni Venturi – cineasta
Tuca Moraes – atriz e produtura
Vania Cattani – cineasta
Vicente Amorim – cineasta
Vinícius Reis – cineasta
Vladimir Carvalho – cineasta
Wagner Tiso – músico
Walter Carvalho – cineasta
Walter Lima Júnior – cineasta
Wolney Oliveira – cineasta
Ziraldo – desenhista, escritor, pintor
Frei Betto
Emir Sader
Álvaro Caldas – jornalista
Ricardo Gontijo – jornalista
Regina Zappa – jornalista e escritora
Padre Ricardo Rezende
Paulo Sergio Niemeyer
Vera Niemeyer
Tulio Mariante – designer

Introducing London


Monday, September 13, 2010

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A prefeitura de Londres iniciou uma campanha pro pessoal tirar as bicicletas da garagem e as utilizar como meio de transporte. O filme abaixo, que está sendo veiculada nos cinemas, dá bem o tom da coisa, e casa com o momento onde a cidade ganhou as bicicletas de aluguel, da foto acima. A mensagem é: De bicicleta, você conhece a cidade.

Blogs sujos


Saturday, September 11, 2010

Segundo José Serra, blogs que dizem o que ele não gosta são blogs sujos. Esse aqui deve ser um deles.

O jogo de Noblat. O jogo da velha mídia.


Tuesday, September 7, 2010

Ricardo Noblat, colunista de política do O Globo, talvez o mais importante do país, recebeu um artigo meu, reproduzido ao final desse posto, ontem, 2a feira dia 06/09 pela manhã. Na semana anterior, na 5a feira dia 02/09 ele havia me proposto assinar um artigo para seu blog, com a condição que eu pudesse provar o que iria dizer.

O assunto do artigo, é o mesmo do meu post Aécio Vs. Serra, publicado aqui no blog na mesma 5a feira, dia 2 de setembro. Da grande possibilidade de que o sigilo de Verônica Serra tenha acontecido fruto da guerra interna no PSDB entre José Serra e Aécio Neves, tendo partido de investigações conduzidas pelo jornal Estado de Minas.

Não seria muito difícil provar o meu ponto, pois todas as informações estão presentes em matérias veiculadas pela própria imprensa. Amaury Ribeiro, repórter do Estado de Minas a época da quebra do sigilo deu diversas entrevistas sobre a investigação que conduzia sobre José Serra. Basta ler o que já publicou O Globo, a Folha de São Paulo e a Carta Capital sobre o assunto.

Noblat no entanto não me respondeu aos emails sobre o artigo. Havia perdido o interesse e o artigo não foi publicado.

É sabido em todo o meio jornalístico qual era a missão do repórter investigativo Amaury Ribeiro no Jornal Estado de Minas. Mas mesmo assim, a velha mídia insistia e continua insistindo na versão de que os dados de Verônica Serra foram violados pelo PT por motivos políticos, e não durante uma guerra interna entre os tucanos.

Noblat, resistia e resiste em CITAR a versão aonde os personagens são Serra, Aécio, o Jornal Estado de Minas e o repórter Amaury Ribeiro. Quando finalmente, a candidata do PT cita essa versão, Noblat, que normalmente reproduz matérias e artigos na íntegra no blog, reproduziu assim a fala de Dilma:

Noblat omitiu em seu blog o trecho da matéria onde Dilma mencionava o Jornal Estado de Minas, Aécio e o repórter Amaury Ribeiro, deixando apenas o link para a matéria completa no site da Folha.

Visto diante da impossibilidade de continuar omitindo essa versão, já que candidata que detém 55% das intenções de voto já a havia trazido a publico, ele então publica o seguinte comentário entitulado: “Dilma, a boateira“, onde classifica as aventuras do Jornal Estado de Minas e a investigação de Amaury Ribeiro como “boatos” e não como fatos, e acusa a candidata de utilizar a versão como “vacina”.

O colunista tem tanta fé no PSDB e em José Serra que não passa pela sua cabeça de a versão deles ser inveridica. O que ele tenta esconder, é que diante dessa perspectiva, a versão de Dilma surge na realidade não como “vacina”, mas sim como “antidoto”.

Segue o artigo enviado para Noblat, e não publicado:

As estradas levam a Minas

“Indignação. É com esse sentimento que os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves.

Pior. Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra, competente e líder das pesquisas de intenção de votos até então.”

Esses dois parágrafos abrem o editorial do Jornal Estado de Minas do dia três de fevereiro de 2010, quando da oferta da vice-candidatura a Aécio Neves na chapa encabeçada por José Serra. A oferta seria recusada pelo mineiro.

Terça feira, dia 31 de Agosto de 2010. 5 meses depois. Entrevista do então candidato a presidencia pelo PSDB José Serra no Jornal da Globo. O candidato que na pesquisa Ibope está 27 pontos atrás de sua adversária Dilma Roussef lança uma acusação a sua adversária. Ela e o seu partido foram responsáveis pela violação do sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, divulgada pela Receita Federal no dia anterior.

Dilma que tem 51% das intenções de voto tem grandes chances de se eleger já no primeiro turno.

O que se vê a partir daí é a repercussão em seu programa eleitoral e na mídia da acusação iniciada pelo candidato no telejornal do dia anterior.

A imprensa investiga o caso e descobre uma série de irregularidades, falsificação de documentos, de assinaturas, e um despachante que teria sido filiado ao PT.

E no calor da campanha eleitoral supõe-se de imediato que a violação atenderia ao PT e a candidatura de Dilma Roussef, especialmente tendo o PT em seu currículo outros casos semelhantes.

Mas a motivação da violação não pode ser apenas suposta. Deve ser provada. Quem, quando e porque violaram os dados fiscais de Verônica Serra?

Histórico

A violação do sigilo de Verônica ocorreu em  setembro de 2009. Há um ano atrás, quando Dilma nem Serra eram ainda candidatos.

A época, dentro do PT, Lula se movimentava para lançar Dilma Roussef, e o PSDB ainda debatia sobre quem seria o candidato, Aécio Neves ou José Serra. O editorial do jornal Estado de Minas dá bem o tom da batalha que se travou nessa disputa interna entre os tucanos.

Relatos contam que em São Paulo, aliados de Serra investigavam a vida de Aécio Neves. Em resposta, aliados de Aécio em Minas passaram a investigar José Serra. Ambos os lados se preparavam para uma guerra de contra-informação.

Do lado de Aécio, um dos repórteres escalados para a missão foi Amaury Ribeiro. Premiado repórter investigativo, ele foi contratado pelo Jornal Estado de Minas.

Em entrevista a Revista Carta Capital em 4 de junho, Amaury Ribeiro descreve sua missão:

“À época, explica, havia uma movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação como candidato à Presidência pelos tucanos. “O interesse suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.””

Em 2009 quando o embate Aécio vs. Serra era mais intenso aconteceu então a quebra do sigilo da filha de Serra, Verônica.

Uma matéria da Folha de 5 de junho descreve a investigação realizada por Amaury no Estado de Minas:

“Repórter investigativo com passagens por Folha, “O Globo” e “Jornal do Brasil”, ele foi escalado para apurar eventuais irregularidades relacionadas ao outro presidenciável tucano, Serra.

O resultado das apurações do jornalista nunca foi publicado pelo jornal. “Ele trabalhava em várias investigações. Essa investigação específica não estava concluída quando ele pediu demissão no final de 2009″, diz o diretor de Redação do “Estado de Minas”, Josemar Gimenez.”

Na redação do Estado de Minas, Amaury era o principal responsável pelas investigações sobre José Serra. Repórter especial, sua rotina não envolvia bater ponto na redação, tinha o horário mais flexível, entrava e saía quando quizesse e viajava sempre que necessário.

Amaury pediu demissão do Estado de Minas em novembro de 2009. Dois meses antes, em setembro, o sigilo fiscal de Verônica Serra havia sido violado.

A briga interna no PSDB seria solucionada sem a necessidade de armas, pois Aécio Neves desiste da pré-candidatura em dezembro daquele ano. O repórter tinha então em suas mãos uma série de informações coletadas sobre José Serra que editou em um livro entitulado “Os porões da privataria” que prometeu publicar após as eleições.

Na introdução de seu livro o jornalista discorre extensamente sobre movimentações financeiras e o envolvimento de Verônica Serra em empresas no Brasil e no exterior.

Mas e o PT?

Do lado do PT, em setembro de 2009 a candidatura de Dilma Roussef não existia, e o partido ainda não conhecia o seu adversário, já que Aécio só desistiria da pré-candidatura em dezembro.

Deve-se ainda lembrar das boas relações do PT e PSDB em Minas Gerais. Ao contrário do que ocorre no resto do país, em Minas os dois partidos dialogam bem. O atual prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, foi eleito fruto da coalisão entre o ex-prefeito Fernando Pimentel do PT e Aécio Neves.

Amaury, meses depois de se demitir do Estado de Minas, vai trabalhar na campanha de Dilma Roussef, exatamente ao lado de Fernando Pimentel. Após acusações de que Pimentel e a pré-campanha de Dilma estariam produzindo um dossiê sobre Serra, Pimentel abandona a coordenação e Amaury vai para a TV Record, onde trabalha hoje.

O fato, no entanto é que a referida quebra do sigilo de Verônica Serra ocorreu quando Amaury Ribeiro ainda era funcionário do jornal Estado de Minas e preparava um eventual contra-ataque de Aécio a Serra.

Se o responsável pela quebra do sigilo foi Amaury ou qualquer outro reporter resta a Polícia Federal investigar. Mas pelo silêncio do Jornal Estado de Minas na semana passada, estampando manchetes sobre poluição em Belo Horizonte, enquanto os jornais no resto do país noticiavam o escandalo, é de se desconfiar que as estradas da quebra do sigilo de Verônica levam a Minas Gerais.


Capa Estado de Minas, 5a feira, 2 de setembro de 2010.

O cinema digital e os manés


Tuesday, July 13, 2010

Outro dia postei isso no Twitter:

New technologies made it easier for any idiot to shoot a bunch of shit, put it together and claim out loud that it’s a film.

O motivo dessa constatação foi o post abaixo sobre Locarno. Eu, neste processo de escolha de para quais festivais enviar o meu suado filme, me deparo com um quinquilhão de festivais de cinema espalhados por aí. Uma comparação eficiente seria a do pai, que quer que o filho vá para a melhor escola e se dê bem. O filho pode não ser o mais inteligente, mas independente disso, cria-lo foi suado e trabalhoso, e como você deu o melhor de sí por ele, quer ver ele em uma boa escola. Não quer que ele vá parar em qualquer uma…

Aí, tem aquela escola excelente e super reconhecida. Seu filho não é aceito. Mas um outro garoto, claramente relapso e menos preparado, que foi criado “pelos cocos”, consegue entrar. Há de se ficar enfurecido. Foi o que aconteceu com Locarno.

E hoje, no Terra Magazine, um texto de André Setaro sobre os “cineastas digitais” e sobre as profusão de “festivais de cinema”. Bom saber que alguém concorda comigo…

O audiovisual e o digital pela culatra

André Setaro
De Salvador (BA)

A avalanche de filmes digitais é impressionante. Qualquer pessoa pode, agora, fazer um filme e se intitular cineasta. O fazer cinema perdeu seu mistério e a sua magia. Claro, há a possibilidade de que qualquer se expresse por meio das imagens em movimento, o que é democrático. Ouso comparar o fazer cinema, hoje, com os poetas de antigamente. Em tempos não tão priscas assim, as pessoas viviam a cometer poesias e ficavam satisfeitas quando uma delas era publicada em jornais e revistas. Mas se existia muitos versos, poucos os poetas verdadeiros. Tinha-se, na verdade, uma enxurrada de versejadas.

Aplico o dito aos filmes feitos em digital por qualquer mané. O lixo da história está cheio desses arroubos expressivos e o tempo será o seu maior juiz. Pelo que tenho visto, a maioria dos filmes realizados em digital é de péssima execução cinematográfica, principalmente os curtas realizados por amadores. Para se fazer um filme é necessário, salvo raras exceções (como o documentário filmadoin loco), uma elaboração a priori, um pensar cinematográfico antes da execução propriamente dita. Os cineastas digitalizados, porém, na sua grande maioria, preferem pegar a câmera e ir logo filmando. Os resultados, como não poderiam deixar de ser de outra forma, são lamentáveis.

Nelson Pereira dos Santos, numa palestra no Memorial da América Latina, há algum tempo, disse que não gostava da expressão audiovisual para a denominação de tudo que fosse imagem em movimento. Qualquer filme é chamado de produto audiovisual, o que, para ele, não expressava bem o significado e a dimensão do cinema. Quando se fala cinema, segundo Nelson, vem logo à mente nomes como Orson Welles, Fellini, Luchino Visconti, Roberto Rossellini, entre outros, ao passo que quando se fala em audiovisual nada vem à lembrança. Concordo em gênero, número e grau com esta opinião.

Está a acontecer uma revolução no audiovisual e ainda não cheguei a um processo mais consciente do que se encontra por vir. As imagens em movimento perderam a sua magia de somente serem vistas nas salas exibidoras e tomaram uma amplitude nunca dantes imaginada. Estão por toda parte: nas gigantescas televisões de plasma, nos DVDs, nos celulares, nos computadores. Baixa-se filmes a torno e a direito pela internet. O filme, algo meio inacessível, como em coluna passada me referi com um caso, hoje se vulgarizou a tal maneira que se pode encontrar no balaio das Lojas Americanas obras-primas a preço de banana. Ou espalhadas pelo chão das ruas e avenidas das cidades em cópias piratas. É verdade que, nesta oferta, predominam os filmes inferiores, para consumo imediato, mas, de repente, vê-se um grande momento do cinema à disposição do cliente transeunte.

Os eventos cinematográficos se proliferam e em qualquer cafundó de judas há atualmente a realização de um festival de cinema (apoiados, diga-se assim de passagem, pelas burras da Viúva). Muitos deles são bons e proveitosos, mas não se pode negar que alguns cheiram a picaretagem. Abre-se uma produtora com fito cultural e basta apenas captar patrocínios. Os organizadores gastam o necessário e o troco fica com eles. Urge que os órgãos governamentais tenham mais rigor ao patrocinar tais eventos, pois muitos não passam de pura picaretagem.

Há também uma profusão de oficinas, mesas redondas e quadradas, seminários disso e daquilo, alguns chatíssimos, recorrentes, repetitivos. Para ficar num só exemplo: a das oficinas de crítica cinematográfica., que, geralmente, são realizadas em dois, três dias. Creio-as um absurdo, um non sense. Como se pode ensinar a ver um filme em tão pouco tempo? E, principalmente, criticá-lo? A crítica é a arte da paciência, como disse uma vez o grande Inácio Araújo. Antes de mais nada, o vestibulando a crítico deve ver e ver filmes e, para alcançar um razoável repertório cinematográfico somente o tempo está a seu favor. É preciso se entender que o cinema é uma estrutura audiovisual, que tem uma linguagem autônoma. A crítica, portanto, é um processo a posteriori. Mas, na geleia geral na qual se afundou o audiovisual, assim como todo brasileiro se considera um técnico de futebol, também se acha apto para criticar um filme. Confesso que ministrei uma oficina de crítica, mas, num processo de autocrítica, nunca mais a farei. Tenho, também, culpa no cartório, mas, creio no meu bom senso, e, se o tenho, não participo mais de tais oficinas, que, no meu bom tempo, conhecia-as para conserto de carros e bicicletas.

A concentração de filmes numa determinada mostra é contraproducente. Segundo Georges Sadoul, famoso historiador de cinema francês, na introdução de seu Dicionário de Filmes, os filmes gravados na memória tendem a se confundir. Conta que passou décadas a analisar uma sequência de determinada obra cinematográfica vista há muito tempo e que a tinha como fundamental. Quando teve a oportunidade de vê-la, constatou, estupefato, que ela não existia no filme que anunciava. Pertencia a outro.

Como no título da antologia de críticas de Antonio Moniz Vianna, um filme por dia é o ideal de contemplação de um cinéfilo – até poderia conceder: no máximo dois. Há pouco tempo, no entanto, os eventos cinematográficos que se faziam no Brasil não empurravam, cinéfilo abaixo, uma avalanche de filmes. É bem verdade que da profusão pode aquele que se interessa escolher os mais interessantes e deixar os outros para uma próxima ocasião – se a houver.

Cada vez mais fica imperativo que se refine o que se vai ver. O ideal também é que se refinasse mais o que está a ser produzido. Uma das metas do cinema brasileiro deveria ser esta: não aporrinhar o pobre do cinéfilo já tão aporrinhado com as coisas da vida.

Machete – Nasce um clássico


Friday, May 21, 2010

Fui apresentado hoje ao trailer de Machete, de Robert Rodriguez. Robert de Niro, Steven Segal, Jessica Alba, todos juntos no mesmo filme como coadjuvantes. Sensacional!!!

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Machete será o “Warriors” do século 21.

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Las Venus Resort Palace Hotel


Wednesday, April 21, 2010

Sonja é a sua host durante sua estada no Las Venus Resort Palace Hotel.

No seu novo album, Cibelle criou essa personagem que te recepciona no início do album, e se despede ao final… O album é genial… Faz uma mistura de brega, Sidney Magal, modernidades eletrônicas, saltimbancos, etc, etc… Acho que nem mesmo Cibelle sabe definir o som dela… Mas as músicas são excelentes, e as brincadeiras dela com Sonja e toda essa estética Nu-Jungle-Brega-Rave também é sensacional… Saquem só!

Esse é o clipe de Lightworks:

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When is Las Venus Resort Palace Hotel beware of nose lightings.

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Cibelle’s Mango Tree helium style

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O Spam e o Aécio


Tuesday, April 20, 2010

Eu, como já postei aqui embaixo, não acho que o Aécio seja um crápula. Considerando seus companheiros da direita, ele é um cara com valores republicanos muito mais apurados que seus colegas de partido e aliados. Tanto é que enquanto enquanto as bocas do PSDB, do PFL e da mídia espumavam, prontos a desgastar/derrubar o presidente Lula, ele foi um dos que intercederam pra acabar com a palhaçada ( vide essa  entrevista de Ciro Gomes aqui ).

E quando a esquerda não me oferecer um candidato bom o suficiente pra merecer o meu voto, até votaria em Aécio. Se não fosse o seguinte…

Uma excessiva e obsessiva necessidade de controlar a sua imagem e o que é dito/falado/pensado/insinuado sobre a sua pessoa e seu governo. Uma figura pública deve ter  a compreensão de que faz parte do jogo receber críticas. Faz parte do jogo questionarem procedimentos. Faz parte do jogo as pessoas dizerem-se contra ou a favor.

Se esse cuidado obsessivo com a imagem de Aécio parte dele ou dos seus marketeiros/assessores, só estando lá dentro pra poder dizer. Mas o resultado são situações, no mínimo ridículas como essa que descrevo nesse vídeo que gravei e postei no Youtube.

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Design de Interatividade em BH


Monday, April 12, 2010

Na minha ultima visita a BH encontrei com um velho amigo, Claudio Cunha, que está trabalhando para um escritorio de design e interatividade chamado Coddart. Fiquei feliz ao ver os trabalhos de ver coisas tão legais sendo desenvolvidas em BH. Aqui um dos exemplos do trabalho deles, chamado “Rotatória”.

Roundabout from Coddart | Digital By Design on Vimeo.

Novo acordo nucelar


Thursday, April 8, 2010

Obama e Medvedev se reunem para assinar um novo tratado nuclear aonde EUA e Rússia reduzirão seu arsenal de armas nucleares.

Qualquer passo para evitar a destruição da humanidade é um grande passo. Enquanto isso, lá no Irã, Amahdinejad diz que Obama é um “político novato e amador”. O análogo de Amahdinejad no Brasil, políticos retrógrados que só conseguem olhar pra trás, são uns caras que temos no Senado, tipo o Arthur Virgílio e o Jereissat.

Recordar é viver


Tuesday, April 6, 2010

Em 2004, pouco antes de fugir pro Reino Unido rodei um videoclipe pra uma banda de BH, o Ímpar. Eles estavam lançando um single, o “A + B”, e me convidaram pra fazer o clipe. Havia me esquecido dele. Foi bem simples, rodado em DV em um dia no estúdio da banda. Ele ganhou um prêmio no Rio, rodou na MTV e tals… Revendo, acho que ele ficou bem bacana e bonito. Tem idéias bacanas. Angulos interessantes, cortes e movimentos legais…

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Dois pesos, duas medidas.


Saturday, April 3, 2010

Enquanto Lula apanha da mídia, Aécinho recebe afagos da revista Veja. A “entrevista” é quase um informe publicitário. Leiam aqui.

Dois lados…


Saturday, March 20, 2010

Tudo e todo mundo tem dois lados.

No blog do Nassif hoje, tem uma entrevista do Ciro Gomes ao Valor Econômico. Duas coisas me chamaram a atenção, primeiro, o papel de Aécio Neves em desarticular o golpe que a mídia e o restante do PSDB tentavam dar em Lula em 2005. Segundo, o comentário de Ciro que diz que “o PSDB é o seguinte: eles [os tucanos] vivem embaixo de uma redoma, quando saem da rede de proteção da mídia, encontram um Brasil que não conhecem.”

Trecho do vídeo da entrevista de Ciro ao UOL, onde descreve o golpe.

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Trecho da entrevista onde ele cita o papel de Aécio em desarticular o golpe.

Valor: O senhor pode se candidatar ao governo de São Paulo na hipótese de Aécio Neves ser candidato do PSDB a presidente?

Ciro: Não. Eu disse ao presidente é que eu faço política por amor. Se, amanhã, alguém me diz: ‘o projeto está aqui mas nós vamos perder essa eleição porque Serra, em São Paulo, vai levar 6 milhões de votos e isso definirá a sua vitória a presidente’, aí é outra coisa. Mas eu não vejo esse cenário.

Valor: E por que a situação com Aécio poderia ser diferente?

Ciro: Vou fazer uma justiça a Aécio. Quando a CPI dos Correios começou a arquitetar o golpe contra o presidente Lula, o Aécio teve um envolvimento estratégico. No meio da crise, eu, Dilma, Márcio Thomaz Bastos [então ministro da Justiça] e Jaques Wagner [então ministro das Relações Institucionais] nos reuníamos diariamente às 7h para definir uma estratégia que era “Infantaria e Diplomacia” – eu dei o nome. Nós iríamos fazer o diálogo, a diplomacia. Fizemos uma lista daqueles nomes importantes da República e escalamos quem falaria com cada um. Bastos e [Antonio] Palocci ficaram escalados para conversar com o Fernando Henrique e com o Serra, e eu, com Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Fernando Gabeira [PV-RJ], José Carlos Aleluia [DEM-BA] – esta era a estratégia de diplomacia. E como infantaria, nós estimulamos um movimento para ocupar as ruas. O trabalho da diplomacia era dizer: ‘Daqui para trás: nós estamos vendo um componente golpista nisto, o presidente da República não será alcançado e nós não vamos tolerar isso’. Acabamos fazendo a manifestação na rua, só para mostrar que não estávamos blefando. O Aécio entendeu. Passou não só a concordar, mas a agir para desarmar a bomba. Muitas vezes ele mandou um avião para me buscar em Brasília às 9h da manhã, mandava o avião para pegar fulano, ciclano e beltrano da CPI e íamos para o hangar lá em Belo Horizonte. Lá brigávamos muito, mas chegávamos a acordos avalizados pelo Aécio. Ele nos ajudou a salvar o mandato do Lula. Invoco o testemunho de Gustavo Fruet [PSDB-PR] e Eduardo Paes [na época, PSDB-RJ]. O Aécio nos ajudou a desmontar a indústria da infâmia movida a partir do PSDB de São Paulo.

Valor: Existe a hipótese de Aécio ser candidato a presidente?

Ciro: Acho que sim. Com grandes chances. Se ele for o candidato, é porque Serra terá recuado voluntariamente, e daí Serra garante a ele o eleitorado em São Paulo. O segundo colégio é Minas, e Aécio tira 70% ou mais; o terceiro é o Rio, e ele entra melhor que o Serra; depois é o Nordeste. O Sul está hostil para nós. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o eleitorado é contra o PT, eu ainda entro, mas o Aécio entra com mais leveza. O problema é o Serra e o carreirismo dele, só pensa em si. O problema do PSDB é o seguinte: eles [os tucanos] vivem embaixo de uma redoma, quando saem da rede de proteção da mídia, encontram um Brasil que não conhecem.

Fiquei surpreso com a declaração de Ciro a respeito de Aécio. Serviu para me provar que, sim, todo mundo tem dois lados. Nada é cem por cento ruim. E nada é cem por cento bom. No episódio, Aécio parece ter demonstrado uma grandeza que seus companheiros de partido não tem. Uma compreensão do que a queda do presidente Lula significaria para o país, e especialmente, para o futuro do país. Principalmente, uma maturidade política que não se percebe em muitos políticos no Brasil.

Mas o segundo comentário de Ciro, sobre o “PSDB viver protegido pela redoma da mídia” me incitou a pensar o seguinte…  Se Aécio demonstra essa grandeza política, e se opõe ( e opos ) ao o que o PSDB paulista vem fazendo e articulando, porque diabos ele se utiliza das mesmas táticas e artimanhas que seus colegas paulistas articulam com a mídia para construir a sua imagem?

Recentemente, Aécio caiu nos louros da grande imprensa no Brasil. Com a inauguração da cidade administrativa (ou, o grande microondas na estrada para Confins), ele conseguiu se colocar nos holofotes novamente, e incitar muitos a questionarem se ele não seria a melhor opção para a candidatura a presidente pelo PSDB.

Devo dizer o seguinte… Quando a grande mídia começa a enxergar em Aécio uma alternativa para Serra, é só, e somente só, porque, para ela, qualquer PSDBista, é melhor na presidência do que Dilma Roussef. E se Aécio aparenta ter mais chances de ser eleito do que Serra…

Aécio também mostra muito mais paciência e tranquilidade que seus companheiros da grande mídia e dos partidos aliados. Aécio não se importa em esperar mais alguns anos, enquanto seus companheiros de partidos aliados e da mídia querem a todo o custo se verem livres de mais um governo do PT.

A democracia no Brasil precisa que Aécio Neves se fortaleca.

Mas, ao mesmo tempo, a democracia no Brasil precisa também de uma mídia melhor do que a que temos. Não vale nada Aécio Neves se fortalecer politicamente utilizando-se das mesmas artimanhas que vem sendo usadas a exaustão pelos seus colegas de partido. A mídia não é e não deve ser utilizada apenas como instrumento de construção de reputações e não deve ser utilizada para imacular a imagem de governantes.

A mídia deve ser utilizada para promover o crescimento individual. Deve servir como ferramenta para reflexão da sociedade em que está inserida. Utilizada como mera ferramenta de condução da opinião púlblica, limita não só a aqueles que nela trabalham, mas também quem a consome.

Insistir em utilizar  a mídia com essa função é insistir numa democracia manca e míope.

Btw ( by the way )!


Tuesday, March 16, 2010

Ressuscitei o blog… Estou numa fase de escrever novamente! Espero que alguém ainda leia isso!

Crimes de Guerra


Thursday, January 29, 2009

Israel usou fosforo-branco em Gaza. O fosforo-branco é uma arma quimica proibida por tratados internacionais. A seguir uma matéria da CNN sobre o assunto:

http://www.islamicmediacity.com/cms_files/video_files/videos/aljazeera/fos.flv
O mundo vê. Está até na CNN. Nada é feito.

Bizarrice


Thursday, December 4, 2008

O Arnaldo Branco as vezes aparece com essas bizarrices geniais:

O comentário de Thiago Máximo


Thursday, November 27, 2008

Thiago Máximo é designer e mora em Paris. Ele é meu amigo também. Segue aqui o comentário que ele escreveu no meu post “Meus comentários sobre o texto do PSDB“.

O mencionado “sacrossanto princípio da imprensa” que o Psdb-jovem está acostumado é aquele que a mídia dominante reserva para idéias do seu partido, que governa Minas Gerais: a falta do carinho e da atenção hegemônica incomodou.

Nestes meios de comunicação, o ponto de vista de Daniel Florêncio não aparece. Nem nove, nem uma palavra. Os descontentamentos com o governo não tem espaço para se expressar nestas mídias tradicionais.

Neste blog (e em outro vários), podemos constatar tais descasos com pautas que incomodam. Um desequilibrio discrepante do “sacrossanto princípio da imprensa”, mas que não envergonha os beneficiados. Me envergonha como cidadão.

aqui um exemplo: http://blog.danielflorencio.com/2007/05/03/patetico/

Moro na França, e acompanho a relação entre política e mídia.

Recentemente, o jornalista Patrick Poivre, âncora do “jornal nacional” durante 21 anos na FT1 (emissora privada de maior audiência daqui) foi substituído por uma jornalista alinhada as idéias do governo. Gerou polêmica. Virou assunto em todos os meios de comunicação e foi comentado inclusive no próprio canal.

Cobrar este debate franco da imprensa mineira seria hipocrisia, pois caberia aos interessados realisar este debate sadio.

O silêncio é constrangedor e só prova que o há alguma verdade dita no video “gadged in brazil”.

Valeu, Thiago!

A Guerra das Policias em SP


Monday, October 20, 2008

A Record vem fazendo o que as outras TVs nao fazem. Deu espaco, noticiou e mostrou a guerra das policias em Sao Paulo da maneira como deveria ser mostrada, dando voz inclusive ao Associacao dos Funcionarios da Policia Civil de SP.

Globo e demais orgaos noticiosos privilegiam a versao oficial dos fatos, dando voz e espaco apenas ao governo. Interessante notar a conivencia dos veiculos com o PSDB. A midia e o PSDB no Brasil sao quase como uma mesma entidade.

Em Minas Gerais situacao parecida aconteceu com uma recente greve das policias. O movimento foi praticamente ignorado pela midia, e as reivindicacoes da classe acabaram nao sendo atentidas pelo governo.

E aqui a materia da Record, com o presidente da Associacao dos Funcionarios da Policia Civil:

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So um comentario: Midia e Governos devem ser muito cautelosos ao lidar com reinvidicacoes de classe, especialmente quando se tratam de reivindicacoes vindas da Policia. Os orgaos de classe entendem muito bem as o funcionamento das relacoes entre veiculos e midia, e percebem quando sao prejudicados por essas relacoes. So que diferente de professores, medicos, enfim, do funcionalismo publico em geral, a Policia tem treinamento e acesso a armas de fogo.

Fim do Capitalismo 3


Monday, September 22, 2008

Azenha vem escrevendo textos excelentes sobre a crise. A maior crítica dele é a de que a imprensa trata dos fatos, apenas, e celebra os fatos, sem contextualizar ou avaliar. Um erro imenso. O que ele vem fazendo no seu blog (assim como o jornalismo da Bloomberg News também vem, devo enfatizar) é contextualizar os fatos e avaliar as notícias…

O blog do Azenha está aqui: http://www.viomundo.com.br/

E para ler e assistir a Bloomberg news, clique aqui: http://www.bloomberg.com

Fim do Capitalismo 1


Monday, September 15, 2008

Vou falar a verdade. Quando entrei aqui na Bloomberg, sabia que esse dia ia chegar. O Lehman Brothers quebrou. O Bank of America comprou o Merril Lynch. Faltam 4 minutos pra bolsa de NY abrir, a FTSE ta operando agora a -226.50…  Vai ter muita gente triste por ai…

By Jeff St.OngeSept. 15 (Bloomberg) — Lehman Brothers Holdings Inc., the fourth-largest U.S. investment bank, owes its 10 largest unsecured creditors more than $157 billion, including debts to bondholders totaling $155 billion. (…) 

Russia Vs. Georgia


Tuesday, September 9, 2008

Tenho mais simpatia pelo Medvedev e pelo Putin do que pelo presidente da Georgia, esse falastrao ridiculo.

Vai brincar de invadir territorio vizinho, como resposta tem sua capital ocupada pelos russos e usa a situacao pra auto-promocao no Ocidente.Nego ridiculo. Acabo de ver um discurso em que ele choramingava, dizendo que foi invadido pelos Russos assim como acontecia no seculo XIX, no seculo XX. Ora, amiguinho, seu aliado os EUA fez o que no Iraque?


“Manheeeee! Os russos me invadiram!”

Once, Falling Slowly


Wednesday, April 2, 2008

A música tema do filme Once, que ganhou o Oscar de melhor canção original.

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Marimoon na MTV


Thursday, February 28, 2008

Me bateu uma curiosidade, e acabei achando a estréia da Marimoon na MTV. Olha só…

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Posso falar a verdade? Pura que pariu… Que merda. Não é culpa da apresentadora. Nem um pouco… Ela até se saiu muito bem dadas as limitações que impuseram a ela com o formato do programa. O formato é careta. Caretíssimo. Se parece com todos os outros programas que a MTV já fez… Tema do dia… Convidado do dia… Matéria do dia… Bom… Temas bestas. Convidados bestas…. Matérias bestas.

O programa estreou defasado… Participação dos telespectadores pelo telefone???? Dando opinião sobre o “tema do dia”??? Porra! Põe uma blogueira, uma menina que surgiu na Internet pra apresentar o programa e dão a ela um programa desses? Parece que me enfiaram numa máquina do tempo… Em que ano nós estamos mesmo? 1990?

Pessoas


Thursday, February 28, 2008

“Pessoas medíocres falam de pessoas.
Pessoas comuns falam de coisas”
Pessoas interessantes falam de ideias”

London


Tuesday, January 8, 2008

Cheguei ontem…

Tudo novo por aqui…

A namorada do presidente


Wednesday, December 19, 2007

Vá entender o que se passa na cabeça das mulheres… Essa é Carla Bruni, a namorada italiana de Sarkozy, o presidente francês amiguinho de George Bush…

Carla, que era top model na década de 90, agora é cantora. Pesquisando sobre ela na Wikipedia, uma passagen de sua vida me chamou a atenção:

“Bruni, depois de viver com Jean-Paul Enthoven, se apaixonou e se casou com seu filho, o professor de filosofia Raphael Enthoven, depois que Raphael se divorciou da novelista Justine Lévy, filha do filósofo Bernard-Henri Lévy.”

Carla já namorou Eric Clapton, Mick Jagger, Donald Trump e Kevin Costner. Agora, está saindo com Sarkozy:

Apesar do mal gosto, Carla Bruni continua linda e cantando muito bem:

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Here comes another bubble


Monday, December 10, 2007

Bubble 2.0, the video.

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Essa você não leu em lugar nenhum…


Monday, October 29, 2007

Rumsfeld foge da França para não ser preso

Sab, 27/10/2007 – 08:45

O antigo Secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld foi embora da França hoje, temendo ser preso sob acusações de “ordernar e autorizar” a tortura de presos em Abi Ghraib no Iraque, que é comandada pelos americanos, e em Guantanamo Bay em Cuba, sugerem relatos ainda não confirmados de Paris.

Oficiais da embaixada norte-americana retiraram Rumsefel de um encontro durante um café da manhã em Paris organizado pela revista “Foreign Policy”, após grupos de direitos humanos prestarem queixa contra o homem que foi a ponta de lança da Guerra ao Terrorismo do presidente George Bush durante seis anos.

A Lei Internacional obriga as autoridades francesas a iniciar uma investigação quando uma reclamação é feita quando o suposto torturador está em solo francês.

De acordo com ativistas na França que receberam Rumsfel aos gritos de “assassino” e “criminoso de guerra” na entrada para o café da manhã, oficiais da embaixada americana estavam preocupados com todos os passos do ex-secretário de defesa alegando “razões de segurança.”

Protestantes anti-tortura na França acreditam que o secretário de defesa foi embora pela fronteira com a Alemanha, onde uma ação por crimes de guerra contra Rumsfel não foi aceita. Mas um ativista diz que sob o Tratado de Schengen que encerrou os pontos de checagem nas fronteiras de vários países na União Européia, a França ainda pode enviar agentes até a Alemanha para perseguir um fugitivo.

“Rumself deve estar sentindo agora como Saddam Hussein se sentiu quando forças Norte-Americanas estavam o caçando”, o ativista Tangyu Richard disse. “Pode ser que ele não acabe sendo enforcado como seu antigo amigo, mas ele tem que aprender que no mundo civilizado, crimes de guerra não compensam.”

A Federação Internacional pelos Direitos Humanos junto com o Centro pelos Direitos Constitucionais, o Centro Europeu por Direitos Humanos e Constitucionais e a Liga Francesa pelos Direitos Humanos prestaram a queixa na quinta-feira após saberem que Rumsfel iria visitar Paris.

O texto original pode ser encontrado aqui.

Outros links para a história:

http://www.washingtonpost.com/ac2/wp-dyn/NewsSearch?st=rumsfeld+france&fn=&sfn=&sa=ns&cp=&hl=false&sb=-1&sd=&ed=&blt=&sdt=&x=0&y=0

http://hosted.ap.org/dynamic/stories/F/FRANCE_RUMSFELD?SITE=ORROS&SECTION=HOME&TEMPLATE=DEFAULT

http://www.pensitoreview.com/2007/10/27/rumsfeld-flees-france-to-avoid-arrest/