Estou voltando atrás no que eu disse há um tempo atreás. Jack Johnson é muito bom.
Essa música por exemplo, The News.
Vi no blog da Dri há um tempo atrás um vídeo de Ferreira Gular falando sobre Vinicius. Ele dizia que Vinicius era um cara alto-astral, e que “a vida é uma invenção, se você quer inventar pro ruim, você inventa pro ruim. Se você quer inventar pro bem, você inventa pro bem“.
The News de Jack Johnson tem a ver com o que Ferreira Gular diz, prestem atenção…
A billion people died on the news tonight
But not so many cried at the terrible sight
Well mama said
It’s just make believe
You can’t believe everything you see
So baby close your eyes to the lullabies
On the news tonight
Who’s the one to decide that it would be alright
To put the music behind the news tonight
Well mama said
You can’t believe everything you hear
The diagetic world is so unclear
So baby close your ears
On the news tonight
On the news tonight
The unobtrusive tones on the news tonight
And mama said
Mmm
Why don’t the newscasters cry when they read about people who die
At least they could be decent enough to put just a tear in their eyes
Mama said
It’s just make believe
You cant believe everything you see
So baby close your eyes to the lullabies
On the news tonight
E é prestando atenção na mídia e na imprensa no mundo que você vê que, realmente, devemos “fechar nossos olhos para as canções dos jornais de hoje a noite“. No Brasil, a Globo com sua história de joguetes e articulações. No Reino Unido os tablóides acusados de grampearem telefones de celebridades e políticos. Na Itália, Berlusconi. Enfim… Quando é que vamos parar de escutar o que o Murdoch, Ali Kamel, William Bonner e tantas outas figuras bizarras tem a nos dizer, e vamos passar a escutar a pessoas muito mais interessantes como Ferreira Gular, Jack Johnson, etc…?
Tá na hora do jornalismo ser reinventado. Pro bem.
Um dos meus últimos trabalhos como editor. A abertura do Beatles Rock Band, que vai ser lançado agora em setembro. A produtora é a Passion Pictures, ganhadora de um Oscar, alguns Emmys e vários MTV Awards pelos clipes do Gorillaz. O diretor, Pete Candeland, é também o mesmo diretor dos clipes do Gorillaz.
Estava eu a pensar que já faz um ano que meu filme “Gagged in Brazil” estreou na Current TV, causando alvoroço dentro do Palácio da Liberdade e lotando as caixas de e-mail nas Minas Gerais.
Eis então que recebo este email de um artista plástico mineiro, José Romualdo Quintão, que após assistir ao curta, se deu ao trabalho de me redigir um muitissimo bem escrito email com as mais variadas insinuações sobre minhas motivações para produzir o filme.
Segue o email:
(…) Informo ao autor que sou apenas um incrédulo eleitor, que não mais confia em nenhum político brasileiro, entretanto nem por isto deixo de opinar: seu filme poderia ter sido mais bem ilustrado incluindo a censura que está a ocorrer no governo Lula, que exigiu a cabeça de famosos e confiáveis jornalistas/comentaristas, postos na rua pelas redes de comunicação onde trabalhavam, em razão dos verdadeiros, porém julgados como cáusticos, os comentários divulgados contra o Companheiro chefe do PT, fatos amplamente divulgados e do conhecimento geral.
Diante de toda dissimulada censura patrocinada pelo poder financeiro, ocorrência em todos países do mundo (exemplo maior nos Estados Unidos durante o período Bush), para abocanhar com facilidades e custos sem descontos divulgações de empresas mistas, órgãos públicos em forma de anúncios institucionais, junto aos quais são carreadas polpudas verbas publicitárias, a imprensa se posiciona bem ao lado dos governos a fim alcançar sucesso no propósito. Tanto aqui como acolá.
O Prof. Bergamini lavrou uma frase atualíssima, definitiva e antológica: A maioria da imprensa hoje não escreve mais nas redações e sim nas tesourarias .
O Governador Aécio Neves foi o seu bode expiatório, baseado num comentário de jornal francês “Le Monde”.
Diante do oportunismo do libelo contra sua excelência, governador de Minas exatamente nas proximidades da escolha dos candidatos para Presidente da Republica nas próximas eleições, sua produção faz com que pessoas possuidoras de lucidez, duvidem graniticamente da imparcialidade do autor do vídeo sob comentário.
Sou amigo de um cineasta e primo de um videomaker, e sei o quão difícil é obter recursos e apoio para produção de filmes e vídeos, estes mais fáceis de serem realizados quando são solicitados por empresas televisivas para agradar a quem politicamente interessar.
Ignoro se este foi o impulso que o levou a produzir o vídeo contra a censura do Governador de Minas. Diante de tantos exemplos espargidos por aí é de se imaginar que sim.
José Romualdo Quintão
apoiado pelo seu amigo Camilo Viana
Ao que respondi agora há pouco:
Caro José,
Obrigado pelo email.
Suas linhas são bem escritas, mas o que dizes é extremamente ofensivo.
Interessante notar que você em nenhum momento se propõe a me perguntar nada. Está apenas a fazer insinuações sem ao mesmo me conhecer ou ao meu trabalho.
Você me questiona sobre a escolha do meu objeto.
Sei que você é pintor. Devo lhe dizer que assim como um pintor delimita o seu olhar, enquadrando-o em sua tela, o mesmo acontece com filmes e com documentários. Estou imaginando se você sugeriria a Manet que em seu quadro “A execução de Maximiiano”, por exemplo, ele “ilustrasse melhor” a presença das forças Napoleônicas em território Mexicano e todos os desdobramentos da guerra civil que acabou por expulsar os franceses, culminando com a execução do Imperador do México, o tal Maximiliano. Manet se ateve a ilustrar apenas a execução.
Você também faz insinuações quanto a minha motivação para produzir esse filme…
Melhor exemplificar com Manet, também. O pintor decidiu realizar a referida obra por ter se enfurecido com os desdobramentos da guerra civil no México, e o quadro é sua manifestão de desgosto a situação e ao então emperador francês, Napoleão.
Você também acusaria Manet de “querer interferir no processo político francês”? Insinuaria que seu mecenas tinha “fins partidários”? Novamente, me perdoe a comparação. Mas assim como eu não sou Manet, Aécio Neves não é Napoleão.
Não há porque questionar que “A Execução de Maximiliano” é uma obra política. Assim como meu filme “Gagged in Brazil” também o é.
Mas assim como a pintura de Manet, meu filme também surgiu a partir de um sentimento genuíno. Uma experiência minha e a minha revolta com uma situação camuflada nos bastidores do poder e da mídia e da minha vontade de expor essa história…
Seria eu ingênuo por, ao realizar esse filme, acabar me expondo a comentários e insinuações como as suas? Talvez… Mas assim como Martin Luther King, “o que mais me preocupa não é o grito dos violentos (…) mas o silêncio dos bons”.
Pra finalizar, devo lhe dizer que o que mais me surpreendeu em sua mensagem é o fato de um artista plástico ter se rendido tão facilmente ao cinismo.
Hoje passei minha tarde fotografando os protestos na City of London. As fotos estão aqui embaixo nesse fotostream. Devo dizer que, mesmo estando lá apenas com a intenção de registrar o acontecimento, em vários momentos senti a raiva que os manifestantes sentiam em relação a polícia, e cheguei a comemorar as ocasiões em que os manifestantes conseguiram a força se livrar das barricadas e dos cordões feitos pelos policiais, que corriam com medo da multidão.
As “táticas de controle de multidão” da Metropolitan Police ao invés de acalmar os ânimos apenas piorava. Cercando os manifestantes em pequenos grupos, e os pressionando e apertando sem os deixar movimentar e/ou sair dalí deixava qualquer um com os ânimos exaltados. A polícia não deixava aos manifestantes nenhuma outra alternativa senão o confronto. Pois o confronto era a única solução para que eles pudessem sair dali. Em uma das ocasiões em que um desses cordões foi desfeito aos murros e empurrões, o que se viu depois, ao invés do caos descontrolado de manifestantes violentos foi o oposto. Pessoas andando para cima e para baixo. Pessoas sentadas, conversando, ouvindo música, dançando…
Em um texto em seu blog para o Guardian, o jornalista George Monbiot comenta a ação da Metropolitan Police e também afirma, que quem estava com espirito de briga ali não eram os manifestantes, mas sim a própria polícia.
The trouble-makers are out in force again. Dressed in black, their faces partly obscured, some of them appear to be interested only in violent confrontation. It’s almost as if they are deliberately raising the temperature, pushing and pushing until a fight kicks off. But this isn’t some disorganised rabble: these people were bussed in and are plainly acting in concert. There’s another dead giveaway. They are all wearing the same slogan: Police.
O que se viu ali foi a Polícia tentando assegurar e mostrar que não é o povo (esses bárbaros, violentos) que irão definir coisa alguma, mas sim os chefes de Estado, reúnidos em um centro de convenções de difícil acesso, cercado de água, e sem gritos de protesto para os incomodar.
Marcos Losekann, correspondente da Globo em Londres foi mais um dos milhares de Londrinos que usou a desculpa da neve para nao ir trabalhar.
Tinha neve? Tinha! Tinha onibus? Nao! Dava pra ir trabalhar? Dava… Eu vim trabalhar… Peguei um taxi sem o menor problema, e cheguei no trabalho e adivinhem? Todo meu departamento estava aqui… Alguns atrasados, como eu, mas todo mundo aqui.
E assistam aqui Marcos Losekann tocando o terror da “pior nevasca de todos os tempos” pra justificar sua ausencia ao trabalho. Sandra Annenberg percebeu a “jogada”. Saquem os comentários irônicos dela…
Reporteres de print com uma camera na mão andando por Davos. A idéia a principio sem pé nem cabeça do pessoal da TV acabou se transformando em um formatinho bem bacana, onde de Bill Clinton a Van der Veer, CEO da Shell falam espontaneamente sobre temas que importam. Colocamos a “Roaving Camera”, assim o apelidamos, no YouTube e é a ‘sensação dos momento‘ aqui na Bloomberg:
Pra que serve um diploma? Pra que serve um curso superior? Mestrado? Pós-graduacao? A razão de se passar anos de nossas vidas em salas de aula, sendo instruídos por tutores eh apenas para que em nossa vida adulta arrumemos um emprego que pague bem? A unica função dos mais de 20 anos em que estudei em minha vida foi para conseguir um bom emprego ao final?
Não.
Me lembro dos conselhos de alguns tios, que me diziam qual faculdade deveria cursar para conseguir um bom emprego ao final. Direit, Me diziam. Poderia advogar. Fazer concursos e quem sabe, conseguir um belo emprego publico. Uma beleza. Filosofia? Historia? Sociologia? “Pra trabalhar aonde? Pra fazer o que?”. Questionavam. O mesmo faz a mídia por, em uma insistencia ingênua em noticiar e falar que “diploma nao é mais garantia de um bom salario”.
É uma analize rasa. Fraca. Um bom salario nao deveria ser visto como um fim cujo meio de se conseguir seja um diploma universitario. A percepcao de mundo, a vivencia com colegas, os ensinamentos de tutores e mestres, enfim, aprender nao deve ser viso simplesmente como um meio para ao final dos estudos se chegar a um bom salário.
O aprendizado deve ser visto como um fim.
E continuo… Aqueles que percebem o aprendizado dessa forma, ao final, sao aqueles que de certa forma ou de outra influenciam o mundo de maneira positiva e acabam por gozar de belos salários. Mais do que esses pragmáticos, em sua maioria de classe média, que veem no diploma apenas a garantia de um salário no fim do mês que vai lhe permitir comprar um carro e um apartamento.
Resolvi responder em posts alguns dos comentarios que recebo:
A Barbara Axt me perguntou sobre a Current TV.
Barbara, basicamente a Current eh um canal de TV e portal de internet aberto pra quem quizer produzir conteudo pra eles. Eles ate agora so estao nos EUA, Reino Unido e Italia, mas nada impede que conteudo de outros paises seja do interesse deles.
Pra produzir foi pode, ou, produzir seu filme, fazer o upload e ver se eles acham bacana. Se eh bacana eles entram em contato e compram o material de voce. Ou entao pode ser como aconteceu comigo, voce fecha um contrato com eles pra produzir um determinado numero de filmes em um determinado periodo de tempo. Mas esse eh mais raro. Pra descobrir como participar, etc e tal, eh so entrar no site: www.current.com, tem todas as informacoes la.
Em relacao ao texto enviado a mim por Reinaldo Batista, presidente do PSDB Jovem de Minas Gerais, gostaria de tecer o seguintes comentarios.
O PSDB Jovem afirma que a unica intencao ao enviar a carta para a Current TV e o DVD com o video-resposta foi para que o mesmo fosse exibido em paralelo ao meu no canal. Ate ai, tudo bem, nada mais justo, porem entre a intencao mencionada e a acao praticada existe uma linha tenue em que a acao nao condiz com a intencao.
Para se ter um video exibido na Current basta entrar em contato com eles pelos canais disponiveis no site. Pelo site voce pode fazer o upload do filme, contactar os editores responsaveis, dentre outras diversas pessoas responsaveis pela operacao. O envio de cartas aos executivos seniores da TV, seria algo drastico caso a unica intencao fosse apenas ter o video exibido.
E continuo… No texto do PSDB jovem, eles enfatizam o paragrafo da carta que enviaram a Current TV onde descrevem a intencao de ter o video exibido. Eu no entanto, gostaria de enfatizar o paragrafo seguinte, que diz:
É um sacrossanto princípio da imprensa entrevistar os acusados e dar direito a que eles se manifestem. No caso do “Gagged in Brazil”, o lado dos acusados teve direito a exatamente 9 palavras, conforme se pode contar. Além disso, impressiona o uso incorreto de gráficos e moedas, bem como a veiculação de trechos de testemunhos de profissionais já publicamente desmentidos antes por eles próprios. (…) Tudo o que estamos sugerindo aqui é isonomia de tratamento, para que o público da Current TV não se deixe levar por um vídeo acusatório que faz eco às disputas políticas em curso no Brasil atualmente.
Bom, tive uma relacao profissional com a Current TV que durou pouco mais de 1 ano. Participei do lancamento do canal no Reino Unido e produzi para eles aproximadamente 14 documentarios, dos quais “Gagged” eh um dos ultimos. Todos esses filmes estao ainda sendo exibidos no canal. Nesse ultimo paragrafo, o PSDB Jovem diz aos executivos responsaveis pelo canal onde trabalhei, ou seja, meus ex-chefes, que eu:
1) Manipulei dados.
2) Desobedeci principios jornalisticos basicos.
3) Tenho motivacoes politico-partidarias.
4) Que utilizei o canal para minhas motivacoes politico-partidarias.
Sao acusacoes serissimas, que teriam prejudicado profundamente minha reputacao como jornalista/documentarista e teriam tambem machucado a reputacao da Current TV como veiculo. A reacao da Current TV em tirar o filme do ar e investigar as alegacoes foi certissima.
O azar do PSDB foi nao so fato de eu ter exercido meu papel corretamente durante a producao do filme, mas tambem o fato de tudo que eh dito ali ser verdade.
Os paragrafos a seguir relatam a tentativa do PSDB de Minas Gerais em tentar retirar do ar na Current TV , empresa para quem prestei serviços por um ano quando participei de seu lançamento no Reino Unido, um filme crítico a política de comunicação do Governo Aécio Neves, produzido por mim e que vinha sendo veiculado no canal.
A Current TV é um canal de TV por assinatura e portal de Internet presentes nos EUA, Reino Unido e Itália, e foi criado pelo ex-vice-presidente norte-americano e Premio Nobel da Paz, Al Gore e pelo empresário Joel Hyat.
Em junho de 2007 estive no Brasil produzindo o filme “Gagged in Brazil“, um dos meus útimos trabalhos produzidos para meu contrato com o canal. O filme trata da falta de liberdade de imprensa, e das relações entre a mídia no Brasil e especialmente em Minas Gerais com o Governo Aécio Neves.
Na semana do dia 31 de agosto de 2007 contactei o Governo de Minas Gerais, TV Globo e Jornal Estado de Minas a fim de lhes dar espaço para rebater as afirmações feitas por jornalistas em meu filme. TV Globo e Governo de Minas responderam ao meu pedido. O Governo de Minas através de seu assessor Luiz Neto me enviou o seguinte texto, cujo trecho em negrito entrou na edição final do filme:
From: Luiz Neto <————@governo.mg.gov.br>
Date: Fri, Aug 31, 2007 at 8:08 PM
Subject: assessoria Aécio Neves
To: darth@danielflorencio.com
Caro Daniel,
Conforme combinado, segue resposta à sua demanda.
E no documento Word anexado:
Resposta ao senhor Daniel Florêncio
O relacionamento entre veículos de comunicação e os governos federal, estaduais e municipais tem sido constantemente alvo de questionamentos no Brasil. São questionamentos legítimos quando partem de uma análise criteriosa dos fatos. A gravidade da acusação requer uma pesquisa independente e objetiva dos conteúdos jornalísticos publicados pelos veículos de imprensa acusados. As afirmativas feitas contra o Governo de Minas são baseadas exclusivamente em posicionamentos isolados, sendo, muitos deles, de natureza claramente político-partidária, e não como resultado de pesquisa. Uma análise dos conteúdos dos noticiários demonstrará, por exemplo, não existir distinção entre a cobertura realizada pelos veículos de comunicação mineiros das ações do Governo do Estado e da Prefeitura de Belo Horizonte, os dois principais pólos administrativos de Minas e que estão sob gestão de governantes de partidos adversários. Tal acusação sem amparo na realidade expõe, na verdade, uma visão ofensiva aos jornalistas mineiros – aqueles que trabalham nos órgãos governamentais e os que atuam nas redações – ao sugerir que têm conduta diferente da praticada pelos demais profissionais de imprensa brasileiros.
Assessoria de Imprensa do Governador Aécio Neves
O filme entrou no ar na Current TV no Reino Unido no dia 27 de Maio de 2008, e uma semana antes, nos EUA. Após uma semana no ar, o filme foi legendado em portuguës e postado no YouTube, o que se viu a partir daí foi uma profusão de links e referências ao filme, com mais de 2000 entradas no Google, quase 100.000 visitantes na versão do YouTube, além de quase 6000 visitantes na versão original do filme no site da Current TV.
A retaliação do PSDB
Tal foi a repercussão do documentário, que pouco menos de um mês após a estréia de “Gagged”, o PSDB de Minas se encarregou de colocar no ar também no YouTube, diversas versões de um vídeo-resposta produzido por eles, rebatendo as afirmações apresentadas em meu filme.
E na segunda-feira dia 22 de Setembro, o filme “Gagged in Brazil” foi retirado do ar e do site Current.com. Blogs que haviam linkado o vídeo do site da Current TV não mais exibiam o vídeo, e ao pesquisar por “Gagged in Brazil” no search engine do site já não mais o trazia como resultado. No dia seguinte, terça feira dia 23, Lina Prestwood, minha commissioning editor na Current TV entrou em contato via telefone esclarecendo o ocorrido.
Segundo ela, na semana anterior, os executivos seniors do canal nos EUA receberam cartas com severas considerações e críticas sérias em relação ao filme. As cartas foram enviadas pelo PSDB de Minas Gerais. O PSDB afirmava que meu filme tinha caráter político-partidário, que não representava a realidade do acontecido no estado e questionava minha conduta ética na produção do filme. Junto as cartas foram enviadas também cópias da versão em inglês do vídeo produzido pelo PSDB e postado no YouTube.
O filme foi então retirado do ar e a pedido do Presidente de Programação da TV, David Newman, euma investigação sobre meus procedimentos jornalísticos foi iniciada pelo Gerente de Jornalismo da emissora, Andrew Fitzgerald.
Durante mais de uma semana, elaborei relatórios, dossiês, contactei minhas fontes no Brasil, e escancarei meus procedimentos para Andrew Fitzgerald, que queria checar quais eram minhas bases para as afirmações no filme, meus procedimentos, fontes, e se as acusações que o PSDB fizera nas cartas enviadas aos executivos do canal procediam.
A resposta veio no dia 22 de Outubro, quando após analizar minhas informações e as acusações do PSDB, Andrew me envia um email onde comunica que o filme havia voltado para a programação do canal.
“From: Andrew Fitzgerald <————-@currentmedia.com>
Date: 22 October 2008 03:17:08 BST
To: Daniel Florencio <danielflorencio@gmail.com>
Cc: Lina Prestwood <—————-@current.com>
Subject: Gagged in Brazil back online
Hey Daniel
I’m happy to inform you that “Gagged in Brazil” is back live on the website and will be back in rotation on the US and UK networks within the next few days.
Thanks again for all your cooperation in sorting this out.
Andrew”
Felizmente, o filme ainda pode ser visto nos links do YouTube e no site da Current.
Essa eh a entrevista que dei pra Radio Eldorado ontem, dia 16, no programa Panorama Eldorado sobre meu filme “A Brazilian Immigrant”:O filme pode ser visto na Raindance TV
No ultimo domingo, dia 14 de setembro saiu uma materia bem grande no Caderno B Jornal do Brasil, tambem sobre o “A Brazilian Immigrant”… Para ler a materia na integra, basta clicar na imagem…
O Caderno de TV do jornal O Estado de Sao Paulo desse ultimo domingo, dia 7 de Setembro trouxe uma resenha bem bacana sobre o documentario “A Brazilian Immigrant”, que fiz em 2006. Para ler o texto clique na imagem abaixo para ampliar.
Voce pode assistir A Brazilian Immigrant na Raindance TV.
Tenho um desafio do tamanho do mundo pela frente aqui no trabalho. Na verdade dois desafios. Como tentar criar produtos audiovisuais para internet em uma empresa que simplesmente nao entende o que eh a Internet? Uma empresa que faz questao de ser proprietaria de todos os sistemas e tecnologias que utiliza? Uma empresa que quer se tornar uma empresa de midia mas ainda tem na sua cultura todo o DNA de sua origem no mercado financeiro? Complicado…
O segundo desafio eh nao desanimar em momento algum frente a esses obstaculos, e nao deixar de questionar os motivos e razoes de as coisas aqui serem como sao… Pra algumas pessoas, eh como questionar a fe delas.
O fato eh que nunca na vida eu fui pago pra operacionar nada. Sempre fui pago pra pensar. E nao vai ser aqui que eles vao me fazer mudar de ideia…
E “eu nao vim aqui pra explicar, vim pra confundir”…
Estou meio sumido daqui, vou explicar o porque. Varias coisas acontecendo… Muitas decisoes sendo tomadas… Tenho viajado a beca, e nesse fim de semana fui no The Big Chill… Alem de ver a Camille de novo, teve tambem Leonard Cohen e mais uma penca de bandas e DJ’s bacanudos alem de uma casa de madeira imensa em chamas…
Bom… Alem disso, tenho em maos um contrato que eu devo assinar nas proximas horas. Basicamente estou sendo contratado pela Bloomberg News em Londres, pra trabalhar no departamento de multimidia, desenvolvendo conteudos especiais e exclusivos para o Terminal Bloomberg e para o site Bloomberg.com.
Depois de sei la quanto tempo como freelancer, vou ter um emprego… Quem diria…
Outro documentario meu, filmado no inicio do ano passado para a Current TV, “The Battle for Rio”, e ganhador de bronze na categoria News Features do Telly Awards esse ano, foi exibido 6a feira passada no “Toronto Portuguese Film Festival“.
A premiacao aconteceu ontem, ainda nao tive noticia do resultado!
Fico lisongeado com a preocupação que estão tendo com o meu documentário. Mais um vídeo foi produzido em resposta ao “Gagged in Brazil”. Dessa vez com direito a animação com caricatura minha e tudo o mais… Pra quem não me conhece, eu sou o da esquerda, de blusa verde e chapéu de palha.
As duas partes do vídeo se encontram aqui embaixo, mas antes, só algumas considerações: Que bom que o governo respondeu, pois ele tem que responder mesmo. Críticas devem exitir, e deve haver espaço pra elas. E a resposta as críticas tambem. Já que não há espaço para crítica em lugar algum, ela teve que vir do exterior, e chegar ao Brasil via internet.
Apesar de a maioria dos argumentos do vídeo serem facilmente refutados, ninguém pode negar ao Governo o direito de contra-argumentar…
Analizando esse vídeo, fica clara a falta de experiencia desse pessoal em lidar com críticas bem sustentadas. Estão tão desacostumados que levam a coisa pro lado pessoal, como se eu fosse um desafeto pessoal de Aécio Neves. Fico imaginando essa turma enfrentando uma coletiva de imprensa por aqui. Não sobrevieriam por 5 minutos.
Apesar de engraçada, tem um lado triste sobre a caricatura e de toda a premissa do início do vídeo que reflete o pensamento de seus autores. Eles afirmam que o documentario não é ingles, já que o autor é mineiro. Tá, e daí? O fato de eu ser mineiro por algum acaso torna o video menos relevante? Só seria relevante se eu fosse ingles?
E que me desculpem, mas o documentário nao é apenas ingles. É inglês e americano, já que foi produzido por uma equipe no Reino Unido, pago em Libras por um canal de televisão presente no Reino Unido e nos EUA, a Current TV. A Commissioning Editor é inglesa. O editor é ingles. O locutor é ingles. O autor das musicas é ingles. A revisão do texto foi feito por uma inglesa. A apuracao foi feita por americanos. Toda a parte jurídica feita por americanos e os diretores de programacao que escolheram os horários em que o filme iria ser exibido são americanos e ingleses.
Agora, o diretor e produtor sim, é mineiro de Belo Horizonte. Mas nao tenho nenhum parente em Itanhandu nem em Coromandeu… Minha familia eh do Rio Doce.
Assistam ao video:
Como meu chefe comentou ironicamente quando eu lhe contei sobre os videos acima, “Aposto que disseram que tudo que voce disse eh mentira, nao foi Daniel?”
Foi postado hoje no youtube hoje um video em resposta ao meu documentario “Gagged in Brazil” produzido para a Current TV. O video faz insinuacoes descabidas e afirma que o documentario foi produzido/veiculado com fins eleitorais por “adversarios politicos” de Aecio Neves, dentre outras bobagens…
O interessante eh notar que ninguem assina o video. Gentileza seria se assinassem o video, para quando eu for responder eu saber a quem estou me dirigindo…
Hoje foi a terceira vez que chequei e a terceira vez que vejo que o “Gagged in Brazil” está sendo exibido no horário nobre na Current TV no Reino Unido.`As 20 horas.
Pra vocês entenderem, a programação da Current TV é rotativa, os pods não passam apenas uma vez, mas várias vezes em modo “shuffle”. A medida que o filme vai envelhecendo ou desatualizado, ele passa a ser exibido menos vezes. De vez em quando uma notícia surge que realimenta aquele assunto, e aí, o pod volta a ser exibido com mais frequencia. Um sistema muito inteligente… Hoje, ele passa aqui nesse horário. Aliás, está começando agora…
Pra assistir ao filme online, basta ir no site da Current ou na versão com legendas em portugues que postaram no Youtube.
Como estou vendo que o filme começa a repercutir no Brasil, vou gastar algum tempo e esclarecer algumas informações sobre a feitura do filme e disponibilizar algum material que tenho comigo sobre ele. Só preciso achar tempo.
Foi postado no YouTube uma versao com legendas em portugues do filme “Gagged in Brazil”, que produzi comissionado pela Current TV. O filme trata das relacoes entre o Governo Aecio Neves e a imprensa. Atraves de depoimentos e exemplos o filme mostra como jornalistas da TV Globo e do jornal Estado de Minas se sentem limitados ao falarem do Governo e do governador.
O filme que produzi comissionado pela Current TV, sobre as relações da midia no Brasil com o Governo Aécio Neves finalmente vai ao ar. “Gagged in Brazil” estreou semana passada nos EUA e estréia dia 27 de maio agora no Reino Unido e na Irlanda, mas já está disponível no site da Current. O filme tem locução e textos em inglês, mas boa parte das entrevistas e depoimentos são em português.
No filme, através de entrevistas, depoimentos e exemplos, mostro como a imprensa ( TV Globo, Estado de Minas e TV Alterosa) se submente as vontades de um grande anunciante ( O Governo de Minas Gerais ), e, assim, deixa de exercer o seu papel.
O mundo está mudando… Vocês estão vendo? Nós vamos ser pegos pelo olho do furacão…
“Because things are the way they are, things will not stay the way they are.” — Bertolt Brecht
E praqueles que gostam de grana, hoje na Bloomberg uma entrevista interessante:
New Fortunes Will Be Made in Saving This Planet: Interview
Authors Fred Krupp and Miriam Horn argue that we can change our gluttonous, energy-depleting, air-soiling ways by forging smart bonds between investors and innovators: “A revolution is on the horizon: a wholesale transformation of the world economy and the way people live.” (…)
Uns vão liderar… Outros vão seguir… Outros, com medo, vão se prender ao modelo de mundo que conhecem e vão se ferrar…
“Adapt or perish, now as ever, is Nature’s inexorable imperative.” –H. G. Wells
Meu post novo no blog do Anima Música é sobre o comercial em stop motion dos coelhinhos pra Sony Bravia, e sobre as minhas esperanças de trabalhar pra Passion Pictures, a produtora do comercial. Leiam lá!
De todos os brasileiros que vivem no Reino Unido mais de 50% vivem em situação ilegal. Ainda assim o fluxo de brasileiros vem aumentando não só para cá mas também para o resto da Europa, mesmo com os esforços dos governos em limitar esse fluxo com milhares de brasileiros sendo barrados nos portos e aeroporto todos os anos… Mas e o inverso?
Novo filme meu no ar na Current TV, dessa vez sobre um inglês que vive ilegalmente em São Paulo…
Seth Godin escreveu hoje (ou ontem) em seu blog, sobre emburrar o seu público/cliente… Pensamento interessante que serve pra um monte de gente e empresas por aí…
Dumbing down
“Our readers won’t understand this.”
“Our customers are too busy and won’t get this.”
“The people who come to our restaurant want red meat.”
“No one is going to want something this good…”
Think about the stuff you hear on the radio or read about in mass market publications. When they attempt to cover something you really know about, they seem pretty stupid, don’t they? Oversimplifying to the point of getting it completely wrong. They’re busy pandering to the masses, dumbing things down for the lowest common denominator.
You’re under pressure to do that with your restaurant and your spiritual advice and your stump speech and your non-profit pitch. There are gatekeepers pushing you to dumb it down for the average.
The thing is, when you dumb stuff down, you know what you get?
Dumb customers.
And (I’m generalizing here) dumb customers don’t spend as much, don’t talk as much, don’t blog as much, don’t vote as much and don’t evangelize as much. In other words, they’re the worst ones to end up with.
I’ll take the smart customers/readers/prospects every time, please.
Nesse domingo o desenho animado que editei, The Secret Show ( O Show Secreto no Brasil ) faturou 2 BAFTAs, o prêmio da Academia Britânica de Filme e Televisão. Os prêmios foram de Melhor Série de Animação e Melhor Website. Entendendo a tradição que o Reino Unido tem em desenhos animados, nada mal ganhar um Bafta de Melhor Animação, melhor ainda quando desbanca o filho mais novo da Aardman, “Shaun the Sheep” que concorria na mesma categoria…
As opiniões aqui expressas são minhas. Elas não representam as visões de meu empregador, nem sao patrocinadas ou apoiadas por meu empregador. Os textos aqui escritos não são revisados, e em sua maioria escritos em teclados sem acento. Portanto, paciência.