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"Televisão" Category


A TV Brasil entra no ar…


Tuesday, December 4, 2007

A TV Digital entrou no ar em SP, e junto com ela o novo canal de televisão brasileiro. A BBC brasileira… Como estou em Londres, não tenho como assistir… Mas achei o link para o site, e cliquei eufórico… Mas é assim que o site da TV Brasil se parece…

tvbrasilsite.png

Eu sou um grande entusiasta da TV Brasil… Já escrevi aqui sobre ela… Acho ela fundamental para a melhora da qualidade da TV em geral no Brasil, inlcuindo o telejornalismo. Além de ser uma ferramenta essencial para melhorar a qualidade e apromorar as vias e valores em que a cultura de massa no Brasil são produzidas…

Mas, por favor… Esse site? O pior é quando se entra na sessão de programação da TV… O que se vê é um reciclado do que é produzido nas TVE’s, e colocado ali… E o logo? E o slogan? “Você escolhe. Você programa. Você assiste“. Vão me desculpar, mas em uma era em que ‘Você produz‘, a nossa TV Brasil começa suas transmissões em 2007, com uma cabeça de 1997, e com um slogan defasado…

Em um tempo onde Internet e televisão se fundem, e o conteúdo gerado pelo usuário vem enriquecendo o cenário com novos temas e novas estéticas, em que participação, social networking e etc são palavras chave, fiquei triste ao ver que a extensão na Web da TV Brasil se parece com um site criado por mim em 1995, quando comecei a brincar de webdesigner…

Espero que seja uma coisa passageira… Apenas um reflexo da ansiedade tão comum no Brasil de se fazer as coisas as pressas e mal feitas…

Termino o post com uma observação mais que relevante do Fugita sobre a TV Digital…

“Fui a uma loja de SP para conferir a tão falada qualidade de imagem digital. O aparelho de TV era um Full HD 1080i, 50 polegadas e o programa, uma novela da Globo. Enquanto a qualidade da imagem é impressionante, não podemos falar o mesmo do programa que estava passando…

O grande problema da TV digital é o mesmo da TV analógica e aparentemente continuará assim por muito tempo e se chama distribuição de conteúdo. A mesma restrição de escolha, a mesma restrição de grade de programação, a mesma escassez que essa mídia sempre ofereceu, continua.

O advento da internet nos acostumou mal, consumimos conteúdo quando, onde e o que quisermos. Nós fazemos as escolhas, temos variedade para selecionar aquilo que nos agrada, essas coisas. Na internet temos abundância e os filtros personalizados, bem diferente da escassez encontrada na forma de distribuição da TV digital ou analógica.

A qualidade da imagem é o diferencial (…) Mas em termos práticos é só isso que está mudando. O que importa, ou seja, a possibilidade de escolha que a internet nos ensinou, continua restrita à grade imposta pela emissora de TV. Já havia dito isso antes, mas minha TV digital é a internet. Prefiro mil vezes a liberdade e variedade de escolha do YouTube”

The Secret Show ganha 2 Baftas!!


Wednesday, November 28, 2007

Nesse domingo o desenho animado que editei, The Secret Show ( O Show Secreto no Brasil ) faturou 2 BAFTAs, o prêmio da Academia Britânica de Filme e Televisão. Os prêmios foram de Melhor Série de Animação e Melhor Website. Entendendo a tradição que o Reino Unido tem em desenhos animados, nada mal ganhar um Bafta de Melhor Animação, melhor ainda quando desbanca o filho mais novo da Aardman, “Shaun the Sheep” que concorria na mesma categoria…

Ai ai… Como a vida é boa….

O Show Secreto


Wednesday, November 7, 2007

O Show Secreto (ou The Secret Show) agora passa todos os dias as 3:45 da tarde na BBC 1. Quando você passa em uma loja de eletrônicos por volta dessa hora em Londres, é essa a cena que você vai ver…

Muito legal né…

No Brasil você assiste O Show Secreto todos os dias às 5:30 da tarde no canal a cabo Jetix.

A TV Brasil


Thursday, November 1, 2007

Então a TV Brasil parece que começou efetivamente a funcionar.

Em participação no Roda Viva, assim que se tornou Ministro da Comunicação Social, Franklin Martins foi sabatinado por alguns excelentes jornalistas, e outros nem tanto. Engraçado, notar, que esses “nem tão excelentes” são as cabeças de alguns dos principais veículos de mídia do país…

Mas voltando a vaca fria… Se voce quizer assistir a primeira parte da sabatina de Franklin Martins, o vídeo está aqui:

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O que será essa nova TV Pública? Será uma espécie de BBC, com a balha na gulha de contar com a mega-estrutura de produção que a Radiobras tem e com as cabeças pensantes de alguns dos melhores “profissionais” que a televisão no país já se teve notícia.

O fato de esses profissionais estarem participando da criação da TV Brasil, e não estarem trabalhando na Globo, SBT, Record ou onde quer que seja é um sinal importante da qualidade de nossa televisão.

Terá uma estrutra totalmente independente da do Governo, e funcionará como uma corporação, assim como a BBC o é, tendo um controlador, diretores e um conselho. Esse conselho será composto por membros da sociedade, e alguns poucos membros do governo como representantes do Ministério da Saúde, Cultura, Comunicação Social e Planejamento.

A idéia, é produzir conteúdo de excelência, sem compromisso com a audiência, e representando as diferenças culturais/regionais do país, e desvincilhado de interesses particulares e/ou de grupos econômicos, difereciando-se assim, essencialmente, do modus-operandi das TV’s comercials, que fazem o oposto do que a proposta da TV Brasil é.

Mas ora… Globo, Record, SBT e as outras TV’s vão perder audiência. É! Claro que vão… E isso é bom… Bom, primeiro porque já passou da hora de a Globo perder o seu poder/audiência, e isso já vem acontecendo sem a TV Brasl, num fenômeno que não ocorre só no Brasil, mas até mesmo no Reino Unido, onde apesar de a mídia ser mais fragmentada, a BBC ainda domina, mas mesmo assim também vem perdendo audiência e vem reduzindo de tamanho…

Mas como não poderia deixar de ser, quem hoje controla as TV’s no Brasil não quer largar o osso. E, sem nenhuma atenção da imprensa (que, obviamente, compartilha os mesmos interesses das TV’s, pois em muitos casos, são dos mesmso grupos que as TV’s) a oposição ao governo Lula, mais especificamente PSDB e PFL (agora, Democratas) vem agindo no escuro, para tentar desastibilizar as criação da TV Brasil. Ora, os motivos são claros. Não somente os vínculos entre os grupos de comunicação e esses partidos são fortissimos, mas eles também são que mais se benificiam dessa mídia monopolista. Pelo país afora, afiliadas da Rede Globo são de propriedade de políticos ou do PSDB ou do PFL. Veja trecho de artigo sobre o assunto:

Querem que o governo, ‘para mostrar que está mesmo disposto a cortar seus gastos correntes’, arquive a idéia ou, pelo menos, adie a implementação da Empresa Brasil de Comunicação”, afirma a primeira. Já a segunda registra que “o DEM, ex-PFL, deve questionar na Justiça a medida provisória que criou a TV Pública. O partido afirma que ingressará no Supremo Tribunal Federal com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), argumentando que não há ‘urgência e relevância’ que justifique a edição da MP”.

Além da oposição de direita, as poderosas redes privadas de televisão também estão preocupadas com a TV Brasil. Segundo notícia publicada na coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo, elas estão agindo nos bastidores para sabotar a iniciativa. “Globo, Record e SBT decidiram pedir aos parlamentares que apresentem emendas definindo o que é publicidade institucional e apoio cultural. A idéia é limitar o financiamento da TV pública com publicidade… ‘A radiodifusão não é contra a TV pública. Nossa preocupação é com a captação de publicidade. Ou as emissoras são comerciais ou sobrevivem apenas de recursos oficiais’, diz Daniel Pimentel, presidente da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão)”.

Interessante notar, que ao contrário dos grupos de poder que se opõe a TV, aqueles que se beneficiarão compõe um montante bem mais volumoso. Produtoras independentes, que no Brasil estão fadadas a sobreviver trabalhando com publicidade, pois as Redes de TV’s também produzem a imensa maioria dos seus programas. Músicos independentes, que tem que brigar por espaço contra as Majors, que enfiam guela-abaixo seus artistas ao custo dos Jabás pago as rádios. ONGS e associações da sociedade civil, que não veem possibilidade de ter seu trabalho/pesquisa/luta sendo discutidos/divulgados. E no final de tudo, o telespectador, que terá uma televisão plural, comprometida com os interesses coletivos do país.

O orçamento inicial da TV será de 20 milhões de reais. Pode-se dizer que esse recurso será obrigatoriamente destinado a produção, pois toda a infra-estrutura técnica e de transmissão será absorvida da já existente Radiobrás e outras TV’s Educativas.

Porém tem uma coisa… 20 milhões de reais pra se produzir conteúdo para uma Rede de TV de alcance nacional não é lá muita coisa. Tereza Cruvinel, Franklin Martins e Orlando Sena terão que rebolar pra levarem o projeto em frente.

Um bom modelo, que se bem direcionado e adminsitrado, poderia suprir boa parte da demanda por conteúdo da TV a baixos custos de produção e com o aumento de interesse pelo produto veiculado (pois o espectador se veria ali), é o modelo adotado pela Current TV: Conteúdo gerado pelo usuário. Outro ponto importante seria uma presença firme e sólida na Internet. Se precisarem, TV Brasil, estou a disposição… ; )

O Show Secreto


Monday, October 29, 2007

Estreou ontem no Brasil, no canal a cabo Jetix “O Show Secreto” ou “The Secret Show”, que eu editei aqui no Reino Unido para a COH Entertainment e pra BBC Worldwide. Aqui, o desenho passa todos os dias a tarde na BBC 1 e na cBBC e acabou de ser nomeado em duas categorias para o BAFTA AWARDS desse ano, o prêmio da academia britânica de cinema e televisão! :)

Aqui o texto do press release:

“O Show Secreto é uma série repleta de aventura e diversão, que tem como protagonistas os agentes secretos Victor Volt e Anita Knight, que irão trabalhar em equipe para lutar contra o mal, mas sempre de uma maneira “secreta”.

Victor Volt e Anita Knight são agentes especiais que trabalham para a “U.Z.Z.”, uma empresa que é responsável por proteger o mundo contra as malvadas forças do “T.H.E.M”. Juntos, já lutaram contra marcianos que tentaram roubar a gravidade da Terra, salvaram o mundo de ser enganado pelos Impostores e, até viajaram ao centro do Sol, mas sempre mantendo sua identidade sob a máxima reserva. Além disso, eles são guiados por um chefe cujo nome nunca é revelado por mudar diariamente por razões de segurança.

Victor e Anita sempre encontrarão a forma de salvar o mundo de uma maneira ultra-secreta além de sempre muito divertida. O Show Secreto irá ao ar a partir do dia 10, de segunda a sexta, às 17h30.”

Assistam!!

Efeito Borboleta


Saturday, October 27, 2007

Efeito Borboleta. A frase refere-se a idéia de que as asas de uma borboleta ao voar podem criar minúsculas mudanças na atmosfera, que podem culminar com o surgimento de um tornado (ou, impedir que um tornado surja). As asas batendo, representam a pequena mudança inicial nas condições do sistema que causam uma cadeia de eventos que levarão a um fenômeno de larga escala Se a borboleta não tivesse batido as asas, a trajetória do sistema poderia ter sido completamente diferente.”

Retirado da Wikipedia, onde explica-se com mais detalhes sobre teoria do caos e outras maluquices.

Poisé… E é exatamente pensando nesses reflexos, que podem não ser imediatos, mas certamente culminarão em um “fenômeno em larga escala”, que eu acho muito bacana essa “Operação Rede Globo”, promovida pelo MSM ( Movimento dos Sem Mídia ), em São Paulo, e depois, no Rio de Janeiro.

Participe. Se não pode participar, divulgue…

Globo e Carta Capital


Saturday, October 27, 2007

Mais uma matéria sobre a perda de espaço e de poder da TV Globo, dessa vez na Carta Capital. O seguinte texto foi retirado do site da revista. No entanto, nada é dito aí sobre a perda de credibilidade do canal… Talvez o texto completo na revista diga…

A letra de É Hoje, canção de Didi e Mestrinho eternizada no samba e na música popular brasileira, é sempre lembrada como “aquela que fala da luta do rochedo contra o mar”. E é mais ou menos isso o que acontece, guardadas as devidas proporções, na velha guerra da audiência da tevê brasileira. A Rede Globo trata de manter-se impávido colosso diante dos vagalhões projetados por Record e SBT contra o seu rochedo.

Ambos os canais fizeram (SBT) e fazem (Record) todo o possível para reduzir a histórica superioridade que começou a ser construída pela empresa da família Marinho na tevê aberta do País a partir dos anos da ditadura militar. E parece que tanto esforço e energia – e especialmente dinheiro, tratando-se da Record – começam a gerar sinais de erosão na pétrea estrutura da Globo.

A emissora de Faustão, Xuxa e Ana Maria Braga, mesmo sem ver afetada a folga na liderança, perde participação de mercado. Enquanto isso, a Record cresce, e bem, e o SBT segue caindo, mas faz questão de mostrar que ainda não perdeu a batalha. Arma-se assim o cenário para um acirramento muito maior da disputa a longo prazo.

Tais conclusões são resultado da análise dos dados do Ibope Telereport, interpretados em perspectiva de janeiro de 2005 até agosto de 2007, a partir do filtro mais utilizado pelo mercado de propaganda na hora de definir quanto de dinheiro será investido em cada rede: o chamado share de audiência das emissoras. Trocando em miúdos, trata-se da participação de mercado (leia-se quantidade de espectadores), em pontos porcentuais, que Globo, Record, SBT, Band e demais tevês abertas possuem.

A partir dessa métrica, vê-se que, na Grande São Paulo, a Globo sofreu uma queda de 9,5% no chamado horário nobre (das 6 da tarde à 1 da manhã), quando se compara a média de janeiro a agosto de 2007 ao mesmo período de 2006. Em âmbito nacional, a perda foi de 7%.

Estendida a referência para o dia inteiro (das 6 da manhã à meia-noite), descobre-se que o share caiu 10,5% na Grande São Paulo e 7,3% no total nacional (tabelas na edição impressa).

À medida que desce a curva da Globo, outra curva sobe. A Record, mesmo que a partir de uma base muito menor, que facilitaria um crescimento acelerado, avançou 23% no horário nobre na região metropolitana paulista e 22,5% no total nacional nos oito primeiros meses deste ano, na comparação com 2006. No acumulado do dia, sob a mesma referência do cálculo da Globo, a emissora de Edir Macedo ampliou a participação em 28% em São Paulo e 27% no Brasil de um ano para o outro.

Os dados são praticamente públicos: qualquer agência de publicidade ou veículo de comunicação pode comprar os sistemas de pesquisas do Ibope e selecionar determinados filtros, gerando dados que permitam a comparação. O detalhe é que esses números, segundo as regras do mercado, não podem ser divulgados publicamente, ou seja, devem circular apenas à boca pequena.

Dois ingênuos


Wednesday, October 17, 2007

Roberto Cabrini, achando que Mônica Veloso aprofundaria na entrevista e contaria tudo o que sabe, e Mônica Veloso, achando que Cabrini faria o papel de um bom relações públicas, perguntando apenas sobre as fotos para a Playboy e sobre seu futuro profissional.

Assistam a não entrevista na Bandeirantes:

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Interatividade?


Tuesday, October 16, 2007

No meu último post no Portal Scenta escrevo sobre o que é interatividade nos meios de comunicação, e como esse conceito, onde o usuário interage com o meio, já está ultrapassado, pois hoje o usuário é o meio…

“Interativos eram aqueles filmes em que você apertava um botão na cadeira do cinema pra decidir como seria o final. Ou enviar um email comentando um assunto sendo discutido na televisão, que depois seria lido pelo apresentador. Ou então, votar no seu clipe favorito na MTV”

(…)

“Porque votar em um videoclipe na MTV e esperar ansiosamente quando ele for mostrando, quando você pode brincar e fazer o que você quizer na hora que quizer com um videoclipe na Web, como o novo vídeo do Arcade Fire? Ou então procurar no Youtube, ou qualquer rede P2P o vídeo de Virtual Insanity, do Jamiroquai? Pesquisar, producer e filmar um POD pra ser transmitido na Current TV, e ser pago pra isso… Ou, digamos, criar, editar e trabalhar coletivamente no próximo videoclipe do Nine Inch Nails no Kaltura…”

O mundo, a TV, o cinema, a maneira de se consumir, e mais ainda, de se PRODUZIR mídia está mudando. Uma consequência imediata dessa transformação é a democratização. Ou corre e pega o bonde que já está andando, ou fica pra trás… Entendeu?

Mônica Veloso na Globo


Friday, October 12, 2007

Mônica Veloso, pivô do escandalo envolvendo o Presidente (licenciado) do Senado Renan Calheiros era apresentadora do DF TV. Jornal local da Globo no Distrito Federal. Esse vídeo mostra ela no comando do telejornal.

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E agora. Está na Playboy.

Achado no Telehistória.

Globo vive crise histórica de público, poder e credibilidade


Tuesday, October 9, 2007

Publicado no Fórum Nacional pela Democratização da Mídia

04/10/2007 | André Cintra

A TV Globo amarga um desgaste histórico. Nenhum executivo da emissora chega a temer pela não-renovação das cinco concessões que expiram nesta sexta-feira (5). Mas nem essa convicção atenua a crise de uma Globo que: 1) perde audiência sem parar; 2) é cada vez mais contestada por movimentos da sociedade civil; e 3) já não ostenta tanto poder e credibilidade diante da opinião pública.

Não dá para dizer que, em curto prazo, a hegemonia da família Marinho na televisão brasileira esteja sob risco. Até a Record – que desbancou o SBT do posto de principal concorrente da Globo – assume que precisa de pelo menos cinco anos para alcançar a liderança de audiência. Ainda assim, dia após dia, estatística a estatística, a Globo decai.Essa constatação fica explícita na Grande São Paulo – área mais disputada pelas emissoras, onde cada ponto abrange 55 mil domicílios. A TV Globo encerrou o mês de setembro com vantagem de 11 pontos sobre a Record (18 x sete). Em relação a setembro de 2006, esses números revelam que audiência global despencou 11,8%, enquanto a Record ganhou 50,2%.

A guerra entre os dois canais se acirrou com a inauguração da Record News, na última semana, em cerimônia realizada em São Paulo. Visivelmente preocupada, a Globo apelou para o governo federal na tentativa de impedir a estréia da emissora de notícias. Evandro Guimarães, vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo, teve audiência com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e com outras autoridades ligadas ao Palácio do Planalto. Sua missão era impedir que a Record News entrasse no ar devido a “ilegalidades”. Fracassou.

O vexame maior se deu no dia da cerimônia da inauguração. Segundo informou Paulo Henrique Amorim no site Conversa Afiada, “a Globo fez uma pressão violentíssima, de última hora, sobre o Palácio do Planalto, para impedir que o Presidente Lula fosse à festa de lançamento da Record”. As armas da Globo: “detalhes técnicos minuciosos, que continha o argumento de que a lei impede uma rede de ter dois canais na mesma área”.

Como se viu horas depois, o ataque final foi infrutífero, e o presidente da República inaugurou a emissora. As “pressões de bastidores” perderam o peso que tinham nos tempos em que a Globo era capaz de arquitetar resultados eleitorais e guiar ações do Congresso.

Programas em baixa

São visíveis os sinais de que o público depende menos da Globo para se informar e se distrair. A debandada atinge novelas (carro-chefe da audiência global), futebol (sobretudo seleção brasileira), seriados, atrações semanais (como Linha Direta, Fantástico e Esporte Espetacular) e a programação da manhã.

Do primeiro ao último capítulo, Paraíso Tropical – que foi ao ar até sábado (29/9) – teve média geral de 42,8 pontos. Entre as “novelas da 8″ que a emissora exibiu nesta década, trata-se do segundo pior desempenho – o típico “fiasco de público”. Não atingiu a meta mínima de 45 pontos, estipulada pela Globo. Mais inferior ainda foi a sucessora, Duas Caras, que teve a pior estréia da década, com 40,3 pontos no primeiro capítulo – e caiu mais quatro pontos no capítulo seguinte.

“A comparação das audiências regionais da Globo evidencia que a novela da oito, líder na média nacional e nas principais capitais, não é uma unanimidade”, explicou Daniel Castro na Folha de S.Paulo. Segundo o jornalista, Paraíso Tropical teve “rejeição nas cidades do interior” – situação com que poucas vezes a Globo teve de lidar.

Malhação é outro exemplo de programa global em queda livre. Na média, foram 32 pontos em 2004, 31 em 2005, 29 em 2006 e apenas 25 em 2007 (janeiro a setembro). O despencar da atração levou a Globo a antecipar o final da temporada de janeiro para novembro.

Também o Fantástico, líder de audiência aos domingos, decresce programa a programa – já caiu cinco pontos de agosto a setembro. O cenário mudou. Reportagens “especiais” foram feitas na reta final da novela das 8. Nada resolveu. “Deve haver uma soma de fatores influenciando esse relativo desinteresse do público”, escreveu a crítica de TV Bia Abramo. “Mas será que para isso também não concorre simplesmente um envelhecimento fatal da fórmula?”

E aí está o segredo da TV Record. A emissora do bispo Edir Macedo chupa o “padrão Globo de qualidade”, seja no jornalismo, seja na teledramaturgia. Mas tempera isso com ousadia e ritmo próprios, aproximando-se do interesse dos jovens espectadores.

A reação

Uma verdade: a Globo, no cômputo geral, ainda tem mais público que a soma de Record e SBT. A diferença, no entanto, vai diminuindo. Em 2000, metade dos espectadores sintonizava a Globo. Atualmente, sua audiência não passa de 43% – e a emissora já começa a correr para reverter o declínio.

No começo de setembro, mandou a anunciantes um documento de 14 páginas exclamando uma “destacada liderança em todo o Brasil”. Segundo Daniel Castro, a iniciativa foi interpretada no mercado “como uma demonstração da Globo de preocupação com o marketing e com o crescimento de audiência e comercial da Record”.

Uma semana depois, o 7º Encontro Globo de Criação não se restringiu a seu tema habitual – o estudo de programas novos para especiais de fim de ano. O principal ponto em debate foi justamente a audiência perdida para outras emissoras, outras mídias e até para a apatia do espectador.

A disputa pelo público matutino é a prova maior do desprestígio da Globo, ameaçada pelos desenhos do SBT e pelo interessante programa Hoje em Dia, da Record. A emissora carioca já patinou várias vezes num terceiro lugar no período da manhã, expondo a decadência de estrelas como Ana Maria Braga e Xuxa.

Quem dera fosse só de manhã. Na noite de 12 de junho deste ano, a Globo estreou a esperada microssérie A Pedra do Reino – uma das apostas da emissora, e um sucesso de crítica. Ficou novamente atrás da Record (22 pontos com O Aprendiz) e do SBT (16 com o filme Lara Croft – A Origem da Vida). A microssérie registrou 14 pontos.

Sob ataques

O desgaste da maior emissora do país se reflete no Congresso Nacional e nos movimentos sociais. Lá como cá, as manifestações e os discursos anti-Globo se multiplicam. Em defesa do canal, pode-se dizer que houve protestos contra outros veículos, como o ato do Movimento Sem-Mídia à frente da Folha de S.Paulo e da UJS (União da Juventude Socialista) diante da Editora Abril. A Globo, ainda, assim, “lidera” o ranking da indignação.

Em 19 de setembro, o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) foi à tribuna da Câmara e, de forma irônica, propôs a criação do Partido da Imprensa – com Arnaldo Jabor de presidente, Miriam Leitão como secretária-geral e Diogo Mainardi na tesouraria. O mesmo parlamentar voltou ao plenário neste mês de outubro e acusou o diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, de “falsificador” de informações.

As queixas generalizadas contra a emissora da família Marinho culminam, nesta sexta-feira, em manifestações lideradas pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) – A Jornada Nacional de Lutas pela Democratização dos Meios de Comunicação. Com eventos marcados em 15 capitais, entidades como CUT, UNE e MST exigirão mais rigor e controle público na renovação de concessões de rádio e TV.

São as grandes redes – Globo à frente – que estão no centro da contestação. Uma manifestação cultural chamada Globo Mente tomará o Rio de Janeiro. No Recôncavo Baiano e no Recife, comunidades quilombolas sairão às ruas para denunciar as difamações promovidas pela emissora. Os quilombolas da Bahia incentivarão o povo a não ver a programação da Globo durante o dia.

É difícil que as cinco afiliadas globais percam sua licença. Um decreto de 1963 permite a renovação automática das concessões enquanto o Congresso não aprecia a questão. Mesmo que o caso chegue lá, dois quintos do Congresso Nacional precisam aprovar a não-renovação em votação nominal. Mas, legislação à parte, a confiabilidade da TV Globo nunca esteve tão à prova.

FHC no Hard Talk


Monday, October 8, 2007

FHC foi entrevistado recentemente pelo programa Hard Talk da BBC. Essa é uma compilação do que considero os melhores momentos… Não lembro de ter visto FHC confrontado de tal forma na imprensa brasileira. A Imprensa brasieira e os políticos (de centro direita) são velhos compadres… Um vive afagando o outro…

Uma nota minha. Algo que não existe no Brasil, e que poucos políticos estariam preparados ou dispostos a fazer, seria se sentar a frente de um jornalista que colocasse as questões dessa forma. Jornalismo existe pra isso. Pra questionar. Confrontar. E não para amaciar e ajudar…

Divirtam-se com FHC…

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A entrevista completa, e a matéria da BBC Brasil, pode ser encontrada aqui.
Lula também deu uma entrevista ao HardTalk há algum tempo, ela pode ser vista aqui.

Invasão


Sunday, September 30, 2007

Aparentemente, tem mais pessoas insatisfeitas com as políticas em relação a mídia no Brasil. O site da TV Record foi invadido hoje e a seguinte mensagem foi deixada:

Será que foi na ditadura que aprendemos a calarmos nossas bocas e deixarmos nossos cérebros
inertes? (…) A mídia deixou de ser imparcial e cessou quase que por completo o seu verdadeiro intento: mostrar a realidade e ajudar quem não tem aceso a outros meios de informação a se questionar sobre as coisas que nos acontecem… Porém, hoje ela só nos entretém e faz com que sejamos marionete dos “”poderosos do governo” Quantos minutos falam da realidade por dia? Quantos minutos ela faz algo realmente produtivo por nós? (…) Vamos lá! Estamos falandopelos que desejam melhoras! Estamos falando por todos aqueles que não conseguem seu espaçø, não tem voz! Nós iremos gritar! (…) E nos somos os criminosos? O Brasil está pedindo ea próxima rede invadida sera global. Avisamos de antemão que será perda de tempo tomar qualquer providência para protege-la, inevitável…

Várias coisas…


Tuesday, September 25, 2007

Um dos filmes que rodei no Brasil está quase pronto. É sobre dois temas que me interessam muito: mídia e política. Apesar de eu não ter tido o espaço que eu queria pra desenvolver a história como eu queria, por restrições de tempo da própria Current TV, tá ficando legal…

Mais notícias aqui em breve….

Current TV no Emmy


Monday, September 17, 2007

A Current TV ganhou um Emmy por “achievement in interactive television” ontem… Al Gore e Joel Hyatt foram receber o prêmio…

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Assista aqui o promo que eu produzi para o lançamento da Current TV no Reino Unido.

Kanye West é Pós Moderno


Saturday, September 8, 2007

Kanye West – Stronger. A música é excelente… Mas vamos lá, quantas referências cabem em um video-clipe (muito bom, por sinal)?

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Mistureba danada… Kanye West encontra Daft Punk que encontra sabe-se lá quem, que encontra Akira. Notaram que o Kanye West vira Tetsuo Shima no filme? Comparem com o poster e os stills de Akira…0


O conteúdo certo


Wednesday, September 5, 2007

No post que acabei de escrever no meu blog do portal Scenta, discorro sobre a criação de conteúdo próprio e apropriado para os novos dispositivos de vídeo portatéis que existem por aí, ipod, celulares, psps, etc… Para ler o post é só clicar aqui!

Loverboys


Wednesday, August 22, 2007

Meu último filme no ar na Current TV. Loverboys, sobre prostituição na Holanda.

Atrizes conscientes


Saturday, August 18, 2007

Podem falar o que for do Brasil, mas o país está cheio de atrizes conscientes. Consciência por conveniência. Os maiores expoentes dessa consciência são Regina Duarte ( a medrosa, cansada ), e Cristiane Torlon ( a vítima de assalto em Copacabana, coitada ). Assistam, nunca ouvi tanta bobagem junta na minha vida…

Regina Duarte, com medo da volta de Hitler, na eleição pra prefeitura de São Paulo em 1985.

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Regina Duarte, com medo de Lula na campanha de 2002:

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Cristiane Torloni, com medo da reeleição:

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A primeira…


Thursday, August 16, 2007

Agora só faltam todas as outras…
E é óbvio que a NET e a Globo estão chiando… Podem chiar, agora não tem mais volta… (Clique para ampliar)

Teles Vs. TVs


Tuesday, August 14, 2007

A batalha pelos “corações e mentes” dos brasileiros ganhará um capítulo decisivo nos próximos dias. Uma audiência pública, para discutir a legislação para que as empresas telefônicas entrem no mercado de distribuição de TV, trará a tona todos os lobbyes e pressões que ocorrem nos bastidores do Congresso nacional para que nada mude, e que algumas poucas empresas, dentre elas a Globo, continuem dominando o mercado de televisão no Brasil.

Muito mais do que share de mercado, estamos falando de cultura. De produção de conteúdo, que algumas empresas insistem em manter o monopólio. Estamos falando em levar TV por assinatura a preços muito acessíveis, novos canais, novas janelas, novas perspectivas, novo conteúdo, novos artistas, novas histórias, a quem sempre ficou “ligado na Globo” por falta de alternativas…

Eu estou torcendo pelas telefônicas…

Copio aqui duas matérias, do clipping do site da ABTA, sobre o assunto. Clique para ampliar.

Concessões de Rádio e TV


Friday, August 10, 2007

Essa história de concessões públicas para exploração de Rádio e Televisão no país sempre foram uma putaria. Nesse texto, que achei no Observatório da Imprensa, Luiz Antonio Magalhães analiza a hipocrisia da TV Globo ao criticar as concessões de rádio dadas ao filho de Renan Calheiros.

Concessões legais, mas imorais
Por Luiz Antonio Magalhães em
9/8/2007

Reza a sabedoria popular que bater em bêbado é covardia. Pois parece ser isto o que está ocorrendo no episódio envolvendo Renan Calheiros (PMDB-AL). Na noite de quarta-feira, no Jornal da Globo, a poderosa emissora apresentou mais uma denúncia contra o presidente do Senado: os laranjas denunciados em Veja e o filho de Calheiros e prefeito de Murici teriam sido beneficiados pela outorga de concessões de emissoras rádios em Alagoas já no período em que Renan estava sendo investigado no Conselho de Ética. Pior: ele mesmo teria assinado o decreto legislativo beneficiando seu filho.

É preciso entender que as concessões foram aprovadas de maneira absolutamente legal na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado e o nome de Renanzinho inclusive consta do contrato do Sistema Costa Dourada, um dos beneficiários das tais concessões aprovadas em julho. A assinatura de Renan no decreto é mera formalidade, ele não votou nem influenciou na aprovação da concessão, pois isto não é necessário dado o espírito de corpo presente no Senado, como se verá a seguir.

Bater é fácil

Tudo somado, não há ilegalidade alguma no processo, é assim que a coisa sempre foi feita, o que inclusive motivou uma representação do Projor, entidade mantenedora deste Observatório da Imprensa, no Ministério Público Federal contra a autoconcessão de emissoras de rádio e televisão pelo Congresso Nacional.

É também verdade que o caso de Renanzinho não se enquadraria estritamente no modelo contra o qual o OI representou, pois o filho de Renan não é parlamentar. Mas é óbvio que a concessão em questão é uma grande imoralidade, embora não tenha havido ilegalidade alguma. Se a representação do Projor surtir efeito, o Congresso deverá mudar a legislação e criar barreiras para o chamado “coronelismo eletrônico” – os políticos que se aproveitam da mídia para alavancar suas carreiras.

Tudo isto dito, a verdade é que Renan virou o bêbado da briga. Todo mundo agora tem coragem de dar um cascudo no presidente do Senado. Se a TV Globo for séria, tem a obrigação de revelar ao distinto público os nomes dos políticos que têm concessões das chamadas “afiliadas”, que retransmitem a programação global Brasil afora… Bater em bebum é fácil, difícil mesmo é fazer bom jornalismo.

O início do começo


Thursday, August 9, 2007

Matéria de ontem da Folha de São Paulo, sobre a futura entrada das teles no mercado de televisão Um grupo de estudos está sendo criado para criar legislação para regularizar o setor. ( Clique para ampliar )

A Globo e as teles


Thursday, July 19, 2007

Só pra constar… O meu artigo, “O plim de antes e o plim de hoje”, onde falo sobre a construção da credibilidade da Globo e da atual batalha no Congresso entre ela e as empresas de telecomunicações, que foi publicado aqui e no No Caso, Senhor pela primeira vez, foi publicado no Observatório da Imprensa na 3a feira.

O plim-plim de antes, e o plim-plim de hoje.


Wednesday, July 11, 2007


É inegável a contribuição da Rede Globo para a cultura brasileira. A hegemonia do canal na TV Brasileira não veio a troco de nada. O alto investimento em talento nacional, em autores nacionais, músicos, em produções brasileiras foi o que garantiu por décadas a fio a manutenção e produção de conteúdo brasileiros na TV que pudesse fazer frente a poderosa competição norte-americana.

Creio não ser exagero dizer que foi graças a Globo que hoje somos menos ‘colonizados” do que seríamos sem ela. O profissionalismo, criatividade e originalidade da Globo e seus profissionais, quando contraposto ao dito “instinto” de Silvio Santos e seu SBT ( que nada mais faz que copiar formatos de programas popularescos norte-americanos, ou preencher sua grade com enlatados norte-americanos ) deixa clara o porque da preferência dos espectadores pela Globo, e o porque de sua liderança desde praticamente a sua criação.

A Globo é hoje a empresa que coleciona os melhores profissionais. Os melhores roteiristas, diretores, cameras, tecnicos de som, iluminadores, atores, e por aí vai… O fruto do trabalho desses profissionais renderam as novelas, as séries, telejornais e programas de auditório que fizeram e ainda fazem parte do imaginário coletivo brasileiro…

Obrigado TV Globo. Esse obrigado é sincero. É tão sincero que esse foi o tema de um dos meus papers do meu Mestrado na Univ. of Wesminster. Ganhei nota máxima. Distinction. Os ingleses adoraram a idéia desse baluarte da defesa da cultura brasileira, sustentado no profissionalismo e no investimento no talento nacional.

Mas o mundo gira. Os tempos mudam. Novas tecnologias surgem. E o que foi bom para o Brasil por décadas, hoje já se mostra limitador, antiquado e incoerente com o estágio democrático e de desenvolvimento em que o país se encontra.

Toda a qualidade do investimento dos idealizadores da TV Globo garantiram a ela a confiança dos telespectadores. Confiança essa que, em se tratando de um meio de comunicação de massa, transforma-se instantaneamente em poder. Poder esse que ao longo de sua existência foi e ainda é utilizada para moldar a opinião pública através de seus telejornais. Poder esse que torna o canal capaz de influenciar eleições presidenciais, e que faz de seus donos, não apenas empresários de comunicação, mas agentes políticos no país. Não é segredo para ninguem todas as intervenções da Globo nos processos democráticos no Brasil:

- A hesitação em cobrir o movimento das Diretas Já.
- A edição do debate presidencial de 1989 entre Color e Lula.
- As fotos do dinheiro no Jornal Nacional as vésperas da eleição de 2006.

E por aí vai…

A Globo, para levar a frente seus interesses e fazer política passou a abusar da confiança de seus telespectadores, que, crendo na isenção e qualidade de tudo que se vê ali naquela tela não percebem as nuâncias dos interesses por trás do jornalismo produzido pela emissora.

Acontece que o país vive um momento único… Novas forças políticas e culturais estão em profusão, e aquele único baluarte da cultura que a Globo sempre se orgulhou de ser, não é mais suficiente para abraçar as diversas vozes, manifestações culturais e pontos de vista existentes no país… Novos profissionais, roteiristas, atores, jornalistas, diretores, representantes dessas novas perspectivas de Brasil estão por aí (ou pelo exterior) sem caber na estrutura da Globo e a procura de espaço.

Aí apareceram as empresas de telefonia e o seu interesse em atingir novos mercados. Desde a privatização do sistema telefônico e da chegada de novas tecnologias, uma tal de iptv (tecnologia para distribuição de conteúdo audiovisual através das estruturas instaladas de telefonia) apareceu, e despertou o interesse dos grandes grupos telefônicos em distribuir sinal de TV. Isso significaria uma profusão de novos provedores de TV por assinatura, mas uma TV por assinatura mais acessível… E com isso, novos canais e mais espaço para produção de conteúdo. O espaço necessário para novas vozes, novas perspectivas, e para esses profissionais…

Mas, quem disse que a Globo iria ceder seu espaço tão facilmente assim? A entrada de novos agentes, não significaria apenas perda de mercado e de receita, mas também de influência…

E é novamente utilizando-se da confiança, reputação e influência construida em toda sua história, (e que ela não deseja perder) que a Globo tenta bloquear o processo de entrada das teles no mercado que ela por tantos anos dominou triunfante… O lobby da Globo no Congresso, que já conseguiu bloquear a regionalização da produção, que já conseguiu segurar o modelo de TV digital para o padrão que a interessava, dentre outras coisas, agora tenta impedir que legislação seja criada para que as empresas de telefonia entrem no seu mercado.

Mas a reserva de mercado que a Globo tenta manter, não é qualquer mercado, é o mercado de cultura, informação, entretenimento. É o que abastece o imaginário popular do Brasileiro, e forma a identidade do país e de seus habitantes. E se a Globo já foi o baluarte da cultura e identidade nacional, a briga mesquinha que hoje ela trava no Congresso para impedir a democratização da mídia, a difusão de novas vozes e perspecticas, apenas demonstram que ela já não mais está preparada para o Brasil que desponta a sua frente… Um Brasil que não cabe apenas na tela da Globo.

Aaahhh!


Thursday, June 21, 2007

Descobri porque não pode dançar a Dança do Siri em festa virtual da Globo!! Assistam esse vídeo e prestem atenção atrás do repórter!

Agora vejam os bastidores da Dança do Siri no Jornal Nacional:

Sessão da Tarde


Thursday, June 21, 2007

Como esse vídeo prova, a Sessão da Tarde na Globo é pura confusão!

Zuando a festa da Globo


Monday, June 18, 2007

Achei sensacional… A TV Globo fez uma festa virtual no Second Life pra comemorar o lançamento da novela “Sete Pecados”. Não, não achei sensacional a festa… Coisa babaca, fizeram pra ganhar mídia espontânea… Mas a mídia espontânea teve a festa apenas como cenário pra um “barraco virtual”…


A Cláudia Raia em versão Second Life… Preguiça…

Achei sensacional que uma produtora do Panico na TV foi convidada, e no meio da festa com as celebridades, começou a dançar a dança do Siri. Outros convidados, gostaram da idéia e começaram a dançar a Dança do Siri também… Os organizadores da festinha virtual, não gostaram e expulsaram esse pessoal da festa, com o pretexto de que eles estariam “fazendo bagunça”.


A produtora dançando a Dança do Siri.

Aí hoje, a notícia já se espalhou… Que em festinha virtual babaca da Globo, não se pode dançar a dança do Siri. Link 1, Link 2, Link 3, Link 4.

Se você não tem idéia do que seja a dança do Siri (assim como eu não tinha), assista aqui embaixo a Dança do Siri no xiqueiro.

Tracking William


Wednesday, May 30, 2007

Um dos meus filhos que eu tenho muito orgulho é Tracking William: A Night With a Paparazzo, que fiz pra Current TV e foi o 1o pod a ser exibido EVER na Current no Reino Unido. Eu segui o Paparazzo Charlie Pycraft em uma noite de trabalho por Londres. Charlie é um dos Paparazzo de maior renome no Reino Unido, e juntou uma pequena fortuna com suas fotos…

Na semana de lançamento da Current, saiu uma nota na Revista TIME OUT falando sobre o canal e comentando sobre o filme. Saquem só:

Pra ver o artigo completo, clice aqui! Brigadão a Bia Singer, que achou o artigo e o guardou pra mim! :)

Bye, bye, RCTV


Monday, May 28, 2007

E a RCTV saiu do ar na Venezuela. E aparentemente, muita gente acha um absurdo o fato de Hugo Chavez não ter renovado a concessão do canal mais antigo do país e líder de audiência.

E também o que muita gente tem que entender é o conceito de CONCESSAO PARA EXPLORAÇÃO DE SINAIS DE RÁDIO E TV. O que é? Resumindo, as frequencias de rádio e TV são de propriedade do Estado, e esse CONCEDE essas frequencias para que, por prazos FIXOS, empresas privadas explorem o sinal. Em contrapartida, essa empresa privada além da garantia de RESPEITAR AS LEIS E A CONSTITUIÇÃO, precisa ainda prover um determinado tempo de jornalismo, de drama, serviço social, e por aí vai…

No caso da RCTV, a concessão foi dada há anos atrás para uma das famílias mais ricas da Venezuela. Desnecessário dizer, que com o canal de TV, a família rica ficou mais rica, e muito mais influente.

Bom, em 2002, houve um golpe militar na Venezuela que tirou Hugo Chavez do poder. Para um golpe militar ser bem sucedido, não basta que forças militares ocupem um Palácio Presidencial e o Presidente eleito seja retirado do posto. É necessário um suporte midiático que apoie o golpe, e que mobilize a opinião pública e traga as boas novas da nova era que está pra começar… Nesse caso, a emissora de TV que apoiou o golpe na Venezuela, foi a RCTV.

Lembremo-nos que Hugo Chavez foi eleito democraticamente. Lembremo-nos que a RCTV tinha um contrato onde se comprometia a obedecer a legislação e a constituição do país.

O que aconteceu no entando, foi que o golpe militar falhou (com a ajuda dos oficiais militares de baixa patente e de populares, que se aglomeraram em frente ao Palácio Miraflores) e Chavez voltou ao poder. Chavez se quizesse, poderia ter revogado a concessão da RCTV ali naquele momento, pois a TV apoiou o golpe e incentivou a população a sair nas ruas para apoiar o grupo golpista.

Porém, Chavez obedeceu a legislação e a constituição e esperou para que a concessão da RCTV vencesse para que decidisse não a renovar. Baseado na simples quebra de contrato da Empresa que foi, não respeitar a legislação e a constituição do país ao apoiarem e servirem como apoio midiático ao Golpe de Estado de 2002.