Lula de novo, falando sobre o tratamento que a imprensa dá ao seu governo.
Mídia. Esse vai ser uma grande questão a ser resolvida no Brasil nos próximos anos. É insustentável ainda termos no Brasil uma mídia tão enraizada e apegada a uma elite atrasada representada por PSDB e PFL. Lula, quando sair da presidência, vai colocar a boca no trombone. Ele já disse publicamente que vai contar todo o episódio de 2005, quando a imprensa o tentou o derrubar…
E se acontecer mesmo de ele ir pra presidencia do Banco Mundial, como Obama já expressou desejo, podemos ter CERTEZA de que o Banco Mundial financiará a criação de um grande grupo de mídia brasileiro, pra fazer frente aos Marinho e Civita da vida…
Estou voltando atrás no que eu disse há um tempo atreás. Jack Johnson é muito bom.
Essa música por exemplo, The News.
Vi no blog da Dri há um tempo atrás um vídeo de Ferreira Gular falando sobre Vinicius. Ele dizia que Vinicius era um cara alto-astral, e que “a vida é uma invenção, se você quer inventar pro ruim, você inventa pro ruim. Se você quer inventar pro bem, você inventa pro bem“.
The News de Jack Johnson tem a ver com o que Ferreira Gular diz, prestem atenção…
A billion people died on the news tonight
But not so many cried at the terrible sight
Well mama said
It’s just make believe
You can’t believe everything you see
So baby close your eyes to the lullabies
On the news tonight
Who’s the one to decide that it would be alright
To put the music behind the news tonight
Well mama said
You can’t believe everything you hear
The diagetic world is so unclear
So baby close your ears
On the news tonight
On the news tonight
The unobtrusive tones on the news tonight
And mama said
Mmm
Why don’t the newscasters cry when they read about people who die
At least they could be decent enough to put just a tear in their eyes
Mama said
It’s just make believe
You cant believe everything you see
So baby close your eyes to the lullabies
On the news tonight
E é prestando atenção na mídia e na imprensa no mundo que você vê que, realmente, devemos “fechar nossos olhos para as canções dos jornais de hoje a noite“. No Brasil, a Globo com sua história de joguetes e articulações. No Reino Unido os tablóides acusados de grampearem telefones de celebridades e políticos. Na Itália, Berlusconi. Enfim… Quando é que vamos parar de escutar o que o Murdoch, Ali Kamel, William Bonner e tantas outas figuras bizarras tem a nos dizer, e vamos passar a escutar a pessoas muito mais interessantes como Ferreira Gular, Jack Johnson, etc…?
Tá na hora do jornalismo ser reinventado. Pro bem.
Hoje passei minha tarde fotografando os protestos na City of London. As fotos estão aqui embaixo nesse fotostream. Devo dizer que, mesmo estando lá apenas com a intenção de registrar o acontecimento, em vários momentos senti a raiva que os manifestantes sentiam em relação a polícia, e cheguei a comemorar as ocasiões em que os manifestantes conseguiram a força se livrar das barricadas e dos cordões feitos pelos policiais, que corriam com medo da multidão.
As “táticas de controle de multidão” da Metropolitan Police ao invés de acalmar os ânimos apenas piorava. Cercando os manifestantes em pequenos grupos, e os pressionando e apertando sem os deixar movimentar e/ou sair dalí deixava qualquer um com os ânimos exaltados. A polícia não deixava aos manifestantes nenhuma outra alternativa senão o confronto. Pois o confronto era a única solução para que eles pudessem sair dali. Em uma das ocasiões em que um desses cordões foi desfeito aos murros e empurrões, o que se viu depois, ao invés do caos descontrolado de manifestantes violentos foi o oposto. Pessoas andando para cima e para baixo. Pessoas sentadas, conversando, ouvindo música, dançando…
Em um texto em seu blog para o Guardian, o jornalista George Monbiot comenta a ação da Metropolitan Police e também afirma, que quem estava com espirito de briga ali não eram os manifestantes, mas sim a própria polícia.
The trouble-makers are out in force again. Dressed in black, their faces partly obscured, some of them appear to be interested only in violent confrontation. It’s almost as if they are deliberately raising the temperature, pushing and pushing until a fight kicks off. But this isn’t some disorganised rabble: these people were bussed in and are plainly acting in concert. There’s another dead giveaway. They are all wearing the same slogan: Police.
O que se viu ali foi a Polícia tentando assegurar e mostrar que não é o povo (esses bárbaros, violentos) que irão definir coisa alguma, mas sim os chefes de Estado, reúnidos em um centro de convenções de difícil acesso, cercado de água, e sem gritos de protesto para os incomodar.
Que susto que tomei agora, Laura Ling presidente de jornalismo e correspondente do canal e mais uma repórter foram presas na fronteira da Coréia do Norte com a China enquanto produziam um filme sobre coreanos que escapam para a China.
Laura Ling produz suas próprias histórias (excelentes, por sinal) e a responsável por todo o conteúdo jornalistico da Current. Quando produzia para eles, era, de certa forma, minha chefe. Ela supervisionou a produção do “The Battle for Rio” e me ajudou com alguns tramites do “Gagged in Brazil” dentro da emissora.
“It’s believed that Laura Ling and Euna Lee of the San Francisco based Current TV were nabbed by North Korean border guards in the early morning hours after allegedly straying past the border, an unmarked halfway point on the frozen river. It’s not a good idea “to behave like it’s the Belgium-French border” says Andre Lankov, a North Korea expert who visited the area last summer and only approached the border when he was accompanied by Chinese police. Less than 50 meters across a frozen no man’s land and “you’re dealing with the world’s most brutal government.”"
Aparentemente Al Gore, um dos donos e fundadores do canal, já está mexendo seus pauzinhos para liberarem as jornalistas, como diz essa matéria do JoongAng Daily.
Espero que Laura e Euna estejam bem, e que toda a situação se resolva logo.
Reporteres de print com uma camera na mão andando por Davos. A idéia a principio sem pé nem cabeça do pessoal da TV acabou se transformando em um formatinho bem bacana, onde de Bill Clinton a Van der Veer, CEO da Shell falam espontaneamente sobre temas que importam. Colocamos a “Roaving Camera”, assim o apelidamos, no YouTube e é a ‘sensação dos momento‘ aqui na Bloomberg:
Que Aécio Neves que nada! José Serra é muito pior que o garoto dourado das Gerais. Em Minas tem gente com culhão suficiente pra mostrar as pataquadas de Aécio com a imprensa. E a paulistada? Não tem nada a falar sobre Serra e suas relações com Folha, Estadão e sua ingerencia dentro da Cultura?
Vamo lá Pauistada! Botem a boca no trombone! E que a Mineirada continue sempre desconfiada. Desconfiada do nosso dourado governador e do governador dos outros tambem.
PS: Dizem as más (ou boas) linguas em São Paulo que as olheiras do Serra são fruto do tempo em que ele passava as madrugadas acordando pensando em uma maneira de f*der o Mário Covas.
Resolvi responder em posts alguns dos comentarios que recebo:
A Barbara Axt me perguntou sobre a Current TV.
Barbara, basicamente a Current eh um canal de TV e portal de internet aberto pra quem quizer produzir conteudo pra eles. Eles ate agora so estao nos EUA, Reino Unido e Italia, mas nada impede que conteudo de outros paises seja do interesse deles.
Pra produzir foi pode, ou, produzir seu filme, fazer o upload e ver se eles acham bacana. Se eh bacana eles entram em contato e compram o material de voce. Ou entao pode ser como aconteceu comigo, voce fecha um contrato com eles pra produzir um determinado numero de filmes em um determinado periodo de tempo. Mas esse eh mais raro. Pra descobrir como participar, etc e tal, eh so entrar no site: www.current.com, tem todas as informacoes la.
Nos debates a presidencia dos EUA, a Current TV exibiu o “Hack the Debate”, onde colocava no ar comentarios sobre o debate postado por usuarios do Twiitter.
Mas isso e noticia velha. As eleicoes ja passaram e Obama foi eleito. No video a seguir, Andrew Fitzgerald faz um tour pelos bastidores da Current, mostrando como colocaram o “Hack the Debate” no ar e a estrutura que movimentou pra colocar o “evento” no ar.
Sem querer (querendo), esses caras fazem mais jornalismo do que muito nego de terno ai com o microfone na mao.Aqui eles “entrevistam” Daniel Dantas e seu adEvogado. Imperdivel.
Em relacao ao texto enviado a mim por Reinaldo Batista, presidente do PSDB Jovem de Minas Gerais, gostaria de tecer o seguintes comentarios.
O PSDB Jovem afirma que a unica intencao ao enviar a carta para a Current TV e o DVD com o video-resposta foi para que o mesmo fosse exibido em paralelo ao meu no canal. Ate ai, tudo bem, nada mais justo, porem entre a intencao mencionada e a acao praticada existe uma linha tenue em que a acao nao condiz com a intencao.
Para se ter um video exibido na Current basta entrar em contato com eles pelos canais disponiveis no site. Pelo site voce pode fazer o upload do filme, contactar os editores responsaveis, dentre outras diversas pessoas responsaveis pela operacao. O envio de cartas aos executivos seniores da TV, seria algo drastico caso a unica intencao fosse apenas ter o video exibido.
E continuo… No texto do PSDB jovem, eles enfatizam o paragrafo da carta que enviaram a Current TV onde descrevem a intencao de ter o video exibido. Eu no entanto, gostaria de enfatizar o paragrafo seguinte, que diz:
É um sacrossanto princípio da imprensa entrevistar os acusados e dar direito a que eles se manifestem. No caso do “Gagged in Brazil”, o lado dos acusados teve direito a exatamente 9 palavras, conforme se pode contar. Além disso, impressiona o uso incorreto de gráficos e moedas, bem como a veiculação de trechos de testemunhos de profissionais já publicamente desmentidos antes por eles próprios. (…) Tudo o que estamos sugerindo aqui é isonomia de tratamento, para que o público da Current TV não se deixe levar por um vídeo acusatório que faz eco às disputas políticas em curso no Brasil atualmente.
Bom, tive uma relacao profissional com a Current TV que durou pouco mais de 1 ano. Participei do lancamento do canal no Reino Unido e produzi para eles aproximadamente 14 documentarios, dos quais “Gagged” eh um dos ultimos. Todos esses filmes estao ainda sendo exibidos no canal. Nesse ultimo paragrafo, o PSDB Jovem diz aos executivos responsaveis pelo canal onde trabalhei, ou seja, meus ex-chefes, que eu:
1) Manipulei dados.
2) Desobedeci principios jornalisticos basicos.
3) Tenho motivacoes politico-partidarias.
4) Que utilizei o canal para minhas motivacoes politico-partidarias.
Sao acusacoes serissimas, que teriam prejudicado profundamente minha reputacao como jornalista/documentarista e teriam tambem machucado a reputacao da Current TV como veiculo. A reacao da Current TV em tirar o filme do ar e investigar as alegacoes foi certissima.
O azar do PSDB foi nao so fato de eu ter exercido meu papel corretamente durante a producao do filme, mas tambem o fato de tudo que eh dito ali ser verdade.
Os paragrafos a seguir relatam a tentativa do PSDB de Minas Gerais em tentar retirar do ar na Current TV , empresa para quem prestei serviços por um ano quando participei de seu lançamento no Reino Unido, um filme crítico a política de comunicação do Governo Aécio Neves, produzido por mim e que vinha sendo veiculado no canal.
A Current TV é um canal de TV por assinatura e portal de Internet presentes nos EUA, Reino Unido e Itália, e foi criado pelo ex-vice-presidente norte-americano e Premio Nobel da Paz, Al Gore e pelo empresário Joel Hyat.
Em junho de 2007 estive no Brasil produzindo o filme “Gagged in Brazil“, um dos meus útimos trabalhos produzidos para meu contrato com o canal. O filme trata da falta de liberdade de imprensa, e das relações entre a mídia no Brasil e especialmente em Minas Gerais com o Governo Aécio Neves.
Na semana do dia 31 de agosto de 2007 contactei o Governo de Minas Gerais, TV Globo e Jornal Estado de Minas a fim de lhes dar espaço para rebater as afirmações feitas por jornalistas em meu filme. TV Globo e Governo de Minas responderam ao meu pedido. O Governo de Minas através de seu assessor Luiz Neto me enviou o seguinte texto, cujo trecho em negrito entrou na edição final do filme:
From: Luiz Neto <————@governo.mg.gov.br>
Date: Fri, Aug 31, 2007 at 8:08 PM
Subject: assessoria Aécio Neves
To: darth@danielflorencio.com
Caro Daniel,
Conforme combinado, segue resposta à sua demanda.
E no documento Word anexado:
Resposta ao senhor Daniel Florêncio
O relacionamento entre veículos de comunicação e os governos federal, estaduais e municipais tem sido constantemente alvo de questionamentos no Brasil. São questionamentos legítimos quando partem de uma análise criteriosa dos fatos. A gravidade da acusação requer uma pesquisa independente e objetiva dos conteúdos jornalísticos publicados pelos veículos de imprensa acusados. As afirmativas feitas contra o Governo de Minas são baseadas exclusivamente em posicionamentos isolados, sendo, muitos deles, de natureza claramente político-partidária, e não como resultado de pesquisa. Uma análise dos conteúdos dos noticiários demonstrará, por exemplo, não existir distinção entre a cobertura realizada pelos veículos de comunicação mineiros das ações do Governo do Estado e da Prefeitura de Belo Horizonte, os dois principais pólos administrativos de Minas e que estão sob gestão de governantes de partidos adversários. Tal acusação sem amparo na realidade expõe, na verdade, uma visão ofensiva aos jornalistas mineiros – aqueles que trabalham nos órgãos governamentais e os que atuam nas redações – ao sugerir que têm conduta diferente da praticada pelos demais profissionais de imprensa brasileiros.
Assessoria de Imprensa do Governador Aécio Neves
O filme entrou no ar na Current TV no Reino Unido no dia 27 de Maio de 2008, e uma semana antes, nos EUA. Após uma semana no ar, o filme foi legendado em portuguës e postado no YouTube, o que se viu a partir daí foi uma profusão de links e referências ao filme, com mais de 2000 entradas no Google, quase 100.000 visitantes na versão do YouTube, além de quase 6000 visitantes na versão original do filme no site da Current TV.
A retaliação do PSDB
Tal foi a repercussão do documentário, que pouco menos de um mês após a estréia de “Gagged”, o PSDB de Minas se encarregou de colocar no ar também no YouTube, diversas versões de um vídeo-resposta produzido por eles, rebatendo as afirmações apresentadas em meu filme.
E na segunda-feira dia 22 de Setembro, o filme “Gagged in Brazil” foi retirado do ar e do site Current.com. Blogs que haviam linkado o vídeo do site da Current TV não mais exibiam o vídeo, e ao pesquisar por “Gagged in Brazil” no search engine do site já não mais o trazia como resultado. No dia seguinte, terça feira dia 23, Lina Prestwood, minha commissioning editor na Current TV entrou em contato via telefone esclarecendo o ocorrido.
Segundo ela, na semana anterior, os executivos seniors do canal nos EUA receberam cartas com severas considerações e críticas sérias em relação ao filme. As cartas foram enviadas pelo PSDB de Minas Gerais. O PSDB afirmava que meu filme tinha caráter político-partidário, que não representava a realidade do acontecido no estado e questionava minha conduta ética na produção do filme. Junto as cartas foram enviadas também cópias da versão em inglês do vídeo produzido pelo PSDB e postado no YouTube.
O filme foi então retirado do ar e a pedido do Presidente de Programação da TV, David Newman, euma investigação sobre meus procedimentos jornalísticos foi iniciada pelo Gerente de Jornalismo da emissora, Andrew Fitzgerald.
Durante mais de uma semana, elaborei relatórios, dossiês, contactei minhas fontes no Brasil, e escancarei meus procedimentos para Andrew Fitzgerald, que queria checar quais eram minhas bases para as afirmações no filme, meus procedimentos, fontes, e se as acusações que o PSDB fizera nas cartas enviadas aos executivos do canal procediam.
A resposta veio no dia 22 de Outubro, quando após analizar minhas informações e as acusações do PSDB, Andrew me envia um email onde comunica que o filme havia voltado para a programação do canal.
“From: Andrew Fitzgerald <————-@currentmedia.com>
Date: 22 October 2008 03:17:08 BST
To: Daniel Florencio <danielflorencio@gmail.com>
Cc: Lina Prestwood <—————-@current.com>
Subject: Gagged in Brazil back online
Hey Daniel
I’m happy to inform you that “Gagged in Brazil” is back live on the website and will be back in rotation on the US and UK networks within the next few days.
Thanks again for all your cooperation in sorting this out.
Andrew”
Felizmente, o filme ainda pode ser visto nos links do YouTube e no site da Current.
Vou me abster nessa. Voces, por favor, tirem suas proprias conclusoes:
Com a língua bastante afiada, o autor Gilberto Braga participou na tarde desta quarta-feira, 12, de uma palestra no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.
(…)
Quando questionado sobre a possibilidade de escrever textos para o cinema, Gilberto foi bastante categórico e soltou o verbo: “Eu ganho muito bem para fazer o que faço. Trabalho muito enquanto uma novela está no ar, mas depois fico meses sem fazer nada, só gastando. Cheguei a fazer o começo do roteiro de Central do Brasil, com o Waltinho (Walter Salles), mas acabei desistindo quando ele me veio com uma história de que a gente iria viajar de caminhão pra lá e pra cá. Deixei tudo de lado e me mandei para a Europa. Comi nos melhores restaurantes e dormi nos melhores hotéis”, comentou.
Pra quem acha “estranha” as afirmações de meu documentário, onde mostro como o Governo de Minas Gerais cerceia a Liberdade de Imprensa no estado aproveitando-se de sua posição de grande anunciante, assistam o vídeo a seguir e leiam o texto da coluna Zapping.
Coluna Zapping, FSP de 29/08/2007
Salete Lemos critica TV Cultura e diz que foi demitida por censura
Salete Lemos está fazendo participação fixa, com cachê, no “Hebe”, mas ainda não digeriu sua demissão da Cultura, em julho. Ela diz que foi dispensada após criticar os bancos e o governo. “Um banco ameaçou tirar o patrocínio se eu não me retratasse no ar. A Cultura perdeu o compromisso com a liberdade editorial”, afirma Salete. A Cultura diz que a demissão dela não teve relação com o comentário.
O problema no Brasil é crônico. Não se pode fazer bom jornalismo nem ser incisivo. Quem manda é o anunciante. Seja lá quem for, governo estadual, federal, bancos…
A realidade é que cada vez mais, vemos menos Saletes por aí…
Enquanto o Governo de Minas ou sabe-se lá quem (o vídeo não é assinado) cria aquele vídeo aqui embaixo tentando responder ao meu documentário, ontem o JB public isso:
Sinal de que tudo anda bem com a imprensa brasileira… A Yeda é do PSDB e a corrupção abala é o PT. Maravilha… E quem critica é porque quer influencias as eleições e é inimigo político da Yeda, do Aécio, do Serra e, vai saber, deve ser do Lula também. Em suma, um bando de subversivos.
Tudo anda tão bem com a imprensa no Brasil, que não podemos nos esquecer que a Globo derrubou um avião há apenas algumas semanas atrás…
O avião caído, era um incêndio em uma loja de tapetes. Pena… Ali Kamel ia delirar de emoção se fosse o início de mais um episódio do caosaéreo…
Foi postado no YouTube uma versao com legendas em portugues do filme “Gagged in Brazil”, que produzi comissionado pela Current TV. O filme trata das relacoes entre o Governo Aecio Neves e a imprensa. Atraves de depoimentos e exemplos o filme mostra como jornalistas da TV Globo e do jornal Estado de Minas se sentem limitados ao falarem do Governo e do governador.
O filme que produzi comissionado pela Current TV, sobre as relações da midia no Brasil com o Governo Aécio Neves finalmente vai ao ar. “Gagged in Brazil” estreou semana passada nos EUA e estréia dia 27 de maio agora no Reino Unido e na Irlanda, mas já está disponível no site da Current. O filme tem locução e textos em inglês, mas boa parte das entrevistas e depoimentos são em português.
No filme, através de entrevistas, depoimentos e exemplos, mostro como a imprensa ( TV Globo, Estado de Minas e TV Alterosa) se submente as vontades de um grande anunciante ( O Governo de Minas Gerais ), e, assim, deixa de exercer o seu papel.
Os camaradas do Anonymous postaram um video novo no YouTube, dessa vez atacando as midias de massa:
Dear Mainstream Media
This is anonymous.I have come to replace you. You have become shockingly irrelevant with your short attention span and relentless focus on the latest titilating headline. I will no longer be hostage to your values and commercial breaks. Any further attempts to command and
control me will fail.
I have watched your television shows for the last fifty years and I have decided to improve upon them. I have listened to your radio music and I have decided to support other bands. I have read your newspapers and I no longer want you telling me what to think. I have decided to no longer be hostage to your media rulers. Since you operate on fear, you will attempt to bull lee this change into oblivion. You will try to coalesce with former competitors. Still this will not change the fact that you are living in a sand castle.You own nothing. There is no such thing as intellectual property. I recognize no law. You have created nothing, which I can not create for myself.The wave is approaching.
Ontem, um cameraman da Reuters, Fadel Shana, foi morto por um tanque israelense. O carro em que ele se locomovia estava claramente identificado como TV. Desde o ano 2000, foram 9 casos de jornalistas mortos por fogo israelense. Representantes do exército israelense dizem que não tem intenção alguma de atingir jornalistas cobrindo o conflito, mas que não podem se responsabilizar pela morte daqueles que acompanham “terroristas”, pois estes são alvos legítimos.
Lí isso hoje no Viomundo e você deveria ler também. Em visita recente ao Brasil, o ex-presidente português comentou sobre como percebeu que a maneira como a mídia retrata o país, não condiz com o que a população vivencia no cotidiano. Segue texto de Tarso Genro comentando o assunto:
O BRASIL DA MÍDIA E O BRASIL REAL por Tarso Genro
Em artigo publicado recentemente, o ex-presidente de Portugal, Mário Soares, apresentou suas impressões sobre a atual situação brasileira. Soares esteve no Brasil em fevereiro e percorreu três das mais importantes cidades brasileiras (São Paulo, Belo Horizonte e Brasília). Na ocasião, encontrou-se com o presidente Lula e com algumas de nossas mais expressivas lideranças oposicionistas – FHC, Aécio Neves e José Serra. O líder português constatou a existência de duas “realidades” bem distintas: uma encontrada nas páginas de nossos principais jornais e nas imagens da TV (que parece retratar um país “à beira de um colapso”); e outra verificada no cotidiano dos brasileiros (que percebem que seu país “está a dar certo”).
São dois “brasis” que não se comunicam e se estranham: um certo Brasil da mídia e o Brasil real. De um lado, na mídia, uma agenda de crise interminável e, de outro, o Brasil retratado pelo otimismo e pela ascendente relevância do país no cenário mundial. É o Brasil, segundo Soares, da “inflação baixa” e “controlada”, no qual o “emprego tem subido espetacularmente e a pobreza diminui de forma sensível”.
Naquele primeiro Brasil, o governo Lula é retratado com ironia, agressividade e parece não ter orientado um espetacular aumento das reservas internacionais (US$ 162,9 bilhões nos últimos 12 meses) ou uma expansão recorde das exportações. E menos ainda parece ter algum mérito a passagem do Brasil à condição de credor no mercado internacional, resultado obtido pela atual equipe econômica.
A crise da dívida, deflagrada há quase três décadas, encerra-se sob o governo Lula sem que a maioria dos cronistas credite este fato ao acerto do presidente na condução da política macroeconômica. Para o ex-presidente Mário Soares, onde Stefan Zweig enxergava um “país de futuro”, hoje é possível identificar uma “incontornável realidade” positiva.
Não se trata, por óbvio, de supor a existência um governo sem defeitos, mas sim de enfrentar um falso nivelamento, através do qual parte da mídia torna-se o centro de elaboração intelectual de um oposicionismo extremo. Vejamos, então, alguns dos principais argumentos que circularam nos últimos dois anos, cuja síntese podemos organizar em alguns breves postulados:
De um lado, uma agenda de crise interminável e, de outro, o Brasil retratado pela ascendente relevância do país no cenário mundial.
1. “O Brasil vai bem porque o cenário internacional é favorável”: acadêmicos e técnicos – das mais distintas vertentes ideológicas – são categóricos ao afirmar que o país nunca esteve tão preparado para enfrentar uma turbulência externa como agora. É um cenário decorrente diretamente da redução da vulnerabilidade externa e da ampliação de nossas reservas internacionais – resultado obtido pelo atual governo.
2. “A política internacional de Lula vai fracassar”: a postura do Brasil, não apenas no que se refere às relações com o G-8 ou com os EUA, mas também em relação aos demais países de nosso continente, nos situa em uma posição destacada de referência política na América Latina. A posição do Brasil, por exemplo, diante dos incidentes diplomáticos envolvendo o Equador e a Colômbia, bem como os resultados da última reunião do Conselho Permanente da OEA, confirmam o acerto da política externa brasileira, que transforma o país em peça-chave do equilíbrio regional e em importante interveniente no cenário global.
3. “Lula segue fazendo o mesmo que FHC na área econômica, por isto estabilizou a economia”: este, sem dúvida alguma, é o mais visivelmente inverídico dos argumentos. A política de recuperação do valor real do salário mínimo, de reestruturação do setor público e a ampliação dos investimentos em infra-estrutura e em políticas sociais posta em prática pelo atual governo levaria, segundo a ortodoxia neoliberal, à elevação da inflação, do desemprego e da informalidade nas relações trabalhistas. Erro: de 2003 a novembro de 2007, foram criados no país 6,6 milhões de empregos com carteira assinada e o salário mínimo teve um aumento real de 46,7%. O país cresce há 23 trimestres consecutivos. O atual desempenho do PIB só encontra paralelo nos anos do “milagre econômico” do regime militar, com a diferença fundamental, agora, de associar crescimento econômico com distribuição de renda e respeito às instituições democráticas.
4. “O governo Lula é conivente com a corrupção”: omitem que o combate aos crimes de colarinho-branco teve um grande incremento no atual governo. Somente no ano de 2007, a Polícia Federal totalizou 457 capturas por suspeitas de improbidade, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de realizar outras 40 grandes operações. É possível afirmar que o país jamais combateu a corrupção como agora. Dezenas de investigações e operações que buscam “pessoas” – e não “partidos” – em ações delituosas foram promovidas e estão em andamento, cumprindo orientação direta do presidente, de combater sem tréguas à corrupção.
Por fim, cumpre informar que a opinião de Mário Soares encontra eco em outras análises realizadas por diferentes órgãos da imprensa internacional. A revista britânica “The Economist”, há algumas semanas exaltou em suas páginas o sucesso do programa Bolsa Família. Da mesma forma, o periódico londrino “Financial Times” dedicou-se, recentemente, a analisar o excelente momento econômico vivido pelo país. O jornal “The Guardian” não poupou elogios ao governo Lula, recentemente. Estas análises contrastam com artigos, veiculados no Brasil recentemente, que inclusive expressam “indignação” diante do fato de que beneficiários do Bolsa Família, com sua renda familiar, adquiram eletrodomésticos. Seria um consumismo absurdo!
Neste ritmo, provavelmente, nossos futuros historiadores terão de recorrer à imprensa internacional caso pretendam analisar, com alguma profundidade, o que sucede atualmente no país. É forçoso reconhecer, no entanto, que somente a liberdade de imprensa nos salva da treva absoluta da desinformação, ainda que as luzes estejam hoje concentradas em alguns periódicos ou páginas e blogs na internet, e mesmo em poucos espaços da chamada grande mídia, como prova a manchete deste jornal no dia 3 de março deste ano, citada como epígrafe.
Ontem parece que passou o programa eleitorial dos DEMOS na TV no Brasil:
Coisas a notar:
. Início – Kassab e seu sonho Orweliano.
. 2:20 – ACM Neto, o galã dos DEMOS, dando uma de Luciano Huck.
. 2:45 – Demóstenes Torres, sem ter o que falar, comenta sobre a pauta data pelos produtores do vídeo.
. 4:03 – César Maia mostra suas obras sem ao menos ter que por o pé nelas. Tudo filmado em Blue screen. César Maia não vai por o pé onde o populacho frequenta, vai?
. 5:42 – José Agripino comenta a logo dos DEMOS, copiada do Partido Conservador inglês.
. 5:49 – Efrain Filho está falando… Quem diabos é esse moleque? Aposto que é filho de algum figurão.
. 8:17 – Demóstenes Torres conta de sua emoção quando é parado nas ruas por populares que dizem “VAI DEMÓSTENES”. Tem um apelo popular, esse Demóstenes…
. 8:38 – Quem é essa? Gatinha hein… Que que ela tá fazendo ai com os DEMOS?
. 9:46 – Rodriguinho Maia fala das “idéias novas, idéias modernas dos DEMOS. Idéias essa que não foram concebidas por eles, devo lembrar, foram todas copiadas do Partido Conservador Inglês.
A dica foi do Crônico. Valeu aí hein, por me garantir alguns minutos de diversão.
Vendo sua hegemonia televisiva ameaçada por um concorrente que, assim como ela mesma durante a sua fundação, tem caixa a fundo perdido para investir na estruturação, profissionalização e qualificação de sua grade televisiva começa a contra-atacar… Da maneira que for…
Estamos falando da TV Record, a Record tem mensalmente, além dos investimentos publicitários em sua programação, uma verba de R$300 milhões oriundos de compra de espaço na TV pela Igreja Universal do Reino de Deus. A TV Globo a época de sua fundação também recebeu investimentos do grupo de comunicação norte-americano Time Life. Ao contrário da origem do dinheiro da Record, que pode-se questionar a moralidade de sua origem mas não a legalidade, o investimento feito pela Time Life na TV Globo foi ilegal. A legislação de telecomunicações não permitia, e ainda não permite, participação de capital estrangeiro acima de 30% em empresa de comunicação brasileira.
Bom, esse é um mero detalhe, quero me atentar a uma matéria dessa semana na Revista Época, da Editora Globo, sobre o Bispo Edir Macedo:
A Polícia Federal acusa Edir Macedo, líder da Igreja Universal,de cometer crimes de falsidade ideológica e de fraudar documento para negociar emissoras de TV.
O bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, foi indiciado na semana passada pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos. De acordo com o inquérito produzido pela delegacia da Polícia Federal de Itajaí, em Santa Catarina, Edir Macedo teria cometido esses crimes ao transferir a propriedade de uma retransmissora da Rede Record, a TV Vale do Itajaí.
O inquérito da PF acaba de chegar à mesa do procurador Marcelo Mota, do Ministério Público Federal de Santa Catarina. Agora, Mota deve analisar o trabalho da polícia e decidir se denuncia ou não o bispo Macedo. Caso seja denunciado, Macedo se tornará réu e deverá ir a julgamento. A pena para os crimes de falsidade ideológica e de uso de documento falso pode chegar a cinco anos de prisão.
Entendendo a situação da Globo frente a clara concorrência declarada e viável da Record, qualquer oportunidade será oportunidade para uma guerra ideológica contra o Bispo e sua emissora… Aguardem novos movimentos…
No entanto, amiguinhos, a própria Globo tem seu telhado de vidro, ela mesma é réu de uma ação parecida com a ação movida contra a Record, mas nesse caso, envolvendo a concessão da TV Globo na cidade de São Paulo. Mas o caso da Globo é pior, pois advogados da Família Marinho foram gravados oferecendo suborno de 80 milhões de reais para os autores desistirem da ação… Porém, utilizando-se de subterfúgios que eu só posso mesmo imaginar quais sejam, o caso foi abandonado pelo Juiz responsável e documentos do processo SUMIRAM do cartório onde se encontravam…
A questão é… Todo o império da TV Globo é fundamentado em uma simples premissa. As suas concessões PÚBLICAS de radio e televisão. Sem a concessão, não existe direito para exploração do sinal, e sem a exploração do sinal, não existe TV Globo… Tudo que eles podem e puderem fazer pra não perderem essas concessões, é e será feito…
Mas até agora eles não tinham um adversário com culhões suficiente pra se colocar frente a frente a eles e chamar pro pau. Agora eles, tem.
Trechinho do documentário “Behind the Coup” ou em português “Por Trás do Golpe“, onde no dia seguinte ao golpe de Estado que tirou Hugo Chavez do poder na Venezuela, em um programa de televisão, jornalistas, políticos e membros das forças armadas contam como organizaram o golpe e como os meios de comunicação privados foram parte fundamental dele.
O documentário completo pode ser assistido nesse link. Como bem sabemos, e se não sabe ainda, fique sabendo agora, Chavez foi colocado de volta ao poder pelo povo e pelos rankings mais baixos das forças armadas. Tá lá no documentário… É só assistir…
O Conexão Telemig Celular acabou de lançar um edital bem bacana pra quem trabalha com animação. Basicamente, vão ser distribuidos 106 mil reais pra se fazer um videoclipe de animação pra cada um dos 12 músicos selecionados pelo Conexão… Os videoclipes entram num DVD que vai ser distribuído pelo Brasil, além de serem exibidos em outras mídias para promoção dos artistas…
Mas bacana mesmo é que chamaram a mim e o Perna (Daniel Poeira) pra escrever um blog durante o período do edital, com textos sobre o mercado, referências, técnicas, trabalhos, etc… Entrem lá, leiam e participem! : )
Pra quem achava que eles haviam ido embora, e sumido junto com a série dos anos 80, não… Papai Smurf está de volta:
Esse senhor aí, Paul Karason, tinha um problema de pele e tomou por conta própria uma solução a base de prata pra tentar cura-lo. Com o passar do tempo, a pele dele começou a azular. Não muito raramente, ele é chamado de Papai Smurf quando sai pra passear. Toda essa história foi contada por ele no programa matutino Today, na TV americana. Assista aqui.
Os seriados de televisão japoneses fizeram muito sucesso no Brasil durante a década de 90. Eram estruturas narrativas em que a repetição era a chave para aficcionar o telespectador. Tudo sempre terminava com um robô imenso lutando contra um monstro igualmente imenso… Uma das coisas bacanas desses seriados, além da certeza de que você sabia em linhas gerais o que aconteceria no final, eram as músicas. Rockão de primeira… Veja aqui, a abertura completa de Changeman:
E aqui o autor da música, Hironobu Kageyama, cantando o tema do seriado, ao vivo:
O Radiohead vai tocar em uma perfomance exclusiva para a Current TV no ano-novo o seu novo album In Rainbows. Fico imaginando o que vai tar passando na MTV… Provavelmente algum daqueles reality shows toscos…
As opiniões aqui expressas são minhas. Elas não representam as visões de meu empregador, nem sao patrocinadas ou apoiadas por meu empregador. Os textos aqui escritos não são revisados, e em sua maioria escritos em teclados sem acento. Portanto, paciência.