“What are you gonna do when we come for you?”
"Mundo" Category
Piada
Sunday, November 4, 2007
Lí hoje no site do Azenha, comentando comentário do Luiz Nassif:
Escreveu o Luís Nassif:
“Mando uma carta para a seção de Cartas do Leitor de “O Globo”, respondendo a um ataque do Ali Kamel. “O Globo” publica a carta e, junto com ela, a resposta do Kamel, com outros ataques, me chamando várias vezes de mentiroso. Ou seja, não só o direito de responder, na minha resposta, mas de ofender. Se eu mandar outra carta, pedindo direito a tréplica, certamente sairá com outra resposta do Kamel me xingando novamente. Quando escreve sem direito a réplica ou tréplica, quando fala sozinho, o Kamel é imbatível. Isso não se discute, por definição. No final, sua declaração esparramada de amor: “É por isso que me orgulho de “O Globo””. Nem vou discutir o amor entranhado que Kamel tem pelo jornal que lhe garante salário e projeção. É amor desinteressado, não tenho dúvida. Mas é um cara-de-pau, convenhamos: ter orgulho de um jornal que permite que uma carta que responde a ofensas seja publicada, mas como álibi para novas ofensas ao missivista. Pergunto aos colegas que, dentro de “O Globo”, lutam para preservar o jornalismo: o que fizeram foi bom jornalismo? Repito: o Kamel está conseguindo destruir, dia a dia, o enorme esforço do Evandro Carlos de Andrade, para reconstruir a imagem da Globo. E por picuinha.”
Meu comentário:
Não é por picuinha, caro Nassif. É por cegueira ideológica. É bom saber que tem gente de fora das Organizações Globo que enxerga um processo que vem lá de longe, que quem trabalha ou trabalhou na Globo já denunciava e continua denunciando nos corredores há mais de um ano. Os métodos adotados pelo Jornalismo da empresa, ou pelo menos pela facção que está no poder, estão minando lentamente a credibilidade do grupo. Até a seção de cartas passou a ser manipulada. E o necrológio, no caso de Antonio Carlos Magalhães e Augusto Pinochet. A Globo é tão autocentrada que, se os estúdios do Jornal Nacional forem demolidos por causa da falência da empresa, os “colaboradores” vão continuar dirigindo até lá, estacionando os automóveis e seguindo para uma redação fantasma. Os herdeiros de Roberto Marinho conduzem a Globo pelo mesmo caminho da Telemontecarlo, por terceirizar para um grupo de aloprados a avaliação da conjuntura social, política e econômica; e por submeter toda a produção jornalística da empresa a um grupo que inclui ideólogos, burocratas, incompetentes e puxa-sacos. Parece o Kremlin nos tempos do Brezhnev.
Não conheco a Globo por dentro, nunca trabalhei lá, e provavelmente nunca irei, porém, acho notável o fato de os Marinho manterem como chefes de jornalismo algumas figuras que são motivo de piadas em qualquer outro ambiente, quenão as redações da própria TV Globo.
Se existe cegueira ideológica por parte dos “ideólogos, burocratas, incompetentes e puxa-sacos” lá dentro, cegueira maior ainda é dos Marinho, que deixam o império construído pelo Pai fique na mão dessas figuras… Mas é compreensível. Os Marinho, que cresceram tendo um pai que reinava absoluto no país, imaginavam que herdariam e manteriam a influência política, a credibilidade e o alcance da Globo. Quando é que eles iriam imaginar esse gráfico abaixo?
Clique na imagem para entender o que é a “Teoria da Calda-longa”.
Acontece que os grandes grupos de mídia/poder preferem acreditar que essa coisa de internet, cauda longa, participação e, essencialmente, democratização, é apenas uma onda-passageira, que eles podem apenas fingir que não existe e/ou fingir que pegam… Não é fácil pra uma mega-estrutura, do tamanho de um monstro como a Globo, ter que abrir mão da sua influência, espaço, audiência, etc, para algumas teorias “malucas” que dizem que a produção e distribuição de conteúdo vai se fragmentar e distribuir e que eles vão perder importância… Estruturas desse tamanho não são passíveis de mudanças radicais. Especialmente estruturas acostumadas com o poder que um modus-operandi, hoje já antiquado, lhes proporcionou no passado recente.
Ali-Kamel, Shcroeder e os seus patrões, os Marinho, são filhos desse modelo. Aprenderam nessa escola. E como o ditado inlgês já diz, “You can’t teach an old dog, new tricks”
Eles se abraçam ao passado, ao seu modelo hoje defasado, e ao poder que antes mantinham, usando como sustentação gráficos de popularidade e pesquisas de opinião que comprovam a sua teoria infundada de que são isentos e que tem credibilidade perante o público. E enquanto isso, o mundo gira ao redor da Globo. E gira em uma velocidade inimaginável, criando uma revolução na maneira de se produzir e de se consumir mídia, conteúdo e jornalismo. E é uma revolução que vem se utilizando da mesma malha que há décadas atrás propiciaram o surgimento da própria TV Globo: O interesse de grupos econômicos.
Mas a Globo não é a única… Pelo Brasil e mundo afora, grandes grupos de comunicação enfrentam os mesmos dilemas… A própria BBC a cada dia perde audiência, importância e tem que enxugar sua estrutura.
Foi ciente dessa realidade, que Tom Curley, o CEO da Associate Press discursou recentemente, clamando para que as organizações noticiosas percebam o futuro e não tentem lutar contra ele. Veja alguns trechos tirados da matéria no Washington Post:
Em alguns pontos do seu discurso, Curley diz que “as organizações de mídia devem parar de pensar como gatekeepers de informação e tentar alcançar as pessoas que estão acostumadas a receber notícias online em tempo real e que customizam as maneiram que eles vêem e lêem essas notícias”.
(…)
Curley também disse que as organizações notíciosas também são culpadas pelos problemas que vem enfrentando ao tentar se adaptar as novas realidades no negócio de notícias sendo moldadas pela explosão do uso de internet. “A primeira coisa que tem-se que largar é a atitude“, disse Curley. “Nossa arrogância institucional fez mais para nos prejudicar do que qualquer portal na Internet“.
(…)
Curley convocou empresas de mídia tradicionais a cooperarem mais com portais online, e disse que ainda há lugar para o ‘jornalismo tradicional’ com jornais impressos e noticiários televisivos, porém, disse ele “é um espaço menor“.
Pra completar o infortúnio dos meios de comunicação tradicionais, cruzei hoje no Eu Ví o Mundo com o seguinte dado:
Em 2006, nos Estados Unidos, a Nike gastou 453 milhões de dólares em eventos, competições, buscadores de internet, propaganda em lojas e merchandising de seus produtos em filmes, séries de TV, videogames e videoclips, contra 221 milhões de dólares na mídia tradicional – jornais, revistas, emissoras de rádio e TV e banners na internet.
Citado pelo jornal New York Times, o vice-presidente global de marcas da Nike foi direto ao assunto: “O objetivo de nossos negócios não é manter vivas as empresas de mídia”.
Alguem, por favor, avisa os Marinho, os Civita, o Shroeder e o Kamel…
From Russia with Hate
Tuesday, October 30, 2007
Uma excelente reportagem de Christof Putzel para a Current TV, sobre a crescente onda de racismo, ataques a imigrantes, e o resurgimento em larga escala de grupos Neo Nazistas na Russia…
http://v.current.com/video/feeds/vanguardspecial/Pod_RussiaSkinheads.flvEssa você não leu em lugar nenhum…
Monday, October 29, 2007

Rumsfeld foge da França para não ser preso
Sab, 27/10/2007 – 08:45
O antigo Secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld foi embora da França hoje, temendo ser preso sob acusações de “ordernar e autorizar” a tortura de presos em Abi Ghraib no Iraque, que é comandada pelos americanos, e em Guantanamo Bay em Cuba, sugerem relatos ainda não confirmados de Paris.
Oficiais da embaixada norte-americana retiraram Rumsefel de um encontro durante um café da manhã em Paris organizado pela revista “Foreign Policy”, após grupos de direitos humanos prestarem queixa contra o homem que foi a ponta de lança da Guerra ao Terrorismo do presidente George Bush durante seis anos.
A Lei Internacional obriga as autoridades francesas a iniciar uma investigação quando uma reclamação é feita quando o suposto torturador está em solo francês.
De acordo com ativistas na França que receberam Rumsfel aos gritos de “assassino” e “criminoso de guerra” na entrada para o café da manhã, oficiais da embaixada americana estavam preocupados com todos os passos do ex-secretário de defesa alegando “razões de segurança.”
Protestantes anti-tortura na França acreditam que o secretário de defesa foi embora pela fronteira com a Alemanha, onde uma ação por crimes de guerra contra Rumsfel não foi aceita. Mas um ativista diz que sob o Tratado de Schengen que encerrou os pontos de checagem nas fronteiras de vários países na União Européia, a França ainda pode enviar agentes até a Alemanha para perseguir um fugitivo.
“Rumself deve estar sentindo agora como Saddam Hussein se sentiu quando forças Norte-Americanas estavam o caçando”, o ativista Tangyu Richard disse. “Pode ser que ele não acabe sendo enforcado como seu antigo amigo, mas ele tem que aprender que no mundo civilizado, crimes de guerra não compensam.”
A Federação Internacional pelos Direitos Humanos junto com o Centro pelos Direitos Constitucionais, o Centro Europeu por Direitos Humanos e Constitucionais e a Liga Francesa pelos Direitos Humanos prestaram a queixa na quinta-feira após saberem que Rumsfel iria visitar Paris.
O texto original pode ser encontrado aqui.
Outros links para a história:
http://hosted.ap.org/dynamic/stories/F/FRANCE_RUMSFELD?SITE=ORROS&SECTION=HOME&TEMPLATE=DEFAULT
http://www.pensitoreview.com/2007/10/27/rumsfeld-flees-france-to-avoid-arrest/
Back to Basics
Thursday, October 25, 2007
Então o Radiohead deu um tchau pra gravadora e tá perguntando pros fãs, “Quer pagar quanto?”. Enquanto alguns pagam muito, outos pagam pouco, e assim a coisa vai… Lí recentemente em algum lugar que, no entanto, o tchau que eles deram pra gravadora não foi 100% não. Eles ainda precisam da estrutura da gravadora pra distribuir a “cópia-dura” do album. Os CD’s e vinils que, afinal, chegarão as lojas (mas podem também ser comprados pelo site).
Mas não quero falar do Radiohead não… Pois aparentemente, eles foram apenas os primeiros de uma onda… Madonna deu um tchau pra gravadora… Oasis deu um tchau pra gravadora… Jamiroquai… E o Nine Inch Nails deu um tchau pra gravadora, e falou pros fãs copiarem seus albums ilegalmente…
Acredito que essas últimas semanas dentro dos escritórios das “majors” deve estar um puta clima de velório. Mas uma pergunta fica… Como farão Oasis, Madonna, Jamoroquai e cia para divulgarem seus albums… Venderem seu trabalho, sem a mega infra-estrutura e a mega-grana de uma Major? Afinal… Esses são “mega-acts”…
A resposta: Ações localizadas… Intervenções urbanas… Olha o que achei na esquina aqui de casa, em Shoreditch. O Oasis espalhando posters pela cidade anunciando o download do single no site deles e o lançamento do DVD, ao lado de outras bandas e músicos independentes…


Mídia espontânea na TV, revistas, jornais, relações públicas, radioplay. Essas coisas todas continuam a acontecer… Mas de forma mais espontânea e sem aquela “grande mão” da major no meio, que no Brasil é bastante conhecida como JABÁ.
Primeira mão!
Tuesday, October 23, 2007

I just got these pictures. First hand. Amsterdam, bridge Hoofddorpweg over the de Schinkel canal. Some friends of mine were arrested doing it. Ogul Oz, the guy who had the idea, Ricardo Portilho and Amir Adomoni. But they’ve been released already. They did the stencil on the pavement, so when the bridge lifts, drivers and passers by read their message on the top of it.
————–
Acabo de receber as fotos em primeiríssima mão. Amsterdam, ponte Hoofddorpweg sob o canal de Schinkel. O texto diz: “Se a água chegasse a esse nível, a gente não ia mais precisar da ponte. Continue dirigindo, talvez a gente chegue lá!“
Um amigo meu foi preso Alguns amigos meus foram preso fazendo isso… Ogul Oz, idealizador da coisa, Ricardo Portilho e Amir Admoni. Mas já foi solto Mas já foram soltos… Mas é por uma boa causa, afinal de contas, se o nível dos oceanos subir, Amsterdam será uma das primeiras a “ir pro saco”.
Veja as outras fotos:


Promoting Walking
Tuesday, October 23, 2007
Engraçado, hoje fuçando alguns livros do meu flatmate aqui na estante de casa encontrei esse “The Mayor’s Transport Strategy”, publicado em 2001 pela prefeitura de Londres, assumida então por Ken Livingstone.
Quero frisar um ítem do capítulo 4, que fala especificamente sobre o aproveitamento dos espaços públicos para pedestres. Coisa que falei aqui embaixo nesse post…
Vejam só o que está escrito: “London needs to be planned for the pedestrian.The pedestrian environment is an important aspect of the quality of life of those who visit, live and work in London. Providing for pedestrians and improving the attractiveness of walking is not just about providing and maintaining pedestrian facilities. It is about reducing the unpleasantness, inconvenience and danger caused by motor vehicles, and by land uses and highway designs that are unsympathetic to pedestrians.”
E continua…
“Promoting walking can provide significant benefits in environmental, social, heath and economic terms.” (…) “The Mayor, trough Transport for London and The London boroughs, and working with other relevant organizations, will aim to create and promotea connected, safe, convenient and attractive environment that encourages people to walk and enriches their experience of being out and about, making London one of the most walking friendly cities for pedestrians by 2015″.
Para ver todo o conteúdo da estratégia, é só clicar aqui. Para baixar o PDF do capítulo 4, que mencionei nesse post, clique aqui.
Enquanto as ruas de Londres se enchem de turistas e moradores, fazendo compras, passeando, curtindo a arquitetura, etc, nas cidades do Brasil o planejamento urbano só envolve isso:

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As empreiteiras agradecem…
No mapa…
Tuesday, October 23, 2007


Essa é a Roxy, em BH. O projeto é do arquiteto Fred Mafra e da designer Dinah Verleun. Não é porque é meu co-cunhado não, mas são projetos bacanas assim que acabam colocando cidades e lugares no mapa. E o reconhecimento vem.. Pois coisa boa não aparece sempre e nem em qualquer lugar…
Pois eis que alguns cool hunters britânicos, da The Cool Hunter “acharam” a Roxy, e publicaram um texto sobre a boate e o projeto,
” Say “Brazil” and most of us think of Rio, carnival, party and beach. But those who for some reason end up in the central Brazilian state of Minas Gerais, that has neither beach nor Rio, will be glad to know that party is alive and well here, too. In the state’s party-crazy capital of Belo Horizonte, the swankiest neighborhood is Savassi. And there, Roxy is making itself famous as the top chic night-club – not an easy feat in this city of bars and clubs.”
Roxy owners Robert Marent and Jajá Jácome gave local architect and DJ Fred Mafra creative freedom and he came up with a retro-futuristic madhouse. Enter the check-in tunnel, ask permission to enter, and you’ll half expect HAL’s “I’m afraid I can’t do that.” Luckily, HAL doesn’t work here and so the city’s sexy crowd is allowed into the naughty Red Lounge wallpapered in graphic designer Dinah Verleun’s crazy work, and into the eerily sterile Green Lounge that is more space ship than anything HAL ever controlled. The focal point of the circular main dance floor is the DJ’s preaching pulpit made of acrylic rock that pulses and changes color with the beat of the music. This is Discovery all over again. By Tuija Seipell.”


A última vez que eu ví BH no mapa internacional, foi nesse vídeo do Departamento de Estado Norte Americano, em 1949…
Ocupando o que é seu…
Sunday, October 21, 2007
O espaço público foi feito para ser ocupado pelo público. Na Europa percebe-se claramente como essa noção do que o espaço público significa para as pessoas é diferente do Brasil. Se está lá, é para ser usado. Londres, por exemplo, é uma cidade onde o prefeito pega metrô e ônibus para ir trabalhar.

Ken Livingstone flagrado no metrô.
Me lembro uma vez de ver o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, em um carro com motorista, seguido por outro com seguranças. Uma comitiva em uma cidade de 2 milhões de habitantes…
Pergunto: O que faz Pimentel e, muito provavelmente, todos os outros prefeitos do Brasil diferentes de Ken Livingstone?
Respondo: A noção de coletividade e do que o espaço público representa…
Falta noção de coletividade a aqueles que estão definindo políticas públicas e planos gestores para as cidades no Basil. Essa noção errada do que é prioritário faz com que as cidades no Brasil virem grandes rodovias, para aqueles afortunados o suficiente que dirigirem um carro. O transporte coletivo e todos os outros espaços coletivos são colocados em segundo plano.
Todas as grandes obras no Brasil são obras viárias…
Enquanto isso na Europa e aqui em Londres, a população vive procurando formas bacanas de aproveitar os espaços públicos, como por exemplo, a Zombie Walk que aconteceu há 3 semanas atrás:
Ou então o Mobile Disco, em sua sei lá qual edição, onde centenas de clubbers ocuparam a Turbine Hall na Tate Modern com seus MP3 players, e a transformaram em uma boate:
Enquanto na Europa se brinca de zumbi e de dançar com seu mp3 player, no Brasil os brasileiros curtem seu espaço público assim:
Democracia…
Friday, October 19, 2007

Esse blog, assim como inúmeros outros sites internacionals , são bloqueadas pelo firewall criado pelo governo chinês. O site Great Firewall of China, permite que você teste endereços web e cheque se o acesso a ele é ou não permitido dentro da China.
Provavelmente essa vai ser a mensagem que você vai receber…

China e Brasil
Há algum tempo atrás, o Senador Flexa Ribeiro (o mesmo que há 1 mês atrás sobrevoou de avião a fazenda PAGRISA, durante uma inspeção do Grupo de Combate ao Trabalho Escravo, e, segundo relatos, tentou intimidar os agentes do Ministério do Trabalho) foi o relator de um projeto de lei que limitaria o acesso no Brasil ao conteúdo gerado fora do país, assim como ocorre com a China. O projeto regulamentaria a distribuição de conteúdo em QUALQUER meio eletrônico, incluindo a Internet, limitando o acesso a conteúdo produzido por empresa que tivesse pelo menos 70% de capital brasileiro.
Flexa Ribeiro foi acusado de estar defendendo os interesses da Globo, que há época, já previa os prejuízos amargados pela conversão digital.
Informações sobre o projeto de Flexa Ribeiro pode ser acessado nos seguintes links:
Update: Acabo de descobrir conversando com meu amigo Ricardo, o mesmo do “I can’t forget these things“, que o GreatFirewallofChina é um projeto da escola em que ele está se formando agora, o Sandberg Institute, em Amsterdam.
O Muro
Friday, October 12, 2007

In Jerusalem, a female CNN journalist heard about a very old Jewish man who had been going to the Western Wall to pray, twice a day, everyday for a long, long time. So she went to check it out. She went to the Western Wall and there he was walking slowly up to the holy site. She watched him pray and after about 45 minutes, when he turned to leave, using a cane in a very slow fashion, she approached him for an interview.
“I’m Rebecca Smith from CNN. Sir, how long have you been coming to the Western Wall and praying?”
“About 60 years”
“60 years! That’s amazing! What do you pray for?”
“I pray for peace between the Christians, Jews and Muslims. I pray for all the hatred to stop and I pray for all our children to grow up in safety and friendship.”
“How do you feel after doing this for 60 years?”
“Like I’m talking to a fuckin’ wall.”
Achado no Orkut…
I just can’t forget these things
Friday, October 5, 2007
Vídeo excepcional do meu amigo Ricardo, com música excepcional do Digitária.
A personal take on my life in Amsterdam and the pills of wisdom once whispered by my parents that every now and then come back into into my mind.
Direction:
Ricardo PortilhoCamera:
Ricardo Portilho
Vitor PeixotoEditing:
Ricardo PortilhoMusic:
composed and performed by Fabiano Fonseca (Digitaria). Recorded at Andar Estúdio, Belo Horizonte/Brazil.
Mixed by Daniel Albinati (Digitaria).
www.digitariamusic.com.brThanks to:
Dima Stefanova
Henk Groenendijk
Amir Admoni
Eduardo Recife
Rob Schroder
Vitor Peixoto
Xanda
-
Amsterdam. Zomer. 2007-
This movie was produced within the scope of the project Kosmopolis goes Global, dealing with how immigrant young artists deal with family and frienship being away from home.
With the support of Stichting Kosmopolis, The Netherlands.
Loverboys
Wednesday, August 22, 2007
Meu último filme no ar na Current TV. Loverboys, sobre prostituição na Holanda.
Eu já sabia…
Tuesday, June 19, 2007
Assitam esse pod da Current TV… No início eles explicam a importância da diversidade genética…
Orgulho do Titio
Wednesday, June 6, 2007
Saiu na capa do caderno de Cultura do Estado de Minas do dia 30 de Maio:

Esse aí é o Gurdin, que trabalhou comigo na famigerada MTV Belo Horizonte. Ele escapou de Belo Horizonte 1 anos antes de mim pra ir estudar na Gnomon, escola de efeitos especiais na Califórnia, e agora comanda o batatal na Luma Pictures, fazendo efeitos especiais pruma penca de filmes, o mais recente, Piratas do Caribe. E agora ele tá famoso lá em Minas também, pois saiu no Estado de Minas. Leia aqui a matéria completa em pdf.
Hard Talk
Monday, June 4, 2007

Assistam a entrevista que o Lula deu ao programa Hard Talk da BBC clicando aqui. O mais importante dessa entrevista é perceber não só o pragmatismo de Lula, mas perceber como que é dificil para os Ingleses (e aos europeus em geral) entender uma política externa baseada na FRATERNIDADE e RESPEITO. E essa tem sido o moto da política externa brasileira, respeitando decisões legítimas e autonomas de Estados e agindo como parceiro e pelo bem COMUM, e não defendendo somente os próprios interesses.
Mas ainda demora alguns bons séculos para que o mundo passe a entender o que é fraternidade e respeito. Especialmente os americanos e ingleses e a elite latino-americana (que acha que são europeus e/ou americanos).
Estado Vs. Mercado
Saturday, June 2, 2007
Interessante ver grandes grupos de comunicação como a Globo, por exemplo, criticando a “falta de liberdade de expressão na Venezuela, com o fim da concessão da RCTV… Esse é o grande discurso moral das grandes empresas de comunicação. Elas, e somente elas, são os paladinos da verade e da livre circulação de informações e opiniões…
A Carta Capital dessa semana faz essa comparação entre grandes grupos de mídia e o governo de Hugo Chavez. Leiam, por favor!

Bye, bye, RCTV
Monday, May 28, 2007
E a RCTV saiu do ar na Venezuela. E aparentemente, muita gente acha um absurdo o fato de Hugo Chavez não ter renovado a concessão do canal mais antigo do país e líder de audiência.
E também o que muita gente tem que entender é o conceito de CONCESSAO PARA EXPLORAÇÃO DE SINAIS DE RÁDIO E TV. O que é? Resumindo, as frequencias de rádio e TV são de propriedade do Estado, e esse CONCEDE essas frequencias para que, por prazos FIXOS, empresas privadas explorem o sinal. Em contrapartida, essa empresa privada além da garantia de RESPEITAR AS LEIS E A CONSTITUIÇÃO, precisa ainda prover um determinado tempo de jornalismo, de drama, serviço social, e por aí vai…
No caso da RCTV, a concessão foi dada há anos atrás para uma das famílias mais ricas da Venezuela. Desnecessário dizer, que com o canal de TV, a família rica ficou mais rica, e muito mais influente.
Bom, em 2002, houve um golpe militar na Venezuela que tirou Hugo Chavez do poder. Para um golpe militar ser bem sucedido, não basta que forças militares ocupem um Palácio Presidencial e o Presidente eleito seja retirado do posto. É necessário um suporte midiático que apoie o golpe, e que mobilize a opinião pública e traga as boas novas da nova era que está pra começar… Nesse caso, a emissora de TV que apoiou o golpe na Venezuela, foi a RCTV.
Lembremo-nos que Hugo Chavez foi eleito democraticamente. Lembremo-nos que a RCTV tinha um contrato onde se comprometia a obedecer a legislação e a constituição do país.
O que aconteceu no entando, foi que o golpe militar falhou (com a ajuda dos oficiais militares de baixa patente e de populares, que se aglomeraram em frente ao Palácio Miraflores) e Chavez voltou ao poder. Chavez se quizesse, poderia ter revogado a concessão da RCTV ali naquele momento, pois a TV apoiou o golpe e incentivou a população a sair nas ruas para apoiar o grupo golpista.
Porém, Chavez obedeceu a legislação e a constituição e esperou para que a concessão da RCTV vencesse para que decidisse não a renovar. Baseado na simples quebra de contrato da Empresa que foi, não respeitar a legislação e a constituição do país ao apoiarem e servirem como apoio midiático ao Golpe de Estado de 2002.
Blair se despede
Thursday, May 10, 2007

Blair hoje fez seu discurso de despedida de Downing Street. Ele deixa o cargo de Primeiro Ministro no meio do mês que vem. Uma das coisas que creio, todos aqui tinham expectativa que ele iria citar seria a guerra do Iraque. Eu, particularmente, pensei que ele nao iria nem citar a guerra. Porém, ele citou, mais ou menos assim, “Decidi ficar ombro a ombro com nosso mais velho aliado, e eu o fiz partindo da confiança”, ele continua e afirma que o resultado da Guerra do Iraque foi a retaliação de grupos terroristas, e que a decisão de ir pra guerra foi extremamente controversa, e que o julgamento se ele estava certo ou errado ficará nas mãos do povo.
Blair tomou a decisão errada, e essa foi a única vez em que ele afirmou isso e relacionou os atentados terroristas em solo britânico com a invasão do iraque e do afeganistão.
Mas o que mais me impressionou no discurso de Blair foi a franqueza com que falou… Falou com franqueza sobre a tomada de decisões, sobre os possiveis erros e acertos, e deixou o julgamento de seus atos para o povo.
Tal franqueza por parte do Primeiro Ministro só é possível por um simples fato. Responsabilidade por parte da imprensa, da mídia e da oposição. O Reino Unido é um país onde ninguem é intocável, e nenhum assunto é tabu. Blair sabia que todos esperavam dele que falasse sobre o Iraque, e ele falou. Falou com franqueza. Sabia que ce nao falasse, a oposicao e a imprensa iria o criticar… Mas sabia também que se falasse, a imprensa iria tratar com responsabilidade as suas afirmações.
É difícil tentar descrever a diferença entre a imprensa brasileira e britânica. Estando aqui a diferença é clara. Em termos de moral, objetivos, compromisso com o público, responsabilidade, dentre outros substantivos necessários a profissão… A imprensa no Brasil parece comandanda por alguns poucos cínicos irresponsáveis a serviço de uma minoria e da vontade de seus patrões.
O jornalismo no Brasil é uma desonra a profissão (dada algumas poucas e merecidas excessões). E é por isso, que ainda vai demorar muito tempo até que um líder seja tão honesto quando fala ao seu povo, como foi Blair no dia de hoje….
Mickey Mouse Palestino
Wednesday, May 9, 2007
Uma tal de Palestinian Media Watch, organização Israelense que observa e analiza o que é divulgado na mídia palestina, divulgou recentemente esse vídeo, onde uma cópia mal feita de um Mickey Mouse, apresenta um programa infantil ao lado de uma menina muçulmana. O vídeo realmente é chocante, nele o Mickey Mouse pirata e a menina cantam músicas, dançam e falam sobre política, aocupação israelense e questões de identidade palestina. Alguns dos trechos citam resistência, uso de armas, em outro trecho, chamam a atenção de uma menina que fala com eles no telefone quando ela canta uma música que fala em “rendição”… É realmente condenável…
Mas atos condenáveis não é mérito somente dos palestinos… Esse clipe aqui embaixo é de uma música isralense gravada durante o segundo conflito de Israel com o Líbano…
E esse é o vídeo do Mickey Mouse palestino…
Birmingham
Tuesday, April 24, 2007
Fui hoje a Birmingham gravar uma entrevista pra um dos meus filmes pra Current… O que dizer de uma cidade cuja principal atração é um Shopping Center coberto com “azulejos de metal”?

Não foi atoa que fui, fiz a entrevista e voltei… Mas em compensação… Os trens da Virgin Trains, são uma maravilha de confortáveis e silenciosos…

Falando em trem, acabei de me lembrar de uma vez, quando fui fazer o percurso Belo Horizonte – Ipatinga, em um dos trems de passageiro da Vale do Rio Doce. Em termos de conforto, o trem parecia um pau de arara… Em termos de eficiência, um percurso que de ônibus duraria 3 horas, de trem iria durar 5 horas. Mas decidimos ir de trem pela “experiência”…
Bem, a viagem deveria ter durado 5 horas se o trem não tivesse quebrado no caminho, e tivesse ficado parado por horas sob o sol escaldante e com o ar condicionado quebrado, aumentando o tempo de viagem para umas boas 8, 9 horas…
Já passou-se da hora de se investir no transporte ferroviário no Brasil. Nossa malha ferroviária é ridícula. Nossas locomotivas patéticas. O transporte de passageiros por ferrovias no Brasil é inexistente. O transporte rodoviário é ineficiente e caro. O aéreo é mais rápido, sim, porém, mais caro e complexo…
Qualquer anta consegue perceber a necessidade urgente de se recuperar as ferrovias, as locomotivas e de se criar uma cultura de transporte ferroviário no Brasil… Não só para cargas… Mas para gente.
Investimentos do PAC podem resultar em maior equilíbrio na matriz de transportes
Resta confiar que o que está sendo investido no transporte ferroviário com o PAC é o suficiente…
Al Gore
Monday, April 16, 2007
Dia 12 do mês passado foi o lançamento da Current TV em Londres. Current TV, pra quem não sabe é um canal de TV novo criado pelo Al Gore e por Joel Hyatt. Canal esse cujo objetivo principal é democratizar a produção de conteúdo, e pra quem venho produzindo alguns filmes (aham).
Bom, no final do dia, rolou um coquetel pra equipe da TV, e lá tiver a oportunidade de bater um papo com o Al Gore em pessoa… Não vou dizer que bati altos papos com ele, porque seria mentira, mas trocamos algumas idéias sobre monopólio da mídia no Brasil e sobre a Current TV chegar ao Brasil nas mãos certas…

Acho engraçado que nunca tive a mesma oportunidade com políticos brasileiros. Acho que a maioria deles não estão abertos a diálogo algum…
Grand National
Saturday, April 14, 2007
Mais uma vez um quadrupede me decepciona. Na verdade dessa vez foram 2 quadrupedes.
Esse ano apostei na ultima hora em 2 cavalos. No ganhador do ano passado, o Numbersixvalverde e no favorito desse ano, Joes Edge.

Joes Edge
Acontece que o Joes Edge cai ao pular a 20a cerca… E o Numbersixvalverde termina a prova, mas nao fica entre os 4 primeiros… O ganhador, Silver Birch estava pagando 33 pra 1. Se eu tivesse apostado £5 nele, teria saido com algo em torno de £160…
Aha!!!
Monday, April 9, 2007
Poisé… Aqui na Inglaterra não se fala em outra coisa além desses marinheiros presos pelo Irã… Agora que eles estão de volta, ficam nessa, “colocaram uma venda nos nossos olhos”, “ou a gente confessava ou não voltavamos”, “estavamos morrendo de medo”…
Pergunta número 1: Queriam que fosse como?
Pergunta número 2: Porque a mídia inglesa insiste em ignorar a entrevista que um dos marinheiros capturados diz claremente que “recolhem informações sobre atividades iranianas”. Bom, em se tratando de dois países que não se bicam, acho que isso se chama espionagem. E pelo que consta, o governo iraniano os acusou exatamente disso…
Aqui o vídeo, em inglês (que não foi exibido pela SkyNews):
Esse bairrismo, e o fato de ignorarem informação que daria um full-picture da notícia me incomodam profudamente. A mídia inglesa está compactuando com o governo. E o governo vem tentando pintar o Irã como algo que ele não é…
Piada de Português
Monday, March 5, 2007
Recebi em um spam do Felipinho, meu querido flatmate,
“Um motorista alentejano (tinha que ser) se enganou e atravessou a ponte São Luis (no pavimento superior que é só para o metrô), entrou no túnel do metrô e atravessou duas estações, só indo perceber que estava no “caminho errado” ao chegar na estação dos Aliados. O motorista, que não sofreu nada, achou apenas que “trepidava” muito!”
Agora em NY
Thursday, April 13, 2006
Essa cidade é ducaralho…
Chegando aqui me deu a impressão que é igual São Paulo…
Nada a ver com Londres, cheio de gente loira, todos iguais…
Peguei um taxi e fui pro Brooklin encontrar a Yula e o Andrew…
O João tava dormindo, e basicamente ia acordar me por pra dentro de casa e voltar pra cama, porque tem que acordar 2 da manha pra ir pra Bloomberg, por causa do fuso, e essas coisas no mercado financeiro ele tem que fazer esse horario maluco.
Ai cheguei no Brooklin, Andrew tava cozinhando pra galera, comemo e aí ele me carregou pra um show num lugar chamado Warsov, do lado da casa deles, tava rolando um show que ele ia cobrir pra BBC, duma banda chamada Gogol Bordello Ducaralho… Os caras são muito bons, eu já tinha visto o CD deles me Londres, escutado e achado interessante… Mas não sabia que os caras eram mega conhecidos já… Fiquei impressionando quando cheguei lá e tava a galera toda pulando e cantando as músicas dos caras…
Ficamo lá só meia hora, porque tava Yula, a irma do Andrew e o cunhado dele esperando a gente num bar… Ficamo no bar um bocado só, aí peguei um taxi e fui pra casa do Joao, porque tava caindo de sono.
Vamo ver o que que acontece hoje.


