Aproveitando o ensejo do post aqui debaixo que mostra os jornalistas de um canal de televisão privado na Venezuela discutindo como os meios de comunicação foram fundamentais pra tirar Chavez do Poder em 2002, coloco aqui de novo o audio de Lyndon Johnson, presidente norte-americano em 1964, tramando o Golpe de Estado no Brasil que instituiu a ditadura militar.
Só pra acrescentar… Uma informação interessante… Um texto no blog do Paulo Henrique amorim, comentando sobre o livro “Quem pagou a conta ? – A CIA na Guerra Fria da Cultura” que relata as relações entre a CIA e a Fundação Ford. A CIA financiava grande parte das operações da Fundação Ford, e tinha inclusive um escritório lá dentro segundo o livro…
Paulo Henrique Amorim escreve:
O papel da Fundação Ford, segundo Saunders, era precisamente financiar organizações e pesquisas culturais e cientificas, de acordo com a política da CIA de criar um ambiente cultural a favor dos Estados Unidos.
A Fundação Ford, aparentemente, era a principal financiadora do Cebrap no Brasil, que foi quem financiou as pesquisas e publicou o livro “Dependência e Desenvolvimento na América Latina”, de Fernando Henrique Cardoso.
Bom, e agora, o vídeo de Lyndon Johnson…
Os EUA e o Golpe de 1964
Assistam esse vídeo que achei no Eu vi o Mundo. Lyndon Johnson, presidente norte-americano a época, trama com seu sub-secretário de Estado o Golpe Militar no Brasil em 1964.
Os comentários de Luiz Carlos Azenha sobre o vídeo:
Um dos momentos mais bizarros dela se dá quando Johnson, que não parece aceitar um resultado que não seja a derrubada do governo brasileiro, pergunta ao assessor quantos são os estados no Brasil. O assessor consulta o assessor do assessor e responde 19, depois muda para 21, depois diz que não importa, os estados mais importantes estavam com eles (Guanabara de Carlos Lacerda, São Paulo de Adhemar de Barros e Minas Gerais de Magalhães Pinto, o homem do guarda-chuva do Banco Nacional, um dos primeiros patrocinadores do Jornal Nacional).
Ele continua..
Os assessores de Johnson acreditavam que o Brasil estava a caminho de se tornar um país comunista em pleno quintal americano. (…) O que ninguém te conta é que Johnson concorreria à reeleição naquele ano, tinha herdado o poder depois do assassinato de John Kennedy e a Guerra Fria corria solta. Johnson queria se eleger presidente, como qualquer outro político faria. Qual era o maior risco para ele – e continua sendo para qualquer presidente americano? Ser taxado de fracote, de molenga com o “inimigo”, seja ele Fidel Castro, bin Laden, Hugo Chávez ou o Zebedeu.
E termina…
Johnson deu gás à guerra do Vietnã, o que em 1968 custaria a ele a carreira política. Mas, quando recebeu a chamada, estava de olho em seus financiadores de campanha e queria evitar a qualquer custo a acusação de “perder” o Brasil para o bloco soviético. Johnson, é óbvio, conhecia o Brasil de “ouvir dizer”. O negócio dele era a reeleição.
A TV Viomundo, sempre preocupada com a sua informação e diversão, proporciona a você este momento histórico, em que um caipira do interior americano decide o destino de milhões de brasileiros.
April 3rd, 2008 at 2:26 am Finalmente alguém fala de um filme que vi!
Em épocas de vacas magras (tenho visto um máximo de 4 filmes por ano) isso é ao mesmo tempo uma vitória e uma bela coincidência. Ainda mais o tendo feito desprovido de qualquer oportunismo, numa sala marginal de Clichy, quando ainda não tinha sido indicado ao Óscar, etc, etc.
Que posso dizer? Um filme modesto! Modesto em tudo! Personagens com sonhos modestos, com problemas modestos, com soluções modestas. Tirando a musica bacaninha, achei quase ofensiva a sua falta de pretensões.
Cheguei a cogitar escrever uma carta ao diretor perguntando quem ele pensava ser para fazer um filme assim mas preferi me portar como um modesto expectador…