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"Mídia" Category


Censura


Friday, January 25, 2008

O governador do Paraná Roberto requião foi censurado ao falar em um programa da TV Educativa em seu estado, pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior. Requião, em entrevista ao blog Viomundo disse o que Aécio Neves já sabia: “Governo só é bom quando paga os jornais e os canais de TV, notadamente a TV Globo”.

Assistam ao vídeo da censura:

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Leiam a matéria do Viomundo:

WASHINGTON - O governador do Paraná, Roberto Requião, disse em entrevista a este site que pretende denunciar à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas que se considera “amordaçado” por uma decisão judicial que o impede de falar na TV Educativa do Paraná, através da qual, às terças-feiras, é transmitido o programa Escola de Governo. O governador classificou o despacho de “descabido”, por proibí-lo, entre outras coisas, de criticar instituições na emissora. “Ele me proíbe de criticar o meu próprio governo”, afirmou.

A decisão foi tomada pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, a partir de ação movida pela procuradora Antônia Lélia Sanches, do Ministério Público Federal. A decisão foi divulgada assim pelo Consultor Jurídico: “Para o desembargador, a garantia constitucional da liberdade de manifestação de pensamento e da liberdade de imprensa não devem ser interpretadas de modo absoluto, “sob pena de caracterizar verdadeira outorga de ‘salvo conduto’ para se denegrir, indiscriminada e impunemente, a integridade moral de pessoas físicas ou instituições”. O desembargador considera que as atitudes do governador ganham significado especial quando transmitidas por emissora integrante da rede pública de comunicação, como através do programa “Escola de Governo”. De acordo com a decisão, a medida visa impedir que o governador utilize a TV Educativa para criticar a imprensa, as instituições e adversários políticos.

“Pessoalmente a minha reação é de tristeza”, disse o governador, que qualificou a decisão de “insana” e disse que nunca usou a TV Educativa “para me promover”. O desembargador Lippmann “restabeleceu a censura no Brasil, uma verdadeira loucura”, afirmou Requião. De acordo com o governador do Paraná, a porta está aberta para que a Justiça censure emissoras de TV comerciais e outros órgãos de imprensa de forma preventiva.

O GATILHO DA CRISE – Teriam sido críticas que Requião fez, no programa, aos salários no Judiciário: “Não é possível que um professor com mestrado, pós-mestrado, doutorado e pós-doutorado se aposente numa universidade pública com salário de 5 mil reais e que um procurador, menino procurador, que fez concurso ontem, comece com 16 mil reais.”

FALTA DE REAÇÃO DA MÍDIA À DECISÃO JUDICIAL – “Acabei com a propaganda paga no governo do Paraná. Eu retirei no ano passado do Orçamento do governo do Paraná todas as verbas de mídia e passei a me comunicar com a população apenas através da TV e de duas rádios públicas. O governo que me antecedeu gastou um bilhão e meio de reais em publicidade.” “Os jornalões tomam de certa forma o partido da censura.”

SOBRE O EFEITO DA DECISÃO JUDICIAL – “Esta agressão que eu sofri acaba me promovendo nacionalmente.” “Ele [o desembargador] me proíbe de criticar o meu próprio governo, que é uma instituição da República.”

SOBRE SEU GOVERNO – “Eu faço um governo de acordo com os princípios da Carta de Puebla, a opção preferencial pelos pobres.” É uma referência ao documento que resultou da Conferência dos Bispos da América Latina, em Puebla, no México, em janeiro de 1979, que defendeu a teologia da libertação e as comunidades eclesiais de base. Estavam presentes, entre outros, dom Hélder Câmara, dom Paulo Evaristo Arns e Oscar Romero, “o bispo dos pobres”, assassinado no ano seguinte em El Salvador.

SOBRE SUA IDEOLOGIA – “Sou um existencialista sartreano de esquerda,” em referência à filosofia do francês Jean Paul Sarte. “Doutrina que diz que a existência precede a essência e que o homem é totalmente livre e responsável pelos seus atos. A responsabilidade é a fonte do medo e da angústia que perseguem a espécie humana”, segundo o Webster’s New World Dictionary.

SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DO BANESTADO - Quando o banco foi privatizado, segundo Requião, o Banco Central fez um acerto com o então governador Jaime Lerner segundo o qual o governo paranaense quitaria os títulos precatórios com o Banco Itaú, na data de vencimento, assumindo o compromisso de cobrá-los. Requião rejeita esse acordo e diz que o Banco Itaú, que ficou com o Banestado, é o “banco do capeta.”

SOBRE A RELAÇÃO DO GOVERNO LULA COM A MÍDIA – “O governo federal é muito generoso”, afirmou, a respeito das verbas publicitárias gastas nas redes de televisão e grandes jornais. “Governo só é bom quando paga os jornais e os canais de TV, notadamente a TV Globo.”

SOBRE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – De acordo com Requião, quando ele era senador e FHC presidente, o governo federal interveio junto à Rede Bandeirantes para evitar que ele, Requião, fosse entrevistado por Paulo Henrique Amorim, o que teria levado o jornalista a se afastar da emissora. “Eu não quero fazer juízo do Fernando Henrique nem do Renan em relação aos seus romances, mas sobre o filho de Fernando Henrique, nem uma palavra; e quem sustentava a jornalista que teve esse caso com o presidente Fernando Henrique era a Globo, que a transferiu para Portugal e depois para Barcelona como funcionária.”

O verdadeiro Shrek


Tuesday, January 22, 2008

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O personagem de desenho animado que é sucesso em todo mundo foi criado a partir de uma máscara mortuária do francês Maurice Tillet. Poeta e ator, Tillet nasceu em 1903. Muito inteligente, falava 14 idiomas. Na adolescência, contraiu uma doença rara, chamada acromegalia , que causa a desfiguração de partes do corpo.

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A transformação para um quase “monstro” não o abateu. Ele emigrou para os Estados Unidos e converteu-se num profissional da Luta livre, com o nome de “Assustador ogre do ringue”. Lutou até quando pôde. Morreu em 1954, aos 51 anos, de um ataque cardíaco.

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Pouco antes, seu parceiro de partidas de xadrez, Bobby Managain, pediu para fazer um lifecast ( máscara mortuária) dele. Tillet concordou e Bobby fez cópias em gesso da cabeça do amigo. Uma delas foi para o Museu iternacional da Luta Livre, em Iowa. A outra foi parar no Hall of Fame do York Barbell Building para mostrar os primórdios das formas da luta livre moderna e do halterofilismo. Foi esta réplica que serviu de modelo para a construção de Shrek.

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Recebi as fotos e a história do meu amigo Cako.

Portal de notícias??


Saturday, January 12, 2008

Me orgulho de ter feito parte do time que trouxe a Current TV ao ar no Reino Unido, porém, com o andar da carruagem tem coisas que não soam corretas, como o fato de o administrador do site ter ignorado a notícia de que os reféns da FARC colombiana foram finalmente libertados após 6 anos com a ajuda de Chavez.

Deu em tudo quanto é canto… Não é nem questão de inovar, ou dar na frente… É questão apenas de noticiar aquilo que é relevante e que todos estão dando…

Como eu sou muito cri-cri, pra mostrar meu desasgrado, postei no site da Current a seguinte notícia:

Current TV website ignores the news of hostages freed in South America

No highlight was given on Current TV’s webpage for the fact the Colombian FARC hostages were freed a few days ago with the aid of Hugo Chavez.

Two topics with the news were created and none of them made it to the first page. One had only 8 views, and the other, 4 views.

A week before, the news of the failure of the rescue mission organized by Venezuelan president Hugo Chavez made it to the front page: http://current.com/items/88803076_hostage_deal_falls_through_oliver_stone_says_shame_on_columbia_shame_on_uribe

Mulher pelada…


Friday, January 11, 2008

..é o segredo do sucesso!Esse é o gráfico de acessos do meu blog nesses últimos dias:
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E esse é o motivo do pico de acessos, uma foto de um post do ano passado:

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Essa é uma das primeiras imagens no Live Search quando se procura por CARNAVAL.

David Lynch e filmes no celular


Tuesday, January 8, 2008

Nesse videozinho que tá rolando no Youtube, provavelmente editado de uma entrevista maior, David Lynch diz o que acha da experiência de se assistir filmes no telefone celular:

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Mídia Móvel: O Sétimo Mass Media


Wednesday, December 26, 2007

Blog interessante, do Trabalho de Conclusão de Curso de uma graduanda da UFSC, sobre Mídia Móvel. O interessante é o próprio título do blog, que coloca a mídia vóvel como um dos veículos de comunicação em massa.

Outro dado interessante que achei navegando, é que nos EUA, os latinos, dentre todos os outros, são o grupo que mais consome conteúdo para mídias móveis. É nas razões desse fenômeno que está a fundação de um modelo de negócios de conteúdo móvel celular. Segmentação.

Filmobile e Mobilefest


Thursday, December 6, 2007

Daqui a pouco começa o Filmobile aqui em Londres. Dessa vez, o Filmobile atravessa o oceano e se junta ao Mobilefest em São Paulo… Por videoconferência, os palestrantes em SP se juntam com os de Londres para debater o uso e produção de mídia móvel.

E eu aqui, na correria, fazendo o FTP (que falhou durante a noite) dos arquivos da minha apresentação…

A programação da conferência pode ser encontrada aqui.

A Criminalidade na Minaslândia…


Wednesday, December 5, 2007

Esse post é um apanhado de posts de outros blogs que criticaram a forma como a imprensa cobriu a suposta queda de crimes violentos em Minas Gerais anunciada pelo Governo Aécio Neves…

O Essência Intermitente escreveu:

Diários – parte 1 de 135

Deu no Minas Gerais (diário oficial do Estado):

A (desleal) concorrência não se intimidou:

E, num tocante esforço editorial:

…O que provoca o seguinte comentário, por parte de um (experiente, sábio) conviva:

“Minas é o único lugar onde a criminalidade cai.”

E meu (juvenil, impulsivo) complemento:

“Ou então o único lugar onde as pessoas acreditam no que estão lendo…”

* * *

E fecham-se as matracas, antes que alguém seja exonerado/remanejado.

* * *

A “paz” do (cretino, despolitizante) selinho dos Associados já foi conquistada.

Os endividados e prudentes de espírito que a preservem.

O Amplifique escreveu:

Enquanto isso, na Minaslândia (parte4)

NE: E na Rede Globo:

***

O Hoje em Dia divulgou dados do mesmo levantamento, só que o destaque foi outro:

Homicídios sobem 8% no Estado

Dados apresentados ontem pela Secretaria de Defesa Social e Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da UFMG indicam uma queda de 24,7% no número de crimes violentos de 2003 para 2007, mas em contrapartida um aumento de 8,04% no número de homicídios no mesmo período.

As perguntas que não querem calar são:
1) Os homicidios aumentaram 8% ou foi os “crimes violentos” que cairam 25%?

2)

Agulha Hipodérmica


Wednesday, November 21, 2007

No curso de Comunicação a gente era levado a acreditar que a teoria da Agulha Hipodérmica era uma visão antiquada da relação entre meios-de-comunicação e a massa. Que existe uma limitação da influência do meio no receptor… Sorte a nossa é que é verdade… Mas, surpreendentemente, é facílimo ver exemplos com o do “Leitãozinho Maniqueísta” do Milen

E a Veja leva uns sarrafos…


Tuesday, November 20, 2007

A seríssima revista Veja, vem levando uns sarrafos recentemente de um jornalista da New Yorker, John Lee Anderson, que questionou os métodos de Diogo Shelp, editor de internacional da revista. Anderson, biografo de Che Guevevara foi procurado por Shelp para uma entrevista para matéria da Veja. Anderson, que não foi entrevistado, leu a matéria e não gostou, e encaminhou a seguinte carta aberta a Diogo:

“Caro Diogo,

Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu email. Aí me passaram sua reportagem em Veja, que foi a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo de reportagem hiper editorializada, ou uma hagiografia ou – como é o seu caso – uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che. Tentei por pele e osso na figura super-mitificada de Che para compreender que tipo de pessoa ele foi. O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é.

Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade. O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista.

No fim das contas, estou feliz que você não tenha me entrevistado. Eu teria falado em boa fé imaginando, equivocadamente, que você se tratava de um jornalista sério, um companheiro de profissão honesto. Ao presumir isto, eu estaria errado. Esteja à vontade para publicar esta carta em Veja, se for seu desejo.
Cordialmente,

Jon Lee Anderson”

Eis que Shelp respondeu para Anderson:

“Caro Anderson,

Eu fiquei me perguntando, depois de lhe enviar um e-mail pedindo (educadamente) uma entrevista, por que nunca recebi uma resposta sua. Agora sei que a mensagem deve ter-se perdido devido a algum programa antispam ou por qualquer outra questão tecnológica. Também não recebi sua “carta” – talvez pelo mesmo problema. Tudo isso não tem a menor importância agora porque você resolveu o assunto valendo-se dos meios mais baixos – um e-mail circular. O que lhe fez pensar que tinha o direito de tornar pública nossa correspondência, incluindo a mensagem em que eu (educadamente) pedia uma entrevista? Isso, caro Anderson, é antiético. Vindo de alguém que se diz um jornalista, é surpreendente. Você pode não gostar da reportagem que escrevi; ela pode ser boa ou ruim, bem-escrita ou não, editorializada ou não – mas não foi feita com os métodos antiéticos que você usa. Eu respeito a relação entre jornalistas e fontes. Você não. E mais: parece-me agora que você é daquele tipo de jornalista que tem medo de fazer uma ligação telefônica (assim são os maus jornalistas), já que tem meu cartão de visita e conhece meu número de telefone. Se você tinha algo a dizer sobre a reportagem — e já que sua mensagem não estava chegando a seu destino — poderia ter me ligado.Eu não sei que tipo de imagem de si mesmo você quer criar (ou proteger) negando os fatos que o seu próprio livro mostra, mas está claro agora que é a de alguém sem ética. Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista.

Sem mais,
Diogo Schelp”

E Anderson, em sua tréplica…

“Prezado Diogo Schelp:

Agradeço pela sua ‘gentil’ resposta. (Soube que você é de fato uma pessoa muito ‘gentileza’; você mesmo o disse duas vezes em suas mensagens.) Só agora percebo, o mal-entendido entre nós nasceu exclusivamente por conta de meu caráter profundamente falho.

Eu jamais deveria ter presumido que você recebera meu email inicial em resposta ao seu ou minha segunda mensagem a respeito de sua reportagem, muito menos deveria ter considerado que você pudesse ter decidido ignorá-los. É evidente que você tem um sistema de bloqueio de spams muito rigoroso.

Uma dica técnica: talvez devesse configurar seus sistema como ‘moderado’ e não ‘extremo’. Se o fizer, talvez comece a receber seus emails sem quaisquer problemas. Lembre-se, Diogo: moderado, não ‘extremo’. Esta é a chave. Você me acusa de ser antiético, um ‘mau jornalista’. Questiona até se posso ser chamado de jornalista. Nossa, você TEM raiva, não tem?

Enquanto tento parar as gargalhadas, me permita dizer que, vindo de você, é elogio. Permita, também, recapitular por um momento a metodologia utilizada por você para distorcer as informações que o público de Veja recebeu: Você publicou na capa e na reportagem uma grande quantidade de fotografias de Che, aproveitando-se assim da popularidade da imagem de Guevara para vender mais cópias de sua revista.

Para preencher seu texto, você pinçou uma certa quantidade de referências previamente escritas sobre ele – incluindo a minha – para sustentar sua tese particular, qual seja, a de que o heroismo de Che não passa de uma construção marxista, como sugere seu título: ‘Che, a farsa do herói’. Para chegar a uma conclusão assim arrasa-quarteirão, você também entrevistou, pelas minhas contas, sete pessoas. Uma delas era um antigo oponente de Che dos tempos da Bolívia.

As outras seis, exilados cubanos anti-castristas, incluindo ex-prisioneiros políticos e veteranos de várias campanhas paramilitares para derrubar Fidel. (Um destes, o professor Jaime Suchlicki, você não informou a seus leitores, é pago pelo governo dos EUA para dirigir o assim chamado Projeto de Transição Cubana.) Percebi também que você prestou particular atenção no testemunho de Felix Rodriguez, ex-agente da CIA responsável pela operação que culminou na execução de Che.

O fato de que você o destaca quer dizer que você o considera sua melhor testemunha? Ou terá sido porque ele foi o único que algum repórter realmente entrevistou pessoalmente? Os outros, parece, Veja só falou com eles por telefone. Mas como são rigorosos os critérios de reportagem de Veja! Como disse em minha ‘carta aberta’ a você, escrever uma reportagem deste tipo usando este tipo de fonte é o equivalente a escrever um perfil de George W. Bush citando Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez.

Em outras palavras, não é algo que deva ser levado a sério. É um exercício curioso, dá para fazer piada, mas NÃO é jornalismo. Dizer a seus leitores, como você diz na abertura da reportagem, que ‘Veja conversou com historiadores, biógrafos, ex-companheiros de Che no governo cubano’ passa a impressão de que você de fato fez o dever de casa, que estava oferecendo aos leitores um trabalho jornalístico bem apurado, que apresentaria algo novo.

Infelizmente, a maior parte do que você escreveu é mera propaganda, um requentado de coisas que vêm sendo ditas e reditas, sem muitas provas, pela turma de oposição a Fidel em Miami nos últimos quarenta e tantos anos. Minha questão não é política. Escrevi um livro, como você mesmo disse, que é ‘a mais completa biografia’ de Che.

Há muito lá que pode ser utilizado para criticar Che, mas também há muitos aspectos a respeito de sua vida e personalidade que muitos consideram admiráveis. Em outras palavras, é um retrato por inteiro. Como sempre disse, escrevi a biografia para servir de antídoto aos inúmeros exercícios de propaganda que soterraram o verdadeiro Che numa pilha de hagiografias e demonizaçoes, caso de seu texto. Não cometa o erro de me acusar de defender Che porque critico você. Serei claro: a questão aqui não é Che, é a qualidade do seu jornalismo.

Sua reportagem, no fim das contas, é simplesmente ruim e me choca vê-la nas páginas de uma revista louvável como Veja. Seus leitores merecem mais do que isso e, se aparecerei ou não novamente nas páginas da revista enquanto você estiver por aí, não me preocupa. O que PREOCUPA é que, com tantos jornalistas brilhantes como há no Brasil, foi a você que Veja escolheu para ser ‘editor de internacional’.

Cordialmente,

Jon Lee Anderson.”

Shelp ameaça Anderson de não mais aparecer nas páginas da revista Veja. Que mudança de atitude… Pois em 2005, Anderson palestrava sobre jornalismo durante conflitos e sobre o período em que foi correspondente na América Latina para alunos do Curso Abril de Jornalismo. Vá entender…

Retirado do Vi o Mundo e do Blog do Nassif.

Product Placement


Monday, November 19, 2007


Megan Fox, em Transformers*

Meu post de hoje no portal Scenta.co.uk é sobre “product placement”, que, basicamente, é a inserção de produtos e marcas em filmes e produtos audiovisuais. Parece ser a nova “modinha” em Hollywood… E alguns filmes vem abusando disso, vide Transformers, que, apesar de bom, tem tanto “product placement”, que mais parece um comercial com 2 horas e meia de duração…

* Megan Fox não é um produto, nem muito menos um robô, porém, é um bom motivo pra se assistir Transformers.

Aula na London City University


Tuesday, November 13, 2007

Acabo de voltar de duas aulas que dei na London City University, pras turmas do último ano de International Media Business. O tema das aulas foi mídia e liberdade de imprensa no Brasil. Basicamente dei um histórico de como o mercado de mídia é estruturado no Brasil, como o financiamento dos canais de TV e da Imprensa é baseado massiçamente em publicidade, e terminei com a exibição do documentário “Gagged in Brazil”, que produzi para a Current TV.

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Cenas do documentário
 
O documentário está prestes a ir ao ar, e os alunos tiveram a chance de assisti-lo em primeira mão. A aula foi bacana, alunos de diversos países, e no módulo já estudaram com a mídia é estruturada na Rússia, Oriente Médio, EUA, Europa, e etc…O interessante, é notar como as semelhanças das circunstâncias em que a mídia “opera” no Brasil, é bastante similar a como ela opera em outros países também…

Post do dia


Tuesday, November 6, 2007

Sem muito o que pensar hoje… Então, vou apenas jogar informações coletadas por aí….

1) Assim que você entra no escritóri da Current TV aqui em Londres, você dá de cara com uma placa com os seguintes dizeres: “Don’t hate the media. Be the media!”

2) Menos e menos grana vem sendo gasta com videoclipes. Além das MTVs mundo afora os exibirem cada vez menos, mais e mais eles são vistos online, em telefones celulares ou em Ipods…

3) O Tom Ford está lançando um perfume masculino. E para atingir o seu público alvo, ele foi direto ao assunto…

Piada


Sunday, November 4, 2007

Lí hoje no site do Azenha, comentando comentário do Luiz Nassif:

Escreveu o Luís Nassif:

“Mando uma carta para a seção de Cartas do Leitor de “O Globo”, respondendo a um ataque do Ali Kamel. “O Globo” publica a carta e, junto com ela, a resposta do Kamel, com outros ataques, me chamando várias vezes de mentiroso. Ou seja, não só o direito de responder, na minha resposta, mas de ofender. Se eu mandar outra carta, pedindo direito a tréplica, certamente sairá com outra resposta do Kamel me xingando novamente. Quando escreve sem direito a réplica ou tréplica, quando fala sozinho, o Kamel é imbatível. Isso não se discute, por definição. No final, sua declaração esparramada de amor: “É por isso que me orgulho de “O Globo””. Nem vou discutir o amor entranhado que Kamel tem pelo jornal que lhe garante salário e projeção. É amor desinteressado, não tenho dúvida. Mas é um cara-de-pau, convenhamos: ter orgulho de um jornal que permite que uma carta que responde a ofensas seja publicada, mas como álibi para novas ofensas ao missivista. Pergunto aos colegas que, dentro de “O Globo”, lutam para preservar o jornalismo: o que fizeram foi bom jornalismo? Repito: o Kamel está conseguindo destruir, dia a dia, o enorme esforço do Evandro Carlos de Andrade, para reconstruir a imagem da Globo. E por picuinha.”

Meu comentário:

Não é por picuinha, caro Nassif. É por cegueira ideológica. É bom saber que tem gente de fora das Organizações Globo que enxerga um processo que vem lá de longe, que quem trabalha ou trabalhou na Globo já denunciava e continua denunciando nos corredores há mais de um ano. Os métodos adotados pelo Jornalismo da empresa, ou pelo menos pela facção que está no poder, estão minando lentamente a credibilidade do grupo. Até a seção de cartas passou a ser manipulada. E o necrológio, no caso de Antonio Carlos Magalhães e Augusto Pinochet. A Globo é tão autocentrada que, se os estúdios do Jornal Nacional forem demolidos por causa da falência da empresa, os “colaboradores” vão continuar dirigindo até lá, estacionando os automóveis e seguindo para uma redação fantasma. Os herdeiros de Roberto Marinho conduzem a Globo pelo mesmo caminho da Telemontecarlo, por terceirizar para um grupo de aloprados a avaliação da conjuntura social, política e econômica; e por submeter toda a produção jornalística da empresa a um grupo que inclui ideólogos, burocratas, incompetentes e puxa-sacos. Parece o Kremlin nos tempos do Brezhnev.

Não conheco a Globo por dentro, nunca trabalhei lá, e provavelmente nunca irei, porém, acho notável o fato de os Marinho manterem como chefes de jornalismo algumas figuras que são motivo de piadas em qualquer outro ambiente, quenão as redações da própria TV Globo.

Se existe cegueira ideológica por parte dos “ideólogos, burocratas, incompetentes e puxa-sacos” lá dentro, cegueira maior ainda é dos Marinho, que deixam o império construído pelo Pai fique na mão dessas figuras… Mas é compreensível. Os Marinho, que cresceram tendo um pai que reinava absoluto no país, imaginavam que herdariam e manteriam a influência política, a credibilidade e o alcance da Globo. Quando é que eles iriam imaginar esse gráfico abaixo?

Clique na imagem para entender o que é a “Teoria da Calda-longa”.

Acontece que os grandes grupos de mídia/poder preferem acreditar que essa coisa de internet, cauda longa, participação e, essencialmente, democratização, é apenas uma onda-passageira, que eles podem apenas fingir que não existe e/ou fingir que pegam… Não é fácil pra uma mega-estrutura, do tamanho de um monstro como a Globo, ter que abrir mão da sua influência, espaço, audiência, etc, para algumas teorias “malucas” que dizem que a produção e distribuição de conteúdo vai se fragmentar e distribuir e que eles vão perder importância… Estruturas desse tamanho não são passíveis de mudanças radicais. Especialmente estruturas acostumadas com o poder que um modus-operandi, hoje já antiquado, lhes proporcionou no passado recente.

Ali-Kamel, Shcroeder e os seus patrões, os Marinho, são filhos desse modelo. Aprenderam nessa escola. E como o ditado inlgês já diz, “You can’t teach an old dog, new tricks

Eles se abraçam ao passado, ao seu modelo hoje defasado, e ao poder que antes mantinham, usando como sustentação gráficos de popularidade e pesquisas de opinião que comprovam a sua teoria infundada de que são isentos e que tem credibilidade perante o público. E enquanto isso, o mundo gira ao redor da Globo. E gira em uma velocidade inimaginável, criando uma revolução na maneira de se produzir e de se consumir mídia, conteúdo e jornalismo. E é uma revolução que vem se utilizando da mesma malha que há décadas atrás propiciaram o surgimento da própria TV Globo: O interesse de grupos econômicos.

Mas a Globo não é a única… Pelo Brasil e mundo afora, grandes grupos de comunicação enfrentam os mesmos dilemas… A própria BBC a cada dia perde audiência, importância e tem que enxugar sua estrutura.

Foi ciente dessa realidade, que Tom Curley, o CEO da Associate Press discursou recentemente, clamando para que as organizações noticiosas percebam o futuro e não tentem lutar contra ele. Veja alguns trechos tirados da matéria no Washington Post:

Em alguns pontos do seu discurso, Curley diz que “as organizações de mídia devem parar de pensar como gatekeepers de informação e tentar alcançar as pessoas que estão acostumadas a receber notícias online em tempo real e que customizam as maneiram que eles vêem e lêem essas notícias”.

(…)

Curley também disse que as organizações notíciosas também são culpadas pelos problemas que vem enfrentando ao tentar se adaptar as novas realidades no negócio de notícias sendo moldadas pela explosão do uso de internet. “A primeira coisa que tem-se que largar é a atitude“, disse Curley. “Nossa arrogância institucional fez mais para nos prejudicar do que qualquer portal na Internet“.

(…)

Curley convocou empresas de mídia tradicionais a cooperarem mais com portais online, e disse que ainda há lugar para o ‘jornalismo tradicional’ com jornais impressos e noticiários televisivos, porém, disse ele “é um espaço menor“.

Pra completar o infortúnio dos meios de comunicação tradicionais, cruzei hoje no Eu Ví o Mundo com o seguinte dado:

Em 2006, nos Estados Unidos, a Nike gastou 453 milhões de dólares em eventos, competições, buscadores de internet, propaganda em lojas e merchandising de seus produtos em filmes, séries de TV, videogames e videoclips, contra 221 milhões de dólares na mídia tradicional – jornais, revistas, emissoras de rádio e TV e banners na internet.

Citado pelo jornal New York Times, o vice-presidente global de marcas da Nike foi direto ao assunto: “O objetivo de nossos negócios não é manter vivas as empresas de mídia”.

Alguem, por favor, avisa os Marinho, os Civita, o Shroeder e o Kamel…

Efeito Borboleta


Saturday, October 27, 2007

Efeito Borboleta. A frase refere-se a idéia de que as asas de uma borboleta ao voar podem criar minúsculas mudanças na atmosfera, que podem culminar com o surgimento de um tornado (ou, impedir que um tornado surja). As asas batendo, representam a pequena mudança inicial nas condições do sistema que causam uma cadeia de eventos que levarão a um fenômeno de larga escala Se a borboleta não tivesse batido as asas, a trajetória do sistema poderia ter sido completamente diferente.”

Retirado da Wikipedia, onde explica-se com mais detalhes sobre teoria do caos e outras maluquices.

Poisé… E é exatamente pensando nesses reflexos, que podem não ser imediatos, mas certamente culminarão em um “fenômeno em larga escala”, que eu acho muito bacana essa “Operação Rede Globo”, promovida pelo MSM ( Movimento dos Sem Mídia ), em São Paulo, e depois, no Rio de Janeiro.

Participe. Se não pode participar, divulgue…

Globo e Carta Capital


Saturday, October 27, 2007

Mais uma matéria sobre a perda de espaço e de poder da TV Globo, dessa vez na Carta Capital. O seguinte texto foi retirado do site da revista. No entanto, nada é dito aí sobre a perda de credibilidade do canal… Talvez o texto completo na revista diga…

A letra de É Hoje, canção de Didi e Mestrinho eternizada no samba e na música popular brasileira, é sempre lembrada como “aquela que fala da luta do rochedo contra o mar”. E é mais ou menos isso o que acontece, guardadas as devidas proporções, na velha guerra da audiência da tevê brasileira. A Rede Globo trata de manter-se impávido colosso diante dos vagalhões projetados por Record e SBT contra o seu rochedo.

Ambos os canais fizeram (SBT) e fazem (Record) todo o possível para reduzir a histórica superioridade que começou a ser construída pela empresa da família Marinho na tevê aberta do País a partir dos anos da ditadura militar. E parece que tanto esforço e energia – e especialmente dinheiro, tratando-se da Record – começam a gerar sinais de erosão na pétrea estrutura da Globo.

A emissora de Faustão, Xuxa e Ana Maria Braga, mesmo sem ver afetada a folga na liderança, perde participação de mercado. Enquanto isso, a Record cresce, e bem, e o SBT segue caindo, mas faz questão de mostrar que ainda não perdeu a batalha. Arma-se assim o cenário para um acirramento muito maior da disputa a longo prazo.

Tais conclusões são resultado da análise dos dados do Ibope Telereport, interpretados em perspectiva de janeiro de 2005 até agosto de 2007, a partir do filtro mais utilizado pelo mercado de propaganda na hora de definir quanto de dinheiro será investido em cada rede: o chamado share de audiência das emissoras. Trocando em miúdos, trata-se da participação de mercado (leia-se quantidade de espectadores), em pontos porcentuais, que Globo, Record, SBT, Band e demais tevês abertas possuem.

A partir dessa métrica, vê-se que, na Grande São Paulo, a Globo sofreu uma queda de 9,5% no chamado horário nobre (das 6 da tarde à 1 da manhã), quando se compara a média de janeiro a agosto de 2007 ao mesmo período de 2006. Em âmbito nacional, a perda foi de 7%.

Estendida a referência para o dia inteiro (das 6 da manhã à meia-noite), descobre-se que o share caiu 10,5% na Grande São Paulo e 7,3% no total nacional (tabelas na edição impressa).

À medida que desce a curva da Globo, outra curva sobe. A Record, mesmo que a partir de uma base muito menor, que facilitaria um crescimento acelerado, avançou 23% no horário nobre na região metropolitana paulista e 22,5% no total nacional nos oito primeiros meses deste ano, na comparação com 2006. No acumulado do dia, sob a mesma referência do cálculo da Globo, a emissora de Edir Macedo ampliou a participação em 28% em São Paulo e 27% no Brasil de um ano para o outro.

Os dados são praticamente públicos: qualquer agência de publicidade ou veículo de comunicação pode comprar os sistemas de pesquisas do Ibope e selecionar determinados filtros, gerando dados que permitam a comparação. O detalhe é que esses números, segundo as regras do mercado, não podem ser divulgados publicamente, ou seja, devem circular apenas à boca pequena.

Idéias erradas


Friday, October 26, 2007

O boletim diário do prefeito do Rio, César Maia, enviado anteontem, traz dados interessantes sobre a violência no país.

Pelos dados do Ministério da Justiça, aparentemente há mais homicídios, delitos envolvendo drogas e delitos de trânsito em BH do que no Rio e em São Paulo.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA – ÚLTIMOS DADOS -2003

Capitais: Belo Horizonte, Rio e S.Paulo. Ocorrências por 100 mil habitantes.

1. Homicídios: BH 50,6 / RIO 38,5 / SP 40.
2. Estupros: BH 20,46 / RIO 11,07 / SP 22,56.
3. Delitos envolvendo drogas: BH 129 / RIO 68,5 / SP 59,7.
4. Delitos de trânsito: BH 477,6 / RIO 206,2 / SP 226,2.
5. Roubos+Furtos: BH 2.210,1 / RIO 2362,4 / SP 3437,9.

A atenção exagerada aos conflitos no Rio se dá a existência de um polo de mídia no Estado. O mesmo acontece com São Paulo. Os acontecimentos no restante do país parece não ser relevantes o suficiente para merecer cobertura alguma. Alguns chamariam isso de desinteresse… Eu chamaria de falta de profissionalismo… Especialmente quando a emissora líder de audiência se gaba de cobrir com seu sinal 99,9% do território nacional.

Esse, vamos chamar de desinteresse, causa distorções na percepção que temos da nossa realidade. Eu, por exemplo, ingênuo, achava que estava muito mais seguro caminhando a pé em Belo Horizonte do que estaria no Rio. E quanto ao Nordeste? Como os cidadãos, digamos, de Pernambuco percebem a violência no Estado?

Poisé… O site Pernambuco Body Counting, de maio de 2007, até o dia de hoje, somou 1971 homicídios no estado.

Essa distorção da realidade, também cria na cabeça dos gringos uma imagem, digamos, não muito boa do Brasil. O Rio sempre entra na pauta de qualquer jornal do mundo quando o assunto é violência, tráfico de drogas, favela… Isso me levou, no início desse ano ao Rio de Janeiro para fazer um filme sobre as milícias para a Current TV. Assistam:

http://blog.danielflorencio.com/The Battle for Rio 2.flv

Back to Basics


Thursday, October 25, 2007

Então o Radiohead deu um tchau pra gravadora e tá perguntando pros fãs, “Quer pagar quanto?”. Enquanto alguns pagam muito, outos pagam pouco, e assim a coisa vai… Lí recentemente em algum lugar que, no entanto, o tchau que eles deram pra gravadora não foi 100% não. Eles ainda precisam da estrutura da gravadora pra distribuir a “cópia-dura” do album. Os CD’s e vinils que, afinal, chegarão as lojas (mas podem também ser comprados pelo site).
Mas não quero falar do Radiohead não… Pois aparentemente, eles foram apenas os primeiros de uma onda… Madonna deu um tchau pra gravadora… Oasis deu um tchau pra gravadora… Jamiroquai… E o Nine Inch Nails deu um tchau pra gravadora, e falou pros fãs copiarem seus albums ilegalmente…

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Acredito que essas últimas semanas dentro dos escritórios das “majors” deve estar um puta clima de velório. Mas uma pergunta fica… Como farão Oasis, Madonna, Jamoroquai e cia para divulgarem seus albums… Venderem seu trabalho, sem a mega infra-estrutura e a mega-grana de uma Major? Afinal… Esses são “mega-acts”…

A resposta: Ações localizadas… Intervenções urbanas… Olha o que achei na esquina aqui de casa, em Shoreditch. O Oasis espalhando posters pela cidade anunciando o download do single no site deles e o lançamento do DVD, ao lado de outras bandas e músicos independentes…

Oasis - Poster

Mídia espontânea na TV, revistas, jornais, relações públicas, radioplay. Essas coisas todas continuam a acontecer… Mas de forma mais espontânea e sem aquela “grande mão” da major no meio, que no Brasil é bastante conhecida como JABÁ.

Interatividade?


Tuesday, October 16, 2007

No meu último post no Portal Scenta escrevo sobre o que é interatividade nos meios de comunicação, e como esse conceito, onde o usuário interage com o meio, já está ultrapassado, pois hoje o usuário é o meio…

“Interativos eram aqueles filmes em que você apertava um botão na cadeira do cinema pra decidir como seria o final. Ou enviar um email comentando um assunto sendo discutido na televisão, que depois seria lido pelo apresentador. Ou então, votar no seu clipe favorito na MTV”

(…)

“Porque votar em um videoclipe na MTV e esperar ansiosamente quando ele for mostrando, quando você pode brincar e fazer o que você quizer na hora que quizer com um videoclipe na Web, como o novo vídeo do Arcade Fire? Ou então procurar no Youtube, ou qualquer rede P2P o vídeo de Virtual Insanity, do Jamiroquai? Pesquisar, producer e filmar um POD pra ser transmitido na Current TV, e ser pago pra isso… Ou, digamos, criar, editar e trabalhar coletivamente no próximo videoclipe do Nine Inch Nails no Kaltura…”

O mundo, a TV, o cinema, a maneira de se consumir, e mais ainda, de se PRODUZIR mídia está mudando. Uma consequência imediata dessa transformação é a democratização. Ou corre e pega o bonde que já está andando, ou fica pra trás… Entendeu?

Radiohead


Monday, October 15, 2007

Acabei de comprar pela Internet o album novo do Radiohead. Paguei 25 pence + 45 pence da transação do cartão de crédito. Total de £0.70. A princípio pensei em dar uma de Espírito de Porco, e pagar 1 penny pelo album. Mas falei cá com meus botões… Quando compro um single em vinil, pago em torno de £1 ou £2, pra normalmente ter, em um bem material, 2 músicas.

Certamente poderia, assim como existe a possibilidade de fazer com outros tantos artistas, não pagar nada e apenas baixar o album por algum P2P. Mas é aqui que o Espirito de Porquice se torna óbvio, e você começa a ter conflitos internos quanto a sua moral… Os caras fizeram o album e te perguntam “Quer pagar quanto pra escutar?”, e você, tendo a opinião de pagar muito, mas muito pouco, ainda vai e não paga nada?

Bom, se você resolver pagar, você vai aqui nesse menu e escolhe quanto:

Após preencher os dados do cartão, aparece o link para o download, e é isso. Lí em algum lugar (procurei a fonte e não achei) que as vendas estão indo muitissimo bem, com income de algumas dezenas de milhões de dólares… Se você for levar em consideração que a grana inteira vai pra banda, e não tem gravadora na parada…

Mas esquecendo do lado comercial da coisa, já que, afinal, esse é um album de músicas… In Rainbows é excelente. Estou escutando nesse momento…

Para baixar, é só ir lá no site do Radiohead.

Mônica Veloso na Globo


Friday, October 12, 2007

Mônica Veloso, pivô do escandalo envolvendo o Presidente (licenciado) do Senado Renan Calheiros era apresentadora do DF TV. Jornal local da Globo no Distrito Federal. Esse vídeo mostra ela no comando do telejornal.

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E agora. Está na Playboy.

Achado no Telehistória.

Invasão


Sunday, September 30, 2007

Aparentemente, tem mais pessoas insatisfeitas com as políticas em relação a mídia no Brasil. O site da TV Record foi invadido hoje e a seguinte mensagem foi deixada:

Será que foi na ditadura que aprendemos a calarmos nossas bocas e deixarmos nossos cérebros
inertes? (…) A mídia deixou de ser imparcial e cessou quase que por completo o seu verdadeiro intento: mostrar a realidade e ajudar quem não tem aceso a outros meios de informação a se questionar sobre as coisas que nos acontecem… Porém, hoje ela só nos entretém e faz com que sejamos marionete dos “”poderosos do governo” Quantos minutos falam da realidade por dia? Quantos minutos ela faz algo realmente produtivo por nós? (…) Vamos lá! Estamos falandopelos que desejam melhoras! Estamos falando por todos aqueles que não conseguem seu espaçø, não tem voz! Nós iremos gritar! (…) E nos somos os criminosos? O Brasil está pedindo ea próxima rede invadida sera global. Avisamos de antemão que será perda de tempo tomar qualquer providência para protege-la, inevitável…

Na Mira da Globo


Saturday, September 29, 2007

O partido político chamando Organizações Globo começa a tentar desestabilizar futuros pretendentes a presidência da República, pra eleger o seu queridinho (já definido?)…

Os Marinho começam agora a minar a possível futura candidatura de Ciro Gomes…

Semana passada, Ciro Gomes foi capa da Carta Capital, onde, dentre várias coisas, criticou Fernando Henrique Cardoso, o PT e a própria imprensa. Uma semana depois, a Época, semanário da Editora Globo, traz o mesmo Ciro Gomes na capa, mas tentando o relacionar a um caso de corrupção no Banco do Nordeste…

Se a Globo, para suas manobras políticas e de seus aliados, utilizasse apenas os seus veículos impressos, tudo bem. Cada um escreve aquilo que bem entende, naquele espaço que é seu. Porém, para isso ela também utiliza-se do espaço concedido a ela através de concessões públicas para exploração dos sinais de Rádio e Televisão…

Os critérios jornalísticos e editoriais da TV Globo DEVEM ser questionados, e analizados… E diria mais: abertos ao público. Uma empresa que explora uma concessão pública de televisão, e que detém 50% da audiência, deveria prestar contas de suas ações e decisões…

Devo frisar também, que a concessão dessa empresa, cujos critérios jornalísticos e editoriais obscuros moldaram a política e a vida do país nas últimas décadas está a ser encerrada, e certamente renovada, agora, no dia 5 de outubro.

Avanços…


Thursday, September 27, 2007

Fico feliz lendo essas notícias… Alguns avanços e alguns debates extremamente necessários para que a “falta de assunto sintomática” do Brasil, fruto de uma legislação de telecomunicações não-democrática e que concentra muita influência nas mãos de poucos, comece a diminuir… Clique nas imagens para ampliar.

Várias coisas…


Tuesday, September 25, 2007

Um dos filmes que rodei no Brasil está quase pronto. É sobre dois temas que me interessam muito: mídia e política. Apesar de eu não ter tido o espaço que eu queria pra desenvolver a história como eu queria, por restrições de tempo da própria Current TV, tá ficando legal…

Mais notícias aqui em breve….

Current TV no Emmy


Monday, September 17, 2007

A Current TV ganhou um Emmy por “achievement in interactive television” ontem… Al Gore e Joel Hyatt foram receber o prêmio…

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Assista aqui o promo que eu produzi para o lançamento da Current TV no Reino Unido.

Vergonha Nacional


Friday, September 14, 2007

Renan Calheiros filho da puta. E filhos da puta todos aqueles que ou se abstiveram e ou votaram contra a cassação de Renan Calheiros sob o escuro imposto a sociedade, em uma votação secreta. Proibindo o uso de telefones celulares, laptops, cameras fotograficas e tudo quanto haja que pudesse servir como fonte de informação do que se passou ali dentro do Senado Federal.

A imprensa brasileira pode ser ruim, mas mesmo ruim, é o único olho que a sociedade tem para fiscalizar e avaliar o que está sendo feito pelos governantes. Quando essa mídia, mesmo parcial e tendenciosa, é impedida de registrar uma votação no Senado, é sinal de que algo está errado… Muito errado…

Não quero saber se Renan Calheiros é culpado ou inocente. O fato de ele não querer largar o osso de maneira alguma já diz algo sobre sua personalidade… E mais ainda sobre sua personalidade e seu carater diz o fato de ele ter uma amante, ter tido um filho com ela, não assumido, e supostamente pagar a pensão através de um lobbista. Esse menino leva o sobrenome Calheiros, por acaso? Renan é inocente? É culpado? Não interessa… A situação se tornou impraticável, e se esse filho da puta, que nada mais é que uma versão mais aprumada de Severino Cavalcante, o antigo presidente da Câmara, tivesse alguma noção do que ele representa para o país, e do que essa situação representa para o país, pularia fora…

Triste é ver, que são essas figuras patéticas, dignas de nenhum respeito, que comandam(ram) as duas casas do legislativo brasileiro…. Renan Calheiros foi líder do governo Collor na Câmara dos Deputados. Depois, ministro da Justiça do governo Fernando Henrique. Ele nada mais representa do que essa velha elite oligárquica e sem moral com quem todo e qualquer governo no Brasil infelizmente tem que se aliar para conseguir governar…

Em resumo. Um filho da puta. Representante do que o país tem de pior. Cercado de filhos da puta, que merecem tanto ou menos respeito que ele…

Digitem no Google “vergonha nacional”, e verão que o 1o resultado, é a maior instância do legislativo brasileiro.

Estadão


Monday, September 10, 2007

O presidente Lula está em visita oficial aos países escandinavos, fechando acordos comerciais e de cooperação em relação aos biocombustíveis… Certamente um fato importante… E como é que o Estadao.com ilustra a visita na sua página principal?

Bom… Tirem suas próprias conclusões acerca das decisões editoriais do Estadão…

E falando em Estadão, a última Piauí tem um texto intressante, “Por dentro do Estadão”. Na verdade não lí… Só li a respeito… Mas bom, deve ser interessante do mesmo jeito…

Kanye West é Pós Moderno


Saturday, September 8, 2007

Kanye West – Stronger. A música é excelente… Mas vamos lá, quantas referências cabem em um video-clipe (muito bom, por sinal)?

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Mistureba danada… Kanye West encontra Daft Punk que encontra sabe-se lá quem, que encontra Akira. Notaram que o Kanye West vira Tetsuo Shima no filme? Comparem com o poster e os stills de Akira…0


O conteúdo certo


Wednesday, September 5, 2007

No post que acabei de escrever no meu blog do portal Scenta, discorro sobre a criação de conteúdo próprio e apropriado para os novos dispositivos de vídeo portatéis que existem por aí, ipod, celulares, psps, etc… Para ler o post é só clicar aqui!