
Fico lisongeado com a preocupação que estão tendo com o meu documentário. Mais um vídeo foi produzido em resposta ao “Gagged in Brazil”. Dessa vez com direito a animação com caricatura minha e tudo o mais… Pra quem não me conhece, eu sou o da esquerda, de blusa verde e chapéu de palha.
As duas partes do vídeo se encontram aqui embaixo, mas antes, só algumas considerações: Que bom que o governo respondeu, pois ele tem que responder mesmo. Críticas devem exitir, e deve haver espaço pra elas. E a resposta as críticas tambem. Já que não há espaço para crítica em lugar algum, ela teve que vir do exterior, e chegar ao Brasil via internet.
Apesar de a maioria dos argumentos do vídeo serem facilmente refutados, ninguém pode negar ao Governo o direito de contra-argumentar…
Analizando esse vídeo, fica clara a falta de experiencia desse pessoal em lidar com críticas bem sustentadas. Estão tão desacostumados que levam a coisa pro lado pessoal, como se eu fosse um desafeto pessoal de Aécio Neves. Fico imaginando essa turma enfrentando uma coletiva de imprensa por aqui. Não sobrevieriam por 5 minutos.
Apesar de engraçada, tem um lado triste sobre a caricatura e de toda a premissa do início do vídeo que reflete o pensamento de seus autores. Eles afirmam que o documentario não é ingles, já que o autor é mineiro. Tá, e daí? O fato de eu ser mineiro por algum acaso torna o video menos relevante? Só seria relevante se eu fosse ingles?
E que me desculpem, mas o documentário nao é apenas ingles. É inglês e americano, já que foi produzido por uma equipe no Reino Unido, pago em Libras por um canal de televisão presente no Reino Unido e nos EUA, a Current TV. A Commissioning Editor é inglesa. O editor é ingles. O locutor é ingles. O autor das musicas é ingles. A revisão do texto foi feito por uma inglesa. A apuracao foi feita por americanos. Toda a parte jurídica feita por americanos e os diretores de programacao que escolheram os horários em que o filme iria ser exibido são americanos e ingleses.
Agora, o diretor e produtor sim, é mineiro de Belo Horizonte. Mas nao tenho nenhum parente em Itanhandu nem em Coromandeu… Minha familia eh do Rio Doce.
Assistam ao video:
Como meu chefe comentou ironicamente quando eu lhe contei sobre os videos acima, “Aposto que disseram que tudo que voce disse eh mentira, nao foi Daniel?”
Previsivel, pra dizer o minimo.

April 3rd, 2008 at 2:26 am Finalmente alguém fala de um filme que vi!
Em épocas de vacas magras (tenho visto um máximo de 4 filmes por ano) isso é ao mesmo tempo uma vitória e uma bela coincidência. Ainda mais o tendo feito desprovido de qualquer oportunismo, numa sala marginal de Clichy, quando ainda não tinha sido indicado ao Óscar, etc, etc.
Que posso dizer? Um filme modesto! Modesto em tudo! Personagens com sonhos modestos, com problemas modestos, com soluções modestas. Tirando a musica bacaninha, achei quase ofensiva a sua falta de pretensões.
Cheguei a cogitar escrever uma carta ao diretor perguntando quem ele pensava ser para fazer um filme assim mas preferi me portar como um modesto expectador…