Sunday, March 2, 2008
O blog do Milen está de parabéns. Em um texto de um convidado, Marcos Lacerda, redator chefe da Vogue nos anos 90, temos uma diferente percepção do que é Cuba, e de quem foi Fidel. Nada como ler um texto bem escrito, uma perspectiva invejável, de alguém com uma percepção muito acurada do mundo. Longe dos textos vulgares da Veja e dos lugares comuns do noticiário televisivo.

O texto começa assim:
Em meados dos anos 80, o dono da edição brasileira da revista Vogue, Luís Carta, estava de mudança para a Espanha onde assumiria o comando da Vogue daquele país e me convidou para ocupar o seu lugar no Brasil. Depois de alguns meses de negociação, aceitei a proposta de deixar o jornal O Estado de S. Paulo para tornar-me redator-chefe da revista, que ocupava um agradável sobrado na avenida Brasil, em São Paulo.
Como redator-chefe de uma publicação voltada para a moda, passei, pela primeira vez, a freqüentar um mundo de luxo desaforado, ao qual só teria acesso como penetra, pois o salário que ganhava era suficiente apenas para levar uma vida decente. Quando dei por mim, estava comprando coisas que não queria com dinheiro que não tinha, para exibir o que eu não era a uma gente da qual não gostava e, em muitos casos, mal conhecia. A sensação incômoda de fingir um status que não tinha era compensada pelas viagens para realizar edições especiais da Vogue em outros países. Foi a partir dessa época que comecei a conhecer o mundo.
Leiam o restante no blog do Milen. Imperdível.

Tuesday, February 26, 2008
Thursday, February 7, 2008
Monday, December 24, 2007
Monday, December 10, 2007
Tuesday, October 23, 2007

I just got these pictures. First hand. Amsterdam, bridge Hoofddorpweg over the de Schinkel canal. Some friends of mine were arrested doing it. Ogul Oz, the guy who had the idea, Ricardo Portilho and Amir Adomoni. But they’ve been released already. They did the stencil on the pavement, so when the bridge lifts, drivers and passers by read their message on the top of it.
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Acabo de receber as fotos em primeiríssima mão. Amsterdam, ponte Hoofddorpweg sob o canal de Schinkel. O texto diz: “Se a água chegasse a esse nível, a gente não ia mais precisar da ponte. Continue dirigindo, talvez a gente chegue lá!“
Um amigo meu foi preso Alguns amigos meus foram preso fazendo isso… Ogul Oz, idealizador da coisa, Ricardo Portilho e Amir Admoni. Mas já foi solto Mas já foram soltos… Mas é por uma boa causa, afinal de contas, se o nível dos oceanos subir, Amsterdam será uma das primeiras a “ir pro saco”.
Veja as outras fotos:



Tuesday, October 23, 2007


Essa é a Roxy, em BH. O projeto é do arquiteto Fred Mafra e da designer Dinah Verleun. Não é porque é meu co-cunhado não, mas são projetos bacanas assim que acabam colocando cidades e lugares no mapa. E o reconhecimento vem.. Pois coisa boa não aparece sempre e nem em qualquer lugar…
Pois eis que alguns cool hunters britânicos, da The Cool Hunter “acharam” a Roxy, e publicaram um texto sobre a boate e o projeto,
” Say “Brazil” and most of us think of Rio, carnival, party and beach. But those who for some reason end up in the central Brazilian state of Minas Gerais, that has neither beach nor Rio, will be glad to know that party is alive and well here, too. In the state’s party-crazy capital of Belo Horizonte, the swankiest neighborhood is Savassi. And there, Roxy is making itself famous as the top chic night-club - not an easy feat in this city of bars and clubs.”
Roxy owners Robert Marent and Jajá Jácome gave local architect and DJ Fred Mafra creative freedom and he came up with a retro-futuristic madhouse. Enter the check-in tunnel, ask permission to enter, and you’ll half expect HAL’s “I’m afraid I can’t do that.” Luckily, HAL doesn’t work here and so the city’s sexy crowd is allowed into the naughty Red Lounge wallpapered in graphic designer Dinah Verleun’s crazy work, and into the eerily sterile Green Lounge that is more space ship than anything HAL ever controlled. The focal point of the circular main dance floor is the DJ’s preaching pulpit made of acrylic rock that pulses and changes color with the beat of the music. This is Discovery all over again. By Tuija Seipell.”


A última vez que eu ví BH no mapa internacional, foi nesse vídeo do Departamento de Estado Norte Americano, em 1949…

Monday, October 15, 2007

Acabei de comprar pela Internet o album novo do Radiohead. Paguei 25 pence + 45 pence da transação do cartão de crédito. Total de £0.70. A princípio pensei em dar uma de Espírito de Porco, e pagar 1 penny pelo album. Mas falei cá com meus botões… Quando compro um single em vinil, pago em torno de £1 ou £2, pra normalmente ter, em um bem material, 2 músicas.
Certamente poderia, assim como existe a possibilidade de fazer com outros tantos artistas, não pagar nada e apenas baixar o album por algum P2P. Mas é aqui que o Espirito de Porquice se torna óbvio, e você começa a ter conflitos internos quanto a sua moral… Os caras fizeram o album e te perguntam “Quer pagar quanto pra escutar?”, e você, tendo a opinião de pagar muito, mas muito pouco, ainda vai e não paga nada?
Bom, se você resolver pagar, você vai aqui nesse menu e escolhe quanto:

Após preencher os dados do cartão, aparece o link para o download, e é isso. Lí em algum lugar (procurei a fonte e não achei) que as vendas estão indo muitissimo bem, com income de algumas dezenas de milhões de dólares… Se você for levar em consideração que a grana inteira vai pra banda, e não tem gravadora na parada…
Mas esquecendo do lado comercial da coisa, já que, afinal, esse é um album de músicas… In Rainbows é excelente. Estou escutando nesse momento…
Para baixar, é só ir lá no site do Radiohead.
April 3rd, 2008 at 2:26 am Finalmente alguém fala de um filme que vi!
Em épocas de vacas magras (tenho visto um máximo de 4 filmes por ano) isso é ao mesmo tempo uma vitória e uma bela coincidência. Ainda mais o tendo feito desprovido de qualquer oportunismo, numa sala marginal de Clichy, quando ainda não tinha sido indicado ao Óscar, etc, etc.
Que posso dizer? Um filme modesto! Modesto em tudo! Personagens com sonhos modestos, com problemas modestos, com soluções modestas. Tirando a musica bacaninha, achei quase ofensiva a sua falta de pretensões.
Cheguei a cogitar escrever uma carta ao diretor perguntando quem ele pensava ser para fazer um filme assim mas preferi me portar como um modesto expectador…