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O interesse da Oposição no Brasil


Wednesday, July 15, 2009

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, o Senador Aloísio Mercadante fez uma análise profunda dos interesses por trás da CPI da Petrobrás que o PSDB e os DEMOS criaram no Congresso.

Colo aqui esse trecho:

“As grandes empresas mundiais de petróleo têm tecnologia, têm dinheiro, têm refino, têm distribuição, mas não têm reservas. Então, estão buscando reservas onde elas existem. O que foi a guerra do Iraque senão disputa por reservas estratégicas de petróleo? A guerra do Iraque não foi [motivada para combater] armas de destruição de massa. Está comprovado que não tinha. Nem era o problema de ditadura. Tem várias ditaduras no mundo e nem por isso os Estados Unidos as atacaram. A disputa estratégica ali é que metade das reservas… estão no Iraque. E as reservas usadas pelo governo de Saddam Hussein, que era uma ditadura… estavam vendendo derivados para a China.

Há uma grande disputa estratégica por reservas de petróelo. O Brasil  fez a mais importante descoberta de reservas de petróleo. Então, nós temos preservar que essas reservas para que fiquem sob controle. Não é deste governo, é do estado brasileiro, das futuras gerações. Que o Brasil administre isso a longo prazo. Não é como outros países que descobriram grandes reservas e erraram. É só olhar o que aconteceu com a Venezuela, com o Iraque, com o Irã, Arábia Saudita. O Brasil não pode repetir isso.

Ao atacar a Petrobrás, na realidade você está pensando em fazer um jogo que favorece a privatização dessas reservas, favorece manter o modelo anterior. Na medida em que o governo falou: vamos mudar as regras, começou o ataque à Petrobrás. Você pode olhar aí: no momento em que falou “vou mudar regras para manter o controle para manter o controle do estado brasileiro, da nação brasileira, das futuras gerações, sobre as reservas de petróleo”, começou o ataque à Petrobrás. Por quê? Porque ao fragilizar a Petrobrás, você abre um discurso que é melhor privatizar as reservas. Ao fortalecer a Petrobrás como empresa púbica, que é a segunda maior empresa do mundo hoje, é uma empresa que descobriu essas reservas, com essa diretoria que está aí. Foi assim que foram descobertas essas reservas. Eles foram até 7 mil metros de profundidade no pré-sal e descobriram.

Ao você vulnerabilizar a Petrobrás, você tenta manter o modelo anterior. Ao fortalecer a Petrobrás, que substitui importações, porque trouxe sondas, porque trouxe plataformas, porque gera empregos, porque a empresa se valorizou, você fortalece a mudança do modelo. Essa é a disputa da CPI. Essa é a disputa do Congresso.”

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