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Archive for July, 2009


Humanidade


Thursday, July 16, 2009

Hoje fazem 40 anos que o homem pisou na lua. Foi então que Neil Armstrong entrou para a história como o primeiro homem a por os pés em solo lunar. Buzz Aldrin o seguiu.  As missões lunares seguiram por algum tempo até o público perder o interesse por elas e o projeto ter sido encerrado. Já fazem anos que o homem não visita mais o satélite do nosso planeta. O desafio de chegar lá já foi superado. A pergunta agora é, o que vem depois?

Há época quando Kennedy afirmou que o homem iria a lua, disse:

“There is no strife, no prejudice, no national conflict in outer space as yet. Its hazards are hostile to us all. Its conquest deserves the best of all mankind, and its opportunity for peaceful cooperation may never come again.”

O vídeo está aqui:

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O projeto durou anos, culminando com três homens embarcando em um módulo lunar, na ponta de um foguete gigante, correndo riscos inimagináveis. Ninguém tinha certeza se eles voltariam. Aquilo nunca havia sido feito antes. Fincaram uma bandeira norte-americana em solo lunar.

Poucos séculos antes, outros homens, liderados por um tal Cristóvão Colombo enfrentaram um desafio semelhante. Colombo desafiou o establishment, questionou idéias e quase foi punido pela Igreja Católica.  Mas mesmo assim entraram em algunas caravelas e rumaram para o Oeste. Não sabiam o que encontrariam. Não sabiam se voltariam. Descobriram o Novo Mundo.

Hoje, com as bases do mundo como o conhecemos nas últimas décadas se ruindo, o homem vê que ele é apenas homem. E que há mais lá fora e a ser feito do que garantir uma subsistência confortável, as custas do que esse planeta tem a oferecer.

O diretor da Nasa, Jesco von Puttkamer, em entrevista ao  Der Spiegel afirmou:

“Marte é o planeta do nosso destino. (…) Os seres humanos um dia pisarão em Marte e o habitarão. (…) Se este projeto for bem sucedido, a humanidade terá criado para si um segundo lar, para a eventualidade de um impacto de asteroide ou outra grande catástrofe acabar com a vida na Terra. Somente tendo Marte como um planeta reserva a raça humana se tornará realmente imortal.

E sobre os riscos, ele diz:

“Mas se desejarmos nos aventurar no Universo, precisaremos superar as nossas preocupações exageradas com a segurança. Se pudesse levar um agasalho bem quente comigo, eu embarcaria imediatamente em uma espaçonave para Marte.”

Ele aparentemente, não é o único. Bill Stoner, um renomado explorador, responsável por explorar cavernas e oceanos profundos, em uma palestra no TED, disse que está disposto a correr os riscos que forem necessários para ir a Lua até 2015 e extrair gelo, para que ali possa ser criado um “posto de abastecimento” para espaçonaves com destinos distantes. Marte, por exemplo…

A palestra de Bill está aqui, o trecho sob sua expedição lunar começa aos 10 mins e 50 segundos:

As principais diferenças entre o homem e os outros animais que habitam esse planeta são duas. Capacidade de adaptação e consciencia da nossa existência. Ambas estão relacionadas ao nosso intelecto. E são essas diferenças que levam o homem a sobreviver as condições dessa planeta e a humanidade a seguir em frente, explorar e garantir a sua perpetuação. Não temos apenas a consciência de existência como indivíduos, mas como espécie. Todas as ciências no mundo se dedicam a entender nossas origens, nossas condições e nosso futuro.

Talvez, a condição fundamental para que a raça humana seja imortal seja o desprendimento. Desprendimento tamanho só possível com um profundo desenvolvimento espiritual. Já imaginaram termos que abandonar o planeta que nos deu origem e tudo mais o que há aqui? Só assim para nos imaginar vivendo em Marte, na Lua, ou onde quer que seja.

Felizmente ciência e espiritualidade parecem, cada vez mais, caminhar passo a passo. E continuara assim, até o ponto de convergência, sabe-se lá onde seja no tempo.

Buzz Aldrin, em uma excelente entrevista ao Guardian conta que o maior desafio da missão lunar, não foi a missão em sí, mas o retorno a Terra.

“Após andar na Lua, o que mais resta a um homem?”

O interesse da Oposição no Brasil


Wednesday, July 15, 2009

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, o Senador Aloísio Mercadante fez uma análise profunda dos interesses por trás da CPI da Petrobrás que o PSDB e os DEMOS criaram no Congresso.

Colo aqui esse trecho:

“As grandes empresas mundiais de petróleo têm tecnologia, têm dinheiro, têm refino, têm distribuição, mas não têm reservas. Então, estão buscando reservas onde elas existem. O que foi a guerra do Iraque senão disputa por reservas estratégicas de petróleo? A guerra do Iraque não foi [motivada para combater] armas de destruição de massa. Está comprovado que não tinha. Nem era o problema de ditadura. Tem várias ditaduras no mundo e nem por isso os Estados Unidos as atacaram. A disputa estratégica ali é que metade das reservas… estão no Iraque. E as reservas usadas pelo governo de Saddam Hussein, que era uma ditadura… estavam vendendo derivados para a China.

Há uma grande disputa estratégica por reservas de petróelo. O Brasil  fez a mais importante descoberta de reservas de petróleo. Então, nós temos preservar que essas reservas para que fiquem sob controle. Não é deste governo, é do estado brasileiro, das futuras gerações. Que o Brasil administre isso a longo prazo. Não é como outros países que descobriram grandes reservas e erraram. É só olhar o que aconteceu com a Venezuela, com o Iraque, com o Irã, Arábia Saudita. O Brasil não pode repetir isso.

Ao atacar a Petrobrás, na realidade você está pensando em fazer um jogo que favorece a privatização dessas reservas, favorece manter o modelo anterior. Na medida em que o governo falou: vamos mudar as regras, começou o ataque à Petrobrás. Você pode olhar aí: no momento em que falou “vou mudar regras para manter o controle para manter o controle do estado brasileiro, da nação brasileira, das futuras gerações, sobre as reservas de petróleo”, começou o ataque à Petrobrás. Por quê? Porque ao fragilizar a Petrobrás, você abre um discurso que é melhor privatizar as reservas. Ao fortalecer a Petrobrás como empresa púbica, que é a segunda maior empresa do mundo hoje, é uma empresa que descobriu essas reservas, com essa diretoria que está aí. Foi assim que foram descobertas essas reservas. Eles foram até 7 mil metros de profundidade no pré-sal e descobriram.

Ao você vulnerabilizar a Petrobrás, você tenta manter o modelo anterior. Ao fortalecer a Petrobrás, que substitui importações, porque trouxe sondas, porque trouxe plataformas, porque gera empregos, porque a empresa se valorizou, você fortalece a mudança do modelo. Essa é a disputa da CPI. Essa é a disputa do Congresso.”

The News Tonight


Thursday, July 9, 2009

Estou voltando atrás no que eu disse há um tempo atreás. Jack Johnson é muito bom.

Essa música por exemplo, The News.

Vi no blog da Dri há um tempo atrás um vídeo de Ferreira Gular falando sobre Vinicius. Ele dizia que Vinicius era um cara alto-astral, e que “a vida é uma invenção, se você quer inventar pro ruim, você inventa pro ruim. Se você quer inventar pro bem, você inventa pro bem“.

The News de Jack Johnson tem a ver com o que Ferreira Gular diz, prestem atenção…

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A billion people died on the news tonight
But not so many cried at the terrible sight
Well mama said
It’s just make believe
You can’t believe everything you see
So baby close your eyes to the lullabies
On the news tonight

Who’s the one to decide that it would be alright
To put the music behind the news tonight
Well mama said
You can’t believe everything you hear
The diagetic world is so unclear
So baby close your ears
On the news tonight
On the news tonight

The unobtrusive tones on the news tonight
And mama said
Mmm

Why don’t the newscasters cry when they read about people who die
At least they could be decent enough to put just a tear in their eyes
Mama said
It’s just make believe
You cant believe everything you see
So baby close your eyes to the lullabies
On the news tonight

E é prestando atenção na mídia e na imprensa no mundo que você vê que, realmente, devemos “fechar nossos olhos para as canções dos jornais de hoje a noite“.  No Brasil, a Globo com sua história de joguetes e articulações. No Reino Unido os tablóides acusados de grampearem telefones de celebridades e políticos. Na Itália, Berlusconi. Enfim… Quando é que vamos parar de escutar o que o Murdoch, Ali Kamel, William Bonner e tantas outas figuras bizarras tem a nos dizer, e vamos passar a escutar a pessoas muito mais interessantes como Ferreira Gular, Jack Johnson, etc…?

Tá na hora do jornalismo ser reinventado. Pro bem.