Hoje passei minha tarde fotografando os protestos na City of London. As fotos estão aqui embaixo nesse fotostream. Devo dizer que, mesmo estando lá apenas com a intenção de registrar o acontecimento, em vários momentos senti a raiva que os manifestantes sentiam em relação a polícia, e cheguei a comemorar as ocasiões em que os manifestantes conseguiram a força se livrar das barricadas e dos cordões feitos pelos policiais, que corriam com medo da multidão.
As “táticas de controle de multidão” da Metropolitan Police ao invés de acalmar os ânimos apenas piorava. Cercando os manifestantes em pequenos grupos, e os pressionando e apertando sem os deixar movimentar e/ou sair dalí deixava qualquer um com os ânimos exaltados. A polícia não deixava aos manifestantes nenhuma outra alternativa senão o confronto. Pois o confronto era a única solução para que eles pudessem sair dali. Em uma das ocasiões em que um desses cordões foi desfeito aos murros e empurrões, o que se viu depois, ao invés do caos descontrolado de manifestantes violentos foi o oposto. Pessoas andando para cima e para baixo. Pessoas sentadas, conversando, ouvindo música, dançando…
Em um texto em seu blog para o Guardian, o jornalista George Monbiot comenta a ação da Metropolitan Police e também afirma, que quem estava com espirito de briga ali não eram os manifestantes, mas sim a própria polícia.
The trouble-makers are out in force again. Dressed in black, their faces partly obscured, some of them appear to be interested only in violent confrontation. It’s almost as if they are deliberately raising the temperature, pushing and pushing until a fight kicks off. But this isn’t some disorganised rabble: these people were bussed in and are plainly acting in concert. There’s another dead giveaway. They are all wearing the same slogan: Police.
O que se viu ali foi a Polícia tentando assegurar e mostrar que não é o povo (esses bárbaros, violentos) que irão definir coisa alguma, mas sim os chefes de Estado, reúnidos em um centro de convenções de difícil acesso, cercado de água, e sem gritos de protesto para os incomodar.
As opiniões aqui expressas são minhas. Elas não representam as visões de meu empregador, nem sao patrocinadas ou apoiadas por meu empregador. Os textos aqui escritos não são revisados, e em sua maioria escritos em teclados sem acento. Portanto, paciência.