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Dantas, “o mau”


Tuesday, December 9, 2008

Daniel Dantas Palpatine

Venho acompanhando atraves do blog do Nassif, do blog do Paulo Henrique Amorim e do Mino Carta a historia de Daniel Dantas e seus bracos infiltrados em diversas instancias do poder no Brasil. O mais evidente, no Supremo Tribunal Federal, atraves da figura do Presidente do Supremo no pais, o Ministro Gilmar Mendes e talvez o mais preocupante, seus bracos infiltrados na imprensa…

Luiz Nassif em seu dossie contra a Veja, explicitou ja ha algum tempo o funcionamento das relacoes dessa revista com os interesses de Daniel Dantas e como diversos jornalistas utilizam-se de suas colunas e espaco na revista para “destruir reputacoes”, a fim de ajudar os interesses de Daniel Dantas..

Exemplo desavergonhado desta tecnica esta descrita ali nesse mesmo dossie de Luiz Nassif, no caso, de uma entrevista realizada por uma jornalista da Folha de Sao Paulo, Janaina Leite, com a juiza Marcia Cunha, que em uma causa, anulou um contrato que garantia ao Opportunity controle sobre a Brasil Telecom. Leiam a entrevista:

“Magistrada vê tentativa de desmoralização” (clique aqui)

A juíza Márcia Cunha disse considerar “ofensivo” qualquer questionamento sobre quem é o autor da sentença assinada por ela que favoreceu os fundos de pensão na briga pela Brasil Telecom. Leia a seguir trechos da entrevista concedida à Folha ontem.

Folha – A sra. foi a autora da sentença contra o Opportunity?
Márcia Cunha – Essa pergunta chega a ser ofensiva. Por sorte, tenho testemunhas que me viram escrevendo. É uma tentativa de desmoralização.

Folha – O texto é muito diferente dos padrões das suas decisões anteriores. Por quê?
Márcia – É um processo complexo, com 18 volumes.

Folha – A decisão saiu em poucos dias. A sra. leu tudo?
Márcia – Claro, eu tinha lido o processo há mais tempo porque dei outras decisões, inclusive favoráveis ao Opportunity.

Folha – A sra. disse que houve uma tentativa de corrupção por intermédio do seu marido. Por que não colocou isso por escrito na sua defesa?
Márcia – Como a senhora sabe disso? Não posso dizer, é algo de maturação sigilosa.

Folha – Mas a sua defesa é pública. E por que denunciar só agora, pela imprensa?
Márcia – Existem coisas que só podemos dizer quando há provas. Naquela época não tinha provas. Só vim a público porque o Opportunity estava distribuindo dossiês contra mim nas redações de jornais, com coisas falsas.

Folha – Na entrevista a “O Globo” a sra. falou que tinha fitas mostrando o diálogo. Houve outras conversas com seu marido?
Márcia -Não vou falar sobre isso. Ir contra os interesses deles expôs meu nome, sai uma coisa torta no jornal e eu nunca mais recupero a idoneidade.

Folha – A sra. comprou um apartamento de quatro quartos em Ipanema pouco depois de dar a sentença?
Márcia – Meu Deus, que absurdo! Eu moro de aluguel.

Folha – A sra. mudou quando?
Márcia -Em maio. Aluguei de um casal de velhinhos.

Folha – A sra. ganhou passagens da Varig?
Márcia – A assessoria do tribunal já esclareceu esse assunto. Não vou falar sobre isso.

Folha – A sra. foi a Nova York por conta própria?
Márcia – Para Nova York? Eu fui para os Estados Unidos em uma viagem pessoal em maio e só passei uma noite em Nova York. Fui acompanhar uma pessoa doente. Quem pagou foi ela.

Folha – Casos envolvendo a sra. já foram enviados ao Órgão Especial antes?
Márcia – Não. Tudo isso não passa de uma enorme mentira para macular meu nome.

So ha no Brasil uma publicacao que vem investindo fundo no caso. A Revista Carta Capital. Em seu antigo blog no IG, Mino Carta certa vez descreveu um jantar que teve com Daniel Dantas, onde Dantas se comprometeu a realizar investimentos publicitarios na revista. Mino, obivamente aceitou, pois sua revista eh uma revista comercial e sobrevive de vendas na banca, assinatura e publicidade. Em edicoes seguintes, materias sobre o Opportunity e a Brasil Telecom desagradaram a Dantas, que cancelou os anuncios na revista.

Essa eh a logica da imprensa no Brasil. E a grande dicotomia. Qual a diferenca entre redacao e comercial? Nao ha. Dantas, apesar de estar envolvido em inumeras irregularidades eh tambem um grande investidor em publicidade atraves de seus negocios. Sua influencia e “poder comercial” lhe da tratamento diferenciado nas redacoes. E nao bastando, sua falta de carater o permite “comprar” aliados dentro das redacoes tambem.

Resumindo? No fundo, a imprensa e boa parte dos jornalistas sao todos uns pelegos.

 NE: Adicionei as aspas no titulo do post, apos ler o comentario do Thiaguin. Que tem razao.

2 Responses to “Dantas, “o mau””


  1. Barbara Axt Says:

    Ola Daniel, tudo bem? (se vc nao lembrar do meu nome, eu sou a Velma). Tentei te mandar uma mensagem pelo twitter, mas nao consegui porque vc nao eh meu follower. Queria saber sobre os seus videos para a Current.tv, perguntar sobre como funciona o esquema, essas coisas. Beijos!

  2. spam for free Says:

    “Dantas, o mau”? ahh, nem… que título é esse, Daniel?…

    Sem querer defender o fulano aí (tarefa complicada), mas essa ótica “bushiana” (eixo do bem X eixo do mal) é muito simplificadora, né não?

    Depois ó… não dá pra reclamar quando aparecem comentários no seu blog que seguem este mesmo princípio binário.

    Eu sô seguidor do seu blog e morri de rir outro dia com isto:

    http://blog.danielflorencio.com/2008/05/23/o-governo-aecio-e-a-midia-no-brasil-ii/#comment-477

    Cidim achou que melhorou as Minas Gerais (coisa que você não entra no mérito). Então, binariamente, na logica busihana dele toda critica é invalida.

    Você não não estava criticando o desempenho do governo (cidim não entendeu isso). Você critica relação do governo com mídia. Aliás, é o que te interessou sempre: “democratização” e “acesso à midia”.

    Um dos méritos do seu video “gadged in brazil” é justamente o fato de que você não faz critica generalizada, do tipo: fulano é malvado. Você aponta problemas pontuais, relacionados à liberdade da imprensa em relação aos interesses do governo.

    Vê se não caia na tentação à demonização/idolatria das coisas até então nunca marcou suas idéias…

    abraço,
    thiaguím.

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