Do blog do Milen de ontem, um cronista anonimo convidado:
Colegas
Trabalho cercado de jovens mães. A maioria já tem o primeiro filho e duas estão grávidas.
Os assuntos cotidianos são as travessuras dos pimpolhos, as compras recentes, o big brother (elas sabem tudo), o silicone de fulana.
Todas têm empregadas domésticas. Elas odeiam as empregadas. Hoje, R disse que queria matar a sua, que questinou um item do cardápio combinado há meses e que deve ser seguido a risca.
Outro dia F reclamava, dizia que não aguentava mais tanta folga, a empregada andava comendo do queijo favorito do marido e teve a cara de pau de comer as duas últimas fatias do peito de peru.
V, uma das grávidas e recém casadas, alegra-se bastante com toda essa conversa. Diz que está apredendendo muito com as amigas, já que está em busca da primeira empregada. A regra principal J sabe de cor: “não pode dar moleza viu, que elas são espertas!”
J chegou irada hoje, disse que demitiu a empregada, não aguentou. Parece que o conflito foi que a moça reclamou da máquina de lavar, que já está estragada faz um tempo e que tem sido cansativo lavar a roupa da casa toda a mão. V disse: “até parece que nunca lavou roupa à mão! duvido que na casa dela tem máquina! folgada! se não quer, tem quem queira!”
J disse que agora vai “buscar uma menina no interior, porque daqui não dá pra confiar”. Visualizei a srta. patroa em trajes de cowgirl, chapéu e laço, montando um alazão pra caçar empregada no mato.
J é das mais bravas. outro dia escachapou uma manicure pelo telefone. a coitada ligou para desmarcar um horário em função de um imprevisto. ouviu: _ “que absurdo, você acha o quê, que eu tenho tempo pra perder, não me liga nunca mais, não volto aí nunca mais, que desrespeito, como é que eu fico agora?”. desligou e disse, “abusada!”.
Ui,ui. Ai, ai.
