Leozito mais uma vez levantou a bola no seu blog e eu fui averiguar. Não só achei a propaganda nova da Veja, mas achei também uma de uma campanha mais antiga.
A mais antiga é triste. Ela quer dizer que é indispensável por “pensar” por um pobre coitado, débil mental que repete como um papagaio tudo o que lê na revista . Em suma chama descaradamento o seu leitor de acéfalo. Não se coloca com uma revista que estimula o pensamento e a análise crítica. Vem com respostas prontas. Paradigmas criados.
E a mais recente é de uma mediocridade intransponível. Faz uso de recursos emotivos baratos sem qualquer sofisticação (o que aliás, condiz com a natureza da revista). Nele, a Veja se coloca como um bastião da moralidade do país, com um coro de crianças cantando obviedades e lugares comuns do que é bom e do que não é, do tipo, “árvore é legal, mas crime não é”. Propõe um maniqueísmo binário, do sim e do não, onde eles obviamente são quem decidem… Hipócritas.
Esse, se você não reparou nada mais é que a continuação do anterior. Ainda na linha do leitor acefalo. “Indispensável para o país que queremos ser?“. A nova propaganda é quase que uma negação da situação em que ela se encontra… Na esperança de que ninguem tenha lido nada sobre a o jornalismo porco que eles vem fazendo . A Veja não tem condição alguma de dizer o que é ruim ou que é bom. É igual o alcoolatra, que jura que não é alcoolatra, ou o viciado, que garante que não é viciado… Fazem afirmações fortes para tentar convencer os que estão ao redor e ele mesmo, de que não existe o vício…
