
Então a TV Brasil parece que começou efetivamente a funcionar.
Em participação no Roda Viva, assim que se tornou Ministro da Comunicação Social, Franklin Martins foi sabatinado por alguns excelentes jornalistas, e outros nem tanto. Engraçado, notar, que esses “nem tão excelentes” são as cabeças de alguns dos principais veículos de mídia do país…
Mas voltando a vaca fria… Se voce quizer assistir a primeira parte da sabatina de Franklin Martins, o vídeo está aqui:
O que será essa nova TV Pública? Será uma espécie de BBC, com a balha na gulha de contar com a mega-estrutura de produção que a Radiobras tem e com as cabeças pensantes de alguns dos melhores “profissionais” que a televisão no país já se teve notícia.
O fato de esses profissionais estarem participando da criação da TV Brasil, e não estarem trabalhando na Globo, SBT, Record ou onde quer que seja é um sinal importante da qualidade de nossa televisão.
Terá uma estrutra totalmente independente da do Governo, e funcionará como uma corporação, assim como a BBC o é, tendo um controlador, diretores e um conselho. Esse conselho será composto por membros da sociedade, e alguns poucos membros do governo como representantes do Ministério da Saúde, Cultura, Comunicação Social e Planejamento.
A idéia, é produzir conteúdo de excelência, sem compromisso com a audiência, e representando as diferenças culturais/regionais do país, e desvincilhado de interesses particulares e/ou de grupos econômicos, difereciando-se assim, essencialmente, do modus-operandi das TV’s comercials, que fazem o oposto do que a proposta da TV Brasil é.
Mas ora… Globo, Record, SBT e as outras TV’s vão perder audiência. É! Claro que vão… E isso é bom… Bom, primeiro porque já passou da hora de a Globo perder o seu poder/audiência, e isso já vem acontecendo sem a TV Brasl, num fenômeno que não ocorre só no Brasil, mas até mesmo no Reino Unido, onde apesar de a mídia ser mais fragmentada, a BBC ainda domina, mas mesmo assim também vem perdendo audiência e vem reduzindo de tamanho…
Mas como não poderia deixar de ser, quem hoje controla as TV’s no Brasil não quer largar o osso. E, sem nenhuma atenção da imprensa (que, obviamente, compartilha os mesmos interesses das TV’s, pois em muitos casos, são dos mesmso grupos que as TV’s) a oposição ao governo Lula, mais especificamente PSDB e PFL (agora, Democratas) vem agindo no escuro, para tentar desastibilizar as criação da TV Brasil. Ora, os motivos são claros. Não somente os vínculos entre os grupos de comunicação e esses partidos são fortissimos, mas eles também são que mais se benificiam dessa mídia monopolista. Pelo país afora, afiliadas da Rede Globo são de propriedade de políticos ou do PSDB ou do PFL. Veja trecho de artigo sobre o assunto:
Querem que o governo, ‘para mostrar que está mesmo disposto a cortar seus gastos correntes’, arquive a idéia ou, pelo menos, adie a implementação da Empresa Brasil de Comunicação”, afirma a primeira. Já a segunda registra que “o DEM, ex-PFL, deve questionar na Justiça a medida provisória que criou a TV Pública. O partido afirma que ingressará no Supremo Tribunal Federal com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), argumentando que não há ‘urgência e relevância’ que justifique a edição da MP”.
Além da oposição de direita, as poderosas redes privadas de televisão também estão preocupadas com a TV Brasil. Segundo notícia publicada na coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo, elas estão agindo nos bastidores para sabotar a iniciativa. “Globo, Record e SBT decidiram pedir aos parlamentares que apresentem emendas definindo o que é publicidade institucional e apoio cultural. A idéia é limitar o financiamento da TV pública com publicidade… ‘A radiodifusão não é contra a TV pública. Nossa preocupação é com a captação de publicidade. Ou as emissoras são comerciais ou sobrevivem apenas de recursos oficiais’, diz Daniel Pimentel, presidente da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão)”.
Interessante notar, que ao contrário dos grupos de poder que se opõe a TV, aqueles que se beneficiarão compõe um montante bem mais volumoso. Produtoras independentes, que no Brasil estão fadadas a sobreviver trabalhando com publicidade, pois as Redes de TV’s também produzem a imensa maioria dos seus programas. Músicos independentes, que tem que brigar por espaço contra as Majors, que enfiam guela-abaixo seus artistas ao custo dos Jabás pago as rádios. ONGS e associações da sociedade civil, que não veem possibilidade de ter seu trabalho/pesquisa/luta sendo discutidos/divulgados. E no final de tudo, o telespectador, que terá uma televisão plural, comprometida com os interesses coletivos do país.
O orçamento inicial da TV será de 20 milhões de reais. Pode-se dizer que esse recurso será obrigatoriamente destinado a produção, pois toda a infra-estrutura técnica e de transmissão será absorvida da já existente Radiobrás e outras TV’s Educativas.
Porém tem uma coisa… 20 milhões de reais pra se produzir conteúdo para uma Rede de TV de alcance nacional não é lá muita coisa. Tereza Cruvinel, Franklin Martins e Orlando Sena terão que rebolar pra levarem o projeto em frente.

Um bom modelo, que se bem direcionado e adminsitrado, poderia suprir boa parte da demanda por conteúdo da TV a baixos custos de produção e com o aumento de interesse pelo produto veiculado (pois o espectador se veria ali), é o modelo adotado pela Current TV: Conteúdo gerado pelo usuário. Outro ponto importante seria uma presença firme e sólida na Internet. Se precisarem, TV Brasil, estou a disposição… ; )

December 18th, 2007 at 10:44 am
hehehe! quanta ilusão… a tv brasil não tira audiência nem da redetv!, que é um lixo de tv… a tv brasil é bonita apenas na proposta. a execução é pífia. quem sabe mais adiante eles consigam melhorar, mas, em vista do que disseram que fariam, o que os responsáveis pela emissora conseguiram colocar no ar foi um embuste.