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Archive for November, 2007


The Secret Show ganha 2 Baftas!!


Wednesday, November 28, 2007

Nesse domingo o desenho animado que editei, The Secret Show ( O Show Secreto no Brasil ) faturou 2 BAFTAs, o prêmio da Academia Britânica de Filme e Televisão. Os prêmios foram de Melhor Série de Animação e Melhor Website. Entendendo a tradição que o Reino Unido tem em desenhos animados, nada mal ganhar um Bafta de Melhor Animação, melhor ainda quando desbanca o filho mais novo da Aardman, “Shaun the Sheep” que concorria na mesma categoria…

Ai ai… Como a vida é boa….

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Agulha Hipodérmica


Wednesday, November 21, 2007

No curso de Comunicação a gente era levado a acreditar que a teoria da Agulha Hipodérmica era uma visão antiquada da relação entre meios-de-comunicação e a massa. Que existe uma limitação da influência do meio no receptor… Sorte a nossa é que é verdade… Mas, surpreendentemente, é facílimo ver exemplos com o do “Leitãozinho Maniqueísta” do Milen

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E a Veja leva uns sarrafos…


Tuesday, November 20, 2007

A seríssima revista Veja, vem levando uns sarrafos recentemente de um jornalista da New Yorker, John Lee Anderson, que questionou os métodos de Diogo Shelp, editor de internacional da revista. Anderson, biografo de Che Guevevara foi procurado por Shelp para uma entrevista para matéria da Veja. Anderson, que não foi entrevistado, leu a matéria e não gostou, e encaminhou a seguinte carta aberta a Diogo:

“Caro Diogo,

Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu email. Aí me passaram sua reportagem em Veja, que foi a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo de reportagem hiper editorializada, ou uma hagiografia ou – como é o seu caso – uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che. Tentei por pele e osso na figura super-mitificada de Che para compreender que tipo de pessoa ele foi. O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é.

Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade. O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista.

No fim das contas, estou feliz que você não tenha me entrevistado. Eu teria falado em boa fé imaginando, equivocadamente, que você se tratava de um jornalista sério, um companheiro de profissão honesto. Ao presumir isto, eu estaria errado. Esteja à vontade para publicar esta carta em Veja, se for seu desejo.
Cordialmente,

Jon Lee Anderson”

Eis que Shelp respondeu para Anderson:

“Caro Anderson,

Eu fiquei me perguntando, depois de lhe enviar um e-mail pedindo (educadamente) uma entrevista, por que nunca recebi uma resposta sua. Agora sei que a mensagem deve ter-se perdido devido a algum programa antispam ou por qualquer outra questão tecnológica. Também não recebi sua “carta” – talvez pelo mesmo problema. Tudo isso não tem a menor importância agora porque você resolveu o assunto valendo-se dos meios mais baixos – um e-mail circular. O que lhe fez pensar que tinha o direito de tornar pública nossa correspondência, incluindo a mensagem em que eu (educadamente) pedia uma entrevista? Isso, caro Anderson, é antiético. Vindo de alguém que se diz um jornalista, é surpreendente. Você pode não gostar da reportagem que escrevi; ela pode ser boa ou ruim, bem-escrita ou não, editorializada ou não – mas não foi feita com os métodos antiéticos que você usa. Eu respeito a relação entre jornalistas e fontes. Você não. E mais: parece-me agora que você é daquele tipo de jornalista que tem medo de fazer uma ligação telefônica (assim são os maus jornalistas), já que tem meu cartão de visita e conhece meu número de telefone. Se você tinha algo a dizer sobre a reportagem — e já que sua mensagem não estava chegando a seu destino — poderia ter me ligado.Eu não sei que tipo de imagem de si mesmo você quer criar (ou proteger) negando os fatos que o seu próprio livro mostra, mas está claro agora que é a de alguém sem ética. Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista.

Sem mais,
Diogo Schelp”

E Anderson, em sua tréplica…

“Prezado Diogo Schelp:

Agradeço pela sua ‘gentil’ resposta. (Soube que você é de fato uma pessoa muito ‘gentileza’; você mesmo o disse duas vezes em suas mensagens.) Só agora percebo, o mal-entendido entre nós nasceu exclusivamente por conta de meu caráter profundamente falho.

Eu jamais deveria ter presumido que você recebera meu email inicial em resposta ao seu ou minha segunda mensagem a respeito de sua reportagem, muito menos deveria ter considerado que você pudesse ter decidido ignorá-los. É evidente que você tem um sistema de bloqueio de spams muito rigoroso.

Uma dica técnica: talvez devesse configurar seus sistema como ‘moderado’ e não ‘extremo’. Se o fizer, talvez comece a receber seus emails sem quaisquer problemas. Lembre-se, Diogo: moderado, não ‘extremo’. Esta é a chave. Você me acusa de ser antiético, um ‘mau jornalista’. Questiona até se posso ser chamado de jornalista. Nossa, você TEM raiva, não tem?

Enquanto tento parar as gargalhadas, me permita dizer que, vindo de você, é elogio. Permita, também, recapitular por um momento a metodologia utilizada por você para distorcer as informações que o público de Veja recebeu: Você publicou na capa e na reportagem uma grande quantidade de fotografias de Che, aproveitando-se assim da popularidade da imagem de Guevara para vender mais cópias de sua revista.

Para preencher seu texto, você pinçou uma certa quantidade de referências previamente escritas sobre ele – incluindo a minha – para sustentar sua tese particular, qual seja, a de que o heroismo de Che não passa de uma construção marxista, como sugere seu título: ‘Che, a farsa do herói’. Para chegar a uma conclusão assim arrasa-quarteirão, você também entrevistou, pelas minhas contas, sete pessoas. Uma delas era um antigo oponente de Che dos tempos da Bolívia.

As outras seis, exilados cubanos anti-castristas, incluindo ex-prisioneiros políticos e veteranos de várias campanhas paramilitares para derrubar Fidel. (Um destes, o professor Jaime Suchlicki, você não informou a seus leitores, é pago pelo governo dos EUA para dirigir o assim chamado Projeto de Transição Cubana.) Percebi também que você prestou particular atenção no testemunho de Felix Rodriguez, ex-agente da CIA responsável pela operação que culminou na execução de Che.

O fato de que você o destaca quer dizer que você o considera sua melhor testemunha? Ou terá sido porque ele foi o único que algum repórter realmente entrevistou pessoalmente? Os outros, parece, Veja só falou com eles por telefone. Mas como são rigorosos os critérios de reportagem de Veja! Como disse em minha ‘carta aberta’ a você, escrever uma reportagem deste tipo usando este tipo de fonte é o equivalente a escrever um perfil de George W. Bush citando Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez.

Em outras palavras, não é algo que deva ser levado a sério. É um exercício curioso, dá para fazer piada, mas NÃO é jornalismo. Dizer a seus leitores, como você diz na abertura da reportagem, que ‘Veja conversou com historiadores, biógrafos, ex-companheiros de Che no governo cubano’ passa a impressão de que você de fato fez o dever de casa, que estava oferecendo aos leitores um trabalho jornalístico bem apurado, que apresentaria algo novo.

Infelizmente, a maior parte do que você escreveu é mera propaganda, um requentado de coisas que vêm sendo ditas e reditas, sem muitas provas, pela turma de oposição a Fidel em Miami nos últimos quarenta e tantos anos. Minha questão não é política. Escrevi um livro, como você mesmo disse, que é ‘a mais completa biografia’ de Che.

Há muito lá que pode ser utilizado para criticar Che, mas também há muitos aspectos a respeito de sua vida e personalidade que muitos consideram admiráveis. Em outras palavras, é um retrato por inteiro. Como sempre disse, escrevi a biografia para servir de antídoto aos inúmeros exercícios de propaganda que soterraram o verdadeiro Che numa pilha de hagiografias e demonizaçoes, caso de seu texto. Não cometa o erro de me acusar de defender Che porque critico você. Serei claro: a questão aqui não é Che, é a qualidade do seu jornalismo.

Sua reportagem, no fim das contas, é simplesmente ruim e me choca vê-la nas páginas de uma revista louvável como Veja. Seus leitores merecem mais do que isso e, se aparecerei ou não novamente nas páginas da revista enquanto você estiver por aí, não me preocupa. O que PREOCUPA é que, com tantos jornalistas brilhantes como há no Brasil, foi a você que Veja escolheu para ser ‘editor de internacional’.

Cordialmente,

Jon Lee Anderson.”

Shelp ameaça Anderson de não mais aparecer nas páginas da revista Veja. Que mudança de atitude… Pois em 2005, Anderson palestrava sobre jornalismo durante conflitos e sobre o período em que foi correspondente na América Latina para alunos do Curso Abril de Jornalismo. Vá entender…

Retirado do Vi o Mundo e do Blog do Nassif.

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Sem mais…


Monday, November 19, 2007

Tirado do: http://www.picturesofwalls.com

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Product Placement


Monday, November 19, 2007


Megan Fox, em Transformers*

Meu post de hoje no portal Scenta.co.uk é sobre “product placement”, que, basicamente, é a inserção de produtos e marcas em filmes e produtos audiovisuais. Parece ser a nova “modinha” em Hollywood… E alguns filmes vem abusando disso, vide Transformers, que, apesar de bom, tem tanto “product placement”, que mais parece um comercial com 2 horas e meia de duração…

* Megan Fox não é um produto, nem muito menos um robô, porém, é um bom motivo pra se assistir Transformers.

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Euro!


Friday, November 16, 2007

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O que Gisele Bundchen e Jay Z tem em comum além de serem ricos pra cacete? Ambos estão deixando o dólar, a moeda norte-americana, pra lá, já que ela não para de se desvalorizar… Segundo a Bloomberg, Gisele e Jay Z vem seguindo os passos dos bilionários Warren Buffet e Bill Gross, e só fecham contratos em qualquer moeda que seja, incluindo Reais, mas dólar não…

Pra piorar a situação do dólar, ele deixou até de ser usado em clipes de Rap. Ao invés das tradicionais maletas de dólar, Jay Z no clipe de sua nova música Blue Magic, ostenta uma maleta com notas de 500 Euros…

E junto com eles, vem Ahmadinejad, presidente do Irã, e Chavez, presidente da Venezuela, que não descartam a idéia de começar a negociar seu petróleo em Euros, pra desvalorizar mais ainda a moeda norte-americana.

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Aula na London City University


Tuesday, November 13, 2007

Acabo de voltar de duas aulas que dei na London City University, pras turmas do último ano de International Media Business. O tema das aulas foi mídia e liberdade de imprensa no Brasil. Basicamente dei um histórico de como o mercado de mídia é estruturado no Brasil, como o financiamento dos canais de TV e da Imprensa é baseado massiçamente em publicidade, e terminei com a exibição do documentário “Gagged in Brazil”, que produzi para a Current TV.

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Cenas do documentário
 
O documentário está prestes a ir ao ar, e os alunos tiveram a chance de assisti-lo em primeira mão. A aula foi bacana, alunos de diversos países, e no módulo já estudaram com a mídia é estruturada na Rússia, Oriente Médio, EUA, Europa, e etc…O interessante, é notar como as semelhanças das circunstâncias em que a mídia “opera” no Brasil, é bastante similar a como ela opera em outros países também…

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London Burning


Monday, November 12, 2007

View from my window this morning. According to the BBC website, the fire comes from the Olympic Games site in Stratford: http://news.bbc.co.uk/1/hi/england/london/7090725.stm

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¿Por qué no te callas?


Sunday, November 11, 2007

Na cúpula Íbero-Americana, em um discurso, Chavez chamou o ex-presidente espanhol, José Maria Aznar de facista. Aznar foi aliado dos EUA na guerra do Iraque, e apoiou ao golpe mal-sucedido que tirou Chavez do poder por alguns dias em 2002.

Zapatero, o atual chefe do executivo espanhol pedia a chavez para que reconsiderasse seu tom, ao se referir a um ex-líder espanhol, eleito democraticamente pelo povo da Espanha. Enquanto chavez tentava argumentar com Zapatero, o rei da Espanha, Juan Carlos mandou Hugo Chavez calar a boca. Assista ao vídeo:

Mais adiante, como mostra o vídeo, quando o presidente da Nicaragua criticava o governo Espanhol por sua associação as interesses norte-americanos na Nicaragua, o rei Juan Carlos se levantou e deixou o plenário…

Juan Carlos

A lei de sucessão, criada pelo ditador Francisco Franco, indicava Juan Carlos como chefe de Estado da Espanha após a morte de Franco. Assim, Franco morreu, e Juan Carlos tornou-se Rei da Espanha.

Apesar da indicação ao trono por Franco, o título de Juan Carlos como Rei e Chefe de Estado ganhou apoio e popularidade após ele realizar a transição democrática do país com sucesso.

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America, fuck yeah!


Friday, November 9, 2007

“What are you gonna do when we come for you?”

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O Show Secreto


Wednesday, November 7, 2007

O Show Secreto (ou The Secret Show) agora passa todos os dias as 3:45 da tarde na BBC 1. Quando você passa em uma loja de eletrônicos por volta dessa hora em Londres, é essa a cena que você vai ver…

Muito legal né…

No Brasil você assiste O Show Secreto todos os dias às 5:30 da tarde no canal a cabo Jetix.

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Post do dia


Tuesday, November 6, 2007

Sem muito o que pensar hoje… Então, vou apenas jogar informações coletadas por aí….

1) Assim que você entra no escritóri da Current TV aqui em Londres, você dá de cara com uma placa com os seguintes dizeres: “Don’t hate the media. Be the media!”

2) Menos e menos grana vem sendo gasta com videoclipes. Além das MTVs mundo afora os exibirem cada vez menos, mais e mais eles são vistos online, em telefones celulares ou em Ipods…

3) O Tom Ford está lançando um perfume masculino. E para atingir o seu público alvo, ele foi direto ao assunto…

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H. Milen


Monday, November 5, 2007

Henrique Milen, o cronista das multidões finalmente criou um blog. Já não era sem tempo.

1) Copa 2014. Pulando essa insuportável conversi