<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress/2.3.1" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>
<channel>
	<title>Comments on: Idéias erradas</title>
	<link>http://blog.danielflorencio.com/2007/10/26/ideias-erradas/</link>
	<description>Florêncio est, hit at nunc, fiat lux!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 00:11:40 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.3.1</generator>
		<item>
		<title>By: thiago</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2007/10/26/ideias-erradas/#comment-150</link>
		<dc:creator>thiago</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 18:27:59 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.danielflorencio.com/2007/10/26/ideias-erradas/#comment-150</guid>
		<description>O problema é que no Rio, favela tá colada na classe média. lado à lado. 

Lá, dá pra "cansar" muito mais rápido, pois a violência incomoda muito mais. Isso faz mais barulho que em Belo Horizonte, por exemplo.
 
Em BH, com as desigualdades sociais são menos percebidas pela classe média, esse índice intenso de crimes fica obviamente concentrado em bairros distantes onde nenhuma dona de casa de um bairro de classe média ousaria pisar. (Quem já foi ao Jaqueline? ao "Milionários"? irônico o nome não?)

Com certeza, doméstica desta senhora deve lhe contar as histórias mais dramáticas, cabeludas e inimagináveis, que acontecem nestes lugares. 

Mas a patroa, que desconfia duns pontos a moça deva ter aumentado no conto, fica aliviada no fim, ao constatar que nada de mal se passou à sua empregada: ela está sã e salva para mais uma jornada de trabalho. 

Esses causos só chegam à Casa Grande assim, via quarto da empregada. Não passam pela sala da TV.

Como assassinato de pobre preto não interessa ao público, e logo tampouco à mídia... (e no caso da mídia mineira existem outros fatores que favorecem uma negligência desses fatos), esses "detalhes" estatísticos não vão aparecer na tevê, nem no jornal.

Não acho justo questionar estes dados, porque questionar um trabalho estatístico é ignorar um trabalho que alguém com certeza teve competência para fazê-lo.

Ou então devemos condenar de uma vez a lógica da estatística... em qualquer ocasião. 

Além do mais, BH é a menor das três cidades e apresenta o maior índice de violência por habitante. 

Não é dado absoluto, não! 

É 50/100mil habitantes! 
É uma loucura mesmo...

Essa "Idéia Errada" (como diz o título do post) de achar que violência não nos atinge (falo como belorizontino) e que isso é coisa de carioca ixperto.... já deveria ter acabado.

Com certeza, o trafico de drogas já não deve estar mais centralizado em rio e sp. Muito antes da hypermediatização que Cidade de Deus, Carandiru e outros fenômenos atiraram para o problema da violência nestas cidades, os caras já perceberam que precisava encontrar outros modos de manter os negócios.

Uma indústria como a das drogas e armas, que move milhões, não está certamente sendo encabeçada por um zé pequeno qualquer.

Com certeza essa máquina louca da violência já está rodando onde não exista suspeita, ou onde a suspeita não queira ser desvendada... Graças à mentalidade medíocre dos habitantes que não querem enxergar os fatos e reagir; e igualmente pelas ações de seus governantes, mais preocupadas em ofuscar estatísticas incomodas como esta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O problema é que no Rio, favela tá colada na classe média. lado à lado. </p>
<p>Lá, dá pra &#8220;cansar&#8221; muito mais rápido, pois a violência incomoda muito mais. Isso faz mais barulho que em Belo Horizonte, por exemplo.</p>
<p>Em BH, com as desigualdades sociais são menos percebidas pela classe média, esse índice intenso de crimes fica obviamente concentrado em bairros distantes onde nenhuma dona de casa de um bairro de classe média ousaria pisar. (Quem já foi ao Jaqueline? ao &#8220;Milionários&#8221;? irônico o nome não?)</p>
<p>Com certeza, doméstica desta senhora deve lhe contar as histórias mais dramáticas, cabeludas e inimagináveis, que acontecem nestes lugares. </p>
<p>Mas a patroa, que desconfia duns pontos a moça deva ter aumentado no conto, fica aliviada no fim, ao constatar que nada de mal se passou à sua empregada: ela está sã e salva para mais uma jornada de trabalho. </p>
<p>Esses causos só chegam à Casa Grande assim, via quarto da empregada. Não passam pela sala da TV.</p>
<p>Como assassinato de pobre preto não interessa ao público, e logo tampouco à mídia&#8230; (e no caso da mídia mineira existem outros fatores que favorecem uma negligência desses fatos), esses &#8220;detalhes&#8221; estatísticos não vão aparecer na tevê, nem no jornal.</p>
<p>Não acho justo questionar estes dados, porque questionar um trabalho estatístico é ignorar um trabalho que alguém com certeza teve competência para fazê-lo.</p>
<p>Ou então devemos condenar de uma vez a lógica da estatística&#8230; em qualquer ocasião. </p>
<p>Além do mais, BH é a menor das três cidades e apresenta o maior índice de violência por habitante. </p>
<p>Não é dado absoluto, não! </p>
<p>É 50/100mil habitantes!<br />
É uma loucura mesmo&#8230;</p>
<p>Essa &#8220;Idéia Errada&#8221; (como diz o título do post) de achar que violência não nos atinge (falo como belorizontino) e que isso é coisa de carioca ixperto&#8230;. já deveria ter acabado.</p>
<p>Com certeza, o trafico de drogas já não deve estar mais centralizado em rio e sp. Muito antes da hypermediatização que Cidade de Deus, Carandiru e outros fenômenos atiraram para o problema da violência nestas cidades, os caras já perceberam que precisava encontrar outros modos de manter os negócios.</p>
<p>Uma indústria como a das drogas e armas, que move milhões, não está certamente sendo encabeçada por um zé pequeno qualquer.</p>
<p>Com certeza essa máquina louca da violência já está rodando onde não exista suspeita, ou onde a suspeita não queira ser desvendada&#8230; Graças à mentalidade medíocre dos habitantes que não querem enxergar os fatos e reagir; e igualmente pelas ações de seus governantes, mais preocupadas em ofuscar estatísticas incomodas como esta.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Iraê</title>
		<link>http://blog.danielflorencio.com/2007/10/26/ideias-erradas/#comment-146</link>
		<dc:creator>Iraê</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 14:37:56 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.danielflorencio.com/2007/10/26/ideias-erradas/#comment-146</guid>
		<description>Eu acho análise de números um servicinho sujo. Todos esses índices de violência costumam ser tratados com índices absolutos. Que tal saber o número de homicício para cada 1 mil ou 10 mil habitantes de uma cidade? A proporção é que interessa. Que tal uma relação matemática que inclua a área urbana também?

Eu arrisco chutar que no rio tem muito mais crimes contra a vida por milhar de habitantes do que em São Paulo ou em Belo Horizonte por uma margem grande...  mas é só um chute, até que eu vá até o IBOPE e faço a conta...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acho análise de números um servicinho sujo. Todos esses índices de violência costumam ser tratados com índices absolutos. Que tal saber o número de homicício para cada 1 mil ou 10 mil habitantes de uma cidade? A proporção é que interessa. Que tal uma relação matemática que inclua a área urbana também?</p>
<p>Eu arrisco chutar que no rio tem muito mais crimes contra a vida por milhar de habitantes do que em São Paulo ou em Belo Horizonte por uma margem grande&#8230;  mas é só um chute, até que eu vá até o IBOPE e faço a conta&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
