O espaço público foi feito para ser ocupado pelo público. Na Europa percebe-se claramente como essa noção do que o espaço público significa para as pessoas é diferente do Brasil. Se está lá, é para ser usado. Londres, por exemplo, é uma cidade onde o prefeito pega metrô e ônibus para ir trabalhar.

Ken Livingstone flagrado no metrô.
Me lembro uma vez de ver o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, em um carro com motorista, seguido por outro com seguranças. Uma comitiva em uma cidade de 2 milhões de habitantes…
Pergunto: O que faz Pimentel e, muito provavelmente, todos os outros prefeitos do Brasil diferentes de Ken Livingstone?
Respondo: A noção de coletividade e do que o espaço público representa…
Falta noção de coletividade a aqueles que estão definindo políticas públicas e planos gestores para as cidades no Basil. Essa noção errada do que é prioritário faz com que as cidades no Brasil virem grandes rodovias, para aqueles afortunados o suficiente que dirigirem um carro. O transporte coletivo e todos os outros espaços coletivos são colocados em segundo plano.
Todas as grandes obras no Brasil são obras viárias…
Enquanto isso na Europa e aqui em Londres, a população vive procurando formas bacanas de aproveitar os espaços públicos, como por exemplo, a Zombie Walk que aconteceu há 3 semanas atrás:
Ou então o Mobile Disco, em sua sei lá qual edição, onde centenas de clubbers ocuparam a Turbine Hall na Tate Modern com seus MP3 players, e a transformaram em uma boate:
Enquanto na Europa se brinca de zumbi e de dançar com seu mp3 player, no Brasil os brasileiros curtem seu espaço público assim:
