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Archive for October, 2007


O que você está fazendo?


Tuesday, October 30, 2007

Me cadastrei recentemente no Twitter, e tenho um app, chamado TWITERRIFIC no meu desktop, que não só me permite atualizar instantaneamente meu Twitter como também ver o que as pessoas que eu estou “seguind0″ estão fazendo… Tenho até atualizado com maior frequencia do que imagine que iria…

Para me “seguir”, basta se cadastrar no twitter e ir ao meu endereço:
http://www.twitter.com/danielflorencio

From Russia with Hate


Tuesday, October 30, 2007

Uma excelente reportagem de Christof Putzel para a Current TV, sobre a crescente onda de racismo, ataques a imigrantes, e o resurgimento em larga escala de grupos Neo Nazistas na Russia…

http://v.current.com/video/feeds/vanguardspecial/Pod_RussiaSkinheads.flv

Spam


Tuesday, October 30, 2007

O Google é um expert em usar as plataformas que criou para publicizar os próprios produtos… Viralzinho do GMAIL explicando como eles se livram dos SPAMS pra você…

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Essa você não leu em lugar nenhum…


Monday, October 29, 2007

Rumsfeld foge da França para não ser preso

Sab, 27/10/2007 – 08:45

O antigo Secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld foi embora da França hoje, temendo ser preso sob acusações de “ordernar e autorizar” a tortura de presos em Abi Ghraib no Iraque, que é comandada pelos americanos, e em Guantanamo Bay em Cuba, sugerem relatos ainda não confirmados de Paris.

Oficiais da embaixada norte-americana retiraram Rumsefel de um encontro durante um café da manhã em Paris organizado pela revista “Foreign Policy”, após grupos de direitos humanos prestarem queixa contra o homem que foi a ponta de lança da Guerra ao Terrorismo do presidente George Bush durante seis anos.

A Lei Internacional obriga as autoridades francesas a iniciar uma investigação quando uma reclamação é feita quando o suposto torturador está em solo francês.

De acordo com ativistas na França que receberam Rumsfel aos gritos de “assassino” e “criminoso de guerra” na entrada para o café da manhã, oficiais da embaixada americana estavam preocupados com todos os passos do ex-secretário de defesa alegando “razões de segurança.”

Protestantes anti-tortura na França acreditam que o secretário de defesa foi embora pela fronteira com a Alemanha, onde uma ação por crimes de guerra contra Rumsfel não foi aceita. Mas um ativista diz que sob o Tratado de Schengen que encerrou os pontos de checagem nas fronteiras de vários países na União Européia, a França ainda pode enviar agentes até a Alemanha para perseguir um fugitivo.

“Rumself deve estar sentindo agora como Saddam Hussein se sentiu quando forças Norte-Americanas estavam o caçando”, o ativista Tangyu Richard disse. “Pode ser que ele não acabe sendo enforcado como seu antigo amigo, mas ele tem que aprender que no mundo civilizado, crimes de guerra não compensam.”

A Federação Internacional pelos Direitos Humanos junto com o Centro pelos Direitos Constitucionais, o Centro Europeu por Direitos Humanos e Constitucionais e a Liga Francesa pelos Direitos Humanos prestaram a queixa na quinta-feira após saberem que Rumsfel iria visitar Paris.

O texto original pode ser encontrado aqui.

Outros links para a história:

http://www.washingtonpost.com/ac2/wp-dyn/NewsSearch?st=rumsfeld+france&fn=&sfn=&sa=ns&cp=&hl=false&sb=-1&sd=&ed=&blt=&sdt=&x=0&y=0

http://hosted.ap.org/dynamic/stories/F/FRANCE_RUMSFELD?SITE=ORROS&SECTION=HOME&TEMPLATE=DEFAULT

http://www.pensitoreview.com/2007/10/27/rumsfeld-flees-france-to-avoid-arrest/

O Show Secreto


Monday, October 29, 2007

Estreou ontem no Brasil, no canal a cabo Jetix “O Show Secreto” ou “The Secret Show”, que eu editei aqui no Reino Unido para a COH Entertainment e pra BBC Worldwide. Aqui, o desenho passa todos os dias a tarde na BBC 1 e na cBBC e acabou de ser nomeado em duas categorias para o BAFTA AWARDS desse ano, o prêmio da academia britânica de cinema e televisão! :)

Aqui o texto do press release:

“O Show Secreto é uma série repleta de aventura e diversão, que tem como protagonistas os agentes secretos Victor Volt e Anita Knight, que irão trabalhar em equipe para lutar contra o mal, mas sempre de uma maneira “secreta”.

Victor Volt e Anita Knight são agentes especiais que trabalham para a “U.Z.Z.”, uma empresa que é responsável por proteger o mundo contra as malvadas forças do “T.H.E.M”. Juntos, já lutaram contra marcianos que tentaram roubar a gravidade da Terra, salvaram o mundo de ser enganado pelos Impostores e, até viajaram ao centro do Sol, mas sempre mantendo sua identidade sob a máxima reserva. Além disso, eles são guiados por um chefe cujo nome nunca é revelado por mudar diariamente por razões de segurança.

Victor e Anita sempre encontrarão a forma de salvar o mundo de uma maneira ultra-secreta além de sempre muito divertida. O Show Secreto irá ao ar a partir do dia 10, de segunda a sexta, às 17h30.”

Assistam!!

Cibelle


Saturday, October 27, 2007

O primeiro filme que produzi pra Current TV no final do ano passado foi sobre a Cibelle, por sugestão do meu Creative Executive, O Josh, que curtia ela… Peguei minha câmera, microfone lá fui eu, bater um papo com ela… Assistam:

Papo ótimo, faladeira, lindissima, super agradável… Uma das perguntas, que não entrou no corte final, foi sobre porque não fazer a música dela no Brasil… Pergunta complicada… O único pedaço que restou da resposta dela foi a parte em que ela diz que não quer deixar Londres porque só aqui se tem a oportunidade de ver tantas e tão bons ediferentes shows em lugarezinhos escondidos…

Bom… Cibelle tocou hoje no TIM Festival, e parece que foi/está sendo muito bem recebida… Ingressos esgotados e tudo o mais… Super legal! E ela certamente deve estar se respondendo algumas dessas perguntas agora…

Outra coisa legal, é que, o Dev Haynes ( ou Lightspeed Champion ) está na banda, tocando com ela… Engraçado… Dev Haynes era do Test Icicles, e agora tá solo como Lightspeed Champion. Além de ser bem bacana, tem-se falando muito dele por aqui…

Efeito Borboleta


Saturday, October 27, 2007

Efeito Borboleta. A frase refere-se a idéia de que as asas de uma borboleta ao voar podem criar minúsculas mudanças na atmosfera, que podem culminar com o surgimento de um tornado (ou, impedir que um tornado surja). As asas batendo, representam a pequena mudança inicial nas condições do sistema que causam uma cadeia de eventos que levarão a um fenômeno de larga escala Se a borboleta não tivesse batido as asas, a trajetória do sistema poderia ter sido completamente diferente.”

Retirado da Wikipedia, onde explica-se com mais detalhes sobre teoria do caos e outras maluquices.

Poisé… E é exatamente pensando nesses reflexos, que podem não ser imediatos, mas certamente culminarão em um “fenômeno em larga escala”, que eu acho muito bacana essa “Operação Rede Globo”, promovida pelo MSM ( Movimento dos Sem Mídia ), em São Paulo, e depois, no Rio de Janeiro.

Participe. Se não pode participar, divulgue…

Globo e Carta Capital


Saturday, October 27, 2007

Mais uma matéria sobre a perda de espaço e de poder da TV Globo, dessa vez na Carta Capital. O seguinte texto foi retirado do site da revista. No entanto, nada é dito aí sobre a perda de credibilidade do canal… Talvez o texto completo na revista diga…

A letra de É Hoje, canção de Didi e Mestrinho eternizada no samba e na música popular brasileira, é sempre lembrada como “aquela que fala da luta do rochedo contra o mar”. E é mais ou menos isso o que acontece, guardadas as devidas proporções, na velha guerra da audiência da tevê brasileira. A Rede Globo trata de manter-se impávido colosso diante dos vagalhões projetados por Record e SBT contra o seu rochedo.

Ambos os canais fizeram (SBT) e fazem (Record) todo o possível para reduzir a histórica superioridade que começou a ser construída pela empresa da família Marinho na tevê aberta do País a partir dos anos da ditadura militar. E parece que tanto esforço e energia – e especialmente dinheiro, tratando-se da Record – começam a gerar sinais de erosão na pétrea estrutura da Globo.

A emissora de Faustão, Xuxa e Ana Maria Braga, mesmo sem ver afetada a folga na liderança, perde participação de mercado. Enquanto isso, a Record cresce, e bem, e o SBT segue caindo, mas faz questão de mostrar que ainda não perdeu a batalha. Arma-se assim o cenário para um acirramento muito maior da disputa a longo prazo.

Tais conclusões são resultado da análise dos dados do Ibope Telereport, interpretados em perspectiva de janeiro de 2005 até agosto de 2007, a partir do filtro mais utilizado pelo mercado de propaganda na hora de definir quanto de dinheiro será investido em cada rede: o chamado share de audiência das emissoras. Trocando em miúdos, trata-se da participação de mercado (leia-se quantidade de espectadores), em pontos porcentuais, que Globo, Record, SBT, Band e demais tevês abertas possuem.

A partir dessa métrica, vê-se que, na Grande São Paulo, a Globo sofreu uma queda de 9,5% no chamado horário nobre (das 6 da tarde à 1 da manhã), quando se compara a média de janeiro a agosto de 2007 ao mesmo período de 2006. Em âmbito nacional, a perda foi de 7%.

Estendida a referência para o dia inteiro (das 6 da manhã à meia-noite), descobre-se que o share caiu 10,5% na Grande São Paulo e 7,3% no total nacional (tabelas na edição impressa).

À medida que desce a curva da Globo, outra curva sobe. A Record, mesmo que a partir de uma base muito menor, que facilitaria um crescimento acelerado, avançou 23% no horário nobre na região metropolitana paulista e 22,5% no total nacional nos oito primeiros meses deste ano, na comparação com 2006. No acumulado do dia, sob a mesma referência do cálculo da Globo, a emissora de Edir Macedo ampliou a participação em 28% em São Paulo e 27% no Brasil de um ano para o outro.

Os dados são praticamente públicos: qualquer agência de publicidade ou veículo de comunicação pode comprar os sistemas de pesquisas do Ibope e selecionar determinados filtros, gerando dados que permitam a comparação. O detalhe é que esses números, segundo as regras do mercado, não podem ser divulgados publicamente, ou seja, devem circular apenas à boca pequena.

Idéias erradas


Friday, October 26, 2007

O boletim diário do prefeito do Rio, César Maia, enviado anteontem, traz dados interessantes sobre a violência no país.

Pelos dados do Ministério da Justiça, aparentemente há mais homicídios, delitos envolvendo drogas e delitos de trânsito em BH do que no Rio e em São Paulo.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA – ÚLTIMOS DADOS -2003

Capitais: Belo Horizonte, Rio e S.Paulo. Ocorrências por 100 mil habitantes.

1. Homicídios: BH 50,6 / RIO 38,5 / SP 40.
2. Estupros: BH 20,46 / RIO 11,07 / SP 22,56.
3. Delitos envolvendo drogas: BH 129 / RIO 68,5 / SP 59,7.
4. Delitos de trânsito: BH 477,6 / RIO 206,2 / SP 226,2.
5. Roubos+Furtos: BH 2.210,1 / RIO 2362,4 / SP 3437,9.

A atenção exagerada aos conflitos no Rio se dá a existência de um polo de mídia no Estado. O mesmo acontece com São Paulo. Os acontecimentos no restante do país parece não ser relevantes o suficiente para merecer cobertura alguma. Alguns chamariam isso de desinteresse… Eu chamaria de falta de profissionalismo… Especialmente quando a emissora líder de audiência se gaba de cobrir com seu sinal 99,9% do território nacional.

Esse, vamos chamar de desinteresse, causa distorções na percepção que temos da nossa realidade. Eu, por exemplo, ingênuo, achava que estava muito mais seguro caminhando a pé em Belo Horizonte do que estaria no Rio. E quanto ao Nordeste? Como os cidadãos, digamos, de Pernambuco percebem a violência no Estado?

Poisé… O site Pernambuco Body Counting, de maio de 2007, até o dia de hoje, somou 1971 homicídios no estado.

Essa distorção da realidade, também cria na cabeça dos gringos uma imagem, digamos, não muito boa do Brasil. O Rio sempre entra na pauta de qualquer jornal do mundo quando o assunto é violência, tráfico de drogas, favela… Isso me levou, no início desse ano ao Rio de Janeiro para fazer um filme sobre as milícias para a Current TV. Assistam:

http://blog.danielflorencio.com/The Battle for Rio 2.flv

Fresh


Thursday, October 25, 2007

Band Kyte

Ontem na Goonite, no Buffalo Bar escutei esses sujeitos aí… Se chamam KYTE. Música excepcionalmente boa. O vocalista tem um quê de Ian Curtis e Thom Yorke, fica dando uns trimiliques, uns chiliques, e canta com a voz passando por um sintetizador que ele fica brincando, fazendo uns barulhinhos estranhos…

Não digo que serão the next big thing porque essa coisa de next big thing é muito passé. Me disseram também que eles são queridinhos da NME. Em pé, lá, escutando eles, pensei em fazer um vídeo… Porém, parece que já fizeram um. Acabou de ser postado no Youtube.

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Back to Basics


Thursday, October 25, 2007

Então o Radiohead deu um tchau pra gravadora e tá perguntando pros fãs, “Quer pagar quanto?”. Enquanto alguns pagam muito, outos pagam pouco, e assim a coisa vai… Lí recentemente em algum lugar que, no entanto, o tchau que eles deram pra gravadora não foi 100% não. Eles ainda precisam da estrutura da gravadora pra distribuir a “cópia-dura” do album. Os CD’s e vinils que, afinal, chegarão as lojas (mas podem também ser comprados pelo site).
Mas não quero falar do Radiohead não… Pois aparentemente, eles foram apenas os primeiros de uma onda… Madonna deu um tchau pra gravadora… Oasis deu um tchau pra gravadora… Jamiroquai… E o Nine Inch Nails deu um tchau pra gravadora, e falou pros fãs copiarem seus albums ilegalmente…

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Acredito que essas últimas semanas dentro dos escritórios das “majors” deve estar um puta clima de velório. Mas uma pergunta fica… Como farão Oasis, Madonna, Jamoroquai e cia para divulgarem seus albums… Venderem seu trabalho, sem a mega infra-estrutura e a mega-grana de uma Major? Afinal… Esses são “mega-acts”…

A resposta: Ações localizadas… Intervenções urbanas… Olha o que achei na esquina aqui de casa, em Shoreditch. O Oasis espalhando posters pela cidade anunciando o download do single no site deles e o lançamento do DVD, ao lado de outras bandas e músicos independentes…

Oasis - Poster

Mídia espontânea na TV, revistas, jornais, relações públicas, radioplay. Essas coisas todas continuam a acontecer… Mas de forma mais espontânea e sem aquela “grande mão” da major no meio, que no Brasil é bastante conhecida como JABÁ.

Primeira mão!


Tuesday, October 23, 2007

I just got these pictures. First hand. Amsterdam, bridge Hoofddorpweg over the de Schinkel canal. Some friends of mine were arrested doing it. Ogul Oz, the guy who had the idea, Ricardo Portilho and Amir Adomoni. But they’ve been released already. They did the stencil on the pavement, so when the bridge lifts, drivers and passers by read their message on the top of it.

————–

Acabo de receber as fotos em primeiríssima mão. Amsterdam, ponte Hoofddorpweg sob o canal de Schinkel. O texto diz: “Se a água chegasse a esse nível, a gente não ia mais precisar da ponte. Continue dirigindo, talvez a gente chegue lá!

Um amigo meu foi preso Alguns amigos meus foram preso fazendo isso… Ogul Oz, idealizador da coisa, Ricardo Portilho e Amir Admoni. Mas já foi solto Mas já foram soltos… Mas é por uma boa causa, afinal de contas, se o nível dos oceanos subir, Amsterdam será uma das primeiras a “ir pro saco”.

Veja as outras fotos:

Promoting Walking


Tuesday, October 23, 2007

Engraçado, hoje fuçando alguns livros do meu flatmate aqui na estante de casa encontrei esse “The Mayor’s Transport Strategy”, publicado em 2001 pela prefeitura de Londres, assumida então por Ken Livingstone.

Quero frisar um ítem do capítulo 4, que fala especificamente sobre o aproveitamento dos espaços públicos para pedestres. Coisa que falei aqui embaixo nesse post

Vejam só o que está escrito: “London needs to be planned for the pedestrian.The pedestrian environment is an important aspect of the quality of life of those who visit, live and work in London. Providing for pedestrians and improving the attractiveness of walking is not just about providing and maintaining pedestrian facilities. It is about reducing the unpleasantness, inconvenience and danger caused by motor  vehicles, and by land uses and highway designs that are unsympathetic to pedestrians.” 

E continua…

“Promoting walking can provide significant benefits in environmental, social, heath and economic terms.” (…) “The Mayor, trough Transport for London and The London boroughs, and working with other relevant organizations, will aim to create and promotea connected, safe, convenient and attractive environment that encourages people to walk and enriches their experience of being out and about, making London one of the most walking friendly cities for pedestrians by 2015″. 

Para ver todo o conteúdo da estratégia, é só clicar aqui. Para baixar o PDF do capítulo 4, que mencionei nesse post, clique aqui.

Enquanto as ruas de Londres se enchem de turistas e moradores, fazendo compras, passeando, curtindo a arquitetura, etc, nas cidades do Brasil o planejamento urbano só envolve isso:

As empreiteiras agradecem…

No mapa…


Tuesday, October 23, 2007

Essa é a Roxy, em BH. O projeto é do arquiteto Fred Mafra e da designer Dinah Verleun. Não é porque é meu co-cunhado não, mas são projetos bacanas assim que acabam colocando cidades e lugares no mapa. E o reconhecimento vem.. Pois coisa boa não aparece sempre e nem em qualquer lugar…

Pois eis que alguns cool hunters britânicos, da The Cool Hunter “acharam” a Roxy, e publicaram um texto sobre a boate e o projeto,

” Say “Brazil” and most of us think of Rio, carnival, party and beach. But those who for some reason end up in the central Brazilian state of Minas Gerais, that has neither beach nor Rio, will be glad to know that party is alive and well here, too. In the state’s party-crazy capital of Belo Horizonte, the swankiest neighborhood is Savassi. And there, Roxy is making itself famous as the top chic night-club – not an easy feat in this city of bars and clubs.”

Roxy owners Robert Marent and Jajá Jácome gave local architect and DJ Fred Mafra creative freedom and he came up with a retro-futuristic madhouse. Enter the check-in tunnel, ask permission to enter, and you’ll half expect HAL’s “I’m afraid I can’t do that.” Luckily, HAL doesn’t work here and so the city’s sexy crowd is allowed into the naughty Red Lounge wallpapered in graphic designer Dinah Verleun’s crazy work, and into the eerily sterile Green Lounge that is more space ship than anything HAL ever controlled. The focal point of the circular main dance floor is the DJ’s preaching pulpit made of acrylic rock that pulses and changes color with the beat of the music. This is Discovery all over again. By Tuija Seipell.”

A última vez que eu ví BH no mapa internacional, foi nesse vídeo do Departamento de Estado Norte Americano, em 1949…

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Ocupando o que é seu…


Sunday, October 21, 2007

O espaço público foi feito para ser ocupado pelo público. Na Europa percebe-se claramente como essa noção do que o espaço público significa para as pessoas é diferente do Brasil. Se está lá, é para ser usado. Londres, por exemplo, é uma cidade onde o prefeito pega metrô e ônibus para ir trabalhar.


Ken Livingstone flagrado no metrô.

Me lembro uma vez de ver o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, em um carro com motorista, seguido por outro com seguranças. Uma comitiva em uma cidade de 2 milhões de habitantes…

Pergunto: O que faz Pimentel e, muito provavelmente, todos os outros prefeitos do Brasil diferentes de Ken Livingstone?

Respondo: A noção de coletividade e do que o espaço público representa…

Falta noção de coletividade a aqueles que estão definindo políticas públicas e planos gestores para as cidades no Basil. Essa noção errada do que é prioritário faz com que as cidades no Brasil virem grandes rodovias, para aqueles afortunados o suficiente que dirigirem um carro. O transporte coletivo e todos os outros espaços coletivos são colocados em segundo plano.

Todas as grandes obras no Brasil são obras viárias…

Enquanto isso na Europa e aqui em Londres, a população vive procurando formas bacanas de aproveitar os espaços públicos, como por exemplo, a Zombie Walk que aconteceu há 3 semanas atrás:

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Ou então o Mobile Disco, em sua sei lá qual edição, onde centenas de clubbers ocuparam a Turbine Hall na Tate Modern com seus MP3 players, e a transformaram em uma boate:

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Enquanto na Europa se brinca de zumbi e de dançar com seu mp3 player, no Brasil os brasileiros curtem seu espaço público assim:

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Democracia…


Friday, October 19, 2007

Esse blog, assim como inúmeros outros sites internacionals , são bloqueadas pelo firewall criado pelo governo chinês. O site Great Firewall of China, permite que você teste endereços web e cheque se o acesso a ele é ou não permitido dentro da China.

Provavelmente essa vai ser a mensagem que você vai receber…

China e Brasil

Há algum tempo atrás, o Senador Flexa Ribeiro (o mesmo que há 1 mês atrás sobrevoou de avião a fazenda PAGRISA, durante uma inspeção do Grupo de Combate ao Trabalho Escravo, e, segundo relatos, tentou intimidar os agentes do Ministério do Trabalho) foi o relator de um projeto de lei que limitaria o acesso no Brasil ao conteúdo gerado fora do país, assim como ocorre com a China. O projeto regulamentaria a distribuição de conteúdo em QUALQUER meio eletrônico, incluindo a Internet, limitando o acesso a conteúdo produzido por empresa que tivesse pelo menos 70% de capital brasileiro.

Flexa Ribeiro foi acusado de estar defendendo os interesses da Globo, que há época, já previa os prejuízos amargados pela conversão digital.

Informações sobre o projeto de Flexa Ribeiro pode ser acessado nos seguintes links:

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=451IPB008 http://www.sulradio.com.br/destaques/destaque_17150.asp

Update: Acabo de descobrir conversando com meu amigo Ricardo, o mesmo do “I can’t forget these things“, que o GreatFirewallofChina é um projeto da escola em que ele está se formando agora, o Sandberg Institute, em Amsterdam.

Dois ingênuos


Wednesday, October 17, 2007

Roberto Cabrini, achando que Mônica Veloso aprofundaria na entrevista e contaria tudo o que sabe, e Mônica Veloso, achando que Cabrini faria o papel de um bom relações públicas, perguntando apenas sobre as fotos para a Playboy e sobre seu futuro profissional.

Assistam a não entrevista na Bandeirantes:

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Interatividade?


Tuesday, October 16, 2007

No meu último post no Portal Scenta escrevo sobre o que é interatividade nos meios de comunicação, e como esse conceito, onde o usuário interage com o meio, já está ultrapassado, pois hoje o usuário é o meio…

“Interativos eram aqueles filmes em que você apertava um botão na cadeira do cinema pra decidir como seria o final. Ou enviar um email comentando um assunto sendo discutido na televisão, que depois seria lido pelo apresentador. Ou então, votar no seu clipe favorito na MTV”

(…)

“Porque votar em um videoclipe na MTV e esperar ansiosamente quando ele for mostrando, quando você pode brincar e fazer o que você quizer na hora que quizer com um videoclipe na Web, como o novo vídeo do Arcade Fire? Ou então procurar no Youtube, ou qualquer rede P2P o vídeo de Virtual Insanity, do Jamiroquai? Pesquisar, producer e filmar um POD pra ser transmitido na Current TV, e ser pago pra isso… Ou, digamos, criar, editar e trabalhar coletivamente no próximo videoclipe do Nine Inch Nails no Kaltura…”

O mundo, a TV, o cinema, a maneira de se consumir, e mais ainda, de se PRODUZIR mídia está mudando. Uma consequência imediata dessa transformação é a democratização. Ou corre e pega o bonde que já está andando, ou fica pra trás… Entendeu?

Radiohead


Monday, October 15, 2007

Acabei de comprar pela Internet o album novo do Radiohead. Paguei 25 pence + 45 pence da transação do cartão de crédito. Total de £0.70. A princípio pensei em dar uma de Espírito de Porco, e pagar 1 penny pelo album. Mas falei cá com meus botões… Quando compro um single em vinil, pago em torno de £1 ou £2, pra normalmente ter, em um bem material, 2 músicas.

Certamente poderia, assim como existe a possibilidade de fazer com outros tantos artistas, não pagar nada e apenas baixar o album por algum P2P. Mas é aqui que o Espirito de Porquice se torna óbvio, e você começa a ter conflitos internos quanto a sua moral… Os caras fizeram o album e te perguntam “Quer pagar quanto pra escutar?”, e você, tendo a opinião de pagar muito, mas muito pouco, ainda vai e não paga nada?

Bom, se você resolver pagar, você vai aqui nesse menu e escolhe quanto:

Após preencher os dados do cartão, aparece o link para o download, e é isso. Lí em algum lugar (procurei a fonte e não achei) que as vendas estão indo muitissimo bem, com income de algumas dezenas de milhões de dólares… Se você for levar em consideração que a grana inteira vai pra banda, e não tem gravadora na parada…

Mas esquecendo do lado comercial da coisa, já que, afinal, esse é um album de músicas… In Rainbows é excelente. Estou escutando nesse momento…

Para baixar, é só ir lá no site do Radiohead.

Mônica Veloso na Globo


Friday, October 12, 2007

Mônica Veloso, pivô do escandalo envolvendo o Presidente (licenciado) do Senado Renan Calheiros era apresentadora do DF TV. Jornal local da Globo no Distrito Federal. Esse vídeo mostra ela no comando do telejornal.

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E agora. Está na Playboy.

Achado no Telehistória.

O Muro


Friday, October 12, 2007

In Jerusalem, a female CNN journalist heard about a very old Jewish man who had been going to the Western Wall to pray, twice a day, everyday for a long, long time. So she went to check it out. She went to the Western Wall and there he was walking slowly up to the holy site. She watched him pray and after about 45 minutes, when he turned to leave, using a cane in a very slow fashion, she approached him for an interview.

“I’m Rebecca Smith from CNN. Sir, how long have you been coming to the Western Wall and praying?”

“About 60 years”

“60 years! That’s amazing! What do you pray for?”

“I pray for peace between the Christians, Jews and Muslims. I pray for all the hatred to stop and I pray for all our children to grow up in safety and friendship.”

“How do you feel after doing this for 60 years?”

“Like I’m talking to a fuckin’ wall.”

Achado no Orkut…

Globo vive crise histórica de público, poder e credibilidade


Tuesday, October 9, 2007

Publicado no Fórum Nacional pela Democratização da Mídia

04/10/2007 | André Cintra

A TV Globo amarga um desgaste histórico. Nenhum executivo da emissora chega a temer pela não-renovação das cinco concessões que expiram nesta sexta-feira (5). Mas nem essa convicção atenua a crise de uma Globo que: 1) perde audiência sem parar; 2) é cada vez mais contestada por movimentos da sociedade civil; e 3) já não ostenta tanto poder e credibilidade diante da opinião pública.

Não dá para dizer que, em curto prazo, a hegemonia da família Marinho na televisão brasileira esteja sob risco. Até a Record – que desbancou o SBT do posto de principal concorrente da Globo – assume que precisa de pelo menos cinco anos para alcançar a liderança de audiência. Ainda assim, dia após dia, estatística a estatística, a Globo decai.Essa constatação fica explícita na Grande São Paulo – área mais disputada pelas emissoras, onde cada ponto abrange 55 mil domicílios. A TV Globo encerrou o mês de setembro com vantagem de 11 pontos sobre a Record (18 x sete). Em relação a setembro de 2006, esses números revelam que audiência global despencou 11,8%, enquanto a Record ganhou 50,2%.

A guerra entre os dois canais se acirrou com a inauguração da Record News, na última semana, em cerimônia realizada em São Paulo. Visivelmente preocupada, a Globo apelou para o governo federal na tentativa de impedir a estréia da emissora de notícias. Evandro Guimarães, vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo, teve audiência com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e com outras autoridades ligadas ao Palácio do Planalto. Sua missão era impedir que a Record News entrasse no ar devido a “ilegalidades”. Fracassou.

O vexame maior se deu no dia da cerimônia da inauguração. Segundo informou Paulo Henrique Amorim no site Conversa Afiada, “a Globo fez uma pressão violentíssima, de última hora, sobre o Palácio do Planalto, para impedir que o Presidente Lula fosse à festa de lançamento da Record”. As armas da Globo: “detalhes técnicos minuciosos, que continha o argumento de que a lei impede uma rede de ter dois canais na mesma área”.

Como se viu horas depois, o ataque final foi infrutífero, e o presidente da República inaugurou a emissora. As “pressões de bastidores” perderam o peso que tinham nos tempos em que a Globo era capaz de arquitetar resultados eleitorais e guiar ações do Congresso.

Programas em baixa

São visíveis os sinais de que o público depende menos da Globo para se informar e se distrair. A debandada atinge novelas (carro-chefe da audiência global), futebol (sobretudo seleção brasileira), seriados, atrações semanais (como Linha Direta, Fantástico e Esporte Espetacular) e a programação da manhã.

Do primeiro ao último capítulo, Paraíso Tropical – que foi ao ar até sábado (29/9) – teve média geral de 42,8 pontos. Entre as “novelas da 8″ que a emissora exibiu nesta década, trata-se do segundo pior desempenho – o típico “fiasco de público”. Não atingiu a meta mínima de 45 pontos, estipulada pela Globo. Mais inferior ainda foi a sucessora, Duas Caras, que teve a pior estréia da década, com 40,3 pontos no primeiro capítulo – e caiu mais quatro pontos no capítulo seguinte.

“A comparação das audiências regionais da Globo evidencia que a novela da oito, líder na média nacional e nas principais capitais, não é uma unanimidade”, explicou Daniel Castro na Folha de S.Paulo. Segundo o jornalista, Paraíso Tropical teve “rejeição nas cidades do interior” – situação com que poucas vezes a Globo teve de lidar.

Malhação é outro exemplo de programa global em queda livre. Na média, foram 32 pontos em 2004, 31 em 2005, 29 em 2006 e apenas 25 em 2007 (janeiro a setembro). O despencar da atração levou a Globo a antecipar o final da temporada de janeiro para novembro.

Também o Fantástico, líder de audiência aos domingos, decresce programa a programa – já caiu cinco pontos de agosto a setembro. O cenário mudou. Reportagens “especiais” foram feitas na reta final da novela das 8. Nada resolveu. “Deve haver uma soma de fatores influenciando esse relativo desinteresse do público”, escreveu a crítica de TV Bia Abramo. “Mas será que para isso também não concorre simplesmente um envelhecimento fatal da fórmula?”

E aí está o segredo da TV Record. A emissora do bispo Edir Macedo chupa o “padrão Globo de qualidade”, seja no jornalismo, seja na teledramaturgia. Mas tempera isso com ousadia e ritmo próprios, aproximando-se do interesse dos jovens espectadores.

A reação

Uma verdade: a Globo, no cômputo geral, ainda tem mais público que a soma de Record e SBT. A diferença, no entanto, vai diminuindo. Em 2000, metade dos espectadores sintonizava a Globo. Atualmente, sua audiência não passa de 43% – e a emissora já começa a correr para reverter o declínio.

No começo de setembro, mandou a anunciantes um documento de 14 páginas exclamando uma “destacada liderança em todo o Brasil”. Segundo Daniel Castro, a iniciativa foi interpretada no mercado “como uma demonstração da Globo de preocupação com o marketing e com o crescimento de audiência e comercial da Record”.

Uma semana depois, o 7º Encontro Globo de Criação não se restringiu a seu tema habitual – o estudo de programas novos para especiais de fim de ano. O principal ponto em debate foi justamente a audiência perdida para outras emissoras, outras mídias e até para a apatia do espectador.

A disputa pelo público matutino é a prova maior do desprestígio da Globo, ameaçada pelos desenhos do SBT e pelo interessante programa Hoje em Dia, da Record. A emissora carioca já patinou várias vezes num terceiro lugar no período da manhã, expondo a decadência de estrelas como Ana Maria Braga e Xuxa.

Quem dera fosse só de manhã. Na noite de 12 de junho deste ano, a Globo estreou a esperada microssérie A Pedra do Reino – uma das apostas da emissora, e um sucesso de crítica. Ficou novamente atrás da Record (22 pontos com O Aprendiz) e do SBT (16 com o filme Lara Croft – A Origem da Vida). A microssérie registrou 14 pontos.

Sob ataques

O desgaste da maior emissora do país se reflete no Congresso Nacional e nos movimentos sociais. Lá como cá, as manifestações e os discursos anti-Globo se multiplicam. Em defesa do canal, pode-se dizer que houve protestos contra outros veículos, como o ato do Movimento Sem-Mídia à frente da Folha de S.Paulo e da UJS (União da Juventude Socialista) diante da Editora Abril. A Globo, ainda, assim, “lidera” o ranking da indignação.

Em 19 de setembro, o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) foi à tribuna da Câmara e, de forma irônica, propôs a criação do Partido da Imprensa – com Arnaldo Jabor de presidente, Miriam Leitão como secretária-geral e Diogo Mainardi na tesouraria. O mesmo parlamentar voltou ao plenário neste mês de outubro e acusou o diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, de “falsificador” de informações.

As queixas generalizadas contra a emissora da família Marinho culminam, nesta sexta-feira, em manifestações lideradas pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) – A Jornada Nacional de Lutas pela Democratização dos Meios de Comunicação. Com eventos marcados em 15 capitais, entidades como CUT, UNE e MST exigirão mais rigor e controle público na renovação de concessões de rádio e TV.

São as grandes redes – Globo à frente – que estão no centro da contestação. Uma manifestação cultural chamada Globo Mente tomará o Rio de Janeiro. No Recôncavo Baiano e no Recife, comunidades quilombolas sairão às ruas para denunciar as difamações promovidas pela emissora. Os quilombolas da Bahia incentivarão o povo a não ver a programação da Globo durante o dia.

É difícil que as cinco afiliadas globais percam sua licença. Um decreto de 1963 permite a renovação automática das concessões enquanto o Congresso não aprecia a questão. Mesmo que o caso chegue lá, dois quintos do Congresso Nacional precisam aprovar a não-renovação em votação nominal. Mas, legislação à parte, a confiabilidade da TV Globo nunca esteve tão à prova.

FHC no Hard Talk


Monday, October 8, 2007

FHC foi entrevistado recentemente pelo programa Hard Talk da BBC. Essa é uma compilação do que considero os melhores momentos… Não lembro de ter visto FHC confrontado de tal forma na imprensa brasileira. A Imprensa brasieira e os políticos (de centro direita) são velhos compadres… Um vive afagando o outro…

Uma nota minha. Algo que não existe no Brasil, e que poucos políticos estariam preparados ou dispostos a fazer, seria se sentar a frente de um jornalista que colocasse as questões dessa forma. Jornalismo existe pra isso. Pra questionar. Confrontar. E não para amaciar e ajudar…

Divirtam-se com FHC…

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A entrevista completa, e a matéria da BBC Brasil, pode ser encontrada aqui.
Lula também deu uma entrevista ao HardTalk há algum tempo, ela pode ser vista aqui.

I just can’t forget these things


Friday, October 5, 2007

Vídeo excepcional do meu amigo Ricardo, com música excepcional do Digitária.

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A personal take on my life in Amsterdam and the pills of wisdom once whispered by my parents that every now and then come back into into my mind.

Direction:
Ricardo Portilho

Camera:
Ricardo Portilho
Vitor Peixoto

Editing:
Ricardo Portilho

Music:
composed and performed by Fabiano Fonseca (Digitaria). Recorded at Andar Estúdio, Belo Horizonte/Brazil.
Mixed by Daniel Albinati (Digitaria).
www.digitariamusic.com.br

Thanks to:
Dima Stefanova
Henk Groenendijk
Amir Admoni
Eduardo Recife
Rob Schroder
Vitor Peixoto
Xanda
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Amsterdam. Zomer. 2007

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This movie was produced within the scope of the project Kosmopolis goes Global, dealing with how immigrant young artists deal with family and frienship being away from home.
With the support of Stichting Kosmopolis, The Netherlands.