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Archive for July, 2007


Scenta e chora


Tuesday, July 31, 2007

Mais um post (depois de muito tempo sem escrever) no meu Film Blog do portal Scenta. O tema dessa vez são essas pessoas que tem uma câmera de X mil dólares, mas não sabem contar uma história. Divirtam-se…

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TV 2.0 no Estadão


Monday, July 30, 2007

Dei uma entrevista há algumas semanas atrás pro Filipe Serrano, do Estadão. E a matéria (excelente, por sinal) saiu hoje no caderno Link.

Reproduzo um trecho:

No Brasil e no exterior, canais pagam por vídeos de internautas
Filipe Serrano

“Mídia no Brasil é sinônimo de controle.” A crítica ácida vem do jovem documentarista Daniel Florêncio, de 27 anos, e reflete uma experiência vivida por quem trabalha com a produção audiovisual. Mas a barreira começa a mudar com as portas abertas por sites de vídeos que até chegam a remunerar os filmes mais acessados.

Formado em Rádio e TV no Brasil, Daniel encontrou seu espaço depois de ter feito mestrado no Reino Unido. Seu documentário A Brazilian Immigrant - “que trata da maneira com que os brasileiros são vistos e recebidos por oficiais de imigração ingleses”, segundo ele mesmo - chegou a participar de festivais de curtas na Europa. Com a notoriedade, Daniel foi convidado a produzir os primeiros vídeos para a filial inglesa da emissora americana Current TV.

A proposta da Current é ter um terço da programação feita por usuários. As
pessoas enviam vídeos para o site www.current.tv e os mais votados vão ao ar, na TV. Os selecionados ainda recebem uma bolada de US$ 500. “O objetivo é democratizar a televisão ao dar o poder de criação aos jovens adultos entre 18 e 34 anos”, diz a assessoria da emissora.

Para Daniel, o modelo é libertador e democrático. “A produção gerada pelo usuário não veio pra substituir a o trabalho profissional. Veio para acrescentar. Traz novas perspectivas, novas abordagens e novas estéticas”, afirma. (…)

Sobre outro assunto, mas ainda extremamente próximos, reproduzo post do Blog do Luiz Nassif

O anti-lulismo e a anti-mídia

A entrevista de Roberto Civita ao Jornalistas&Cia comprova a máxima: de onde nada se espera, nada vem. O que se tem, de um lado, é a grande imprensa apostando na radicalização. Perdeu o poder de derrubar presidentes; manteve o poder de influenciar amplas camadas na classe média.

É uma orquestração, que persiste há algumas décadas, e que só agora começa a sofrer algumas trincas dos novos meios de comunicações.

Há os veículos-âncora, que dão o tom e o toque. No momento, é o “Jornal Nacional”, jornal “O Globo” e a “Veja”. Depois, um subconjunto de grandes veículos que repercute: o “Estadão”, que, de qualquer forma, ainda tem uma linha própria; e a “Folha” que há alguns anos abriu mão de ser âncora para ir a reboque da “Veja”. De vez em quando se sente a “Folha” tentando recuperar o espaço perdido. Como o espaço que deixou não foi ocupado por ninguém, um pouquinho de racionalidade e de capacidade de pensar grande poderá trazê-la de volta ao eixo original.

Parte relevante dos colunistas políticos, e até de Variedades, continua prisioneira da “síndrome da indignação”. É uma armadilha que sempre pega gente mais insegura. O sujeito quer se identificar com seu leitor. Para tanto, tem que demonstrar indignação, indignação e indignação. Não lhe ocorre trazer explicações, análises. O que vale são os decibéis, que o igualam ao leitor. Tem audiência. No tempo de FHC, lembro-me de conversas com alguns colegas – que batiam diariamente em FHC – e que diziam que, no dia em que ficavam mais calmos, os leitores reclamavam.

Esse estilo me embrulha o estômago há muito tempo. Não existe nada mais fácil e demagógico do que a indignação reiterada. A indignação é virtuosa quando isolada, quando a pessoa identifica um fato não notado e expressa sua indignação. É a maneira de chamar a atenção para o que não foi visto, é a expressão da surpresa, do espanto ante o inusitado. Quando se entra no “coral dos indignados”, na maratona de quem consegue ficar por mais tempo indignado, perde a nobreza, torna-se demagógica, previsível.

***

Não sei quanto tempo irá levar nessa situação. Concretamente, o que está ocorrendo é uma radicalização cada vez maior entre esse público da grande mídia e um amplo espectro que poderia ser denominado de anti-grande mídia – que, temo eu, seja mais amplo do que o arco lulo-petista, porque engloba pessoas que entenderam que não pode existir poder absoluto em um governo, mas também não pode existir na mídia.

Em uma sociedade de massa, a arrogância é veneno na veia. Sérgio Motta, grande político e brasileiro, tornou-se alvo quando seu estilo foi confundido com arrogância; Fernando Collor foi derrotado muito mais pela arrogância do que pelos abusos; FHC criou uma enorme resistência, muito mais por sua arrogância intelectual do que pelos seus atos; José Dirceu foi defenestrado quando permitiu que se disseminasse a imagem do super-poderoso.

Pois é essa mesma mídia, que nas últimas décadas, providenciou essa caça-ao-arrogante, que se deixou cair na armadilha da arrogância. Cada forçada de barra, cada manchete escandalosa, cada crítica mal-posta cria anti-corpos na hora – é só ler os comentários aqui no Blog.

Por outro lado, cada manifestação desse público midiático provoca uma contra-manifestação em igual ou maior força do público anti-midiático. E ai se complica. Os dois lados estão fervendo, radicalizados. Está-se criando um fosso no país, mesmo tendo na presidência da República um político fundamentalmente contemporizador.

***

O que ocorrerá, se esse clima persistir até as próximas eleições? Primeiro, inviabilizará qualquer candidatura de consenso. Candidatos que poderiam montar um grande arco de alianças de centro-esquerda serão expulsos do jogo. Havendo a radicalização, o candidato lulo-petista será aquele que desfraldar a bandeira anti-mídia: Ciro Gomes ou Roberto Requião. E o resultado será o confronto, que poderá ocorrer antes, durante ou após as eleições.

São tão óbvios esses desdobramentos que às vezes fico pensando em que país vive Roberto Civita.

PS - Não se minimize a notável contribuição a essa fogueira da falta de iniciativa do governo Lula

Minha nota: A toda ação vem uma reação. Se a grande mídia radicaliza de um lado, pra haver balanço, radicaliza-se do outro. Sorte a nossa que hoje existem meios de se fazer esse balanço. Em 1964 um presidente trabalhista caiu por não haver balanço algum. No mais, se a grande mídia realmente trata seu negócio como negócio, há de perceber a perda de público e de receita. Órgãos noticiosos que perdem credibilidade perdem o seu maior bem. E, a cada dia abre-se um vácuo, cada vez maior para um órgão de mídia democrático, responsável, e balanceado. Há uma demanda enorme, com pouquissimos fornecedores. Sõ não vê quem não quer.

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Cansei…


Sunday, July 29, 2007

Reproduzo aqui dois posts do Blog do Mino Carta, sobre a recente manifestação em SP, e a campanha ‘Cansei’. Antes de colar os posts do Mino, eu tenho que dizer que EU é quem me cansei de toda essa gente que se cansa de tudo, menos de seus privilégios conseguidos as custas de um país com um dos piores índices de distribuição de renda do mundo, e de uma mídia, que se presta apenas a dar voz a esses infelizes…

26/07/2007 19:30Cansei

Estou empolgado com o movimento “Cansei”, “que pretende expor a indignação dos brasileiros em relação à crise aérea, a violência e outros problemas do País”. Nasce da aliança entre o presidente da OAB de São Paulo, Luis Flavio Borges D’Urso, e do “organizador de eventos”, João Dória Jr., aquele rapazola de cabelo engomado que consegue obrigar a fina flor do empresariado a vestir os trajes de Indiana Jones para participar de tertúlias promovidas em lugares aprazíveis. Representantes da Fiesp e da Associação Comercial de São Paulo compareceram ao lançamento do movimento, hoje de manhã, na sede da OAB paulista. Ah, a indignação dos nossos graúdos… Não se indignaram com a criação de um Estado que pretendia ser liberal sem sê-lo e da construção de uma democracia sem povo. Não se indignam com o fato de que apenas 5% da população brasileira ganhe de oitocentos reais para cima. Impassíveis, transitam diante das favelas na cidade que ostenta a maior frota de helicópteros do mundo. Ou, por outra, não se indignam com seu próprio comportamento, anos, décadas, séculos afora.

Ele continua em um segundo post:

A MarchaEstamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade. Agora passa a se chamar Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Trata-se de uma fórmula mais elaborada, mais complexa, mas os objetivos são os mesmos. O movimento foi lançado pela OAB de São Paulo, e conta com o respaldo de figuras importantes da Fiesp e da Associação Comercial paulista, e com a divulgação de televisões e rádios, por ora não melhor especificadas. A idéia inicial faísca no escritório de João Dória Jr., o Iconoclasta Mor, aquele que destruiu a pauladas o monumento dedicado a Cláudio Abramo, o grande jornalista, em uma pracinha do Jardim Europa. Ali desceu o Espírito Santo, e iluminou os primeiros carbonários da grana, unidos em torno do slogan: Cansei. Uma campanha publicitária, oferecida de graça por Nizan Guanaes, gênio da propaganda nativa de inolvidável extração tucana, mais badalado entre nós do que George Clooney no resto do mundo, insistirá em peças destinadas a expor o pensamento dos graúdos envolvidos: “cansei do caos aéreo”, “cansei de bala perdida”, “cansei de pagar tantos impostos”. É do conhecimento até do mundo mineral a quem esses valentes senhores atribuem a culpa por os males que denunciam: nem é ao governo como um todo, e sim ao Lula, invasor bárbaro de uma área reservada aos doutores. Mas o presidente da OAB paulista, certo D’Urso, diz que o movimento não tem conotação política. Enquanto isso, às sorrelfas, o pessoal pede instruções aos mestres. Alguns ligam para Fernando Henrique Cardoso, outros para José Serra. São os derradeiros retoques da tucanização da elite brasileira, a mesma que sentou-se em cima de um tesouro chamado Brasil e só cuidou de predá-lo, com os resultados conhecidos. Incompetência generalizada, recorde mundial em má distribuição de renda, baixo crescimento, educação e saúde descuradas até o limite do crime, miséria da maioria etc. etc. Acorda Lula, chama o teu povo.

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Bonde do Rolê


Friday, July 27, 2007

Ha algo em torno de 1 mês atrás, tava gravando o clipe de Sister do Wry na casa do Mário Bross e do Lu ( a casa foi uma das locações ), e enquanto fazia um teste de enquadramento com meu celular na cozinha, o Mário soltou uma piadinha que ficou registrada. Por conta própria, resolvi colocar o vídeo no Youtube… Só por colocar…

Eis que pra minha surpresa, ha alguns dias atras, o Mario me manda o link de um Blog, comentando o tal video e a repercussao que aparentemente ta rolando ai em alguns blogs e forums da vida e no Orkut, onde o Gorky, do Bonde, postou a seguinte mensagem:

Sério mesmo, última vez que falo de wry aqui… Se o cara não gosta da gente, tudo bem, ele é trabalhador, é amigo de todo mundo (Ash, Klaxons, Rakes, Subways), té lutando (há, no mínimo, uns 10 anos) pelo espaço dele. Sabe, ninguém leva em consideração que ele, um cara do interior, jogou tudo pro alto há uns 8 anos pra vir trabalhar de entregador de flyer/vendedor de Big Issue na frente do metrô só pra correr atrás do roque do coração dele. Tanto que conseguiu! Um dos amigos dele, o Ash, garantiu um opening slot em um dos 10 shows aqui em Londres - e fico feliz por isso! Porque, porra, é o ASH, super mega banda que fazia sucesso há 10 anos! Woo hoo! Temos que celebrar o fato! É claro que eu iria ficar puto também se uma banda de 3 mezzo curitibanos chegasse e fizesse 10x mais do que ele, com menos de 2 anos de banda, fazendo qualquer coisa como música e ganhando 4 de 5 estrelas do Guardian. Então, assim, peço pra todo mundo não falar mais do Wry em vão, já que eles são a prova viva de que viver de música não é fácil! Morreu aqui, beijo no coração de todos!

Ao que o Mario, do Wry, respondeu no perfil do Gorky:

1. Se liga, nenê Gorky, essa estória de inveja não cola, pois eu adoro o CSS; 2. Nunca sofri com rock na minha vida, nunca vendi flyer ou Big Issue; 3. Tenho o maior respeito por vocês e CSS terem estourado, foi ótimo para o Brasil também, mas o som de vocês não me toca, não gosto mesmo, vocês deveriam abrir o leque… Como o povo da comunidade de vocês acertou, assim como odeio pepino, odeio Franz, odeio Bonde; 4. Aquele vídeo meu só fui ver muito depois de vocês; 5. Estrelinhas no Guardian nunca vão me comover. Parabéns, mas o som que eu amo de paixão nunca estará na capa da NME - infelizmente; 6. Sou sincero com o que faço, espero que vocês também sejam; 7. Foda ter gente defendendo Wry na própria comunidade né?

Bom… A brincadeira foi minha… Não do Mário… Eu não odeio o Bonde do Rolê. Inclusive já assisti eles ao vivo no Skala. Também não achei eles sensacionais. São divertidos. Creio que foi isso que o Mário quiz dizer também… Mas independente do que o Mário acha ou deixa de achar, pela reação do Gorky, percebe-se que pra uma banda que começou com uma brincadeira, ele está se levando muito a sério ultimamente…

A única coisa que eu posso falar é: Solta o frango e vem com a gente!

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Fazer o que?


Tuesday, July 24, 2007

Confesso que tive um misto de surpresa e tristeza com os comentários ao meu artigo no Observatório. Não que esperasse que ninguem concordasse comigo, apesar, de mesmo parecendo que não, acho que a maioria concorda em linhas bem gerais… Mas a impressão que deu foi que ninguém leu o texto inteiro, prendendo os comentários ao que foi dito nos primeiros 4 parágrafos.

Não existe 1 comentário sequer tratando do objetivo do meu texto, que é discutir a entrada das teles no mercado de distribuição e o lobby da Globo pra impedir… 1, sequer…

Enquanto o discurso for ficar nessa de “A Globo tem que acabar!”, “A Globo é responsável por todos os problemas do país”, e continuarem não lendo artigos inteiros e não discutindo o que tem que ser discutido, a democratização da mídia no país vai demorar muito mais pra acontecer do que vem demorando…

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Capa


Monday, July 23, 2007

Meu artigo sobre a Globo e as Teles é capa hoje no Observatório da Imprensa, ó só que bonito:

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Governo Vs. Globo


Saturday, July 21, 2007

Achei hoje no sempre ótimo Blog dos Blogs:

Gesto do governo foi para a Globo

Ontem a turma do deixa-disso saiu a campo. E o assessor especial do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, soltou nota desculpando-se pelo gesto considerado obsceno que foi flagrado fazendo em seu gabinete - bater por três vezes a palma da mão direita, aberta, sobre a mão esquerda fechada - por um cinegrafista da TV Globo. A Comissão de Ética do governo também anunciou que vai analisar o caso.

Ponto. Ficamos por aí. Quando muito, a comissão pode soltar uma advertência pública. Mas, intramuros, Marco Aurélio Garcia está sendo festejado por seus colegas de governo. Com o gesto, expressou apenas uma raiva que todos os governistas, especialmente a turma do PT, está sentindo em relação à imprensa, e principalmente em relação às Organizações Globo, à revista Veja e ao jornal O Estado de S.Paulo, que se comportam como estando em campanha aberta contra o presidente Lula.

Ninguém vai dar nome aos bois explicitamente. Mas a própria nota de Marco Aurélio deixa pistas, quando ele explica o seu gesto como “de indignação”, argumentando que “importantes setores dos meios de comunicação não hesitaram, poucas horas depois do acidente, em lançar sobre o governo a responsabilidade da tragédia de São Paulo”.

Essa também foi a interpretação do pessoal da Globo, quando decidiu colocar no ar o gesto de Marco Aurélio Garcia: já que ele pretendia agredir a emissora, vai ter que ouvir a voz da oposição pedindo a sua cabeça. Será mais um na corda bamba sustentado por Lula.

Um cabo-de-guerra que tanto o presidente Lula como a cúpula do PT estão dispostos a enfrentar. No fundo, Lula e o PT acham que a briga com as Organizações Globo coloca o governo numa posição de vítima que, eleitoralmente, pode acabar trazendo dividendos em 2008 e 2010. O gesto de Marco Aurélio Garcia foi o marco de uma guerra que já estava declarada.

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A Globo e as teles


Thursday, July 19, 2007

Só pra constar… O meu artigo, “O plim de antes e o plim de hoje”, onde falo sobre a construção da credibilidade da Globo e da atual batalha no Congresso entre ela e as empresas de telecomunicações, que foi publicado aqui e no No Caso, Senhor pela primeira vez, foi publicado no Observatório da Imprensa na 3a feira.

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Post 1000


Tuesday, July 17, 2007

Diferente do Romário, que custou a fazer o seu gol número 1000. Fazer o meu post número 1000 não é tão difícil. Eu posso simplesmente escrever qualquer bobagem aqui (como esse post) e pronto. Tá feito o meu post número 1000.

Mas no meu caso, o post 1000 não vai ter livro, nem camiseta comemorativa pra eu faturar um cobre igual ao Gol 1000 do Romário. Vai ser uma comemoração solitária e sem retorno financeiro, desse blog que começou com uma brincadeira pessoal…

Mas não posso dizer que esse é um blog livre!! Ele também sofre censura e pressão! Já tive que apagar diversos posts que mencionavam ex-namoradas, porque as atuais ficavam com ciúmes… Apaguei posts que criticavam políticos, porque eles foram reclamar com meus ex-patrões, e eu fiquei com medo… Já tive que apagar críticas a determinadas figuras, que depois, descobri que liam meu blog, e não ia pegar bem… Já tive que apagar textos imensos, porque depois de rele-los pensei comigo “como posso escrever tanta besteira?”… Enfim… Foram muitas emoções…

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Vaias ensaiadas


Sunday, July 15, 2007

Ainda sobre as vaias ao presidente na abertura do Pan, achei isso hoje no Blog dos Blogs

Em resumo, dizem que o César Maia arquitetou as vaias, pra criar um factóide. Em se tratando dum PFLista, não duvido de nada… Ele enviou um vídeo do ensaio do PAN, onde, claramente, as vaias também foram ensaiaddas… Abaixo o texto do Blog dos Blogs:

Vaias ensaiadas?

O deputado Doutor Rosinha (PT-PR) está distribuindo um email com o seguinte vídeo:

Ele afirma:

“Vaia a Lula foi ‘ensaiada’ na véspera da abertura do Pan

:: Vídeo mostra vaia durante ensaio de voluntários na quarta (11/7). Deputado Dr. Rosinha (PT-PR) lista indícios de que César Maia (DEM) tenha produzido um “factóide grave” contra Lula. Decreto do prefeito do Rio abona falta de servidores que são voluntários do Pan-2007 ::

Um vídeo gravado na noite da última quarta-feira (11/7), dois dias antes da abertura dos Jogos Pan-Americanos, revela que voluntários e convidados já vaiaram à menção ao nome do presidente Lula, durante ensaio da cerimônia.

Disponível no Youtube, o vídeo, de 53 segundos, foi gravado no anel superior das arquibancadas do Maracanã. Imediatamente após os locutores anunciarem o nome de Lula, em espanhol e em português, vaias são ouvidas.

Vetado à imprensa, o último ensaio teve a participação de voluntários, que receberam convites para distribuir a familiares e amigos.

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) vê indícios de que o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM, ex-PFL), tenha organizado uma claque para aplaudi-lo e para vaiar o presidente da República na abertura dos jogos.

“Além desse vídeo, há uma série de outros indícios de que a Prefeitura do Rio de fato buscou criar um factóide contra Lula, o que é grave em função da repercussão internacional do evento”, afirma Dr. Rosinha.

Lendo o texto do Blog dos Blogs, procurei pelas reações da família Maia… E não é que o discurso estava prontinho pra justificar as vaias?

No mesmo Blog dos Blogs, quando questionado, Rodrigo Maia respondeu:

“O problema é o apoio que o presidente Lula tem manifestado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), declarações que ele tem dado, como esta de que o ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PE) caiu por culpa das elites. Essa proximidade com a corrupção não está se refletindo agora nas pesquisas, mas já está na cabeça da pessoas. É isso que provocou as vaias, e eles não estão se dando conta.”

E no site do PFL (agora Democratas), não hesitaram em usar o mesmo discurso, com pai e filho explicando as razões das vaias, pra quem quizer comprar a versão deles:

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Lula, as vaias, e a falta de educação.


Saturday, July 14, 2007

Ontem, na abertura megalomaníaca dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, o presidente da República foi vaiado sempre que seu nome era mencionado, ou sua imagem aparecia no telão.

Eu, que assistia a transmissão ao vivo, confesso que toda vez que isso ocorria, me sentia constrangido. Mais constrangido ainda, quando, ao se posicionar a frente ao microfone para declarar os jogos abertos, ele foi cortado pelo cerimonial, para evitar mais vaias, e os jogos acabaram sendo oficialmente inaugurados pelos presidente do COB.

O constrangimento hoje se mistura com receio de que boa parte da população que veja essas cenas, possam a interpretar como um ato de protesto ou revolta. Estranho é ver tal reação quando os índices de popularidade do presidente e de aprovação do governo estão altos.

Poderia tentar relacionar as vaias a parcela da população que tem poder aquisitivo alto, que estão no topo da escala social, que puderam pagar os caríssimos ingressos ( variavam de R$100 a R$250) da abertura do Pan. Mas as últimas eleições provaram que, mesmo tendo popularidade mais alta nas camadas mais pobres da população, ele obteve bastante votos nas camadas mais ricas também…

Do alto de toda a experiência dos meus poucos anos de vida só consigo enxergar um motivo para as vaias: pura e simples falta de educação e respeito. E para piorar, falta de educação e respeito de uma parcela da população com poder aquisitivo alto, o que evidencia ainda mais para a tristeza do nosso Brasil varonil, o que nunca foi novidade: dinheiro não traz cultura nem educação para ninguém.

E é fácil entender essas interações sociais de massa… Apesar de toda a abertura ter sido um espetáculo de muito bom gosto, explorando os compositores clássicos brasileiros, musica popular, elementos carnavalescos, ela foi toda realizada dentro de um estádio de futebol, e o público alí, em certos momentos, se comportavam como torcedores… Vaiar um presidente da república, nesse contexto, funciona como ato de rebeldia, “Alá! Alá! Vamo gritar! Vamo xingar! Vamo vaiar! Hahahaha!“, da mesma forma que a mãe dos juízes de futebol, bem, coitadas…

Sobrou até pro representante do Comite Panamericano, um mexicano, que ao falar em espanhol para a platéia, “Hoy, estamos acá...”, ouvia um grande “Oooooooooooooiiiiiiii!” como resposta…. “Hoy, un sonho se concretiza….“, e a platéia “Oooooooooooooooooiiiiiiiiii!

Imagino os presentes dialogando: “Alá! Alá!! Ele vai falar hoy de novo! Ele falou! Ele falou! Vamo lá! Vamo lá! Ooooooooooooooooooooiiiiii!”

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O plim-plim de antes, e o plim-plim de hoje.


Wednesday, July 11, 2007


É inegável a contribuição da Rede Globo para a cultura brasileira. A hegemonia do canal na TV Brasileira não veio a troco de nada. O alto investimento em talento nacional, em autores nacionais, músicos, em produções brasileiras foi o que garantiu por décadas a fio a manutenção e produção de conteúdo brasileiros na TV que pudesse fazer frente a poderosa competição norte-americana.

Creio não ser exagero dizer que foi graças a Globo que hoje somos menos ‘colonizados” do que seríamos sem ela. O profissionalismo, criatividade e originalidade da Globo e seus profissionais, quando contraposto ao dito “instinto” de Silvio Santos e seu SBT ( que nada mais faz que copiar formatos de programas popularescos norte-americanos, ou preencher sua grade com enlatados norte-americanos ) deixa clara o porque da preferência dos espectadores pela Globo, e o porque de sua liderança desde praticamente a sua criação.

A Globo é hoje a empresa que coleciona os melhores profissionais. Os melhores roteiristas, diretores, cameras, tecnicos de som, iluminadores, atores, e por aí vai… O fruto do trabalho desses profissionais renderam as novelas, as séries, telejornais e programas de auditório que fizeram e ainda fazem parte do imaginário coletivo brasileiro…

Obrigado TV Globo. Esse obrigado é sincero. É tão sincero que esse foi o tema de um dos meus papers do meu Mestrado na Univ. of Wesminster. Ganhei nota máxima. Distinction. Os ingleses adoraram a idéia desse baluarte da defesa da cultura brasileira, sustentado no profissionalismo e no investimento no talento nacional.

Mas o mundo gira. Os tempos mudam. Novas tecnologias surgem. E o que foi bom para o Brasil por décadas, hoje já se mostra limitador, antiquado e incoerente com o estágio democrático e de desenvolvimento em que o país se encontra.

Toda a qualidade do investimento dos idealizadores da TV Globo garantiram a ela a confiança dos telespectadores. Confiança essa que, em se tratando de um meio de comunicação de massa, transforma-se instantaneamente em poder. Poder esse que ao longo de sua existência foi e ainda é utilizada para moldar a opinião pública através de seus telejornais. Poder esse que torna o canal capaz de influenciar eleições presidenciais, e que faz de seus donos, não apenas empresários de comunicação, mas agentes políticos no país. Não é segredo para ninguem todas as intervenções da Globo nos processos democráticos no Brasil:

- A hesitação em cobrir o mo