Uma das coisas boas de se morar no exterior é não ter contato com a Revista Veja. A Bíblia da classe média brasileira. Poisé… Mas as vezes, esse contato é inevitável. E no meu último, eu juro que eu rolei de rir da afirmação na capa… Vejam só:
Copio aqui o comentário do Imprensa Marrom, onde achei a capa: “Não há brancos, negros, orientais, árabes, índios, esquimós… Nada disso! Segundo a manchete de capa da revista Veja, NÃO HÁ RAÇA. Vamos repetir: NÃO HÁ RAÇA.”

June 17th, 2007 at 11:30 pm
Oi, tudo bem? finalmente consegui ler seu blog. Entao, eu não sou biologa, nem nada, mas sempre aprendi nas minhas aulas de antropologia que raça era uma ´social construction´que nao fazia sentido biologico. Pelo que eu me lembro, somos uma espécie de grande variedade phylogenetica (nao sei se fala assim, em ingles phylogentic variability), mas de uma única ´raça´: humana.
June 18th, 2007 at 1:30 am
inclusive, no brasil, raça, socio-historicamente falando, é coisa de preto.
É (hoje menos, talvez) bastante incomum utilizar o termo “raça” pra designar o homem branco. O termo, durante nossa breve história, serviu para diferenciar colonizados dos colonizadores.
Vi a defesa dessa tese, por uma professora de historia (muito boa) no congresso que a Silvia Capanema organisou sobre “democracia racial” em bruxelas. A analise muito bem feita, vem ilustrada com documentos que atestam o uso da palavra com esse valor “denegrido”…
Ia ser ótimo se a gente pudesse extinguir as raças apenas pelo argumento genético/biológico. paz no mundo. Raças existem indiscutivelmente na cabeça (e nas ações) das pessoas…