Archive for June, 2007
Filmobile
Thursday, June 28, 2007
Meu post de hoje no Scenta.co.uk é sobre o FILMOBILE. Projeto do meu amigo Max, que visa a gerar um debate e troca de idéias em torno da produção, linguagem e distribuição de conteúdo produzido em e para telefones celulares.
Max está se tornando uma autoridade no assunto, e me convidou para ser um dos speakers no evento de amanha. Hoje estou preparando minha apresentação.
Hoje ele me deu a notícia que está conversando com o pessoal do Mobilefest no Brasil, e estão programando algo juntos para daqui há alguns meses…
No Mínimo
Thursday, June 28, 2007

O site de colunismo No Mínimo, que hoje é hospedado no IG não teve seu contrato renovado e deixará de ser atualizado pelo portal. O site, que foi um dos primeiros do gênero na internet contam com nomes como Zuenir Ventura, Pedro Doria, Tutty Vasques, Xico Sá, Guilherme Fiuza, etc…
O ombudsman do IG ficou ocupado nesses últimos dias com tal decisão, recebendo críticas de internautas, e cobrando uma posição do IG e do próprio NoMínimo. Ele recebeu uma resposta do Diretor de Conteúdo do IG, Alexandre Barreto:
“1) O encerramento da parceria com o site NoMínimo se deve ao fato de que ela não era financeiramente rentável. O iG vinha investindo há mais de três anos no site, um ano e meio especificamente no iG e outro tanto no iBest. Neste longo período de insistência, as receitas obtidas com o site não remuneravam o custo de produção e, por isso, não conseguimos encontrar um modelo de negócios que pudesse ser bom para ambas as partes.
2) O No Mínimo tem 1,36% da audiência do iG, conforme o Ibope/Net Ratings.
3) Acertamos no início deste ano de 2007 que o iG não poderia mais financiar a operação. Foi dado um prazo um pouco maior que o contratual para o NoMínmo tentar outras formas de financiamento. O que eles farão quando saírem daqui, só eles podem dizer.
4) Desde o reposicionamento estratégico do iG, marcado pelo lançamento do conceito “O Mundo é de Quem Faz”, na metade do ano passado, o portal vem investindo maciçamente em conteúdo interativo. Em vez de concentrar o investimento em um único site, o iG tem contratado nomes de destaque no cenário nacional. Os mais novos nomes que integram o time do iG são o senador Cristovam Buarque (que nada recebe pelo seu blog no iG) e o jornalista Caio Blinder. Eles se juntam a parceiros como Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim, Mino Carta, Paulo Markun, Márcia Peltier, Tão Gomes, Alon Feuerwerker, Helena Chagas, Etevaldo Dias, Jorge da Cunha Lima, Drauzio Varela, Paulo Cleto, Flavio Gomes, Gloria Kalil, Érika Palomino, Rita Lobo, Joyce Pascowitch e Maria Clara R. M. do Prado, entre outros, que levam informações de qualidade em tempo real aos internautas e ainda abrem espaço para um debate democrático sobre os mais variados assuntos.”
A quem, os editores do No Mínimo responderam:
“Caro Mario Vitor,
Gostaríamos que você nos ajudasse a desfazer essa desculpa esfarrapada que o IG vem dando para rescindir contrato com o NoMínimo, do qual somos editores. Falamos aqui com o espírito inteiramente desarmado até por que temos tratado o episódio como um direito que todo contratante tem de dispensar o contratado, respeitando o acordado entre as partes, o que vem sendo cumprido à risca. NoMínimo nunca endossou a tese de vários de nossos colegas que identificam no corte a lâmina política de um jornalismo chapa branca atrelado ao governo Lula que teria tomado o portal de assalto.
O IG não nos quer mais – é nisso que acreditamos – porque preferiu investir em outros jornalistas, o que é direito seu, inquestionável. Nos chamar de “não rentáveis” é, além de deselegante, relativo: poderíamos aqui acusar incompetência do comercial deles. Três milhões de pageviews/mês para um site de jornalismo não é pouco, não, companheiro. O IG seria mais correto se nos comparasse com os números do Último Segundo, mas prefere nos diminuir, jogando NoMínimo na vala comum da audiência de todo o portal. Além do mais, o que é “Jornalismo rentável”, caro ombudsman?
Enfim, estamos aqui juntando nossos caquinhos, correndo atrás de novos parceiros sem jogar pedra em ninguém, não é justo que, volta e meia, o IG venha a público dizer que a gente não vale nada, por isso estamos no olho da rua. Mais respeito, por favor. Este grupo de jornalistas merece.
Abraço afetuoso e boa sorte
Alfredo Ribeiro e Xico Vargas”
A questão aqui, creio eu, não é só na de modelo de negócios, mas no rumo que o “conteúdo gerado pelo usuário” toma. Opiniadores profissionais como os do No Mínimo mais e mais entrarão em extinção no mundo on-line? Creio que não. Não acredito no conteúdo da web, na produção de informação sendo 100% produzida por “usuários”. E aí está o grande X da questão. Na web quem são profissionais e quem são usuários? Qual o limite entre um e outro? Jornalistas profissionais, opiniadores profissionais, estão mais caracterizados com a mídia tradicional: jornais impressos, televisão, revistas. Na web, não cabe esse grau de “expertise” e “profissionalismo” por alguém ter simplesmente vindo de uma posição de destaque na mídia tradicional. Isso simplesmente não o qualifica.
O NoMínimo surgiu há muito tempo, quando blogs ainda não tinham a dimensão que tem hoje. Ele foi baseado em um modelo que hoje, é antiquado para essa web 2.0. Os artigos nem espaço para comentários tem.
Acredito que mais e mais, esses profissionais das mídias tradicionais, para se firmarem na web, deverão se despir de suas vestimentas de “autoridade” e apenas se juntar a multidão de opinadores despretensiosos. Continuarão sendo quem são, e sendo referência, obviamente, pois bagagem cultural não é determinada pelo meio ou pela forma com que você se expressa…
Creio eu, que partindo desse princípio, inclusive, um modelo de negócios que gere lucro talvez seja mais fácil de ser alcançado…
Muse no Wembley Stadium
Monday, June 25, 2007
Sabado atrasado, dia 16/ fui no show do Muse no novo Wembley Stadium… Showzaço! Filmei também…
Eu ví Jesus!
Saturday, June 23, 2007
Ao vivo, no Royal Festival Hall e gravei tudo!
Jesus and Mary Chain em Londres, no Royal Festival Hall, dia 22 de Junho de 2007 no Meltdown Festival.
Aaahhh!
Thursday, June 21, 2007
Descobri porque não pode dançar a Dança do Siri em festa virtual da Globo!! Assistam esse vídeo e prestem atenção atrás do repórter!
Agora vejam os bastidores da Dança do Siri no Jornal Nacional:
Sessão da Tarde
Thursday, June 21, 2007
Como esse vídeo prova, a Sessão da Tarde na Globo é pura confusão!
Ficção Científica
Wednesday, June 20, 2007
Assistam esse vídeo que conta a história da revolução da mídia, tendo como base a internet… A história caminha bem, até dizer que em 2000 e sei lá o quê, a televisão acabou e o rádio acabou… Bobagem…
Depois disso vira uma história de ficção científica bastante interessante, e, até certo ponto, plausível, onde mundos virtuais como o Second Life, se tornam uma espécie de “consciência” coletiva… Seria uma espécie de fundamentação pro Matrix, baseado no que vem acontecendo hoje em dia… Um pouco far fetched, mas mesmo assim, interessante. Assistam:
Eu já sabia…
Tuesday, June 19, 2007
Assitam esse pod da Current TV… No início eles explicam a importância da diversidade genética…
Zuando a festa da Globo
Monday, June 18, 2007
Achei sensacional… A TV Globo fez uma festa virtual no Second Life pra comemorar o lançamento da novela “Sete Pecados”. Não, não achei sensacional a festa… Coisa babaca, fizeram pra ganhar mídia espontânea… Mas a mídia espontânea teve a festa apenas como cenário pra um “barraco virtual”…

A Cláudia Raia em versão Second Life… Preguiça…
Achei sensacional que uma produtora do Panico na TV foi convidada, e no meio da festa com as celebridades, começou a dançar a dança do Siri. Outros convidados, gostaram da idéia e começaram a dançar a Dança do Siri também… Os organizadores da festinha virtual, não gostaram e expulsaram esse pessoal da festa, com o pretexto de que eles estariam “fazendo bagunça”.

A produtora dançando a Dança do Siri.
Aí hoje, a notícia já se espalhou… Que em festinha virtual babaca da Globo, não se pode dançar a dança do Siri. Link 1, Link 2, Link 3, Link 4.
Se você não tem idéia do que seja a dança do Siri (assim como eu não tinha), assista aqui embaixo a Dança do Siri no xiqueiro.
País atrasado…
Monday, June 18, 2007
Pra quem é brasileiro e conhece o trabalho desenvolvido pela Petrobrás em combustíveis renováveis, e a parceria entre a empresa e o Governo Federal, assistir a uns vídeos desses chega a ser engraçado…
Enquanto no Brasil, desenvolve-se um modelo de negócios para se fabricar e distribuir biodiesel, e o biodiesel já é vendido nos postos de Gasolina, nos EUA, uns senhores pegam a gordura que sobra de restaurantes e as processam em suas fabriquetas caseiras pra abastecer os seus carros. Louvável… Mas convenhamos… Meio atrasado, não?
Capitão Presença
Sunday, June 17, 2007
Capitão Presença é um personagem criado por Arnaldo Branco, baseado em Matias Maxx:

E esse é o Matias Maxx sendo entrevistado na Marcha da Maconha:
Raça não existe
Thursday, June 14, 2007
Uma das coisas boas de se morar no exterior é não ter contato com a Revista Veja. A Bíblia da classe média brasileira. Poisé… Mas as vezes, esse contato é inevitável. E no meu último, eu juro que eu rolei de rir da afirmação na capa… Vejam só:
Copio aqui o comentário do Imprensa Marrom, onde achei a capa: “Não há brancos, negros, orientais, árabes, índios, esquimós… Nada disso! Segundo a manchete de capa da revista Veja, NÃO HÁ RAÇA. Vamos repetir: NÃO HÁ RAÇA.”
A Classe Média
Wednesday, June 13, 2007
Descobri que tenho mais apreço pelas elites canalhas e pelo populacho sem costumes do que pelas classes médias sonsas desse mundão de meu Deus….
Esse posto abaixo, foi escrito por mim no “No Caso, Senhor“:
Eu tenho um sério problema com esses filmes ingleses que retratam a classe média inglesa e que fizeram o Hugh Grant famoso. Por um simples fator. A classe média inglesa é chatíssima. Nada como no Brasil onde, apesar de chata e desinteressante, ela ainda tem seus pecados: Lêem a Veja, são conservadores udenistas, e ao mesmo tempo em que aproveitam-se da desigualde social do país para viverem como reis, são vítimas de sequestro relampago e balas-perdidas…
Os dramas vividos pela classe média inglesa são risíveis.. A Gwyneth Paltrow perdeu o metrô no Sliding Doors? Ôooo dó! A livraria de livros de viagem do Hugh Grant está dando prejuízo? Que peeeeena… Um bom drama seria um ingles de classe média subindo o Complexo do Alemão no Rio procurando cocaína pra comprar. Ou sendo largado no centro de Baghdad, e tendo que descobrir a pé o caminho pra se chegar a Green Zone… Isso sim é drama.
Bom, mas diferente do Brasil, onde a classe média é determinada pelo quanto de dinheiro você tem, aqui ela é determinada pelo seu background socio-cultural, independente de situação econômica. E, assim como no Brasil, eles exercem uma função social importante… A de força motora pra manter tudo como está…
Mas apesar de chatos eles são bem instruídos. Entendem de política, preocupam-se com o meio ambiente, com as crianças famintas na Africa, com a guerra no Iraque e no Afeganistão, e vez ou outra, encontra-se algum que comentará com você os problemas sociais do Brasil ou a guerra civil na Colômbia.
Acreditam no entanto, que a melhor forma de resolver todos os problemas é doando dinheiro ou roupas velhas pra Oxfam (uma das maiores ONGs de ajuda humanitária do Reino Unido, e sabe-se lá, talvez da Europa e/ou do mundo) ou afins. Pra eles basta isso, doar pra uma ONG qualquer resolver o problema por eles. Entendem o problema, reconhecem o problema, e a maneira de resolver é dispondo de uma parcela ínfima de seus salários…
Por conta dessa mentalidade, existe aqui a indústria das “charities”. Tem “charity” pra tudo, e é inclusive um amplo mercado de trabalho. É a lei do menor esforço pra não se sentir culpado pelas mazelas do mundo. Paga-se pra alguém fazer o trabalho sujo. Pra alguem ir e entrar em contato com a pobreza e a miséria, enquanto fica-se ali, no seu mundinho confortável assistindo o Sir. Alan Sugar no O Aprendiz. E as mudanças que são realmente necessárias não são feitas, pois demandam muito mais que pequenas doações…
Mas fazer o que? Não se pode esperar grandes gestos da classe média… Seja de onde ela venha… Pode-se esperar sim, gestos médios. E frustrado é aquele que tem espectativas elevadas, pois tudo que se pode e se deve esperar de uma classe média é muito pouco frente aos grandes gestos necessários para que mudanças aconteçam…
Mais um Blog!
Tuesday, June 12, 2007
Não satisfeito em não ter mais tempo para absolutamente nada, aceitei junto com alguns outros ilustres amigos, o convite do Renatão de começarmos do zero um novo Blog, o qual batizamos de “No Caso, Senhor“. O nome foi sugestão da Sra. Brockhausen Herrmann, esposa do Sr. Herrmann, e faz alusão aos operadores de telemarketing do nosso Brasil varonil…
Visitem, divirtam-se e comentem!
Max Schleser Vs. Gutenberg
Friday, June 8, 2007
Em meu post de hoje no blog de cinema no Scenta.co.uk, escrevi sobre o projeto de “mobile-filmmaking” do meu amigo Max.
De certa formo comparo o projeto dele com a importância que a imprensa, inventada por Gutenberg no século XV teve para criar uma nova dimensão na distribuição e produção de informação.
O projeto do Max, que é alemão, é desenvolver e fomentar uma linguagem de produção na e para a tela pequena do celular. A tecnologia chegou, uma nova mídia foi criada, mas uma linguagem pra ela ainda não foi desenvolvida…
Visitem o site do projeto do Max, e divirtam-se!
Céu e Iphone
Thursday, June 7, 2007
A cantora Céu, lindona, dá uma “canjinha” no comercial do Iphone:
Se você não sabe quem é a Céu, escute aqui no Myspace dela…
Orgulho do Titio
Wednesday, June 6, 2007
Saiu na capa do caderno de Cultura do Estado de Minas do dia 30 de Maio:

Esse aí é o Gurdin, que trabalhou comigo na famigerada MTV Belo Horizonte. Ele escapou de Belo Horizonte 1 anos antes de mim pra ir estudar na Gnomon, escola de efeitos especiais na Califórnia, e agora comanda o batatal na Luma Pictures, fazendo efeitos especiais pruma penca de filmes, o mais recente, Piratas do Caribe. E agora ele tá famoso lá em Minas também, pois saiu no Estado de Minas. Leia aqui a matéria completa em pdf.
Hard Talk
Monday, June 4, 2007

Assistam a entrevista que o Lula deu ao programa Hard Talk da BBC clicando aqui. O mais importante dessa entrevista é perceber não só o pragmatismo de Lula, mas perceber como que é dificil para os Ingleses (e aos europeus em geral) entender uma política externa baseada na FRATERNIDADE e RESPEITO. E essa tem sido o moto da política externa brasileira, respeitando decisões legítimas e autonomas de Estados e agindo como parceiro e pelo bem COMUM, e não defendendo somente os próprios interesses.
Mas ainda demora alguns bons séculos para que o mundo passe a entender o que é fraternidade e respeito. Especialmente os americanos e ingleses e a elite latino-americana (que acha que são europeus e/ou americanos).
Estado Vs. Mercado
Saturday, June 2, 2007
Interessante ver grandes grupos de comunicação como a Globo, por exemplo, criticando a “falta de liberdade de expressão na Venezuela, com o fim da concessão da RCTV… Esse é o grande discurso moral das grandes empresas de comunicação. Elas, e somente elas, são os paladinos da verade e da livre circulação de informações e opiniões…
A Carta Capital dessa semana faz essa comparação entre grandes grupos de mídia e o governo de Hugo Chavez. Leiam, por favor!











