Skip to Content Skip to Search Go to Top Navigation Go to Side Menu




César Maia, o esperançoso


Thursday, May 10, 2007

No dia 7 de maio, em um longo texto em seu ex-blog, César Maia tenta injetar ânimo na direita conservadora brasileira (Democratas), tentando provar que a eleição de Sarkozy na França e a vitória Conservadora nas eleições dos councils no Reino Unido significam que a tendência do mundo é ir pra direita…

Algumas coisas a serem ditas ao pai do Rodrigo Maia:

1) O Sarkozy venceu na França com pouco mais de 1% de diferença. Isso pra mim não é tendência, demonstra apenas divisão. A França não festejou a vitória. Houve quebra-quebra em Paris, no melhor estilo francês.

2) César Maia é tão esperançoso que a direita se saia bem que já até previu que James Cameron será eleito primeiro-ministro no Reino Unido. Avisem ao César Maia que o Reino Unido é uma nação em guerra, e que a imagem de Tony Blair está desgastada não pelas suas políticas sociais e econômicas (que é quase inunamididade por aqui que foram e são bem sucedidas), mas pelo fato de a Guerra do Iraque ter se tornado o que se tornou…

3) Não só as bases do raciocínio de César maia estão erradas, mas, mesmo se tivessem corretas, seria um ERRO tentar simplesmente tentar aplica-las na realidade brasileiro. Importar da Europa teorias de administração pública, de condução política e tendências do eleitoroado é ignorar as diferenças que existem na estratificação social. Na formação histórico-política. Nos fatores demográficos. Nos fatores econômicos. É irrelevar TUDO o que o Brasil tem de único, a favor de um modelo importado de uma nação desenvolvida, COMPLETAMENTE diferente do Brasil em todos os aspectos.

O Brasil, caro César Maia, tem que desenvolver seu próprio modelo, baseado em suas próprias características, tendo como base a sua estratificação social, econômica e levando em conta a SUA formação história, e não de nações européias com séculos e séculos de tradição política e histórica a frente de nós… Resumindo: O Brasil não é Europa.

Abaixo a bobagem escrita por César Maia:

“NOVAS REFERÊNCIAS PARA O DEM - democratas brasileiros!

Estarão de olho em Sarkozy -na França e em Cameron -na Inglaterra!

1. Um artigo de Daniel Cohen - traduzido por este Ex-Blog (Os Limites da Clivagem Direita/Esquerda), apoiado numa pesquisa publicada pelo Nouvel Observateur durante as eleições, mostrava que o corte -direita/esquerda- já não servia para 40% dos eleitores franceses. E mostrava que um importante segmento, que ele chamou de “desconfiados” -que é conservador no terreno cultural -valores- (lei, ordem, costumes, família)- o era também no campo econômico. E sublinhava: “Esta confusão decorre, contudo, também de uma outra especificidade: a direita francesa não é na realidade liberal no sentido econômico da palavra”. Com este corte -não liberal nos valores e não liberal na economia, Sarkozy venceu as eleições e atraiu os “desconfiados”.

2. As eleições municipais na Inglaterra esta semana confirmaram o que as pesquisas vem repetindo. Blair se desgastou, será substituído por Brown e os Tories (conservadores) abrem maioria de opinião publica e nas próximas eleições tendem a ocupar o governo. Seu jovem líder -David Cameron- apontou em direção a uma visão econômica não liberal, não thatcherista, e trocou a demonização do Estado, por uma gestão adequada para os mesmos fins. O destaque, que surpreende a muitos é que isso vale para o sistema de Previdência Social britânico, elogiado por Cameron em seus objetivos. Cameron repete Sarkozy, ou vice-versa: conservador nos valores, mas não liberal na economia. Os Tories chegaram a conclusão que se iludiram com a critica aos impostos. A ilusão não se refere ao mérito, mas a terem sobre-estimado o peso político da mensagem -menos impostos.

3. A maior novidade -quanto a mensagem- na eleição presidencial francesa, foram as insistentes afirmações de Sarkozy: - A França tem que negar e superar “Maio de 1968″. Ou seja, negar os valores de maio de 1968 que eram a negação das tradições, individualismo radical, liberalidade quanto aos costumes, negação da família como núcleo matriz da sociedade, instituições voláteis, etc…

4. Enquanto os analistas convergiam que esta eleição superava o ciclo gaullista, Sarkozy ia mais longe negando maio de 1968.

5. Tories e UMPistas -liderados por Cameron e Sarkozy, colocam para os partidos que se situavam no espectro político à direita, novas idéias, novos desafios, novos tempos. Alhures e aqui, certamente!”

del.icio.us Digg Facebook Technorati Google StumbleUpon Windows Live Netscape Yahoo co.mments Bloglines Bookmark.it Ask Netvouz Dropjack

Leave a Reply


In order to submit a comment, you need to mention your name and your email address (which won't be published). And ... don't forget your comment!

Comment Form