Ao se falar em legalização de drogas, a primeira coisa que salta aos olhos da sociedade é: “Lá vem esses maconheiros!”. No entanto, não é preciso ser usuário da droga pra se entender a necessidade e toda a incoerência por tras da legislação. Basta informação.
No entanto, para a maioria é mais fácil e cômodo jogar com o preconceito e a falta de informação do que rever suas posições a frente de dados e fatos.

No Rio de Janeiro acontece esse final de semana, a Marcha da Maconha: “A Marcha da Maconha visa a conscientizar as pessoas sobre os malefícios da proibição dessa planta. A ignorância é tanta que, por causa da proibição da maconha, o cânhamo, que é da mesma família, também é proibido. (…) E finalmente, vamos enfrentar esse preconceito contra as pessoas que usam maconha, mostrar que não tem nada a ver essa intolerância, essa violência jurídica e psicológica contra nós. E como pode ser crime um costume que não faz mal aos outros? Já repararam como a maconha incomoda muito mais a quem não a consome do que aos consumidores?”
Me assusta também a hipocrisia de alguns políticos, especialmente o César Maia, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, onde a violência relacionada ao tráfico de drogas é o problema mais grave. Olha o que ele escreveu hoje em seu ex-blog:
MARCHA DA MACONHA!
Animação a cargo das bandas do Comando Vermelho e do Terceiro Comando Puro! Traficantes de todo o mundo: uni-vos!
Esperaria mais do prefeito do Rio de Janeiro. Mas é mais fácil apelar para o seu público, conservador e desinformado, do que apoiar a macha com algumas informações. Informações como, por exemplo. Maconha e Ecstasy, duas drogas proíbidas praticamente no mundo inteiro, são menos prejudiciais a saúde que o Tabaco e o Alcool. Como provaram cientistas britânicos em uma pesquisa divulgada recentemente. Veja o gráfico produzido pela BBC. Nele, cocaína e heroína são as mais prejudiciais. O alcool vem em 7o lugar, o tabaco em 9o. A maconha vem em 11o lugar, e o ecstasy em 18o lugar.

O combate ao uso de drogas recreativas é um fenômeno do último século, por razões que ainda quero pesquisar e descobrir. Mas em todo o mundo o combate é provado ineficiente. O acesso a drogas recreativas ilegais é fácil é disseminado. Basta querer e ter dinheiro pra pagar. O uso é disseminado. A hipocrisia também.

May 4th, 2007 at 2:45 am
Uma das coisas que mais me envergonha em ser brasileiro é que pulhas como César Maia e Jorge Bornhausen nunca sofreram uma ameaça série contra suas vidas, provavelmente nem um telefonema anônimo, uma carta bomba. Nada.
Queria que o hiper-faturado Estádio João Havelange e toda a estrutura capenga do Pan do Rio desabasse sobre a cabeça do César Maia. E se aquele filho playboy dele estiver junto, decretamos feriado nacional!