Antes de conseguir fazer um currículo aqui na Inglaterra, pra conseguir meu primeiro emprego, tive que mostrar que sou sério. Brasileiros tem fama de não serem sérios. O Brasil tem fama de não ser um país sério. No início isso me irritava, achava que era preconceito…
Mas os gringos tem razão… Vejam só esse post no Blog do Mino Carta onde ele comenta matéria da Carta Capital que denuncia os encontros secretos dos diretores do Banco Central com executivos de instituições financeiras.

Diretores do BC
Seriedade… Esses senhores, diretores do BC e dos bancos, que se consideram tão sérios, vestidos em seus ternos bem cortados, com suas atitudes, aqui, seriam vistos como ‘moleques’.
“O nosso BC
Falar de república não é do apreço da elite nativa. A palavra republicano causa-lhe engulhos, a ela e aos seus escribas. Nesta edição, CartaCapital esclarece que os senhores “não gostam de ser ensinados que a vida republicana supõe a interdependência dos poderes, a precedência do interesse coletivo sobre as conveniências individuais, a impessoalidade da gestão da coisa publica, a publicidade dos atos praticados pela administração e a obediência da burocracia à lei e às decisões judiciais”. Tratam com desprezo os princípios republicanos, os donos do poder. Por exemplo, o senhor Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, e sua equipe de astrônomos. Revela Márcia Pinheiro na CartaCapital, já nas bancas de São Paulo, que entre quinta 15 de março e sexta 16 dois diretores do BC encontraram-se sigilosamente com executivos de instituições financeiras para discutir assuntos que lhes dizem respeito e, salvo melhor juízo, a nós todos. Os astrônomos em questão são o diretor da Política Econômica e Estudos Especiais do BC, Mario Mesquita, e o diretor da Política Monetária, Rodrigo Azevedo. Meirelles também compareceu, mas não falou. Houve três reuniões em São Paulo e um ano Rio de Janeiro, “nas sedes regionais do banco, prédios públicos”, anota conscienciosamente Márcia Pinheiro. A qual encontra no episodio a enésima prova de como no Brasil publico e privado confundem-se indissoluvelmente. Não é o que acontece nos paises onde os princípios republicanos vigoram e onde o Banco Central é entidade institucional, destinada a servir o Estado e a Nação, e não este ou aquele governo. Nada disso por aqui. E ainda nos damos ares de país democrático. Porta-voz do Fed, o BC dos Estados Unidos, consultado em Nova York por CartaCapital sobre a possibilidade de encontros secretos entre gente do banco e gente do mercado no gênero daqueles ocorridos no fim da semana passada no Rio e em São Paulo, não escondeu seu espanto. Como de hábito, pergunto aos meus botões: será que o presidente Lula e o ministro Mantega vão ficar espantados? Será que a mídia nativa, com as habituais, raríssimas exceções (em primeiro lugar Paulo Henrique Amorim e sua Conversa Afiada) vão repercutir as revelações de Marcia Pinheiro?“
Tem mais gente de olho. Hoje, no site do Paulo Henrique Amorim, ele nota que Henrique Meireles e nenhum dos outros diretores do BC envolvidos pediram demissão.

March 24th, 2007 at 3:45 pm
Outro dia me contaram que o general francês Charles de Gaule, (o grande ídolo francês) pronunciou a frase em visita ao nosso país:
“le Brésil n’est pas un pays sérieux”
uma wikipediáda no assunto e… há controvérsias.
Pelomenos serviu pra descobrir que já existiu uma tal “guerra da lagosta” (?) entre os dois países, quando navios franceses exploravam a costa brasileira pra pescar lagosta.
Fala séeeeerio!!!, Mr. de gôle.
http://pt.wikiquote.org/wiki/Charles_de_Gaulle