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Argentina X Shell


Thursday, April 7, 2005

Mais uma vitória de Kirchner: Shell cede a boicote e reduz preços na Argentina

Os Argentinos deveriam tar pensando “e essa, é por vocês terem tomado as Malvinas de nós”. E o Kirchner ficou feliz da vida.


Kirchner, e seus belos olhos.

O Lula devia fazer a mesma coisa com os bancos!!
“Brasileirada! Vamo parar de pegar empréstimo no banco, cartão de crédito e cheque especial se esses bancos espanhois, holandeses e ingleses babacas não reduzirem os juros!”

O zoiudo aí encima já abriu o caminho, Lula! Vamo lá! Cê tem peito!
Leiam abaixo matéria sobre o Kirchner:

Globo Online
Agências Internacionais

BUENOS AIRES - A companhia petrolífera anglo-holandesa Shell anunciou que voltará atrás no aumento do preço dos combustíveis que tinha aplicado no mês passado na Argentina e que levou o presidente Néstor Kirchner a convocar um boicote nacional contra a empresa. A Esso também recuou dos aumentos.

- É uma vitória do povo argentino - disse Kirchner, cujo o governo enfrenta uma preocupante alta da inflação.

Segundo a edição desta quinta-feira do “La Nación”, o boicote convocado por Kirchner, os bloqueios feitos pelos piqueteiros encabeçados por Luis D’Elía e uma crise que há muito tempo amedrontava os usuários de postos de gasolina conseguiram o impensado na indústria energética mundial: enquanto o preço internacional do petróleo segue em níveis recordes, petroleiras baixam os preços da gasolina na Argentina.

O recuo das petroleiras causou euforia no governo argentino e o presidente fez rasgados elogios a quem atendeu ao boicote.

- As pessoas nos deram uma clara lição, usando seu poder. Se em todos os lugares se tomar esta atitude, se vai ganhar a batalha da justiça e da defesa do poder aquisitivo dos trabalhadores. As empresas tiveram que recuar, e louvado seja - disse Kirchner.

As vendas da Shell caíram 30% após o boicote. Em algumas regiões, o recuo chegou a 70%.

A Shell cedeu e aplicou reduções de preços em proporção maior que a das altas que havia adotado anteriormente e que causaram protestos do presidente. O litro de gasolina super baixou 3,1%, após ter subido 2,6%. Custa agora $ 1,879, o que significa uma baixa de dois pesos para quem queira encher um tanque de 40 litros. A premium tem situação similar: tinha subido 3,5%, mas caiu 3,9% e custa agora $ 1,989. A comun, que havia aumentado 2,9%, recuou 3,4%.

A Shell decidiu, em troca, não revogar as altas do gasóleo (usado para abastecer motores diesel). Não imitou, assim, a atitude da Esso, que foi forçada por uma resolução oficial que permite importar combustível sem impostos só a quem não tinha aplicado aumentos, baixou seus preços, inclusive do gasóleo.

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